Enamonerds
Escritor: Rafael Cruz
Nada mais angustiante (e até engraçado) para uma pessoa do que ler sobre as aventuras amorosas de um nerd dentro de um site que publica escritos deste público. Se você é um nerd de carteirinha, então irá se identificar com algumas passagens do conto. Se não é, pode achar o texto ingênuo, e talvez até absurdo. Peço para você apenas tentar visualizar a situação do ponto e vista dos nerds. Pode ser que você compreenda. Ou não…
Os nerds costumam ter certas características bem distintas do restante das pessoas. Eles costumam ter dificuldade para se relacionar, por conta de são saber expressar seus sentimentos com exatidão (a herança Spock. Para os novinhos: herança Sheldon), não compartilhar do mesmo comportamento que a atual sociedade impõe nas pessoas (principalmente nos adolescentes e jovens) e, talve o mais grave: todo nerd achar que um dia irá dominar o mundo e que, quando chegar este dia, ele irá se vingar de todos que um dia o sacanearam. Apesar de ser uma boa possibilidade, poucos são os nerds que de fato dominam o mundo. Eu, como tenho certeza que serei um membro desta minoria no futuro, estou bem tranquilo…
Agora imagine estas características, acima expostas, sendo aplicadas numa aventura amorosa? (Aventura = sair, ficar, namorar, casamento etc) É preocupante, não?
Certa vez, Alberto (amigo nerd que eu tenho), estava angustiado porque não encontrava ninguém para se envolver amorosamente. E quando encontrava, era sumariamente rejeitado por conta de um namorado na fita (ou um pseudo-namorado…). Sua experiência neste campo era 0 x 0. Aconteceu até de Alberto se apaixonar perdidamente por uma colega da faculdade, mas suas investidas não tiveram sucesso. Amor não correspondido é uma constante na vida de um nerd.
Então, sugeri a ele que relaxasse e desencanasse desta busca. Já fala o ditado: Só encontramos quando paramos de procurar. E foi o que ele fez, meio à contragosto.
Eis que surgiu uma garota, muito bonita, diga-se de passagem que se interessou por ele. Ele como um bom nerd, levou meu conselho ao pé da letra. Parecia até que ele não estava interessado por ela. Sairam juntos e BAM! Começaram a ficar. Alberto se entregou aos encantos da jovem donzela. Finalmente! Em 20 dias ele estava pedindo a menina em namoro. Foi o seu grande erro. A menina aceitou, porém 1 semana depois estava dispensando o jovem nerd. Motivo óbvio: eles não se conheciam direito. Quando começaram a sair, só tinham se visto uma vez, exatamente quando a menina mostrou-se interessada por ele. Trocaram msns e aí tudo começou. Alberto não entendia. Não acreditava que tinha acabado sem nem mesmo começar. Tentei explicar a ele o seu próprio erro: “Você foi rápido demais. Ela não queria compromisso com uma pessoa que ela mal conhecia. Tenha mais parcimônia da próxima vez.” E assim vez Alberto. Mais uma vez relaxou.
Até que apareceu outra menina. Essa ele já conhecia há algum tempo, mas nunca tinha olhado para ela com outras intenções que são fosse de amizade. Em dado momento, a menina rompeu o seu namoro. Alberto, como amigo, tentou ajudá-la. Ele acabou não aguentando e um belo dia, deu um beijo surpresa nela. E ela gostou? Claro! A imprevisibilidade (quando boa) cativa qualquer mulher.
Combinaram de ter um caso sem compromisso. Casual. Desta vez Alberto parecia estar seguindo os meus conselhos. Acredite-se quiser, 1 mês depois já estava tudo acabado novamente. E o que aconteceu? Alberto não entendia. Mais uma vez fui explicá-lo. “Alberto, você seguiu meus conselhos, mas esqueceu de observar o comportamento da menina. Ela estava começando a gostar de você e começou a fazer algumas coisas pra te chamar a atenção para que você tomasse alguma atitude. Ela queria mais do que uma coisa casual. Mas você não enxergou isso e levou o meu conselho de ter parcimônia muito ao pé da letra. Acabou entendendo errado todos os sinais da menina e estragou o relacionamento que você tinha com ela.”. Alberto retrucou: “Não entendo! Se peço em namoro, assusto, pois estou sendo rápido demais. Se dou mais um tempo, sou um cara sem atitude e que não liga para o outro. Difícil, hein?”. “E quem disse que relacionamento é coisa fácil? Só a experiência irá lhe trazer o feeling das coisas. Aproveite estas passagens para aprender, para não repetir os erros no futuro”, respondi.
E Alberto, muito resignado, entendeu a mensagem. Ainda estava abatido com o seu recente rompimento, mas entendia o que tinha que fazer numa situação próxima.
Moral do conto, meus amigos: sabemos que nerds tem comportamentos um pouco diferentes das outras pessoas. Mas independente disso, precisam aprender a observar e a ouvir as pessoas que estão à sua frente. Nerds formatam conceitos muito rígidos na sua mente e quando eles entram em choque com conceitos de outras pessoas, o nerd se perde e começa a fazer besteira.
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Relato engraçadinho.
Sua história de amizade e conselhos que saíram pela culatra com o Alberto lembrou uma piada. xD
ficou legalzinho, até. O tom informal foi divertido.
“odo nerd achar que um dia irá dominar o mundo e que, quando chegar este dia, ele irá se vingar de todos que um dia o sacanearam.” *segue risada maligna*
mhuahauhauha!
Falou! =D
Obrigado pelo comentário, Ana. A ideia foi ser bem informal mesmo. Leve e descontraído. Mas ao mesmo tempo explicando situações reais e como evitar cair nas armadilhas da paixão cega.
Hahaha…
–
Pobre Alberto!
Ah, nós, os nerds! Já está na hora de evoluirmos um pouco, pois, se continuarmos desse jeito, não vamos dominar mundo nenhum.
Isso acontece só com nerds? Então crescemos em número porque quase todo mundo tá passando pelas mesmas coisas e, pra piorar a situação, dos dois lados. hahahahahaha
Eu me diverti, ótimo texto!