O Guia du Manguaceiro da Cachaça – Parte 2
Escritor: Rainier G. C. Morilla

A barraca ficava num cantinho de uma rua movimentada do centro de São Paulo. Não era de modo algum algo excepcional, era somente uma mesinha com milhares de DVD’s piratas comprados em uma feira.
A unica pessoa para quem a barraca tinha algo de especial era Artur Dentinho, e mesmo assim só porque ganhava seu dinheiro com ela! Já vendia piratas lá há uns três anos, desde que perdera o emprego.
Também tinha cerca de 30 anos; era baixo, moreno e sempre tava puto da vida. O que mais deixava ele krikado era o fato de que as pessoas viviam lhe perguntando por que ele não deixava de ser um vagabundo e ia arranjar um emprego de verdade. Mas como sempre dizia aos amigos, ser camelô era um trabalho bem mais interessante do que eles imaginavam. E era mesmo: A maioria de seus amigos tinha chefe.
Ao meio dia de quinta-feira, dentinho não estava se sentindo muito bem. Com o sol na cabeça, andou até a esquina, deu uma espiada, viu uma nave chegando, e voltou tranquilo para a barraca.
- Oh! uf dêfêdê, fó tem filme bom, fem aqui meuf amicuf. Oh! uf dêfêdê baratin, baratin.
Vendeu mais um pirata, e ao colocar o DVD na capinha, viu refletido na mídia a imagem de um milico estrelado.
- Obricadu amicu, boa diferfão e folte fempre. – Disse entregando o filme ao cliente ignorando o que seus olhos acabaram de lhe mostrar. Contudo a palavra “rapa” vagou por sua mente, procurando algo para lembrar.
O policial que havia dobrado a esquina há pouco, era dos grandes e vinha em direção de Dentinho.
“Guarda Belo?”, pensou, e voltou as propagandas desconfiando estar de ressaca. “Purque effa refaca?”, “Eu bibí onti?”. Imaginava que sim. Olhou de relance para o centro da rua. “Guarda Belo!”, pensou!
E ali ficou parado, pensando. “U butecu!”, pensou. “Ah, meu Deuf, u butecu!”. Tinha uma vaga lembrança de pindurar uma quantia importante por lá.
Lembrou-se também de ter uma conversa estúpida a respeito da a prefeitura passar tirando os camelôs das ruas e apreendendo suas mercadorias. Ridículo! Artur tomou um gole d’água que pássaro não bebe! “A coisa ia se resolver; é só oferecer aquela ajudazinha, e o camarada lhe dava razão. A coisa ia se resolver”, pensou ele.
- Maif qui reffaca terrífel!
Olhou para frente. A palavra belo vagou por sua mente, procurando algo com o que se associar.
Quinze segundos depois, Dentinho estava algemado, deitado no chão, na frente de um capitão enorme que empacotava seus DVD’s. O Sr. Linda Prosa era apenas, como dizem, um exterminador.
Em outras palavras, uma forma de vida que lia, escrevia e sabia bater como ninguém. Para ser mais específico, ele tinha 42 anos, era corpulento e musculoso. Não era em absoluto um grande PM: na verdade, era um homem nervoso e preocupado. Naquele dia estava particularmente nervoso e devido a um problema sério com sua mulher. Ela insistira a noite inteira em fazer um puxado em sua a casa que serviria de quarto para sua sogra.
- Desista, Sr. Dent, o senhor sabe que é uma causa perdida. O senhor não vai conseguir viver disso para o resto de sua vida.
Deitado na lama, Dentinho respondeu:
- Eftá bem companhero. Nun cunficu um imprecu, num tenhu cafa, u qui eu deferia fafêr? Roubá eu num fô!
- Pirataria é tão crime quanto roubo e infelizmente o senhor será preso. – disse o Sr. Prosa, rodando seu quepe no alto da cabeça. – Você bem que poderia fazer um curso numa faculdade técnica para mudar a sua vida!
- Nunca oufi falar niffo. Qui porcaria é effa?
