João Pedro
Escritora: Samila

Vinte e seis anos.
Esta é hoje a exata quantidade do tempo dele.
Essa será para sempre a exata diferença de tempo a nos separar.
Mas mesmo assim, eu escolhi acreditar.
Eu confesso que a minha idade nunca foi, a meu ver, um assunto digno de maiores atenções. Sempre fui um conformado por excelência, e o destino, este infeliz, fez questão de marcar ainda mais esta característica na minha personalidade. Estava de bem comigo mesmo e com esse negócio de envelhecer. Medo da morte foi algo que eu perdi ainda jovem, no mesmo momento em que a vida pareceu perder qualquer sentido.
Mas isso mudou depois que o João Pedro passou a fazer parte do meu cotidiano, especialmente depois que ele começou a demonstrar peculiar interesse por mim. Era fácil compreender o motivo de minha consequente inquietude: ele poderia ser meu filho, oras! Aliais, minha filha teria quase a idade dele, se ainda estivesse viva.
Minha mente foi logo invadida por inúmeras indagações, afinal, o que estaria aquele ‘menino’ querendo com um ‘tio’ como eu? O que eu poderia ter de interessante e atrativo a alguém tão jovem? Caso fosse dinheiro, bem, ele havia encontrado o cara errado, afinal eu não passava de um pianista falido que levava a vida tocando em festas de casamento e restaurantes elegantes… Mas disso ele deveria saber, afinal, foi num restaurante desses que nos conhecemos.
Eu, o pianista, ele, o jovem e belo barman que incentivava as mulheres a se levantarem de suas mesas a cada cinco minutos em busca de drinks e visões que lhes clareassem os olhos. Forte, negro, jeito de surfista, andar leve e descontraído. Sempre sorridente, simpático ao extremo, de voz grave a fala alegre.
Meu total oposto.
Sempre fui anti-social, do tipo que prefere a companhia silenciosa de uma xícara de chá e melodiosa de um bom piano alemão. E o quesito estético eu deixei de atender há alguns anos, muito embora na minha juventude fosse considerado um rapaz de grande formosura.
O tempo se mostrou um inimigo ingrato. Ele vem com pressa e requintes de crueldade; deixa a pele já não tão viçosa, os músculos já não tão fortes, as mãos já não tão belas e os olhos já não tão brilhantes. Ele, o maldito tempo que te obriga a ter diária decepção, toda vez que se encara o espelho.
O maldito tempo que criou a invisível e sensata barreira que se coloca entre nós.
O maldito tempo que não me permitia compreender, tampouco aceitar os motivos de João Pedro.
Por que ele seguia me convidando, seguindo-me, olhando-me, tentando-me? Em qual aspecto eu poderia ser desejável? Como alguém como eu poderia ainda ser amado?
Essas perguntas me torturavam a cada a cada anoitecer, a cada intenso olhar negro recebido, a cada convite licencioso, a cada singela declaração.
Mas minha principal angústia, até hoje, é não compreender como eu me permiti acreditar neste amor e por fim embarcar nesse sonho… Logo eu, sempre tão maduro e precavido… Quando foi que a solidão se apossou de tal maneira de minha alma, ao ponto de me obrigar a abandonar todos meus conceitos, tudo aquilo que eu conhecia como moral?
Aquilo não estava errado?
E aquele erro não ia além da nossa simples diferença de idade?
Afinal, onde estavam minhas dúvidas sobre a integridade de um relacionamento entre dois homens? Onde estavam meus ensinamentos de infância recebidos na Igreja Anglicana? E minhas preocupações a respeito da opinião das pessoas, da sociedade, de Deus?
Engraçado, pois hoje os únicos questionamentos que ainda me perseguem são exatamente os primeiros que tive. A sociedade e Deus ficaram como preocupações secundárias. O que permanece é apenas a sombra do tempo. Maldito tempo que serve apenas para me mostrar o quão imaturo e pequeno eu sou de fato, indigno de toda admiração que vejo no brilho dos olhos dele, nas suas carinhosas palavras, nos seus cálidos toques.
Chega a ser patético –especialmente para um homem de minha idade- flagrar-me muitas vezes com lágrimas prestes a rolar, desesperado para conseguir pensar que algo que me torne melhor, algo mais digno dos sorrisos que ele me lança toda vez que nos vemos; da voz forte que volta e meia me presenteia com juras de amor eterno. Da mera presença que me encanta, dos abraços e beijos que me envolvem. Do cheiro másculo que me prende e intoxica, da pele escura que me acalma e acalenta. Da sua beleza que me deixa tão inseguro, tomado pelo insuportável medo de um dia perdê-lo. Por fim, meu maior desejo é fazer jus a tudo que torna mais tangível o medo que ele um dia note que eu não sou nada, que ele merece um homem melhor, que ele não tem porque escutar desta sociedade tola coisas piores do que ele escutaria se estivesse com alguém da sua idade.
Tenho medo que um dia ele note que eu, como afirmam seus amigos, realmente sou velho demais, que ele não tem porque sair ‘catando velho por aí’. Tenho medo que com isso ele vá embora, deixe-me sozinho, despido do calor daqueles carinhos; sem a mão para segurar nas noites frias, nas ruas desertas. Medo de um dia não ter aquela pele contra a minha, não ter aquele corpo forte na minha cama, não ter aqueles olhos olhando os meus… Não ter seu riso me alegrando, e a sua voz me acordando de um dos meus tantos devaneios…
“O que houve, ‘Thur?”
Medo de um dia não poder encarar sua bela face levemente preocupada. Medo de não poder sorrir e responder-lhe:
“Nada, amor…”
Medo de não ver mais a desconfiança que o intriga, como se eu fosse uma criança aprontando algo. Medo de não ter o momento de silêncio que me obriga a falar mais:
“Estava a pensar se não estou velho demais… Ando meio cansado.”
Medo de não poder ouvi-lo suspirar em reprovação, medo de não ver nunca mais seus traços se contorcerem levemente em já conhecido e brando tipo de malícia.
“É? Você não parecia nada cansado ontem de noite…”
Medo de nunca mais poder rir com você, fazer piada, provocar também:
“Hum, mas não é melhor nós testarmos, para termos a certeza que eu não envelheci de ontem para hoje?”
Medo.
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Primeira a comentar. XD
Bem legal esse conto,Sami.
Acho que tem muita gente nesse mundo que pensa como esse cara,mas que no final acaba se entregando ao amor.
JOÃO PEDROOOOOO!! SAMILA!! :O
JOÃOOO PEDROOOOOO!!!! Obrigada Guns! E Obrigada Peregrina *0*
E sim, o amor sempre ganha no final =D
aÊ!! João Pedro! ~Emocionei, lindo mesmo! Como você censegue? nem tem graça ficar te elogiando o tempo todo! Me esina a escrever assim també Sammy. ^^
ensina*
Nhai, deixa-me sem graça, sweetie… *-*
Obrigada!
Ah, olha só! =D
Acho legal esses contos que se conectam com outro.
Ainda não li “Arthur”, mas dei uma olhada por cima e percebi o negócio de brincar com o ponto de vista de cada um dos personagens.
Gostei do tom suave, com uma certa angústia desse conto. A temática do tempo, envelhecimento, etc é legal e acho que aflige muita gente. E os personagens são interessantes – incomuns, considerando que existem clichês de aparência e idade dos personagens.
Você tem muito talento, Sami! ^^
Ah, eu tenho procurado fugir dos clichês, embora invariavelmente acabe caindo em alguns outros XD
E bem, eu adoro ler Yaoi Oyaji (que é com ‘tios’ mais velhos), então a minha felicidade em escrever esse conto e explorar essa diferença de idade, e todos os problemas que ela traz ^^
Obrigada por ler, baby!
É. Muito bem escrito. O peso do receio está bem preenchido entre os paragrafos.

-
“Essas perguntas me torturavam a cada a cada anoitecer,”
Cortar algumas coisas ai mocinha.
