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– que publicou 282 textos no ONE.

Oi!

Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

O autor real do texto deve aparecer junto ao corpo dele, logo no incio.

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Jan
19
2011

Demonios de Jack

Escritor: Rainier G. C. Morilla

demonios-de-jack

Eram duas da manhã de um dia qualquer. Um drink, um cigarro, e um carro para vagar durante a noite. Tentando apagar da minha mente memórias que me incomodavam, e fugir dos demonios do meu passadam que ousam me perseguir aonde quer que eu vá. Mas nada estava tão diferente de qualquer noite, se não fosse aquela ligação.

A voz por traz do celular estava em prantos. Gritava por socorro sem que nenhuma palavra fosse dita. Somente um choro pesado podia ser escutado, junto a soluços ritimicos e incontrolaveis. E um silencio sem razão ou motivo aparente.

Desviei de meu rumo, em direção ao dela. Afinal eu não teria mais para onde ir e a noite seria longa. Após a separação com Talita e a morte de filha nada mais fazia sentido na minha vida. Mas ela havia me ligado. E precisava de mim, eu posso mudar tudo hoje.

A porta do apartamento estava aberto, e dali pude ver seus cabelos lisos e negros agitados pelo vento. Cabelos que por muitas noites agarrei com força enquanto cavalgava. Seus olhos estavam manchados de preto, assim como o rosto cheio de lagrimas negras de rimel.

Talita estava nitidamente desiquilibrada, fora de si, como se uma força estivesse induzindo-a a fazer algo. Ao me ver ela soltou um grito glutonal. Não adiantou minhas palavras de consolo, ou minha tentativa de ser o herói da noite. Ela se afastava de mim, como se eu fosse seu inimigo mortal.

Saiam fogo de seus olhos e espada de sua lingua quando gritava comigo, e ela ia lentamente andando para trás em direção a sacada. Eu sabia o que ela ia fazer. Eu entendi o motivo de eu estar alí, e nada pude fazer.

Adeus foi a ultima palavra que ouvi de sua boca, antes que ela se lançasse abaixo abrindo os braços enquanto mergulhava no oceano mais profundo. Gostaria de ter uma forca para lacear seu lindo pescoço. Preferiria matá-la tentando puxá-la de volta, do que não ter feito nada.

Olhei para baixo e vi seu corpo manchando a rua de vermelho. Seu vestido branco sugava o liquido viscoso, tomando sua cor caracteristica para si. E sem nenhum movimento ou respiração permaneceu ali estirado.

Desci do decimo segundo andar, contornando o prédio por de uma construção cheia de madeiras, pregos e espinhos mortais tentando me sufucar. Era uma madrugada sombria. Cheia de tropeços e tormentos. Gritei desesperadamente por socorro, mas não havia vida naquele local que pudesse me ouvir.

Meu sangue escorria pelas mãos feridas na travessia o meu destino sombrio. Mas minha pressa foi em vão.

Olhei as marcas no asfalto, pintado de vermelho vivo onde uma única luz amarela dava brilho à cena mais obscura que pude assistir, as marcas de sua morte estavam impressas no local, mas o corpo havia sumido. Deixando apenas um rastro de sangue.

Poças ritmicas e equidistantes de sangue. Levavam até a casa de Shirley, amiga de Talita. A porta estava arrombada.

As lampadas forçavam para iluminar, como se estivessem no ultimo filete de vida. O sangue se espalhava por todo lado. E na parede haviam escritos de maldições e pecados por cima do mofo e rachaduras. O teto parecia cair a cada passo que eu dava.

Na entrada de um quarto duas velas acesas, pelo visto, há horas. Entrei e vi na cama Shirley, com uma faca encravada em seu peito.

Meus pés deixariam rastros naquele local, e seria o culpado deste homicidio, isso me passou pela cabeça, mas só queria achar o corpo de Talita. Fui ao banheiro lavar meu rosto para ver se acordava do pesadelo real, ou para achar um espelho quebrado, com o qual poderia me entalhar cicatrizes que não iriam fechar. E fechar o roteiro dessa história que parecia eterna.

Primeiro foi minha filha com um tiro na cabeça, hoje minha mulher jogando-se do decimo segundo andar, e agora poderia mutilar meu pescoço e braços. O cheiro da parafina queimando em contato com o sangue inundaram minhas narinas. E no espelho havia um versiculo escrito em vermelho vivo.