- Como assim, “nunca ouvi falar nisso?” Ora! – exclamou ele. – A prefeitura entrega pelo menos uns vinte panfletos pela cidade, todos os dias! – O Sr. Prosa sentiu seu rosto ficar vermelho ante aos sorrisos irônicos dos miliquinhas.
Puxou a calça para cima no lado direito, depois no esquerdo, mas sentiu-se igualmente desconfortável. Era óbvio que ele estava perdendo seu tempo conversando com alguém que nunca seria gente de verdade.
- O senhor teve boas oportunidade para conseguir um bom emprego, e fazer bons cursos, como o senhor sabe. – disse o Sr. Prosa.
- Boaf oportunidadif? – exclamou Dentinho. – Boaf oportunidadif! Nun tife efcola, nun fei lê nem ifcrefê companhero! U ultimu imprecu qui tife era di carregá umaf praca ifcrito: “Compri vendu oro”, nunca nem fi oro na minha fida! Quandu preguntei a um fenhor u qui tafa ifcritu nu meu cartaif qui ele leu pra mim. É claru qui num me diffe logo. Primêro tive qui incrachá of fapatof dele e pagar unf finco pauf! Depoif é qui mi contô. Imagina o prefo pra lê um pranfleto.
- Mas, Sr. Dent, passa toda hora no programa eleitoral!
- Pois é, maf num tenho Têfê in cafa.
- Mas nos bares que você tem televisão.
- Telefifão? Aquela procaria num podi fi chamá nem de telefifinha! Nem u Ronaldu dá pra vê naquela telinha.
- Mas dá para escutar o que os presidenciais debatem.
- Oufi dá, dififil é intendê.
- Porque? O som é muito baixo?
- E pruque já eftou bebum quandu comefa, também.
- Mas, afinal, o senhor já ouviu falar, não foi?
- Oufi, sim – disse Artur. – Elef falam que tem effaf merda em todo lugá, maif ninguéin acha nada!
Uma nuvem passou no céu. Projetou uma sombra sobre Dentinho, deitado nas pedras frias, algemado com as mãos para trás. Projetou uma sombra sobre a barraca já vazia. O Sr. Prosa olhou-a, de cara feia.
- Não sei como você aguenta essa vida.
- Mi difculpa, maf eu gofto dela.
- O senhor vai gostar da prisão. Tem comida e aguá de graça! E até setecentos reais para cada filho, com o Bolsa Prisão!
- Ah, tomá… Fofê fabe que fó fafo iffo pra fife!
A boca do Sr. Prosa abriu-se e fechou-se umas duas vezes, enquanto por uns momentos seu cérebro foi invadido por visões inexplicáveis, porém terrivelmente atraentes: via sua casa sendo consumida pelas chamas, enquanto sua sogra corria aos gritos do incêndio. Visões como essas freqüentemente perturbavam o Sr. Prosa e o deixavam nervoso.
- Sr. Dent.
- Fala fiado.
- Gostaria de ressaltar alguns fatos para o senhor. O senhor sabe que danos esse cacetete sofreria se eu acertasse senhor?
- Ahn!?
- Absolutamente zero – disse o Sr. Prosa.
Por uma curiosa coincidência, “absolutamente zero” era o quanto Dentinho suspeitava que um de seus amigos mais íntimos não era das comunidades, sendo, na verdade, de um mundinho pequeno perto do Morumbi, e não da Cracolandia, como costumava dizer.
Tal suspeita jamais passara pela cabeça de Artur Dentinho.
Esse seu amigo estava na Sé há uns 15 anos e se esforçara ao máximo para se enturmar com a galera? com certo sucesso, deve-se reconhecer. Ele passara esses 15 anos fingindo ser um ator de rua, o que era perfeitamente plausível.
Porém cometera um erro gritante, por ter sido um pouco preguiçoso em suas pesquisas. As informações de que ele dispunha o levaram a escolher o nome Gurgel Motomachine, achando que era um nome bem comum, que passaria despercebido.