-
Veja bem, acho que não é a primeira vez que digo isso, mas enfim. Não tenho nenhum problema em ler histórias de homosexuais e coisas parecidas. O que me incomoda muitas vezes no seu text, Samila, é que a voz narrativa não é masculina, mas sim feminina. Veja bem, esta história de amor não parece ser de dois homens, e sim de um casal hetero. Esse fato quebra a verossimilhança.
-
Existem três caminhos para se resolver esse problema no seus escritos:
1 – Aprender a escrever um romance de uma maneira mais masculina.
2 – Começar a utilizar um narrador impessoal, em terceira pessoa que conta a história, pois assim passaria a impressão de uma mulher narrando a história de dois homens, apontando sentimentos e reações que eles mesmos não tem conhecimento.
3 – Deixar a porr@ como tá e seguir feliz. Existem tantas meninas que gostam de textos assim neh?
-
Mas fica a dica, te admiro muito, quero te ver cada vez mais completa na arte de escrever
bj
Desculpe me intrometer, mas não vejo um problema de gênero com a voz narrativa dos textos da Samila.
Acho que uma coisa legal deles é que, mesmo com uma maioria de protagonistas homens, ela não comete “male gaze” (imposição de um ponto de vista masculino carregado de papéis de gênero e sexismo). Até tem um lado subversivo, em se tratando de literatura, ao descrever um ponto de vista andrógino, meio “gender-neutral”.
De qualquer forma, em geral, eu acho que a narrativa da Samila é bastante “humana” e ela consegue achar pontos universais de qualquer tipo de relacionamento.
Bem… acho que tenho direito a uma réplica não é mesmo, Aninha?
-
Veja bem, não é uma questão de sexismo ou pontos universais no assunto amor.
-
Homens, ainda que gays, tem uma percepção diferenciada do mundo, creia-me.
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Não vejo lado subversivo na narrativa, pq, sinceramente, não vejo androgenia, como disse, não me parece um ser andrógino, mas sim que o narrador é uma mulher.
-
Quanto ao fato das narrativas de Samila serem humanas, sem dúvida, nunca disse o contrário, mas não é essa a questão que eu fui levantar.
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Só levantei o ponto pois isso sempre me chama a atenção. Veja bem, eu faço letras, convivo frequentemente com gays, tenho grandes amigos gays, já vi gays dos mais variados tipos, dos machões aos frescos, ainda que gays, são homens, por isso o choque negativo que sinto sempre que leio os textos de Samila.
-
Meu ponto se baseia na questão da verossimilhança. A verossimilhança se perde, para mim, ao ver o texto escrito com suas perfeitas, singelas e delicadas descrições ao lado de um casal de homo.
Há sem duvida romantismo entre casais homo, mas a maneira de se expressar esse tipo de coisa não é exatamente assim.
Esse é o meu ponto.
Esqueci de falar uma coisa…
-
(sim estou aumentando essa porr@ mais ainda)
-
Existem basicamente dois métodos funcionais de escrever, primeira pessoa, terceira pessoa.
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O terceira pessoa é mais relativo, a voz é neutra e trata-se de contar os fatos. A terceira pessoa pode ter vida ou não. Pode se rum narrador onipresente ou o amigo do personagem principal que conta uma história.
-
A primeira pessoa é mais complica, densa e dificil de escrever. Pois a primeira pessoa é sempre a que vive a história, e isso, pode parecer que não é um problema.
O problema nasce do conceito de que nenhuma pessoa é igual, sendo assim, um escritor não pode estruturar uma fórmula de se escrever uma história, de se estruturar a narrativa, uma vez que cada cabeça, cada personagem viva conte sua história de maneiras diferentes. Relegar ao narrador em primeira pessoa sempre a mesma estratégia e se tornar uma “Sabrina” de banca de jornal.
Para que isso não aconteça, deve se levar em conta mais uma coisa. Sendo que cada pessoa, logo personagem, pensa diferente, cada pessoa também é carregada de conceitos sociais, familiares e, sim, creia, biológicos.
O que tu caracterizas como “male gaze” (nunk havia lido essa expressão, preciso estudar mais…) é necessário para essa narativa, pois ela é uma narrativa feita por homens e não pela a Samila.
-
Fod@-se a Samila, não estou lendo uma história dela, estou lendo uma história do João Pedro, Pianista, Britânico (um homem com uma visão mais fria ainda) e é isso que importa, estou lendo a história de um homem, capiche?
VOCÊ ESTÁ ERRADO, ANDREY!!! O João Pedro é um negão simpático….
hehehe, mals, não resisti…
Bem, vejamos, o narrador é o Arthur, homem britânico, vivido, sensível, que já conheceu muitas dores nessa vida, e graças a isso, passou a valorizar mais todo momento de felicidade, e passou sobretudo a temer perder isso.
De fato, minha narrativa é repleta de mim, do meu romantismo natural, da minha ‘essência feminina’(mesmo eu muitas vezes sendo descrita como machinho XD). Mas será que realmente apenas uma mulher pode ter tal essência? Será que um homem não pode sentir da maneira que está aí retratada? O que dizer então dos mocinhos da antiga literatura romântica? Os caras de uns 5 séculos atrás exageravam bem mais do que eu nessa questão… e ainda eram homens.
Será que todo homem pensa de maneira ‘máscula’? Será que você não está se deixando levar pela visão hedonista que o homossexual sofre hoje em dia? Será que esse amor não pode ser tão puro?
Bem, eu só falo isso pq muitos homens leram esses dois contos e se identificaram com os sentimentos e formas de pensar aí contidos… Teve um (Hetero, inclusive) que chorou na minha frente enquanto lia esse texto aqui.
ENTÃO… eu continuo a escrever isso em casa… *saindo do trampo*
Sim, continuando… xD
POr ser a favor da diversidade e da liberdade do amor, então, oara mim, pelo menos no meu mundo, na minha mente sonhadora, homens também amam da maneira que eu retratei… é isso que eu acho…
O Fato é que eu sou uma idealista, e ainda tenho argumento que o que eu coloquei nesses dois contos são simples sentimentos, e não falas.
Se um cara fosse falar para o outro essas coisas, aí sim eu acharia super estranho (embora não fosse achar impossível) ^^
é isso, Gente! Obrigada Ana e Andrey! Muitos beijos!
Atmard in the house!
—
Primeiro que tudo, nao existe so primeira e terceira pessoa. Existe a dificilima segunda pessoa, que tenho andado a experimentar a muito tempo (completely off topic, but let’s move on)
—
Ora bem, por onde começar…bem, eu poderia começar por dizer uma simples coisa: eu nao acredito que exista genero, portanto tudo o que o Andrey disse esta instantaneamente invalidado. Mas agora entremos em detalhe, para nao parecer que eu sou burro. Eu nao acredito em genero, pois acho que o genero de alguem e como a sua personalidade, demasiado pessoal para de facto se poder categorizar como isto ou aquilo. Para mim, cada ser humano tem um genero pessoal e individual, e portanto, nao existe um genero de facto, mas apenas uma serie de generos partidos. O que tambem tenho de concordar, e que existe algo inegavel, o sexo, que determina quase invariavelmente a inclinaçao de genero da pessoa. Portanto, logo a partida, um homem tem mais inclinaçao para cair no esterotipo de genero (gender role) do homem, ou seja, o macho que toma conta da casa, que sustenta a mulher e os filhos, bebe cerveja e coça os tomates enquanto ve televisao. E a mulher, por conseguinte, cai no estereotipo de dona de casa fragil, sentimental, romantica, e idealista. A questao aqui nao e se as pessoas sao assim ou nao. A questao que se apresenta aqui e o porque de dois homens se porem nesta situaçao muito fofa e delicada, e agirem como mulheres.
