Whatever Happened
Escritor: Lucas Carvalho
Eu nunca pude entender, mas um olhar rápido e de canto de olho poderia sublimar qualquer resquício de dureza que pudesse haver no mundo. Sob meus passos cambaleantes, comprovadamente ébrios, eu estava completamente são da situação: Avenida Paulista, 3 da manhã e eu estava sozinho como se estivesse numa cidade pequena, tão sozinho quando nunca estive, exceto por única garota, tão sozinha quanto eu.
Ela estava andando há 5 ou 6 metros atras de mim com passos bem mais firmes que, entretanto, soavam medrosos e apreensivos a cada batida seca do salto baixo na calçada. Ela estava assustada. Diminuí o ritmo dos meus passos para que eu pudesse estar mais proximo, e eu também não entendo porque fiz isso. Logo estávamos no mesmo meridiano. Eu acho que estava com tanto medo quanto ela. Então ela olhou. E então meu ombro foi puxado por algo que eu não sei o que é, é sério, ele era realmente puxado. Magnetizado. Eu estava mais proximo dela agora e ela, ao contrário do que seria óbvio presumir, não se afastou. Tampouco pareceu dar atenção. E então aproximamos os ombros, os braços e demos as mãos. Caminhamos lentamente por mais de um quilômetro, o metrô estava fechado, bem como os meus sentidos. Não sei a respeito dos dela: não trocamos uma só palavra, um só sorriso. Nos comunicamos atraves de um olhar inicial e pelo calor das mãos, e mais nada. E então ela me soltou, virou na Brigadeiro Luís Antônio. O que ela pensou, o que ela sentiu e o que nos motivou são dúvidas que permaneceram em mim por muito tempo. O brilho dela era como o do vidro, angular e subjetivo – quanto mais eu procurava algo, mais eu via o outro lado. Mais eu via mais. Do mesmo que eu viria sem ela.
Lucas Carvalho
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Me desculpa Lucas, mas há uma série de erros primários neste conto.
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1º Se você escreve em português, porque o titulo em inglês???
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2° Parágrafos??? Um parágrafo é uma ideia, pensamento ou ponto principal. Entretanto no último parágrafo há umas 15 idéias.
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É uma boa história, poderia ser mais desenvolvida e ter os parágrafos devidamente separados, mas continua sendo uma história intrigante.
Esqueci: Bem vindo ao ONE! Primeiro conto certo? Espero que apareças por aqui com mais.
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Há Braços!
É, esse negócio de título em inglês tem que tomar cuidado mesmo. Não faz sentido.
E seja bem vindo ao ONE!
Danke!!
Obrigado pelos comentários, Rainier.
Sobre o título em inglês, foi o primeiro que apareceu na minha cabeça pra representar o que eu queria: algo como “o que quer que tenha acontecido, foi intrigante” ou “o que quer que tenha acontecido, merece ser contado”. Como eu leio muito em inglês, a expressão whatever happened foi a primeira que veio na minha cabeça e eu resolvi não negar o ímpeto de usá-la só por estar em outra língua. Além do que, nenhuma expressão em português com o mesmo significado ficaria tão sonora.
Sobre o parágrafo, mea culpa, não atentei pra isso. Na verdade, é um conto feito “por demanda” (leia-se redação) e com limite de linhas – além disso, eu não vi mais o que desenvolver. Além de ser de gaveta (tem bem mais de 1 ano). Eu me incomodo mais com a mania de períodos curtos, pode ver, as frases são todas pequenas e o parágrafo é lotado de pontos finais. E essa é uma coisa que sempre faço e tenho que ficar atento para não repetir.
Leio o ONE faz um tempo, mas sempre tive preguiça e vergonha de publicar. Já coloquei dois contos mais, espero que apareçam na agenda em breve. Ambos também tem títulos em inglês (hehe), mas estão devidamente justificados no topo. E são maiores e melhores (eu acho) também, embora tão antigos quanto.
Mais uma vez, agradeço a atenção. Há braços!
Sei como é esta vergonha, tbm levei quase um ano para enviar algum material. Diga-se de passagem, meu primeiro conto ainda está na agenda! (Fazendo, em breve, aniversário.)
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Não tenha vergonha, o começo sempre é difícil. Mas depois você vai pegando o jeito da coisa.