Por Você Mesmo
Escritor: Homero Meyer

A última vez que pedi dinheiro para meus pais, eu tinha apenas 15 anos. Havia conhecido uma garota linda e estava realmente apaixonado… Sentia algo diferente por ela, mas ainda não sabia trocar por palavras, então decidi dar-lhe flores. Não queria dizer isso para meu pai, não queria ficar embaraçado e nem enfrentar uma bateria de perguntas, queria apenas o dinheiro, as flores e alguns beijos como recompensa. Naquela época não fazia muitos planos mesmo… Eu era um garoto inocente. Tinha apenas um único objetivo: Demonstrar meus sentimentos!
Inventei uma mentira boba, a qual nem me lembro mais, e sem muito esforço, lá estava eu com uma nota de R$ 50,00 no bolso rumo à floricultura! Encontrei algumas amigas no caminho que se ofereceram para me acompanhar nessa jornada! Então, escoltado por uma trupe de amazonas, totalmente tímido, fui comprar flores! Arranjos, vasos, cestas… Rosas, gerberas, orquídeas… Cartão?! Eu era um garoto perdido. O que escrever???
Estava frio, muito frio… Ou era apenas eu?! Cercado por mulheres que olhavam, estudavam, analisavam cada escolha ou movimento, fui tomado por uma coragem súbita, e uma vontade de impressionar o sexo oposto. Escolhi o arranjo mais suntuoso! Uma bela cesta repleta de rosas vermelhas (que exagero), tomei a caneta em minha mão direita e desenhei calmamente cada letra de um bilhete apaixonado. Dei “adeus” ao dinheiro de meu pai, mandei entregar as flores, respirei fundo, levantei a cabeça e voltei para a platéia feminina que aguardava ansiosa para discutir a reação da destinatária… Eu era um garoto orgulhoso. Mas por pouco tempo!
Melhor do que dar flores para uma mulher, foi passar o dia com cinco delas me bajulando e dizendo o quão especial eu sou. Melhor do que mesentir apaixonado, foi entender que a paixão é apaixonante (ou contagiante). Melhor do que conquistar um coração, foi iniciar uma corrida pelo meu. Então, não era mais um garoto inocente, não era mais um garoto perdido, e talvez nem tão orgulhoso… Eu era um fato, uma ocasião… Eu era um garoto romantico que surpreendeu sua amada com flores, rosas vermelhas! Muitos pontos na tabela do “jogo da vida”!
Esse garoto romantico voltou para casa… Voltou com pinta de um garoto orgulhoso! Lembrou dogaroto perdido e deu risada. Mas esqueceu-se por completo do garoto inocente! Esqueceu-se pro completo do garoto que começou tudo.
Perdi o medo do embaraço e contei a aventura ao meu pai. Contei cada detalhe… ou exclui alguns por questão de respeito… Contei sobre as flores, sobre cada uma de minhas amigas, sobre a responsabilidade de impressionar outra pessoa, mas esqueci que fiz tudo isso por alguém. Ela desapareceu de minha mente, desapareceu… Desapareceu do meu coração!
Meu pai que até então ouvira calado, me perguntou sobre essa garota… “Ela é especial?” Pensei… Pensei… Decidi! “Sei lá!” Silêncio… Ele sorriu e olhou para mim, eu sabia que ainda teria que passar vergonha naquela conversa! Rezava para não ouvir girias da década de 70, conselhos amorosos “descolados”, ou iniciar uma discussão sobre sexo. Mas ele olhou nos meus olhos e disse: “Você me deve cinquentão! E na próxima vez, faça por você mesmo!”
A última vez que pedi dinheiro para meus pais, eu tinha apenas 15 anos… Foi quando percebi que não era mais uma criança, foi quando percebi que meu coração tem dúvidas e que minhas ações tem consequências. Foi quando descobri que meus sentimentos poderiam ferir…
No fim do dia as flores viraram um pedido de desculpas e transformei a alegria da surpresa em um coração partido. Eu estava errado, eu era um garoto vazio. Uma vida sem compromissos é uma vida volúvel. Decidi trabalhar e construir um futuro. Decidi que precisava ser completo para conhecer quem completaria meu destino! Decidi que seria assim! Decidi fazer por mim mesmo!
Agora sou diferente?! Que nada! Continuo um bobo apaixonado…
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Esse conto poderia muito bem ter sido escrito por mim. Não q eu escreva tão bem, mas pelas experiências vividas. A diferença é que eu já desisti de tentar explicar, ou mesmo entender. Mas mesmo assim me divirto com teus textos. Bjo
Cara, que bonito… fiquei com um sorriso bobo e um pouco melancólico por aqui…
Adorei esse site, achei uma ótima iniciativa.
Escolhi esse conto para começar a publicar aqui, exatamente por se tratar de algo bastante pessoal. Legal poder ver que agradou.
Obrigado pelos comentários!
Ah, foi um conto bem fofinho. =3
Eu acho que era um pouco assim quando era adolescente – mas só na faculdade que as coisas deram certo
Bonito conto, parabéns. ^_^
Acho que somos todos assim quando novinhos, tão imaturo e iludidos xD
—
Seja muito bem vindo ao One, Homer.