—-
Ora, uma coisa que uma grande parte dos escritores despreza de certo modo, e a verdade e realidade, a credibilidade dos seus personagens, sem que estes se tornem cliches. E preciso dar umas voltas e tanto primeiro que se consiga um personagem original, que nao seja demasiado esquisito para poder ser querido pelo publico. O meu escritor favorito, Milan Kundera, descreve num dos seus romance como os seus personagens “sao parte de uma realidade sua, que se baseia na realidade dos outros”. A Samila e uma mulher, em termos biologicos (pelo menos acho que sim…Sami, nao nos andas a enganar, pois nao? xD), mas em termos de genero, ela pode escrever como um homem. O segundo conceito muito importante aqui, e, na mente das pessoas, o que significa ser um homem. E-se menos de um homem, por se pintar as unhas, rapar as sobrancelhas, usar base, e colorar o cabelo? Deixo isso ao criterio de cada um. Mas o que gostava de deixar saliente, e que um homem, mesmo sendo homem, nao deixa de ser HOMEM. Os seres humanos, mesmo na sua binaria de sexo, nao sao tao diferentes assim. Todos eles tem (a maior parte) dos sistemas de orgaos e tale a funcionar da mesma maneira. Todos eles comem, dormem, vivem, morrem, e todos eles desaparecem no fim.
—
Este texto, como ja podes ter percebido Andrey, e Yaoi. Yaoi e, e acho que leste o excelente artigo da Sami aqui no blog, e um genero escrito POR mulheres, e PARA mulheres. Com isto em mente, ha que ter em conta que entra uma quantidade brutal de imaginaçao, idealizaçao, e desejo. Elas transportam para a realidade dois homens um amor ideal, soberbo, etereo, da mesma maneira que a maior parte dos homens o faz (quase inconscientemente) com duas mulheres. Elas tem em conta uma relaçao muito fofinha, e deliciosa, onde nao entra qualquer tipo de elemento malvado, a nao ser que seja catalizador de algo bom. Eu li o Fausto da Samila, e basicamente e isto. Andrey, o Yaoi e um genero, e como todos, este tem regras. Eu como disse, nao acredito em generos. Nem psicologicos, nem artisticos, eu acredito que toda a gente devia ter toda a liberdade para fazer o que quer, sem estar preso a um rotulo.
—
Se este conto fosse algo puramente literario, ou seja, estivesse enquadrado numa obra que nao e de Yaoi, como por exemplo numa tragedia, teria de invariavelmente concordar contigo. Numa tragedia, vendo-se as coisas de uma maneira mais sombria, nao faria sentido esta utilizaçao do feminino numa relaçao homossexual. Mas entenda-se que isto nao e algo realista, mas antes cai mais no romantismo sec.XIX (espero nao dizer nenhuma barbaridade, mas acho que estou a faze-lo…), naquela idealizaçao sem qualquer tipo de elemento mau.
—
Em geral e isto Andrey. Fuck, e posso-te dizer, numa relaçao homossexual as pessoas agem assim, dizem estas coisas, sao assim. No meu (curto) namoro com um rapaz, perdia-se completamente a ideia de ser um homem. Amigas tambem ja me chamaram de mulher, porque eu sou muito dependente, e muito peganhento. E no entanto, junto a outros gajos, a ver um jogo de futebol, eu tambem berro insultos ao treinador, e tambem me involvo em discussoes com amigos. Nada disto tem nada a ver umas coisas com outras. As pessoas sao multi-facetadas, e portanto nao se deve sobre-stressar com o querer categorizar isto ou aquilo.
—
Raios parta mais o meu desejo de me explicar! Esta isto ficou grande para car*lho…
Entendo a colocação do Andrey, mas também acredito nas várias formas possíveis de amar e expressar isto.
Já fui confundido com uma mulher ao entregar poemas não assinados para análise de uma professora conhecida.
Acho portanto, Andrey, que a Samila ficou com a terceira opção.
kkkkkk
HUAhaua, sim, sim! Fiquei com a terceira opção por alguns motivos básicos:
1-Gosto de escrever sobre o amor entre pessoas do mesmo sexo
2-Não me sinto muito à vontade quando escrevo sobre o universo feminino.
3-Amo o amor entre homens
4-Yaoi is my life
5-Gosto de escrever em 1ª pessoa (embora a maior parte dos meus textos sejam em 3ª)
6-Sou romântica
Samila, acho que você é a Esfinge do ONE.
Continue como está, pois adoro (e não estou sozinho nisso)seus textos.
Decifra-me ou te devoro! Pensando bem, não tentem me decifrar, sério, sou confusa demais, tudo que conseguiriam seria uma bela do de cabeça!
Eu sou mulher, pelo menos so sentido biológico da palavra… mas não me vejo exatamente como mulher… por mais que tente, consigo me ver apenas como um ser humano, alguém que gosta de transitar entre o feminino e o masculino.
Isso fica visível até no meu jeito de vestir; Adoro vestidos, saias, sapatos de salto e espartilhos da mesma maneira que amo camisetas, chinelos, bermudas e botas militares.
Transvisto-me às vezes, jogo video-game, falo palavrão, adoro ir assistir vale-tudo ao vivo, mas choro vendo filmes de drama e lendo mangás yaoi, e às vezes até me maquio.
Olho para esse meus dois personagens, sinto o drama deles, penso no que faria no lugar deles, e geralmente minha resposta é “eu não seria tão fresca, tão emotiva”
Não sei, às vezes sou uma pessoa muito fria na vida real, às vezes, coração derretido demais. Por eu ser assim, por eu ser capaz de tantos conflitos emocionais e de tanta aversão aos papeis de masculino e feminino, eu acabo passado esse meu mundo ideal, esse meus sentimentos puros e intensos, essa falta de ‘homem de verdade’ para meus textos…
Enfim, concordo com tudo, tudo, tudo que o Atmard colocou xD
Sem falar que o yaoi é naturalmente algo mais emotivo, menos ‘masculino’, por ser voltado para as doces donzelas de coração puro… Ou para esse bando de menina pervertida que ADORA ver dois homens se pegando -q
Brincadeira, brincadeira! XD
huahuahuauha, muito bom, todo dia precisamos escolher um nome, um tipo, um gênero, mas no fim das contas somos um pouco de tudo e dependendo da hora, do momento, somos um pouco de nada e são esses momentos que nos fazem o que somos: únicos, especiais, iguais e diferentes…
rsrs, abraços
e estranhos, esqueceu de citar! XD Mas é isso mesmo, somos únicos, de fato
Hehehe…
-
Pessoal, eu não tava querendo levantar nenhum baluarte hetero. Não vejo problema em tu escreveres sobre dois homens juntos. Estava falando somente de uma questão narrativa.
-
E resalto o que disse, o texto está muito bom, mágico, faz o leitor se sentir bem. Mas o que quis dizer é que homens dificilmente esboçam as coisas dessa maneira.
-
Tentarei reorganizar as palavras. A maneira de amar deles está correta, sem dúvida. Homens ainda prestam atenção em mãos, falas, postura, olhar. Mas no entanto, posso estar enganado, o que acontece sempre comigo, e com a maioria dos homens, é um extase. Se nota tudo isso, e não se nota nada. É a clássica “Tu não notou que eu cortei o cabelo?”. Homens notam sim, notam que vcs fazem as unhas e coisa e tal, mas tudo vem num choque na nossa mente, é dificil se colocar de uma maneira tão poética.
-
Quanto aos rapazes do séc. anterior. Com todo respeito, idade pra mim não é capacidade.
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Dizendo isso, deixo meu ultimo ponto. Um homem poderia escrever coisas nesse estilo, mas dificilmente um homem vive e sente nesse estilo, esse é o meu ponto. A linguagem está feminina demais para um narrador masculino. Há beleza também e se descrever o amor como um homem , e sério, não questão de sexismo, juro por deus, mas os olhos são diferentes nos sexos.
Homens vivem, se apaixonam e morrem de maneira totalmente diferente que as mulheres.