Não era alto, nem feio, mas chamava a atenção. Era ruivo, de black power. Havia algo de ligeiramente estranho nele. Talvez a testa fosse grande como um outdoor, de modo que quem o olhasse por algum tempo acabava pensando em anunciar. Talvez sua pele brilhasse no sol e os dentes desse a sensação desagradável de que estava prestes a morder o pescoço de seu interlocutor, mas todos achavam que isso tinha a ver com o show de rua.
É um beberrão com alguns hábitos meio estranhos. Por exemplo, ele costumava tomar um porre colossal e começava a gozar qualquer poste que encontrasse. Às vezes ficava desligado, olhando distraído num beco, como se estivesse hipnotizado, até que alguém lhe perguntava o que ele estava fazendo. Então, por um instante, Gurgel ficava assustado, com um ar culpado, mas logo relaxava e sorria.
- Ah, estão estacionando uma Ferrari? brincava, e todo mundo ria e lhe perguntava que tipo. – Das vermelhas! – ele respondia, gargalhava e pagava a bebida pro pessoal. Pois sabia que somente assim seus amigos ficariam do seu lado!
Gurgel queria que chegasse logo uma Ferrari pois sabia fazer sinal para Ferrari pararem e porque queria pegar carona num deles. Ele sabia ir para Florianópolis por menos de 500 reais de pegágio.
Na verdade, Gurgel Motomachine era pesquisador de campo desse fabuloso panfleto chamado O Guia du Manguaceiro da Cachaça.
Os sub-humanos se adaptam a tudo com muita facilidade. O papel de Dentinho era o de ficar calado com cara no chão, perguntando de vez em quando se teria direito a um advogado. O Sr. Prosa ficou com o papel de tentar descobrir onde Dentinho comprava os DVD’s, usando o papo: “Pirataria Financia o Crime” e coisas do gênero.
- Engraçado.. – Pensou Gurgel. – Traficante precisar de vender DVD’s piratas para financiar a venda de maconha, crack e cocaína!
O sol estava começando a esquentar a pedra em que Artur estava deitado. Uma sombra passou por ele novamente.
- Eae Dentinho. Firme mano? – disse a sombra.
Artur olhou para cima com uma careta, por causa do sol, e surpreendeu-se ao ver Gurgel Motomachine em pé a seu lado.
- Companheiro, melhó impufifel?
- Sóóóó… – disse Gurgel. – Escute, a treta tá cabulosa?
- Cabuquê? – exclamou Artur. – Amicu, fó tenhu di fica deitado algemado, maf fora iffo… nada de ifpefial. Por quê?
- De boa. – disse ele. – Onde a gente pode troca uma coazada?
- Quê? – exclamou Dentinho.
Por alguns segundos, Gurgel pareceu ignorá-lo, e ficou olhando fixamente para a rua, como um coelho que está querendo ser atropelado por uma Ferrari.
- Precisamos troca uma idéia mano!? disse, num tom de urgência.
- Tudo bem companheiro – disse Artur. – Pó fala.
- E beber. Temos troca uma fita e beber, cara. É uma questão de vida ou morte. Agora. Vamu pro buteco.
Olhou para a rua de novo, nervoso, como se esperasse algo.
- Efcuta meu amicu, fofê não eftá entendendo? – gritou Artur, olhando para Prosa. – Effe homi eftá me prendendu! – Gurgel olhou para o homem, confuso.
- Ele pode resolver a treta sem você?
- Efcuta, o que que fê tein, Gurgel?
- Nada. Tudo de boa. Escute… A parada que tenho pra te contá é fita braba. Negócio de primeira. Tenho que lhe dizer isso agora e tem que ser lá no buteco, mano.
- Maif por quê?
- Cê tem que golar uma parada louca.
Gurgel olhou para Artur, e este constatou, atônito, que estava começando a se deixar convencer. Não percebeu, é claro, que foi por causa de um velho jogo de buteco que Gurgel aprendeu na faculdade de ciências da computação.
O jogo era vagamente parecido pedra, papel e tesoura e par ou impar:
Os dois adversários sentavam-se a uma mesa, um de cara para o outro, cada um com um copo à sua frente.
