Auto-ajuda
Escritor: Israel Duarte

Fico muito puto quando entro em uma livraria e vejo uma secção enorme destinada à livros de auto-ajuda. Bando de ladrões. Um dos jeitos mais fáceis e desonestos de se ganhar dinheiro, é só sentar o rabo numa cadeira e começar a digitar um monte de baboseira. Qualquer um que saiba escrever é capaz de fazer isso, qualquer um. Se eu fosse um pouco mais cara de pau faria o mesmo. Pensando bem… não o mesmo, sou um cara que gosta de inovar, escreveria algo mais pessoal, algo com valor, algo novo e não um recorte de livros anteriores.
Começaria o meu livro falando da minha infância, do jeito que eu conseguia realizar tarefas complicadas… eu era bom nisso, sempre tinha alguma artifício que me mantinha na linha e não me deixava desistir. Um bom exemplo é o que eu fazia pra chegar à escola que ficava no topo de um morro. Escola professora Zulmira de Paula Almeida era o seu nome, a escola do topo do mundo, maldita escola. Todos os dias eu saia de casa todo arrumadinho, farda branquinha, bolsa dos Power Rangers nas costas e o guarda-chuva na mão direita, fizesse chuva ou sol ou guarda-chuva estava lá por imposição da minha mãe. No começo o guarda-chuva era peso morto, só servia pra me deixar mais puto, mas com o tempo percebi que ele poderia ser uma ferramenta muito útil em minha jornada. O guarda-chuva seria o meu cajado e o morro da escola o meu Everest. Cada passo no barro escorregadio era mais perigoso que qualquer gelo de qualquer montanha, mas eu não desistia, ia em frente. Cara de mau, corpo suado, cajado, perna direita, perna esquerda, cajado… e a cara de mau sempre lá. As pessoas me olhavam admiradas, acho que pensavam algo como “que garoto determinado” quando eu passava.
Certo dia, quando já tinha passado do acampamento base uma chuva começou, não vi uma chuva, vi uma pesada nevasca vinda do norte, levantei a minha camisa só deixando espaço para os olhos e continuei a escalada com o meu cajado. O barro/neve estava mais escorregadio que nunca, o vento estava forte, frio, impetuoso. Mas eu não desisto… Nunca! Perna direita, perna esquerda, cajado forte no solo, perna direita, esquerda, cajado. Acho que a montanha dobrou de tamanho naquela manha, mas eu fui até o fim- com passos curtos é verdade, mas até o fim. Naquele dia cheguei ao cume da minha montanha nas condições mais adversas possíveis e foi um dos dias mais felizes da minha vida. Mas para a minha surpresa as aulas foram suspensas, só fiz quebrar meu guarda-chuva e ganhar uma gripe.
Outro episódio que eu iria colocar no meu livro é o da “cólera do dragão”. Quando garoto, religiosamente assistia aos cavaleiros do zodíaco, sabia o nome de tudo e de todos. Bons tempos. Meu favorito era Shiryu, calmo, correto, poderoso. Eu queria ser ele, mas não nos parecíamos em nada. Pensei muito e cheguei à obvia conclusão que eu ainda não me parecia com ele porque não tinha treinado o suficiente, falta de treinamento. O primeiro passo foi deixar o cabelo crescer, o segundo passo foi aceitar que eu meu cabelo nunca ficaria daquele jeito- sou negro- e o terceiro passo foi tentar repetir o maior feito do cavaleiro de dragão, fazer uma cachoeira correr ao contrário. Claro quem eu não tinha uma cachoeira a minha disposição, tive de improvisar, ficava meditando sob a água que caia do chuveiro e quando sentia que toda a minha energia estava no ponto, deferia o meu golpe na água… ela nunca correu ao contrário. Minha mãe ficou preocupada por uns tempos, sempre me perguntava o que eu tanto fazia dentro do banheiro, eu não respondia… deixava ela pensar que eu estava fazendo o que qualquer garoto da minha idade estaria fazendo trancado no banheiro.
Claro que iria citar muitos outros episódios, a fase em que eu queria ser Benji Wakabayashi, a época em que ficava dando chutes a torto e a direito pensando ser o karatê-kid e muitos outros. Mas os dois principais seriam o do cajado e o da cólera do dragão, especialmente o do cólera do dragão, de onde eu tiraria a lição mor do meu livro de baboseiras. Lá no finalzinho eu diria “nunca desista” de um modo bem sutil, diria que até hoje quando vejo a água cair do chuveiro, concentro meu qi e solto um cólera do dragão bem baixinho. A água ainda cai, como sempre caiu, mas… quem sabe um dia eu consigo fazer igualzinho ao Shiryu?
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Mermão, se esse conto travar na agenda eu estilo de com força!
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texto altamente nostálgico e cativante, receita pra recebr comentários
hehehe
quem não chora não mama, baby!:p
…
o sr. tinha a lancheirinha do Sonic também?
Esse texto me lembrou do tempo quando eu tinha uma dessas lancheiras e enfrentava até tempestade pra chegar na escola toda encharcada e suja de lama pq minha mãe também não me deixava ficar em casa.
Muito legal, especialmente porque eu vivia sonhando que era algum dos meus personagens favoritos, me identifiquei muito com esse texto. E esse texto salvou meu dia.