“Homens vivem, se apaixonam e morrem de maneira totalmente diferente que as mulheres.” – mesmo não sendo intencional, essa colocação pode ser considerada sexista diante do argumento de que a existência dessas diferenças é meramente resultado da reprodução de papéis sociais culturalmente impostos.
Porém, ainda que a pessoa acredite que “gênero” (para evitar confusão, gênero corresponde às atitudes relacionadas a cada sexo biológico) seja algo biologicamente determinado, não haveria porque um autor de um texto literário brincar com aspectos psicológicos e, por exemplo, descrever um homem que “pense que nem mulher” (me dá dor nas bolas escrever isso).
O fato é que eu sou muito mulherzinha1 tenho que ler mais ‘o clube da luta’ xD
Mas deixa eu concordar. ficou realmente com uma narração tipicamente feminina… mas vale ressaltar que esse conceito de ‘tipicamente feminina’ surgiu exatamente por causa da divisão de papais imposta há muito, muitos séculos atrás… @_@
Afinal, que foi que definiu que a mulher é romântica, e o homem deve ser mais frio, não foi a sociedade?
Tááááááá boommmm…
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Vamo de novo.
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Mais uma vez, digo e repito, não tem a ver com sexismo, nem com baluarte hetero.
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Sim ana, homens e mulheres vivem, se apaixonam e morrem de maneira de diferente, essa é a verdade.
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Quanto a sua colocação samila, não estava falando que o homem tem de ser frio e a mulher romântica. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Uma das mulheres que mais amei na vida era fria como o gelo. E eu todo romântico escrevendo poemas e coisa e tal.
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Não é disso que estou falando. A percepção masculina é diferente, não querendo dizer que isso seja ruim. Como eu disse em algum trecho por aqui, nós homens podemos sentir tudo isso que foi descrito sem problema. O problema tá em ter consciencia do que é sentido, expressar isso. No cerébro masculino funciona diferente. E isso não tem nada a ver com a sociedade e hábitos comuns.
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Trago a crítica não em ponto de dizer “Samila, isso tá uma merda”. Tenho plena consciência do seu talento para yaoi e coisas do genero. Sei que muitas pessoas leem, aprovam e gostam do estilo que tu escreves. Eu também gosto, se não disse isso antes digo agora.
A crítica não vem para falar mal da história, mas sim da técnica. Tu és boa no que fazes, o problema é que em toda história que eu leio tua o personagem narrador é masculino e a voz narradora é feminina, isso é um problema. Nem só de ficção vive um escritor, nem só de pão vive o padeiro, nem só de Yaoi pode viver a pequena Samila.
Faço a crítica na qualidade de vc se aperfeiçoar cada vez mocinha. E reitero, não levem pelo lado machista, sexista e social. Não é disso que falo ok?
Moderação de novo tche!
@Andrey – bom, li a resposta moderada no dashboard e já vou me adiantar.
“No cerébro masculino funciona diferente. E isso não tem nada a ver com a sociedade e hábitos comuns.” – Discordo completamente. Realmente tenho sérias dúvidas acerca dos métodos qualquer pesquisa que afirme isso (uma delas é que os objetos da pesquisa estão submetidos a certo ponto de vista determinado socialmente, então o resultado será “viciado”.)
Basta observar que os papéis de gênero são diferentes em várias sociedades. Ou seja, é impossível determinar que exista um fator biológico irredutível na forma de pensar de homens e mulheres.
Além disso, tenho sérias objeções a fazer quando alguém diz que alguma coisa é “a verdade”.
Olha Ana, tu bem tu tens razão. Vale lembrar que em nenhum momento eu falei em biologia ou coisa do tipo. Mas primeiramente posso te dizer, falando e conhecimento específico, que eu estudo cérebros. Trabalho numa pesquisa cíentifica sobre linguagem e como ele funciona no cérebro. Fiz inúmeras pesquisas sobre isso, trabalhos com neuro imagem e coisa do tipo.
Sim, isso não tem nada a ver com a questão tu deves imaginar. Mas posso te asegurar que há diferenças sim no funcionamento da peçinha.
-
Tu dizes “os objetos da pesquisa estão submetidos a certo ponto de vista determinado socialmente, então o resultado será “viciado”. Mas ai é que tá a questão. Eu não estou falando de ponto de vista. Pontos de vistas são realmente influenciados pela sociedade.
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Eu desde novo li muito mangá, de todos os tipos, dos sangrentos aos mais românticos possíveis. Lia muitos livros e via muitos desenhos. Resultado: sou um jovem de 20 anos um pouco mais culto que a média (como a maioria aqui do site) extremamente romântico.
Levo flores uma vez ao mês pelo menos a minha namorada. Escrevo bilhetes, sou carinhoso e tudo o mais. Sim, sou, não vou negar.
A questão é de percepção, não ponto de vista.
Quando vejo minha namorada vestindo uma langerie eu não reparo enquantos laços têm nela, se a costura e de um ou de outro jeito, o tipo de cor que é.
Meu cérebro assimila tudo isso, me embriaga, mas isso não toma um tempo da minha consciência.
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Se tu fosses perguntar para um homem como ele espera uma mulher de lingerie, por mais romântico que seja ele será muito mais simplificado na resposta do que uma mulher pensando como deveria ser a lingerie que iria usar.
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Sim eu dei exemplo tosco, e não leve para o lado sexista aninha. O que estou querendo dizer é q no intimo o sentimento masculino e feminino é igual, mas na percepção e expressão ele se apresenta diferente, entendeu mais ou menos agora?
Credo, quando eu escrevo rápido os erros de português saltam, sorry.
Bom, já que já está enorme, não tem porque não alongar mais.
Andrey, obviamente você pode ser um cara romântico e não tem nada que impeça você disso. É exatamente disso que estou falando: as pessoas tendem a naturalizar comportamentos e personalidades como algo que nasce com a pessoa (ser romântico, frio, racional, emocional, etc) sendo que, pelo menos em meu ponto de vista de estudante de ciências humanas, esses aspectos pessoais são desenvolvidos ao longo da vivência e aprendizado das pessoas.
Esse exemplo que você deu, da langerie de uma garota (aliás, é um exemplo um pouco etnocêntrico, porque o costume de usar langerie erótica é bem específico de certa época e sociedade) – será que o fato de mais mulheres repararem nos detalhes da roupa não é porque, desde crianças, as mulheres ocidentais são incentivadas a se interessar por roupas? (por exemplo, quase toda menina ocidental brincou com Barbies e joguinhos de dress-up, enquanto os meninos recebiam carrinhos e arminhas).
Em se tratando de pessoas e comportamento, procuro ter uma postura questionadora e, devido a minha formação, costumo fazer perguntas e procurar respostas no meio externo, nas estruturas culturais e sociais que permeiam o cotidiano. =P
Em meu ponto de vista, o “meio termo” seria observar como a educação que a pessoa recebeu ao longo da vida afeta as respostas neurais. (Um bom exemplo é que os testes de QI clássicos foram rejeitados quando se percebeu que eles eram incapazes de avaliar a inteligência de pessoas de culturas muito diferentes da ocidental).
Entendi seu ponto, Ana.
Isso me lembrou daquele negócio japonês de que bolo é comida de mulher: homem de verdade não deve gostar de doces
Ah, Andrey, em momento algum quis dizer que você é machista. Realmente não teria porque usar esse tipo de argumento ad-hominem. E não tenho motivos para acreditar que você seja.
Não é uma acusação pessoal quando digo “tal argumento pode ser considerado sexista diante de…” – é mais que estava sendo analista do argumento ao argumentar.
DEsculpe se pareceu uma ofensa. =o
Ana, olhe minha resposta à samila.
Só de não haver uma relação óbvia de dominância no relacionamento você já foi um passo além do que eu esperava, sendo fã de Yaoi, já que Yaoi tem essa péssima mania de polarizar a relação homossexual, o que não é tão comum quanto se pensa. Pelo menos me pareceu uma relação mais equilibrada, mas só tive essa sensação quando li o João Pedro. Lendo só o outro (esqueci o nome), eu pensava que ia ser um desses casos de daddy x boy.
