A aparição do Mal
Escritor: Rafael Ferreira Silva
Ninguém sabe ao certo como começou. Nem as autoridades, nem os cidadãos comuns, nem mesmo os teóricos das mais elaboradas conspirações. Acredito que o que contribuiu para que eles passassem desapercebidos é que a mudança que eles provocaram na sociedade, foi lenta e gradual.
Fisicamente e fisiologicamente falando, foi impossível que nós os detectássemos antecipadamente, afinal eles são iguais a nós nesse aspecto. O que os difere de nós é o seu caráter, a sua índole os seus valores.
Mesmo com tudo que sabemos sobre eles, o que não é muito, diga-se de passagem, não sabemos como eles chegaram. Nunca apareceu nenhuma nave espacial. Nunca ocorreu nenhum evento mágico ou inexplicável. Eles apenas apareceram e se infiltraram no nosso meio.
Acredito que o maior problema foi não conseguirmos evitar a contaminação. Essa não veio através de nenhum mecanismo elaborado ou organismo vivo. A contaminação veio através da fala. A transferência do mal que eles trouxeram foi através da conversa, da convivência.
Ainda hoje é difícil perceber quem está contaminado. O mal que eles trazem se disfarça muito bem. Parece algo bom mas, quando você menos percebe, começa a matar a você e os que estão ao seu redor.
Ao contrário de tudo que algum dia se imaginou sobre outras formas de vidas inteligentes que nos visitassem, o que eles trouxeram não foi nenhum presente, foi uma maldição. Através deles é que conhecemos a ganância, a maldade, o ódio, a guerra! Até a sua chegada éramos uma sociedade amigável, vivíamos em paz e isso bastava. Eles trouxeram a destruição.
Eles já tinham experiência nisso. O local de onde eles vieram foi destruído num processo semelhante ao que estamos enfrentado agora, e eles foram os grandes culpados.
Hoje percebo que a vontade deles não era trazer a destruição, mas sim, encontrar um lugar onde eles pudessem residir e continuar sua vida. Mas deve haver algo na sua natureza que faz com que eles tragam junto a maldade e a dor.
Um dia eles chegaram, vindo do seu planeta distante. Eles se infiltraram e começaram a disseminar o mal (ainda que involuntariamente) no nosso meio.
Não sabemos a data, mas sabemos que eles, os Humanos, vindos do planeta Terra, chegaram em Mitros e contaminaram nossa sociedade. E hoje, se somos um planeta devastado pela guerra, a culpa é toda deles, dos Humanos!
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É uma idéia interessante, mas foi muito “jogada na cara”.
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Você me disse que humanos estão destruindo Mitros. Cadê a história? Cade o Enredo? Cadê a emoção. Qual o sentido deste texto?
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A sensação é que você me deu informações sobre uma situação. Em vez de nos dar as informações, nos dê uma história.
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Já ouviu falar do “show don’t tell”. É exatamente o que faltou aqui. Procura um pouco sobre este conceito e tente trabalhar mais nisto.
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Seja bem vindo ao ONE! Espero mais contos teus.
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Há Braços!
Oi Rainier,
Obrigado pelo seu comentário. Esse é o meu primeiro conto, uma experiência que fiz.
A minha idéia com o conto foi mostrar a forma como nós, humanos, temos algo dentro de nós que se propaga sem nem mesmo termos consciência disso.
Me ative a tentar mostrar o processo como a “infecção” ocorreu, e não o desenrolar disso.
Vou procurar ler sobre o conceito de “show don’t tell”.
Novamente obrigado pelo seu comentário, vou tentar melhorar nos próximos.
Abraço.
Primeiro, na tua história não tem nenhum personagem! O personagem, é uma das maiores, senão a maior ligação que o leitor tem com o texto. Se não há nenhum personagem, não há ligação.
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O que falo agora é sobre a construção de um enredo e vou colocar Avatar como exemplos.
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1º Temos de ser colocados no mundo normal. – A realidade cotidiana do personagem. Onde ele vive, como ele é, o que ele faz. Coisas sobre o dia a dia dele. Isso nos ajuda a nos aproximar do personagem. Ex. Jake Sully no departamento de ciências.
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2º Saida do mundo normal. – Algo acontece, ou algum Arauto traz uma chamada a aventura. Algo precisa acontecer para quem está no centro da história, viva a aventura. Ex. Jake Sully se perde na floresta e conhece a Neytiri.
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3° Conflito. Uma situação a ser resolvida. O problema real da história. Ex. Jake tem que viver como humano mas também como Na’vi. Ele tem que decidir quem ele é, e o que ele fará.
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4° Climax. Reviravoltas, plot-twist, o problema maior, o ápice da aventura, problema. Ex. O personagem sabe quem ele é, e trava uma luta contra os humanos para proteger os Na’vi.
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5° Resolução. O fim da história. O que aconteceu no fim de tudo, qual foi o resultado de tudo o que aconteceu.
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Dentro dessas premissas comece a trabalhar em teu texto. Recomendo muito a leitura de “A Jornada do Escritor – Christopher Vogler”
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“O herói de mil faces – Joseph Campbell” é excelente, mas é muito comprido, o de Chris é mais suscinto.
É o que eu falei, você me deu as informações sobre uma situação. Em vez de nos dar as informações, nos dê uma história.
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Que história na situação dos homens invadindo Mitros você consegue desenvolver?
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1º – Um homem do governo investiga algumas mudanças na sociedade, o comércio começa a ficar agressivo, a politica começa a ficar corrupta, coisas do gênero.
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2º – Ele vê em um armazém vários homens reunidos planejando como eles vão se infiltrar no meio da sociedade e como andam os planos deles, ele grava toda a conversa.
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3º – Os humanos notam sua presença e tenta caça-lo, o personagem tenta fugir.
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4º – O personagem consegue entregar a fita a um grande politico, e explica a situação para ele, entretanto o politico pisca para ele e quebra a fita.
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5° – O personagem é capturado e compreende que os humanos já transformaram Mitros em um lugar sujo e não tem como voltar atrás.
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As tuas idéias e todas as informações que você passou no texto foram contadas, mas foram contadas através de um enredo que prende o leitor.
Capiche???
Olá Rainier,
Valeu pelas dicas e pelo “caminho das pedras”.
Eu já tenho “O Herói de Mil Faces” mas ainda não li.
Vou continuar estudando e tentando escrever algo com essas dicas.
Valeu.
Rafael, estamos aqui para ajudar.
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Não se esqueça de passar nos contos dos outros escritores e deixar seu comentário.
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Mesmo que não muito técnico, o principal motor do site é a interatividade e a ajuda mútua.
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Eu acabo aprendendo toda vez que comento. Então eu também lhe agradeço!