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Feb
20
2011

Amor

Escritor: Marcos Prosperidade

Meu nome? É Sara, tenho uma doença que talvez eu tenha herdado de minha mãe, digo isso por ter ouvido alguma conversas dela com amigas, ela sempre parava de falar quando eu ou minha irmã Lúcia entravam na sala, o que ela não sabia e que eu já tinha ouvido o suficiente atrás d aporta da cozinha  antes de entrar na sala, e se agente demorava muito na sala quando ela estava falando deste assunto pedia que agente fosse brincar. Um dia após fingir que tinha ido brincar eu fiquei ouvindo. Sentada em silêncio.

- Era terrível. – Dizia ela. – Eu tinha ciumes de todas a mulheres que chegavam perto do meu pai, nesta época eu já tinha 17 anos. Eu Sara só tenho doze.
- Eu achava que era só admiração, mas percebi que era uma doença quando, comecei a desejar meu pai, quando tivesse ciumes ate da minha mãe. Então foi minha mãe mesmo que eu procurei e contei para ela, ela me ajudou me levando em um dos melhores médicos,  e hoje eu posso disser que estou curada.
Sai de perto da porta sem saber o porque minha mãe contava sempre a mesma estoria para aquelas pessoas em especial, coisas que ela não contava nem para o familiares, mas uma coisa me preocupava, se ela sentia amor pelo seu pai porque quis se curar, Se ela mesmo disse que o Amor e a melhor forma de ter Deus no coração. Resolvi não contar para a mamãe meus sentimentos pois ela poderia querer arranca-los de mim.
No fim da tarde junto com minha irmã Lúcia de Sete anos de idade eu esperava meu pai Rogério chegar da trabalho, ele era professor mas nem um professor era como ele, e quando o carro dobrava a esquina eu me enchia de alegria o carro parava e ele descia sobre a luz do dia que ia embora, lindo, alto, vestido em roupas sociais,  a barba negra e os olhos verdes que eu herdara meu pai era lindo e quando ele falava eu sentia vontade de abraçar ele.
- Oi meninas. – As vezes quando ele abraçava Lúcia primeiro eu sentia uma pontinha de raiva mas passava logo quando segurando minha mãe ele me levava para dentro de casa.
O resto da tarde eu tentava ao máximo ficar perto do meu pai, abraçado a ele sentindo seu cheiro e seu calor, alguns meninos da escola me mandava bilhetes, minha mãe me disse que era porque eu estava me tornando uma mulher muito bonita, lhe perguntei se por um acaso seria mas bonita que ela, ela me disse sorrindo que sim, assim talvez meu pai me notasse quando eu crescesse.
Sim eu sonhava em me casar com meu pai, sem nem ao menos entender o que era realmente um casamento, só sabia que um era do outro no casamento, o meninos da escola não eram bons o suficiente, e olha que eu procurava e neles alguma coisas que me motivasse mas nem um deles era igual ao meu pai.
Quando estava para fazer treze anos eu descobri o sexo de duas formas, acordei a noite para ir no banheiro, estava uma noite muito quente naquele mesmo dia mas sedo eu tinha tido aula de sexologia e aprendido algumas coisas que meus pais não queriam me contar. Após da a descarga e sair do banheiro ouviu um barulho estranho. Gemidos e gritos abafados.
Andei para a cozinha e depois na direção do quarto deles o sons aumentavam, a porta estava destrancada e um pouco aberta por alguma urgência que começara na cozinha, tinha chocolates e uma garrafa de vinho aberta. Olhei pela fresta da porta e vi, meu pai sobre minha mãe, ele aprecia se sentir bem, ele gostava do que estava fazendo, e toda  a aula do dia fez sentindo, era Sexo que o casais faziam, naquele momento e quis esta no lugar de minha mãe, e não me importava se a minha primeira vez doesse , eu acho que se fosse com meu pai ele seria gentil.
Acho que minha mãe já tinha tudo de meu pai, talvez fosse hora de eu ter um pouco mas, voltei para o quarto onde Lúcia se remexia por causa do calor, eu ainda não sabia me tocar direito, mas arrisquei alguns movimentos enquanto pensava em meu pai.
Arrisquei algo alguns dias depois quando meu pai estava saindo para o trabalho e a trés mulheres da casa foram deixa-lo no carro, quando ele se abaixou para me beijar o rosto, eu virei e beijei sua boca.