Eu não sou muito fã de romantismo e achei o outro bem puxado pra esse lado – e concordo que ele soa bem feminino, a primeira pessoa não parece -mesmo- um homem. Por isso gostei mais desse aqui, expressando um conflito bem mais verossímil, que é o da insegurança de um cara mais velho frente a um mais novo, que é um treco que sempre acontece por aí.
Caso esse conto desse a impressão de um velho seguro de si, másculo e dominante, eu ia te xingar por usar heteronormatividade pra falar de um relacionamento gay, o que me faria um chato, na verdade hahahaha mas que bom que você não fez isso.
Ah, sim, o seme e o uke… eu pessoalmente ADORO inverter isso. Não gosto de nada pré-definido, não gosto de papeis rígidos e esteriotipados.
Nem todo homossexual precisa ser aquele falso-machão-bombado-de-academia e pegar aquele gayzin-pequeno-afeminado-que-fala-fino.
Humanos são diversos demais para serem retratados de maneira tão simplista!
e sobre esse tom narrativo, como foi dito lá em cima…
Eu idealizo, sim, mas idealizo sempre puxando para o meu ultra-romantismo-exacerbado-de-menina-anti-social-sonhadora… então já viu XD
Obrigada por ler, baby! que bom que gostaste desse!
Atmard… amigo… nao tinha visto ainda seu texto.
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Devo salientar, Atmard, que pelo visto tu não entendeste nada do que eu havia dito.
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Eu já tentei reescrever de uma maneira mais limpa aqui, rapaz, então não vou ficar girando num mesmo ponto, ok?
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O que quero te dizer é que:
1º: Eu tenho absoluto conhecimento que isso é uma obra yaoi, e por tal motivo não critiquei a obra, somente apontei o fato que q sempre que leio um texto da Sammy-Chan eu vejo essa inversão de vozes.
2º: Apontei a critica não à qualidade do texto, mas sim para dizer que ela deve tentar brincar mais com esse tipo de coisa, parar tornar-se mais experiente e não ficar tão dura num padrão.
3º: Atmard, por favor, quando falei de gênero não estava buscando por uma resposta social, dizendo que os homens são frios, coçando os tomates na frente da tv enquanto as mulheres ficam lendo livrinhos de amor no quarto. Q isso meu amigo. Eu já perambulo pelo site a quase um ano e meio e vcs (mais antigos) conseguem distorcer o digo dessa forma?
4º: Falava eu da voz narrativa, um conceito simples em literatura. A voz é essencialmente feminina aqui, e sim, sei que isso é o normal e yaoi, não sou ret@rdado, mas digo que todo o texto sendo assim é um problema. Porr@ a Samila é uma das escritoras mais talentosas que eu já tive o prazer de ler, dei a dica para ela não ficar só nisso.
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Enfim pessoal. Fico muito triste q em tanto tempo de site ainda me considerem um “machicho de visão fechada”. Isso é triste, triste mesmo.
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Retiro-me da discussão.
Calma, Calma Andrey! Bem na hora que eu ia começar a concordar contigo com relação a isso do cérebro da mulher e do homem de fato funcionarem de forma diferente (o que se dá sobretudo por fatores hormonais, que interferem no funcionamento das sinapses nervosas, e logo na forma de perceber e pensar) Isso para não tentar compreender o que acontece no cérebro de crianças transgênero, por exemplo, que apesar de serem de um sexo, e serem desde cedo ‘doutrinadas’ para agirem de acordo com seu sexo biológico, não se sentem de maneira alguma confortáveis com aquilo. São meninos que se sentem meninas, gostam de rosa, bonecas vestido, sonham e ser mamãe, ter seios e andar de salto alto… Isso sem terem sido estimulados a agir de tal forma…
Isso serve apenas para mostrar o quão diverso e inexplicável é o cérebro humano, este por homônios, sociedades, egos, ID, what-the-porra toda XD
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Tenho certeza que a Ana e o Atmard não quiseram te acusar de sexista. Tenho certeza que eles, assim como eu, sabem que você é um cara mente aberta, e bicho, prova disso é você estar lendo e comentando esse meu texto!
E em nome de Nossa Senhora do Perpétuo lemon, deus yaoi sabe como eu adoro uma polêmica dessas!
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Deixa eu só te falar que esse exemplo da langerie foi de fato horrível, pois eu presto tão pouca atenção nos laços quanto você XD
Sim, sammy, e existem homens que são estilistas. Mas mudemos o assunto, afinal, disseram que mulher presta mais atenção em lingerie pq foi incentivada a isso. Homens não prestão atenção nas bolas que jogam, mesmo que uma determinada bola seja sua favorita.
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Enfim, terminado minha colocação, galerinha obviamente que existem coisas maulcas no mundo e no nosso cérebro, aconselhei somente q a samila mudesse um pouco seu estilo, não ficasse tão trancado nele. Ficar discutindo sobre sex0, cérebros e sociedade não leva ao lugar que quero chegar, que é: em literatura existe uma voz narrativa, a voz narrativa em primeira pessoa está inversa. Isso = problema, em yaoi não, em literatura sim. Se quiser escrever yaoi pro resto da vida, contigo.
Aí é a Samila que sabe se inverteu a voz narrativa ou não.
mas na minha leitura e na forma como interpretei esse conto, não considerei que isso aconteceu e resolvi argumentar porque achava que não (já que todo mundo é nerd literário aqui, não achei que houvesse problemas).
*pentelha* Poxa, mas tem muito homem detalhista. E já vi marmanjo que se importa com o tipo de costura da bola de futebol. XD
O problema não é argumentar ana. Não me importo com isso
, o problema é quando se torna necessário defender a opinião, que era o que já estava acontecendo. Por isso preferi sair da questão. Exemplos são exemplos, não dizem tudo da realidade.
Mas até hoje não vi uma mulher que pense responda ao mundo exatamente como um homem, e nem um homem que faça isso como uma mulher. Os poucos casos em que isso acontece, e realmente se ve claramente é na situação dos transgeneros.
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Mas enfim, não vou mais defender a minha opinião. Meu conselho foi dado, na melhor das intenções. Acredito que a Samila ainda sera uma escritora mais diversificada.
Eu escrevo ‘igual a uma mulherzinha’ #fato #prontofalei
Mas acho que homens também podem sentir ‘iguais a mulherzinhas’, podem ser românticos a tal ponto, logo podem também narrar ‘igual a mulherzinhas’. Por isso que acho que não estou tão errada assim em insistir nesse meu estilo. =/
Mas sim, tenho certeza que um dia eu seria mais diversificada do que isso. Quando comecei a escrever, só escrevia yaoi e só me imaginava escrevendo yaoi mesmo… Mas com um tempo escrevi uns yuris, depois um conto de terror, depois até um conto infantil! Faz parte… Vai que um dia eu escrevo que nem um ‘homem de verdade’ XD
estou até treinando… Gwaaarrr! Pilhar! Matar! Destruir!! AAAAA!!!
…
Brincadeira, gente XD
Sim, homens podem narrar fatos igual a mulherzinha. Sem dúvida que não, pois asism como tu queres um dia aprender a escrever que nem macho, homens tem de escrever como mulherzinhas. Eu tive q aprender a escrever assim por causa de um conto meu que a personagem era feminina.
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Um narrar um fato como uma mulherzinha é possível, mas não é natural, capiche? Não nos pensamentos.
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=]
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E não necessariamente é matar, pilhar, destruir. Felizmente/infelizmente, homens são mais simples, sem muitos datelhes em questão ao ambiente e sentimentos.