Não deixe de aparecer com mais contos. E se puder, visite o chat tb.
Abraços
Muito fofo *-* e tadinha da garota.Fiquei triste por ela.Bom conto.
Outra hora leio seu conto Homero…… Homero.. tem nome de escritor modafóca!
Nossa. Acabei de ver o twiter desse rapaz. O conto pode ser bonitinho, mas é uma vergonha ter gente assim por aqui.
Guns, deleta esse cara que ele é um racista.
Homero, sabe que muitos usuários aqui do ONE são nortistas ou nordestinos? Seu ridículo.
Um bom conto…Pena que o escritor não tenha a leveza dos artistas verdadeiros. Xenoofobia, racismo, intolerância, nada disso combina com arte. Desperdício…
Se esse cara realmente escreveu esse bando de baboseira no twiter dele, retiro todos meus elogios. Provavelmente ele não levaria a sério mesmo o elogio de uma nortista como eu, né?
Francamente, não precisamo de gente assim no One.
Racismo e xenofobia sim é ignorância, burrice.
cara… eu quero muito acreditar que o seu twitter foi hackeado. Sério.
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se não, saiba que eu sinto pena de vc. Se você se acha mais inteligente que todos os nordestinos… Vem me conhecer, vem bater um papo comigo, com os meus amigos. Tenta escrever melhor que eu… tenta ser qualquer coisa melhor que eu
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Se o seu twitter foi realmente hackeado e você não é responsável pelo o que o @homeromeyer fala: peço desculpas. Sou um pernabucano preto, pobre, torcedor do Sport, mas sou um cara extremamente esforçado, inteligente (sem querer parecer metido, mas…eu sou) e que está profundamente magoado com essa última onda xenofóbica que surgiu no twitter após a eleição de dilma. Uma lástima. É triste ver a UF que elegeu Tiririca, atacar uma pequena parcela da população deste modo.
Escrever mais do que o necessário parece um defeito recorrente, mas o texto acima serve como uma explicação de contexto. O que queria dizer é que não deveria ter misturado política com as discussões imaturas e desnecessárias que me deixei envolver. Eu sabia que estava errado, mas queria estar errado e queria ofender pessoas. Estava irritado e descontei no twitter, onde milhares de pessoas davam cada vez mais corda para o assunto. Como disse, já me desculpei com muita gente, e acho que por muito tempo ainda terei que me desculpar, principalmente de mim mesmo. Não sou assim e estou envergonhado do que fiz.
Acho que aqui ainda cabe mais uma lição sobre intolerância, pois agora não tolero minhas próprias palavras impensadas… Porém, ainda assim, o pior não é o que se faz sem pensar, mas fazer o impensável.
1) Não discutam política aqui
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2) Homero tendo escrito o que escreveu, é uma pena. Fiquei chocado com o que vi no twitter nos ultimos dias.
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3) Não vou vetar seus contos aqui no ONE, mas aqui como em qualquer outro lugar do mundo, para você se dar bem, precisa de pessoas que te apoiem. Pelo jeito apoio você não terá mais.
Tudo que foi escrito não pode ser esquecido. Só para constar:
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http://xenofobianao.tumblr.com/
Bom texto, mas pra mim ele ficaria suficiente se
parace na parte em que o pai dele diz: “Me deve cinquentão!”.
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Uau… Senhora discussão ein…
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ia comentar sobre o texto mas, me perdi em meio a confusão.
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Como não tenho twitter, não li e não sei exatamente o que vc disse.
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É meu caro, mas como o Guns disse, aqui e em qualquer outro lugar vc precisa de apoio,
Acho lindo quando as mascaras caem!
Esse Homero Meyer não vale o que o gato enterra! Ainda por cima não foi homem o suficiente para sustentar as asneiras que escreveu!
Agora é bundinha na parede e esperar o comunicado do Ministério Público Federal!
E caro xeno, apaga essas “coisinhas” que você escreve, ok? Isso não é você! O que eu vi foi apenas ódio e rancor!
Um belo conto e uma terrível surpresa.
O conto ficou muito, muito bom. Adorei a temática, a técnica de escrita, início, meio, conclusão… tudo. Não tenho twitter, então esto alheia à questão da xenofobia, mas sei o quanto isso é errado e envergonha saber que existem brasileiros que odeiam a parte mais bela e mais brasileira do nosso país. Nordeste e Norte pra mim são uma síntese do que é o verdadeiro Brasil, um povo que sofre, mas mesmo assim continua com a cabeça erguida e apesar dos pesares faz do Brasil um país original e não uma cópia mal feita de países desenvolvidos. Acho que é por uma dessas que me mantenho longe de certos meios de comunicação via internet, prefiro acreditar que o Brasil é um país que ainda tem jeito…
Conto entra hoje, por uma única razão. Liberdade de Expressão galera.
Red, color of shame.
“Se vira, moleque”
Não há nada mais inspirador do que uma patada quando vc se sente o máximo.
Gostei de como foi escrito, prende a atenção, mas não é um tema que eu goste muito.
O Vitor mandou uns 10 comentátios em vários contos diferentes.. hehehe.. Eu lí todos em lista na area administrativa, até acabar neste aqui. Opiniões bem diretas.