“O dia da morte é melhor que o dia do nascimento. Eclesiastes 7:1”

Observei que a banheira estava cheia de sangue. No chão siringas usadas, junto com soro e algumas colheres queimadas. Heroina com certeza. Mas não o corpo de Talita. Será que estava na banheira? Não havia outra forma de descobrir senão manchando minhas próprias mãos. Minha alma já estava morta. O que mais me restaria?

Coloquei minhas mãos alí buscando o corpo da mulher que antes abandonara, e agora procurava com tanta obstinação. Mas não havia nada. Entretanto não me conformava. Ela TINHA que estar ali! Mergulhei por inteiro tentando achar algo ou alguem, entretanto só achei a dor, a lagrima, e mais uma dose da morte invadindo minha vida.

Eu estava ficando paranóico, ouvia os gemidos e sussuros dela a noite. Os gritos de prazer que costumava ouvir em minha cama. Sua voz delicada me chamando. Jack, ah jack, uh… Ah… Ah…. Jack… Mais… Mais… MAIS… MAAAAIS. Meu folego estava acabando e precisava sair dali.

Levantei minha cabeça e guspi o sangue que bebi. Amargo como fel. Doloroso como um ferro a fogo marcando a pele. Fui ao chuveiro e tomei um banho, para limpar-me do sangue. Saí com as roupas molhadas diluindo o sangue espalhado por todo o chão.

Corri pelo corredor e pela sala. Mas na porta algo me deteve. Sombras atravessaram meu caminho e meu coração congelou na garganta. Meu pulso tornou-se mais forte e meu corpo arrepiou completamente. Mas minha busca não havia terminado, estava apenas começando.

Talita deveria estar em algum lugar, e não havia demonios que pudessem me parar. Saí com determinação esperando que algo acontecesse. Mas nada aconteceu. Subi novamente ao apartamento. Procurei por uma das minhas roupas, me troquei e entrei no meu carro.

Ela devia estar em algum lugar. Algum hospital, ou delegacia deve ter ouvido falar sobre ela. Não é possivel que algo assim aconteceu e ninguem ficou sabendo. Meu destino era o Hospital Central. Era três da manhã de natal. Há um ano minha filha cometerá suicidio.

Minha mente estava muito delirando e viajando muito distante em seus pensamentos. Atravessei o sinal vermelho e um caminhão me atingiu. Pedaços de vidro voaram, alguns pelo asfalto, outros perfurando minha face, e outros alojando-se na carne. Metais se contorciam na mesma intensidade que meus ossos quebravam.

Meu carro parou no poste da esquina. Enquanto uma fumaça escura começou a sair do capo. Tentei retirar o cinto de segurança em vão quando notei minha filha no banco de tras.

– Olá, surpresa em me ver? – Neste momento, o medo e a surpresa me acometera.

– O que você? Como?

– Achou que tinha se livrado de mim. Acha que você não teria que pagar o que fez? Seu desgraçado, agora você sentira a dor que me fez sofrer.

Notei Talita no banco da frente sorrindo, com gargalhadas mortais. Seu halito trazia consigo o panico, a morte, a vingança. Ela sabia muito bem que tinha destruido nossas vidas, eu destrui nossa familia. Ela sabia muito bem o que eu tinha feito. Ela sabia de tudo, desgraçada.

As marcas de rituais, as drogas. Tudo faz sentido, elas se juntaram para se vingar.

– Que as chamas te consumam, como você consumiu minha vida, minha juventude, minha alegria. Que você sofra todo mal, e queime como um demonio no inferno.

Talita continuava a sorrir com sua cabeça rachada ao meio sangrando. Gargalhava sabendo que sua vingança seria plena, e que eu pagaria pelo resto da eternidade. Ela sabia.

– Saibam que eu me arrependo amargamente pelo que fiz. Achei que hoje eu poderia consertar tudo.

– Concertar? Você traria minha vida de volta? Minha alegria? Minha virgindade? Você me trataria como tua filha? Ou como um brinquedinho nas tuas mãos?

Um silencio ensurdecedor estilhaçou por um breve momento.

– Boa sorte no inferno. – Gritou em meu ouvido e desapareceu junto com a mãe.

A chama cresceu naturalmente, como havia de ser. Queimando pouco a pouco esse pedófilo que violentou a própria filha, primeiro os pés, e subindo pelo corpo, até que eu não aguentasse mais. Ali eu paguei por todos os meus pecados, mas ainda teria que pagar muito mais.


Categorias: Contos | Tags: , ,

17 Comments»

  • Andrey Ximenez says:

    Bem…

    “do meu passadam que ousam ” – Sylvio Santos, vc por aki?