Eu sei, baby, tava só brincando, mesmo… Além do pilhar, matar e destruir tem o arroto! *Foge para não apanhar*
Desculpem, desculpem, não resisti! Estava apenas a lembra do Israel Duarte dizendo que macho de verdade tem que beber, peidar e arrotar XD
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Ok, agora sim, que já estamos todos felizes e descontraídos, deixa eu dizer para vocês: Meu personagem favorito é um Lobisomem, o cara é forte, cheio de cicatriz, bruto! Também é gay, pacifista e vegetariano.
devo ter problemas, só pode XD
Samila, como é um lobisomem vegetariano? =P
Se bem que eles não tem uma “dieta especial” *understatement*, que nem vampiros, né? :B
Bem, esse lobisomem tem uma dieta bem especial… Costuma ‘comer’ vampiros na janta… BUAHAHAHAHAH
Comer em que sentido???
o.Õ””’
Nossa, como estou engraçada hoje! *leva tiro* Mas im, o Águia é um Lobisomem normal, mas ele é muito ligado à Gaia, e por isso ele evita sempre matar qualquer animal. Por isso ele é vegetariano, embora o vampiro às vezes o obrige a comer carne sob o argumneto de “olha teu tamanho, lobão! Acha que pode manter isso tudo só com folinha?”
No Melhor sentido possível, Andrey! =D
É do romance ‘A Mais Pura forma de Amor’, o lobisomem Águia e o vampiro Carlo. XD
To lembrado
Ah Andrey peço-te desculpa entao. Eu nao te queria acusar de ser sexista, e acho que provavelmente me perdi no longo texto, porque a minha intençao nao era acusar-te de nada. Eu tentava apenas explicar como acho que as coisas funcionam para mim, e tentando salientar a minha posiçao. Nao estou contra ti, porque alias acho que a Samila devia experimentar outras coisas, e de certo modo ela ja o fez. O que eu (por culpa minha, nao tinha lido o ultimo comentario que tinhas feito), tinha percebido mal.
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Andrey, eu entendo a tua posiçao, e dificil argumentar, especialmente na internet…de modo que eu ja me abstive de fazer isso. E sim, eu nao te considero sexista, e acho que a tua critica tinha toda a pertinencia. No entanto, e isto eu tenho de admitir, ja li textos da Samila cuja voz nao e feminina. Pode ser afemininada, mas teras de conver que fazer personagens do sexo oposto nao e de todo facil, pois como a Samila disse ali em cima, estamos considerados.
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Mas desculpa se te ofendi Andrey, nao era essa a minha intençao.
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Eu tambem nao me vou meter mais na discussao, pois acho que nao ha muito mais para ser dito…
Fica bem, espero continuar a ver-te por ca, raras vezes te apanhamos!
Vou me meter também. Eu betei estes dois textos da Samila e dei a sugestão de dramatizar mais o texto do homem mais velho, pela evidenciar a angústia dele. Todos aqui tem a sua opinião, todos estão certos e todos estão lindamente discutindo o facto de serem dois homens, se portando como seres cheios de sensibilidade, o que é uma característica fortemente feminina. Sugiro (aos que conseguem) ler o meu texto “Walking with Phil”. Não foi escrito por uma garota, é um texto yaoi, escrito por um homem…
Atmard, Samila é uma garota, sim… e linda!!!
HAuhau, muito obrigada, Elcio, por ter betado os textos e ainda me chamado de linda XD
e bem, Walking with Phil é lindo! Fez-me chorar…
Oh, Elcio, eu so vi fotos! Que ela e linda isso e dado adquirido, mas pronto, nos dias que correm, uma pessoa ja nao tem certeza de nada…xDDD
HUAHAUHa, isso é fato, Atmard… Nem meu namorado tem certeza se não sou homem xD
Linda em todos os aspectos. Uma pessoa sem igual, Atmard.
E sim, Samila, tive que me encher de coragem para publicar meu texto… mas sem a tua opinião, eu não teria seguido em frente. Obrigado.
Oi Elcio.
Sammy-chan!!!
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Priemiramente gostaria de dizer que gostei. Entretanto, não gostei tanto quanto o outro texto.
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Pois bem, e sobre tudo o que foi falado acima gostaria de deixar minha opnião.
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Já vou dizendo que, como vcs meus caros amigos do ONE sabem, ainda sou um tanto leigo quanto, a escrever, e generos literarios, e Yaoi, e porque não dizer que sou uma criança rescem nascida e que nada sei, e que o pouco que sei que tenho aprendido tem sido aqui com vcs. Mas o que quero dier enfim é que, o Andrey falou sobre gays mais machos e outros frescos. Bom, por um tempo da minha vida, eu trabalhei com comercio (atendimento direto), e tive muito contato co gays a ponto de perceber isso e tal, mas contudo haver essa diferença. e entendo que ele quer dizer que, mesmo das mais variadas formas, dá pra perceber como um homem fala(pelo menos foi o que entendi). Mas devemos lembrar de algo importante que é… Samila não é um homem. Mas ainda sim ao meu ver, ela conseguiu transpassar muito bem os sentimentos, e eu quando li, poderia dizer que não Samila havia feito o texto, mas sim João Pedro.
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Eu estou começando a escrever “Yuri” (que pra quem não sabe, é como um Yaoi, mas ao inves de homens são mulheres), mas por mais que escreva sobre mulheres, nunca vou escrever tao bem quanto se fosse uma mulher que estivesse escrevendo.
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E também tenho mais algo a dizer. Não necessariamente ele teria que ser gay pra ser sencivel. Ha homens que mesmo, com toda aquela postura de “Eu sou homem, não demonstro meus sentimentos”, ainda sim tem sentimentos, e que muitas das vezes ninguem sabe, mas coisas que ficam em nosso sub-conciente, e é isso que acontece, quando ele pensa em algo, mas diz outra coisa.
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Pra finalizar, o que quero dizer, é que mesmo sendo leigo nos assuntos,ao meu ver a Samila escreve muito bem.
Antes de começar a dar porradas e extender a polêmica, deixem-me elogiar a Sami Sam por este belíssimo texto.
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Homens são diferentes de mulheres. #FATO! Pensamos diferentes, agimos diferentes e ponto final. Ninguém muda isso.
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Um homem não sente TPM, A mulher tem quatro vezes mais hormônios que mexem com sua sensibilidade, do que um homem normal.
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Um homem nunca vai entender o que é uma dor no parto e uma mulher nunca entenderá o que é uma pancada nas bolas.
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Mesmo assim acredito que mulheres e homens devem ter o mesmo direito e dever. Acho ridículo uma mulher não lavar uma louça! Da mesma forma, acho ridículo um homem não lavar! Ambos devem cuidar da casa, cuidar dos filhos, trabalhar e fazer tudo de forma IGUAL!
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Creio que a mulher tem a mesma capacidade de trabalho que um homem.
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Quanto a sentimentos, somos diferentes, mais por causa da sociedade do que por qualquer coisa. Mas ainda assim há diferenças! A sociedade impôs isso, e se for para ser verossimilar, essa diferença deve existir.
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Se não fosse um Yaoi, concordo com o Andrey, este texto estaria o mais longe da Verossimilhança possível. Um britânico de meia-idade criado na infância em uma igreja Anglicana teria muitos, e quando digo muitos são realmente muitos, preconceitos à vencer.
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É aí que o texto perdeu um pouco de valor. Um HOMEM de verdade, como o João é, enfrentaria muito mais a mente dele para aceitar esta relação.
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Não digo que ele não possa ser sentimental, sentir a solidão e até mesmo desejar o rapaz. Mas por causa das diferenças criadas pela SOCIEDADE, ele se sentiria muito mais culpado! E a falta dessa culpa e do próprio preconceito dentro dele, foi uma falta grande para o texto, eu creio.
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Ficou bom, o texto é excelente e lida com as emoções de uma maneira belíssima, mas a narração não parece vir deste homem.
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E caramba, porque falamos que um homem é afeminado e uma mulher é masculina? Vocês não conseguem ver o sexismo nesta declaração?
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Um homem afeminado é mais sentimental? A mulher masculina é uma mulher mais fria? Então porque não dão nome aos sentimentos em vez de falar afeminado e masculina?