Entre os dois colocava-se uma cartela de Danoninho (imortalizada naquela velha canção: “Me dá!/ Me dá!/ Me dá/ Me Dá danoninho/ Danoninho já. / Danoninho dá / danoninho dá. Blablablablablabla… Me dá!”). Então, cada lutador escolhe par ou impar, concentrar-se e com os dedos da mão direita gera um númedo binário de cinco digitos com a palma da mão para baixo, onde o dedo levantado representa 1 e o abaixado 0.
Soma-se então os números e dividi-os por 00010, caso o mod seja 00001 o que escolheu par deveria beber, caso o mod seja 00000 o ímpar perderia a jogada e beberia um potinho, sendo portanto somente o dedo mindinho importante no jogo. Ao fim da cartela enchia-se a mesa de outras cartelas, e começava uma nova rodada, e assim por diante. Diz a regra também que quem fizer o número 00010 (Considerado por muitos impossível) poderia obrigar o jogador oponente a beber todos os potinhos, e quem fizesse o 00100 tomava um murro na cara!
Quem começava perdendo normalmente acabava ganhando, porque Danoninho não faz porra nenhuma senão uma baita diarréia em casos excessivos.
Gurgel Motomachine normalmente jogava para perder.
Gurgel olhou para Artur, que estava começando a pensar que talvez quisesse mesmo ir até o Butecu.
- Maf e af algemaf… – perguntou, em tom de queixa. Gurgel olhou para o Sr. Prosa e de repente lhe ocorreu uma idéia maliciosa.
- Esse aí que tá tretando?
- Iffo mefmu, ele quer faber onde compro of dêfêdê…
- E tu fica aí de cara no chão por causa disso?
- É,e…
- Hum… Esse cachorro miiiia! – disse Gurgel. – Com licença! – gritou ele para o Sr. Prosa.
O Sr. Prosa olhou em volta. Ficou surpreso e ligeiramente alarmado quando viu que Artur estava acompanhado.
- Sim? Que foi? – perguntou. – O Sr. Dent vai dizer onde ele adquire estes DVD’s?
- Será que podemos supor, para fins de discussão – perguntou Gurgel – , que ainda não?
- E você sabe? – suspirou o Sr. Prosa.
- Podemos também supor que sim?
- E então?
- Então todos os seus miliquinhas vão ficar parados esperando que alguém diga algo?
- Talvez, talvez…
- Bem, se o senhor não vai fazer nada, o senhor na verdade não precisa de prendê-lo, não é? – Disse apontando para Artur.
- O quê?
- O senhor, na verdade – repetiu Gurgel, paciente – não precisa prendê-lo.
O Sr. Prosa pensou um pouco.
- Bem, é, não exatamente… Precisar, não preciso, não… – disse Prosa, preocupado, por achar que Gurgel, era um bom advogado.
- Então o senhor poderia perfeitamente tirar suas algemas, enquanto eu e ele damos um pulinho no buteco, só por meia hora. O que o senhor acha?
O Sr. Prosa achava aquilo perfeitamente insano.
- Acho perfeitamente razoável… – disse, com um tom de voz tranquilizador. – Esse cara fala igual a minha sogra! – Pensou.
- E, se depois o senhor quiser dar uma escapulida pra tomar um chope – disse Gurgel? , retribuiremos o seu favor.
- Muito obrigado, é muita bondade sua…
- Então – prosseguiu Gurgel Motomachine – , se o senhor tiver a bondade de vir até aqui e se algemar…
- O quê? – exclamou o Sr. Prosa.
- Ah, desculpe – disse Gurgel? , acho que não soube me exprimi muito bem. Alguém tem que ser preso, não é verdade?
- O quê? – repetiu o Sr. Prosa.
- É muito simples – disse Gurgel. – Meu cliente, o Sr. Dent, declara que não está disposto a ficar algemado com uma unica condição: que alguém seja punido pelo crime.
- Maf do que fofê eftá falanu, eu não fei de nada? – disse Artur, mas Gurgel chutou sua boca com tudo para que se calasse.
- O senhor quer – disse Prosa, tentando captar essa nova idéia – que eu me algeme…
- É.