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Que limpeza, minha pirraia! tava pensando em até expandir a ideia desse texto pra temas mais atuais, englobar mais icones modernos… sei lá, botar o Ash e o picachu no meio… algo nessa linha
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FAz isso, vai ser o máximo! Um grande sucesso.
um dos que mais gostei, dentre todos que você escreveu, Israel. Muito real e doce, sem perder o seu tom de humor sarcástico.
Coisa de mestre, cara.
Parabéns
Sami, saudades tuas. Contagem regressivas pras férias.
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Vou escrever um montão nesse estilo, já tenho o plot de um bocado!
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E nesse fim/começo de ano vamos botar o preto, cinza e rosa pra andar, né samil?
façam isso!!! *_*
“Auto-ajiuda” se fosse auto mesmo você não precisaria do livro xD…
ueahauhae… Verdade, Vini.
Só podia ser tu mesmo hein preto…kkkkkkkkk
ueahueahaeuhae
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Tu queria se Shun que eu tou ligado!
yaoi?
Acho que não. A não ser que ele fosse o Shun e o Israel fosse o Yoga.
Frescura, Sami.
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heauhaeuaehueah… Não sei exatamente o significado de yaoi, mas tenho quase certeza que quer dizer “man-on-man action”.
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Tô fora!!
é coisa que o Shun gosta, oras
Huahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuauhahuahuahauhua…Acho que você nem acreditaria se eu dissesse que tenho esse conto salvo no pc só esperando por minha irmã. Vai ser uma baita resposta pra quando ela começar a me citar trechinhos d’O Segredo. Não sei se foi por ser um dos seus primeiros que eu li, mas com toda certeza esse é o meu favorito
Sempre que eu leio eu morro de rir. Perfect, querido! Parabéns Israel, você é um dos melhores escritores daqui! Você é grande!!!
Minha querida Asami. Obrigado pelo leitura e…arrete a sua irmã por mim, pequena.
e… vc de fato foi uma das primeiras pessoas a ler este, se não a primeira!
Como sempre muito bom Israrl.
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Serio cara, parabéns, vc manda muito.
Frescura, mestre. Primeiro o Guns falou aquelas coisas bonitas no “bêbo Amyr Klink” aí vem tu e fala isso aqui… vou ficar bolado
É…
tipo, ainda estou esperando minha carta de Hogwarts.
heheheeh… tive que ir no google pra ver o que significava essa carta.
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Sei nada de potter, mas o sentimento é universal. Tenho um amigo que chamava o seu de gato Meowth quando filhote, e de Mew depois que ele cresceu.
hahaha
Eu fazia essa de chamar o gato de meowth também. xD
Seu texto de auto-ajuda realmente ownou todos os outros do gênero, Israel.
realmente os livros de auto-ajuda são muito bons… para o autor, são uma auto-ajuda para seu próprio bolso, hahaha
o conto tah legal, me lembra as epocas antigas de quando eu assistia os filmes japoneses do Jaspion
Grande Jaspion. Da trupe do black kamen rider, do changeman… e coisa e tal.
Poizeh.
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Nâo sei nem o q dizer.
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=]
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acho engraçado, me lembrou minha infancia. só.
Então cumpri meu objetivo: nostalgia bem-humurada.
Que beleza de foto, Guns!!!
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Gostei de com força!
Pode-se dizer, que caiu como uma luva, essa foto.
Achei meio fraco. As considerações sobre auto-ajuda me pareceram superficiais também, no entanto, não consegui achar realmente ruim, acho que por que eu basicamente fiz tudo que a personagem fez também. Um dia a cólera do dragão sai.
HUAHAUAH
Adorei a imagem XD
e bem, meu sonho era lançar o pó de diamante… XD
eu assistia com os meus primos, e depois a gente ainda encenava o epizódio. E eu era a Atenas xD. Doce ilusão. kk
eu era a Marin! =D
era louca para esmigalhar uma pedra com as mãos, que nem ela fazia!
carnaval passado, um grupo de amigos meus sairam fantasiados de cavaleiros do zodiaco.
Ficou bem legal. Eu deveria ter saido fantasiado de mr. Satan, mas nao sai. Longa historia, depois eu conto.
Sempre gostei mais do Ikki de Fênix. Porque ele era Evil e Apelão hehehe.. forte pra caramba. Aquele golpe que ele acertava no cérebro do cidadão que era morte na hora… demais!
Verdade, vitor.
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A parte do auto-ajuda foi só o ponto de partida pra falar das coisas aí. Talvez tu tenha se desiludido pq comprasse a ideia de que o texto era realmente falando de auto-ajuda {talvez a culpa seja minha de usar esse titulo}.
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Não, nem foi esse o caso. Só não gostei mesmo.
Que onda,o garoto escala aquilo tudo só pra saber que não tem aula. Deu nostalgia…
Eu sempre tive paixão por Shaka de Virgem,uma vez sentei no chão e meditei por tanto tempo que minha mãe veio olhar o que eu estava fazendo. XD
Aquilo tudo era só uma ladeirinha, Perê. aeuaehuaeuhaeuhae…. foi drama meu.
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Shaka? sério? sempre me senti incomodado ele, viadinho blasê… ou aldo assim.
kkkkk
Ri alto agora!
parabéns!!! muito bom!
nem venha me chamar de donzelo, Quel. Nem venha!