    “…Talita e a morte de filha nada…” – “De” filha?

    “de seus olhos e espada de sua lingua”.

    “Olá, surpresa em me ver?” – Nosso estimado Jack era “a” Jack?

    Cara, tirando as correções gostei bastante do encerramento

    Bem bacana msm.

    • Rainier says:

      Primeiro conto da minha vida, dá um desconto… rsrsrs…

      Passadam, está errado. é passado! (Sr. Obvio) mas ousam está correto. (Ousam referencia Demonios.) – ERRO

      “da filha”, não “de filha” – ERRO

      “Saiam fogo de seus olhos e espada de sua lingua” – Qual o erro? – CERTO

      “Olá, surpresa em me ver?” – foi a filha, olhe o parágrafo anterior! – CERTO

      Obrigado pelas dicas. E pelo elogio. Vlw.

      • Andrey Ximenez says:

        “Saiam fogo de seus olhos e espada de sua lingua” – O plural e o singular não cairam bem estando tão próximo, não seria melhor espadas?

        “Olá, surpresa em me ver?” É a filha que fala pra ele, não? o Certo não seria: ” Olá, surpreso em me ver?”

        ???

        • Rainier says:

          Quanto a essa frase eu usei como referencia o Apocalipse. “Os seus olhos como chama de fogo (…) e da sua boca saía uma aguda espada”. Por isso coloquei no singular.

          =o Realmente, tornei Jack uma Jacka! Não percebi o erro nem depois de você falar… (Vergonha Feelings).

          • Andrey Ximenez says:

            Hmm sakei, é uma referencia… o.o

            Poizeh, acontece.
            xD

          • kkk…

            A primeira bronca que tomamos no ONE ? inesquecivel!!!

            Valeu por pegar no meu p?, Andrey. Se ainda escrevo contos, se tento aprender mais deste oficio e pego no p? dos novatos ? pq vc sempre criticou o que escrevo.

            Valeu mesmo!

  • Thaina Gomes says:

    Muito bom pra um primeiro conto,Parabéns.Foi surpreendente a forma como tudo se esclareceu eu fiquei com dó do cara mais depois morri de raiva no finalquando descubro o qeu ele fez com a própria vida e depois me senti vingada com a morte dele,vingança não é algo bom,mas numa estória fica legal,como nesta ficou legal eu gostei. =D

    • Thaina Gomes says:

      Nunca tinha feito um comentário tão grande.

      • Rainier says:

        Thainá, muito obrigado pelos teus comentários. Fico muito feliz em saber que o conto te agradou.

        Saiba que seus elogios e também críticas são sempre muito bem recebidas, obrigado mesmo.

  • lobaempeledeovelha says:

    Mais um autor do ONE que pretendo seqüestrar para realizar um banquete literário só terei duvidas sobre quem será meu prato principal.

    • Rainier Morilla says:

      Essa loba está me perseguindo! Farejo o cheiro de morte esta semana.

      Mas se prepare para uma boa briga loba! Não costumo me entregar facilmente!

  • Rainier Morilla says:

    UHUL!!!
    21-10-2010: Seis meses de agenda!

  • Rainier, curti esse conto. Gosto bastante de “contos mal-passados” com sangue escorrendo. E a sua história ainda tem uma coisa psicológica bem armada sobre entender o que está se passando.

    Passagens como “Gostaria de ter uma forca para lacear seu lindo pescoço. Preferiria matá-la tentando puxá-la de volta, do que não ter feito nada” e “Seu halito trazia consigo o panico, a morte, a vingança” são brilhantes e são pequenas amostras de um enorme potencial a ser explorado.

    Show de Bola!

    Abrazzo Ragazzo

    • Eu tenho um carinho especial com este conto, mas ele infelizmente não está tão bom.

      Ele é antigo, já tem quase nove meses na agenda, e na época estava começando. Foi o primeiro conto que postei aqui no site.

      Embora tenha uma história legal, o desenvolvimento é fraco. Não tem transição de cenas e as descrições estão muito levianas.

      De qualquer forma continuo amando este conto! =D Valeu pelo comentário Ragazzo.

      Há Braços!

  • Eu re-li este conto. Na verdade não lembrava que já tinha lido ele tempos atrás… mas quando re-li agora, lembrei dele. 🙂

    Gostei, bem narrado. 🙂

  • Asami says:

    Ficou muito bom para um primeiro conto, Rainer. Uma boa estreia, bem surpreendente, bem frenético e intenso. Gostei muito 😀

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