Assim que o Sr. Prosa se deu conta de que na verdade era ele o perdedor, afinal ele estava com todos os DVD’s na sacola e fora pego em flagrante! Foi como se lhe retirassem um fardo dos ombros: Indo para prisão escaparia da sogra, teria comida e água de graça e ainda ganharia cerca de setecentos reais por filho, graças a bolsa prisão! Suspirou.
- E em troca disso o senhor vai com o Sr. Dent até o bar?
- Exatamente – disse Gurgel – , isso mesmo.
O Sr. Prosa deu uns passos nervosos à frente e parou.
- Promete? – disse ele
- Prometo – disse Gurgel. Virou-se para Artur: – Vamos, levante-se e deixe o homem tirar suas algemas. Artur foi liberto, achando que tudo aquilo era um sonho.
Gurgel fez sinal para o Sr. Prosa , que se algemou-se, alegre e tranquilo. Tinha a impressão de que tudo em sua vida estava seguindo o rumo certo.
Gurgel olhou para ele, muito sério.
- Nada de bancar o espertinho e fugir da prisão quando o Sr. Dent não estiver aqui, certo?
- Nem pensar – rosnou o Sr. Prosa. – Jamais passou pela minha cabeça – prosseguiu, deitando-se – sequer a possibilidade de fazer tal coisa.
Viu alguns de seus homens se aproximando, colocou a cabeça sobre as pedras da calçada e fechou os olhos. Estava tentando encontrar argumentos para provar que ele próprio estava a vender os DVD’s! Começou a sentir que lhe brotavam lágrimas de alegria por trás das pálpebras. Que dia! Gurgel Motomachine sabia que tudo aquilo não tinha a menos importância, mas Artur continuava preocupado sobre como ganharia a vida.
- Maf podemof confiar naquele milicu? – perguntou.
- Eu, por mim, confiaria nele até o fim da manguaça.
- Ah – disse Artur. – Quanto tempo efperaremof para iffo acontefer?
- Cerca de 12 minutos – disse Gurgel. – Vamos, preciso beber alguma coisa.
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Esta aí!
Valeu Guns!
–
Galera, bon appetit
Que cara maluco!Ser preso pra ficar livre da sogra.Cara,está mesmo bom eu ri muito.E esse ficou grande deu pra aproveitar mais.
=D Obrigado Thainá! Esse deu um baita trabalho! Fiz a sátira do primeiro capitulo inteiro.
–
Que bom que você gostou!
“- Oh! uf dêfêdê, fó tem filme bom, fem aqui meuf amicuf. Oh! uf dêfêdê baratin, baratin.” – WTF?
haha, tá engraçado
li uma parte, estou achando legal até agora. Só que tá muito tarde e já tô meio nóia de computador XD então amanhã termino de ler e faço um comentário mais decente.
kkkkk…
Aguardo ansiosamente o teu retorno e palavra final sobre o texto!
–
Vou te contar, estou louco para enfiar o peixe babel nesse cara para todo mundo entender o que ele diz sem eu precisar traduzir para o Lulez! kkkkk…
–
Como é dificil escrever assim!
Achei bem fraco em comparação ao outro. Acho que perdeu a mão aí. :/
Opa Vitor, obrigado pela leitura e comentário.
–
Entretanto o que te desagradou?
–
Elogios nos motivam a continuar, entretanto as críticas nos motivam a melhorar nosso trabalho, o que me é mais valioso. Por isso qualquer informação será útil para melhorar nos próximos.
–
Espero que a parte três te agrade, até mais!
Não sei dizer, acho que foi enfeite de mais; diferentemente do outro, que ficou direto e cômico.
Vitor, eu devo concordar contigo que ficou enfeitado demais. Muitas piadas desnecessárias, sem um conflito, sem lógica. Existem muitas informações que estão a toa na história, entretanto, acho que estas caracteristicas são do próprio “guia do mochileiro da galaxia”
–
Claro que não me isento da responsábilidade, a linguagem do Artur, a brincadeira com o Danoninho e muitas outras coisas acentuaram este defeito. —–
Contudo não há um parágrafo sequer do livro que não seja satirizado. Na brincadeira do danoninho, há a brincadeira com a aguardente Janx, por exemplo.