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As vezes creio que os que lutam contra o preconceito que sofrem são mais preconceituosos que os próprios preconceituosos!
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Vamos não preconceituosos, me rotulem de sexista! *pedras voando em minha direção*
“Homens são diferentes de mulheres. #FATO! Pensamos diferentes, agimos diferentes e ponto final. Ninguém muda isso.” – Por que vocês ficam naturalizando gênero? Eu realmente não entendo isso. Você veriam mais diferenças entre pessoas de culturas diferentes do que entre homens e mulheres da mesma cultura.
Não existe um “estado natural” de comportamento que diferencie as pessoas. As diferenças surgem por causa da sociedade.
“Um homem não sente TPM, A mulher tem quatro vezes mais hormônios que mexem com sua sensibilidade, do que um homem normal.” – TPM não existe, é um mito contemporâneo e uma forma de ser condescendente com as mulheres. Pode citar os exemplos que quiser, o argumento da TPM é horrível. Eu me sinto ultrajada e ofendida quando reclamo de alguma coisa, em geral com motivos para isso, e prontamente uma pessoa tenta me desqualificar dizendo que é TPM.
(Ainda bem que meu namorado concorda comigo que somos plenamente iguais.)
A única coisa que concordo com o Rainier é que, independente do que for, absolutamente nada justifica que um gênero seja submisso a outro ou que aja desigualdade nas formas de tratamento e nas funções.
Concordo plenamente contigo Ana! Não existe nínguém igual à outra pessoa! Todos se comportam de maneira diferente e tem percepções fisicas e emocionais diferente uns dos outros. Quanto à culturas diferentes, nem se fala.
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O que me deixa irritado é querer dizer que um tem que ser igual ao outro. Não dá para entender isso.
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Até mesmo a TPM é vista diferente entre pessoas, Ana. Ao seu ver é somente um mito. Quero ver se as mulheres todas ocidentais alegam a mesma coisa.
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Isso sem contar que o nível de hormônio varia de pessoa para pessoa. Você não pode dizer que TPM não existe, porque existem milhares de mulheres que realmente sofrem com esse disturbio hormonal (Estou falando de casos críticos, de problemas de saúde).
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O que me irrita, é a sensação de querer colocar todo mundo no mesmo saco, generalizar.
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Ninguém é igual a ninguém, mas todos temos os mesmos direitos e deveres. Seja ocidental, oriental, mulher, homem. TODOS SOMOS HUMANOS!
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“As diferenças surgem por causa da sociedade”. A sociedade na verdade tenta igualar as pessoas em NICHOS e colocam uma barreira entre um NICHO e outro.
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“Gosta de Rock. Então você é roqueiro, espanca Punk, apanha de Skinhead e odeia pagodeiro.” Isso é o que a sociedade faz!
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Somente a liberdade e a falta de uma sociedade de exclusão tornaria as pessoas realmente diferentes umas das outras!
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Vivemos em uma sociedade livre? Sim mas temos que ter um pensamento que agrade a sociedade e aos seus próximos. Temos que ser isso e aquilo para ter um bom emprego, temos que nos vestir assim, comprar aquilo.
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E então as nossas diferenças se convergem em um estado ridículo de apontar quem é o melhor e quem é o pior.
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Entenda, eu acredito que existem diferenças fisicas, biológicas entre homens e mulheres. Não diferenças ideológicas.
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Como falei anteriormente: “somos diferentes, mais por causa da sociedade do que por qualquer coisa. Mas ainda assim há diferenças! A sociedade impôs isso.”
Bom, agora estamos chegando mais a um acordo.
““As diferenças surgem por causa da sociedade”. A sociedade na verdade tenta igualar as pessoas em NICHOS e colocam uma barreira entre um NICHO e outro.” – quote do quote.
As diferenças que falei ali, seriam “diferenças” nesse sentido de “nicho”. A sociedade cria esse nichos, papéis, etc.
“Temos que ser isso e aquilo para ter um bom emprego, temos que nos vestir assim, comprar aquilo.” – Concordo. As pessoas deveriam fazer mais as coisas porque gostam de fazer por si mesmas e não para agradar demandas convencionais.
Por exemplo, eu acho engraçado essa propagandas que promovem individualidade através da compra de alguma coisa que todo mundo está comprando, uma roupa de marca ou coisa do tipo.
“Individualidade” não seria justamente o oposto disso?
Bom, acho que é importante, se a pessoa acredita em diferenças biológicas, não achar que estas justifiquem discriminação e preconceito.
Sobre “TPM”, claro que tem mulheres que apresentam transtornos de saúde por causa da menstruação. Mas o problema é quando utilizam algo que é uma questão de saúde da mesma forma que se utilizavam da “histeria” no século XIX para justificar submissão e opressão.
wtf? de onde surgiu as letras em negrito?
=o
É isso que acredito. Por isso que fiquei encanado com o SEXISTA. Querendo ou não é um preconceito, um NICHO.
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Da mesma forma que acho tolo existir o “gay”. É um homem, assim como qualquer outro. HOMEM! O que muda é somente sua opção sexual, o que nem aumenta nem diminui a diferença entre dois homens distintos.
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Eu acho ridículo ter uma parada gay. Se for assim temos que ter paradas heteros, que seria um preconceito; paradas assexuis, para os que não gostam da coisa; paradas zoosexuais para os que gostam do seu gato de uma maneira mais especial…
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Enfim, só aumentamos as diferença com essas coisas!
Os comentários aceitam uso de algumas tags html.
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Para Negrito use para dar inicio ao negrito (Sem o + claro) e
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Idem para o italico só que no lugar de “b” coloque “i”
O negócio da parada gay é mais complicado.
é semelhante quando alguém acusa o pessoal do “orgulho negro” ser racista.
O negócio é que homossexuais fazem parte de um grupo oprimido por conta de uma série de preconceitos. Assim como negros.
Então uma pessoa usar uma camiseta “100% negro” ou “Sou lésbica, e daí?”, etc… ou participar de movimentos organizados, tem a utilidade de se expressar como grupo e identidade e através do grupo, conseguir fazer pressão política para que existam, por exemplo, punições para atitudes racistas ou homofóbicas.
Se os negros norte-americanos não tivessem se organizado, provavelmente teria sido muito mais difícil acabar com a segregação institucional.
Do mesmo jeito, ao formarem um grupo de identidade, os homossexuais podem consegui coisas como institucionalidade da união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Nesses casos a identificação com certo grupo é uma forma de pressão política. (O que não impede de pessoas brancas participarem ativamente em campanhas contra racismo, ou heteros serem contra homofobia).
Ficou tudo em negrito aqui antes porque o Sr. Rainier enfiou uma tag B no texto dele e fechou de forma errada… aí todos os comments ficaram estranhos.
Eu não fechei porque era o fim do texto!
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Quer dizer que se eu não fechar a tag, os comentários posteriores ficam em negrito!!!
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Legal!
GENTE, QUERO DEIXAR UMA COISA BEM CLARA!!!
…O joão Pedro é o negão, ok? Arthur que é britânico… Os nomes dos contos são inversos pq cada um fala do seu amante…
lol
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Agora, falando sério, eu sinceramente acho que todo mundo que comentou aqui nessa polêmica está correto em cerca de 80% de tudo de disse. São muitas verdades, muitos fatos, pois somos seres muito confusos. Como disse lá em cima, somos moldados a todos instantes, por nossos corpos, por nossa família, pela sociedade que nos impõe papeis a serem seguidos.
Isso tudo faz parte de nós, e ir contra isso é um direito nosso também.
E como já disse lá em cima tb…..
Polêmica?? ATORON, AMOR!
Acho que esse texto serviu muito bem para mostrar o nível intelectual e de consciência social do pessoal aqui do ONE, o que foi um sucesso e me deixou muito feliz pelos argumentos bem-feitos e uma preocupação com essa questão da diferença social imposta pelos gêneros, o respeito à diversidade da sexualidade humana e sobretudo, a ‘intolerância’ com o sexismo e outros tipos comuns de preconceito.