- Desculpe filha. – Disse meu pai achando que tinha sido um acidente , ele olhou para a mãe que sorria achando ter sido um acidente mesmo, eu queria que ele sentisse minha boca e não medo por ter me tocado. Ele se foi naquele dia me deixando uma certeza, nunca trocaria mamãe por mim, mas talvez se ela não existisse eu poderia ter ele só para mim, comecei aquela noite a ter sonhos onde o pai era meu namorado, Rogério eu chamava ele e agente se beijava na boca, no sonho para eu ter o homem de minha vida eu sempre, matava minha mãe.
Eu sempre levava Lúcia para a escola e no caminho pelas ruas da vila Maria nos ia-mós conversando, ele me fazia perguntas tolas enquanto eu pensava e como dar cabo de minha mãe.
- O Pai disse que vai levar a gente para o parque. Eu queria que ele levasse eu apenas.
- Eu sei Lu e vai ser muito bom, a mãe vai?
- Não o pai vai ser só nosso. – Rimos daquilo a doce e inocente Lúcia não sabia o quanto aquilo me agradava porque na quela época minha irmã não me era nem um empecilho, talvez depois que eu fosse esposa do |Rogério eu tivesse que ser a mãe dela. E minha cabeça ainda residia o desejo de matar minha mãe como toda a vez nos sonho, e eu estava canda vez mas apaixonada  pelo Rogério eu queria sua boca e seu corpo, eu faria.
- Irmã eu vou naquele mercadinho comprar balas você quer?
- Não obrigado docinho. – Disse eu vendo minha irmã atravessar a rua para entrar em um mercadinho fuleiro da cidade, e minha única pergunta era se Lúcia se acostumaria se ter mãe por perto.
Eu estava decidida naquela tarde eu mataria mãe, estava com medo também, mas a noite quando eu sabia e ouvia meu pai dentro dela, queria que ele tivesse dentro de mim, eu logo varia treze anos, já tinha um corpo bonito, recebi cantadas ate de garotos maiores na rua meu pai longo me veria como mulher. Naquela tarde Lúcia quis ajudar nossa mãe na comida e na hora do almoço eu sabia que minha irmão sairia primeiro da mesa então, eu sentei primeiro com uma cafa enorme no colo com o guardanapos por cima. Minha mãe procurou a faca em vão, sentamos a mesa nos trés.
- A frango sua irmã fez quase tudo sozinho. – Olhei o prato e estava mesmo bonito mas eu estava sem fome, estava com medo de errar o golpe e ser pega e castigada, internada ou algo assim, este pensamento me fez perguntar o que eu faria com a faca, que estoria eu contaria, e logo eu inventei um ladrão que entrou pela porta da cozinha e atacou a mãe com  faca que estava sobre a pia.
Comer foi difícil eu levei poucas colheres a boca vendo minha mãe comer tudo com vontade, era bom ela comer assim esta era sua ultima refeição, e como eu previra minha irmãzinha terminou primeiro e depois de nossa mãe disser que ela podia sair eu fiquei sozinha com ela, era a hora.
- Não quer mas filha? Eu apenas balancei a cabeça dizendo que não então foi como se uma pedra de gelo tivesse caído no meu estomago, ela se levantou  indo para a pia levando seu prato e o de Lúcia, eu estava com medo e quase ia desistir,  mas pesando no meu pai eu levantei tirando a faca das pernas, ainda devagar para ele…
- Acho que não estou bem. – Disse ele levando a mão ao peito. Parei um pouco percebendo que ele tinha espasmos estranhos, se virou e me viu com a enorme faca nas mãos.
- O que faz com esta? Não sei se ela soube o que eu ia fazer só sei que caiu sem ar no chão, com a mão na garganta, se contorcia e gemia olhando para mim pedindo socorro, tocou meu pé implorando que eu fosse chamar alguém, pensei e atacar ela com a faca mas não foi preciso deixei a faca sobre a mesa e deixei ela morrer. Então. Comecei a respirar forte forçando o choro, meu pai seria meu, chorei de alegria, só meu…
- Rogério socorro.
O restante e fácil de imaginar, correria ambulância, choros. Minha irmã gritava no colo do meu pai que tentava não chorar mas a noite eu sei que ele chorou, no obituário parada cardíaca, tentei ao máximo parecer sentida com a morte, mas estava feliz e sozinha eu sorria, o homem de minha vida sera só meu. Acho que eu poderia ter salvado minha mãe se tivesse chamado aos médicos logo, mas eu ia mata-la mesmo, foi melhor ninguém me perguntar nada sobre a faca.