–
Agora eu fico na dúvida que já possuia ao escrever este capitulo.
–
É melhor parodiar cada capitulo, ou somente das passagens principais? Assim creio que diminuiria essa lenga-lenga.
–
E de lição já levo que o exagero excessivo, estraga o texto, como aconteceu neste capítulo.
Muito bom!
morri de rir aqui!
continue assim!
=D
Valeu pela força Pedro. Que bom que você gostou! 10000 para vc!
adorei!
ri demais! quero mais!!! *-*
ps: como você montou a ‘linguagem’ dos bêbados? XD
=D Valeu Samila! Que bom que gostastes. Por causa tua reescrevi esta parte do zero! Vou seguir os capitulos do livro.
–
Quanto a linguagem é graças a leitura do “Laranja Mecanica” – Colocar gírias e criar uma linguagem diferente foi quase uma obrigação.
–
O Dentinho foi baseado no animal aquático que governou o país por oito anos!
O “S” foi substituindo pelo “F”,
O “L” em alguns casos como “FLA” foi substituido por “R” “FRA”.
O “G” quando seguido das consoantes “A,O,U” foi trocado por “C”.
–
Já o Gurgel, eu peguei um dicionário de gírias da PM carioca! Por exemplo a “NAVE” nos primeiros paragrafos é uma viatura.
–
E por aí vai!
Do caralh*, sátira perfeita.
-
Dois erros só.
Primeiro: “sinal para o Sr. Prosa , que se algemou-se, alegre…” – se algemou-se???
-
Segundo, a Bolsa prisão é somente pra quem está quites com o pagamento dos impostos (ou seja, ter trabalhado ao menos os ultimo 6 meses de carteira assinada) e o valor de 700 reais é dividido entre os filhos, não 700 reais pra kd filho.
-
Fora isso, perfeito e impecável.
=]
Obrigado Andrey.
–
Eu te agradeço-te pela correção dos erros. (rsrsrs). Não percebi este na revisão. Vou tomar mais cuidado nas próximas.
–
Quanto a lei eu realmente não sabia, devia ter procurado mais, vacilo meu.
–
De qualquer forma acho um absurdo um trabalhador que se mata para ganhar um salário mínimo para sustentar sua familia enquanto um prisioneiro ganha praticamente dois.
–
Sei que o principal motivo é para não incentivar a familia ao crime, mas será que o incentivo é válido?
–
Sátira perfeita!!! Bah! Obrigado mesmo cara!
–
Há Braços!
Dois mil anos depois, estou aqui.
Parabens Rainer, fantastico como esperado.
Como assim fim da manguaça??
NÃÃÃOOOO!!
kkk
Segue bem!
Há! Valeu Vinicius.
Vou escrever a parte 3 para enviar até este fim de semana…
–
Vou escrevendo enquanto vocês forem comentando, mas serei sincero, o guia é fogo cara. Quanta inutilidade!
–
rsrsrsrsrs…
O sr. Dent fala igual ao Lula.
hehehe…
kkkk, fato!
Fato, trabalhoso!
–
Mas uma hora ele para de falar assim! Mas não vou soltar spoiler de como…
Pois é, deve dar trabalho mesmo ter de ficar representando gramaticalmente este problema fonético.
Eu tive que assistir varios vídeos para ver como o presidente falava e onde ele errava.
–
Em um comentário para a Samila eu expliquei quais os erros, e como eu fiz com a fala ex-presidencial.
Caramba… pesquisa aprofundada mesmo. Trabalhoso.
Show de bola!!! Ri do início ao fim, apesar de ter de reler algumas partes pra entender melhor (como aquela da brincadeira do danoninho
)mas mesmo assim achei genial. Desde o problema fonético do Artur Dentinho, até a malandragem de Gurgel, tudo ficou muito bem feito! Genial! Rainer, parabéns!
Valeu Asami! Que bom que gostastes! Quanto as brincadeiras: Quem leu o Guia do Mochileiro sem tentar ler algo antes para entender que atire a primeira pedra!
–
Quem releu e conseguiu entender que atire a segunda! kkkkkk…
–
Obrigado mesmo Asami, vou tentar manter o nível na parte 3!
Huahuahuahuahuahuahuahuahuahuahua… bom saber. Eu ainda não li, nem reli o Guia do Mochileiro das Galáxias
mas seu conto anda sendo uma inspiração para eu comprar o meu já que a biblioteca minúscula daqui não tem nem um exemplar surrado. De quebra já vou tratar de arrumar um tradutor pra todas as “expressões” desconhecidas que houver, como por exemplo aqueles númerozinhos lá em cima que até hoje estão martelando a minha cabeça
Os dedos são códigos binarios.
00000 = 0
00001 = 1
00010 = 2
00011 = 3
00100 = 4
00101 = 5
00110 = 6
00111 = 7
01000 = 8 E assim por diante…
Cada dedo da mão direita representa um número. Quando levantado representa 1
Quando abaixado representa 0.
–
10000 = Um joinha! Dedao levantado e os outros dedos abaixados!
–
O jogo é par ou impar, certo?
–
“Soma-se então os números e dividi-os por 00010“= Divide o numero por 2!
–
Caso o mod seja 00001 o que escolheu par deveria beber = Mod eh a sobra da divisao. Exemplo:
00010 + 00001 = 2 + 1 = 3
3 / 00010 = 3/2 = 2 – Sobra 1 (Mod 00001) = Impar. O par perdeu e tem que beber.
Somente o dedo mindinho importante no jogo.
–
Por causa do codigo binario.
00001 = 1
00010 = 2
00100 = 4
01000 = 8
10000 = 16
Logo somente o dedo mindinho decide se sera par ou impar!
–
Número 00010 (Considerado por muitos impossível)
Tenta erguer o dedo anelar, sem levantar os outros dedos!!! (Mas tem que deixar os outros dedos abaixados completamente!)
–
Quem fizesse o 00100 tomava um murro na cara! – Pq estava dando o dedo para o oponente!
==========
Deu para entender agora???
HuahuahuahuahuahuahuahuHAUHUhuHUAHUhuauHUAHUAHUhuahuahua… claro feito água
e ainda conseguiu arrancar mais algumas risadas minhas. Adorei o jogo agora que entendi mesmo
Vlw…
Parece algo bobo, mas até para bolar o jogo foi trabalhoso.
–
Que bom que consegui arrancar mais risadas! Sinto-me feliz por isso!
Bobo é a última coisa que parece pra mim, porque realmente dá um trabalhão! Jogo legal pra fazer com meu professor de Matemática… ele vai amar
Vc tbm pode fazer a piadinha infame:
–
No mundo só existem 10 tipos de pessoas, as que conhecem binário e as que não conhecem. #rimuito #piadanerdsemgraça
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk… essa eu vou fazer de zuação. Ele é um gênio, mas não se encaixa na categoria de professor espertalhão. Eu achei graça *-*
Hehe.. o jogo é maneiro sim.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
muito bom
deu pra dar otimas risadas =D
Que bom André!
Fico honrado que tenhas gostado e se divertido com minhas piadas! Valeu Demais!!!
Rainier, novamente você mandou bem!!!!
Novamente você conseguiu fazer uma sátira sem ficar apenas mudando o nome das coisas, mas fazendo isso realmente de forma engraçada!!!
E o que foi esse jogo sensacional que você criou? MUITO BOM!!!!!
Se mostrar isso para alguns amigos da faculdade eles vão rachar o bico de rir.
Parte 3, cade você?????
Parte 3???
–
Está no computador na UTI. Foi a fonte que foi para o espaço! Estou comprando outra, e meu bolso quase vazio chora!
–
O HD de 500Gb tbm foi para o espaço, mas era disco de backup, não houve nenhuma perda! Assim que o PC voltar, faço a revisão e posto a 3ª parte!
Que Loucura!