No entanto algo me preocupou, quando no velório eu tive que ficar com um tio enquanto Lúcia ficava com papai, quando em casa mesmo todos na mesma cama era Lúcia que papai abraçava, era por ele que ele perguntava no telefone quando ligava do trabalho, era com ela que ele mas se preocupava, era ela minha nova rival, o dia meses depois da morte passei pela sala nua, na esperança dele me notar, me notou mesmo mas não pareceu ter qualquer reação de homem.
Era normal eu acordar a noite e Lúcia não estar na cama, eu sabia que ela tinha corrido para o quarto do meu homem e estava dormindo com ele, embora eu não acreditasse mesmo nisso, as vezes ouvia os mesmos  gemidos  e antes mas desta vez com Lúcia no lugar de minha mãe, voltei a ter os mesmo sonhos, queria muito um beijo longo daquele homem e quando eu estava com quinze anos e ela com nove decidi que como os sonhos me mostrava daria cabo de Lúcia para finalmente viver com meu pai. Sentia sua falta, escrevia cartas para ele que nunca entregava, as canções de amor que eu cantava era para ele.
- Filha, você estava amando alguém? anda tão melancólica. Ele disse depois de ter tirado a barba e estava tão lindo.
- Sim eu estou e faz tempo. – Queria dizer que era por ele mas achei que ainda não era hora pois Lúcia ainda era um problema, sabia que talvez nos teríamos que nos amar escondido, mantendo o papel de pai e filha, porem se testemunhas, por isso era melhor Lúcia ir embora, eu esperar ele parar de chorar por ela então ser meu.
Preparei tudo da mesma forma, desta vez Lúcia prepararia toda a comida e eu sem que ela percebesse peguei a mesma faca, sentei na cadeira e desta vez eu estava bem mas calma. Percebi naquele momento que tinha que ser logo, minha irmã estava criando corpo e logo meu pai poderia notar.
- Especialmente para você minha queria irmã. – Disse ela e eu tive pena daquele sorriso, comi com vontade de tudo só para agradar alguém que estava para morrer.
Então ela levantou levando o prato para a pia, não sentia nem um frio na barriga não tinha medo, o sol la fora era forte, eu me levantei e fui na direção dela, quando ela me perguntou.
- Sente falta a mamãe Sara. Parecia esta chorando.
Eu ia responder que não e lhe da o golpe nas costa quando sentia algo apertar meu peito. Sentia enjoo, estava tonta, cai de joelhos sem conseguir respirar, a fava vez barulho ao bater no chão. Ela se virou se susto algum e olhou para mim.
- A Muito tempo venho de observando Sara eu acho que quero papai só para você.
Naquele momento vi nos olhos dela enquanto ela lembrava o que vez, ono passado quando atravesso a rua para comprar balas no mercado disse ao homem que sua mãe tinha lhe mandado comprar veneno de ratos, quando no mesmo dia pediu a mãe para ensina-la a preparar o frango e colocara no prato de nossa mãe seu ingrediente; sim os médicos aviam errado no diagnostico de nossa mãe.
Frio eu sentia, e como minha mãe deve ter me visto olhar para ele Sara olhou para mim, enquanto eu tremia sem poder respirar, tudo ficando escuro, e ela lá olhando para mim sem medo e sem culpa.  Tudo foi ficando escuro. Mesmo tão pequeno meu pai gostava quele cozinhasse , e ate queria que eu aprendesse mas eu nunca quis, talvez pudesse ter evitado isso.
- Comprei um tempero especial para você hoje, o mesmo que coloquei na comida de minha mãe.
Escuro e silêncio, morta pelo meu Amor por meu pai.
Meu nome e Lúcia, eu acho que sou doente, tenho algo herdado de minha mãe, as vezes quando ele me deixava ficar na sala jugando eu ser nova demais para eu entender a conversa, e na verdade não entendia muita coisa, ela dizia para aquele grupo que eu descobri mas tarde ser um grupo de tratamento gostar do pai dela, e isso eu entendia. Minha mãe nunca largaria meu pai por isso matei ela com veneno. Minha irmã logo se mostrou muito chata querendo  atenção só para ela, bem as duas estão juntas agora vitimas do mesmo ataque cardíaco. Depois de meu pai muito chorar hoje e o dia que eu vou me entregar a ele, e torcer para ele me querer, se não me quiser amanha eu preparo um bom prato para ele, porque eu o amo e não quero vê-lo com mulher alguma que não seja eu.


Written by o_genio_do_mal in: Agenda,Contos,Marcos Prosperidade |

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