Estou muito orgulhosa aqui!
*Palmas*
Fuck Yeah! *palmas em alguém!*
Hehehe. Gostei do rumo que a coisa tomou aqui. Levei em consideração a posição do Atmard e os apontamentos de Jessé.
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Eu acredito que, como Ana e Rainier bem citaram, a sociedade tem um papel grande em moldar, separar, criar diferenças entre as pessoas. Isso realmente ocorre em torno do mundo, o ocidente, o Brasil não seria exceções.
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Quando falei de diferenças entre vozes narrativas, refiri-me exclusivamente à parte técnica, como bem expliquei acima.
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Discordo da Ana com toda a minha experiência de vida. Quando era mais novo, ali pelos 15 anos, bebia com meus colegas de aula. Ficava bêbado, ficava tonto, mas tudo bem. Quando alguém vinha me dizer que havia pegado a garota mais feia da festa pq estava bêbado, e que inclusive não lembrava do fato eu dizia “Vai toma no c*” Eu sempre bebo pra caralh* e sempre me lembro.
… Até o dia que eu tomei um porre de vodka… e ai bem, não lembrei das coisas.
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A tpm é a msm coisa. Minha namorada não vira um gorila, mas se torna mais sensível nesses dias. Minha mãe fica louca, louca mesmo, já acorda com um olhar de fúria inerente.
Não se pode dizer como os hormonios funcionam em cada corpo. Já vi mulheres que não sofrem com isso, já vi outras que tem que tomar remédios pra não porem fogo na casa. Enfim…
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Acha que as características sociais influem, mas que as biológicas também, que é onde me baseei para o comentário. O texto vai bem para um yaoi, romântico, utopizado e idealizado pelo lado feminino ou sentimental que o valha. Como literatura pura falta técnica.
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Devo acresentar que também fico feliz com o posicionamento aqui. Eu acho que nem tudo é preto no branco, poucos conceitos o são, o que existe é uma escala de extremamente variável de tons de cinza.
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Um abraço, vemo-nos por ai
MOderação again???
Andrey, você que estuda e conhece bem mais destes detalhes pode me explicar umas coisas?
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A voz narrativa em primeira pessoa tem que carregar os aspectos socio-culturais do individuo.
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Um exemplo. Alex, de Laranja Mecânica. Ele é crível justamente porque ele te faz entrar na cultura e sociedade distópica em que ele vive.
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Outro exemplo é Uthred. Ele é crível porque você vê a Inglaterra numa tempo em que a religião e a guerra são as forças motores da sociedade.
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O caso de retratar o índividuo com verossimilhança seria identificar ele ao seu meio?
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A falta de técnica aqui é retratar um negro, que toca piano, foi religioso e hetero até aquele momento, sem que essas caracteristicas estivessem no seu modo de narrar, ou há outros aspectos?
Bem meu amigo, primeiro que o pianista é branco, há confusão ai.
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Quanto a questão cultural, respondo o seguinte, existem inúmeros tipos de narradores, com seus nomes complicados que sem minhas anotações aqui não lembrarei. Mas enfim, falando de um narrador em primeira pessoa isso pode ocorrer de duas formas, pessoal e impessoal.
A impessoal poderia ocorrer da seguinte maneira:
“Olá amigos, estou aqui está noite para contar uma história que aconteceu comigo e mais um amigo meu, mais com ele, então”
Veja bem, é impessoal pois a história não tem como personagem narrador ele, e história terá , mesclas de terceira e primeira pessoa, e o narrador impessoal tentará pensar como o personagem.
Na ocasião do texto da Samila, trata-se um texto pessoal em primeira pessoa. Nesse aspecto, sem dúvida cabem todo o conhecimento d emundo da personagem. Foi por isso que falei, fod@-se a Samila, não estou lendo uma história dela, estou lendo a história de João Pedro/ Arthur, então ela terá de se desdobrar para dar alma as personagens, tarefa dificil mas que é crucial para um escritor, é isso que separa o joio do trigo.
É vero, estou confundindo os personagens por causa do título.
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E sim, concordo plenamente que a história é do Arthur, (João Pedro, o nome do título é o nome do amante dele!) por isso estou lendo o que o Athur escreveu, não a Samila.
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Estou pesquisando um pouco esses aspectos de narração. Estou a escrever em primeira pessoa, mas o narrador contará a história de um amigo segundo a visão dele.
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Infelizmente a internet não se aprofunda muito na questão. Tem muitos artigos superficiais, mas nada que dê detalhes mais úteis para utilizar na escrita.
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Alias, já percebi que manuais para escrever melhor, somente em livro para conseguir encontrar material de boa qualidade.
É um problema isso ai meu amigo. Sendo sincero contigo, essas questões eu aprendi muito pouco em livros teóricos. Sobre isso eu aprendi conversando cara-a-cara com escritores profissionais na faculdade e lendo livros de história sobre. É aquilo que eu falei sobre literatura trabalho. Tu tens de pegar uns três livros em que o tipo de voz narrativa é semelhante ao que tu desejas e desmantelar a técnica do escritor num papel, mapear a técnica, analisar como ele se desenvolve na medida que o livro avança. É cansativo, mas o resultado é muito bom, pois o conhecimento se enraiza em ti.
Pois é, os dois trabalhos que eu citei são os que estou vendo cuidadosamente. Estou pegando muito os trabalhos do Cornwell que me agradam.
–
O Laranja Mecanica é fascinante, pois o narrador parece perdido nos pensamentos e parece falar com o leitor. São artimanhas muito engenhosas.
–
Entretanto o próprio Uthred narra muito da sua vida no meio da história. Já o Alex parece narrar sua própria estória Ele não está emocionalmente envolvido com o que acontece com ele, mas está focado em tudo o que acontece ao seu redor.
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Os dois me agradam mas gostaria de um texto que não se envolvesse tanto na trama. O que ainda não consegui achar.
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O único que me agradou um pouco mais foi “O Bom Jesus e o Infame Cristo” do Pão Pullman.
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É bom ter referencias, mas gosto de ter um material técnico para me apoiar um pouco.
Fazes bem, meu amigo. Sinceramente, acho que, apesar de serem obras muy buenas, acho que tu tens de se basear em obras mais curtas. Obras brasileiras mais simplistas. Quanto ao material teórico… rapaz é complicado isso. Material teórico por vezes são imcompletos e dificieis de se ler.
Se quiseres vou dar uma olhada. Acho que ainda tenho alguns poligrafos sobre os autores russos e técnicas narrativas. Se acha-los te mando por e-mail.
Andrey, eu até andei testando algumas formas de narração.
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Tem dois contos que escrevi em primeira pessoa. O “Medo de Elevador” e “Expresso da Solidão”
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Se puder passar lá para deixar suas impressões, serão muito bem recebidas.
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Quanto ao material técnico, realmente é dificil de ler. Os que mais gosto são os ensaios sobre técnica, como a Francine Prose fez em “Para Ler como um Escritor”
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O ensaio nos ensina a estudar os livros que lemos e compreender como o autor escreve. Eu recomendado para todos.
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Já procurei alguns no mesmo estilo, e vou procurando. Quanto mais informação este cérebro sub-utilizado tiver, melhor escreverei, ou pelo menos assim espero.
Rainier, já comentei Medo de Elevador, Expresso da Solidão eu não encontrei aqui.
o.õ
@Andrey.
Não querendo alongar muito a discussão, veja que a questão da adequação da voz narrativa, como apontado pelo Rainier e por você mesmo, não é devida a uma característica inerente do personagem (ser homem, no caso), mas sim de uma série de atributos aprendidos ao longo da vida (ser religioso, por exemplo. Ou as atitudes que são esperadas de um indivíduo do século masculino em um ambiente conservador da Inglaterra), que tolheriam certas atitudes.
@Ana
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Sim, Ana. Muito da voz narrativa, em primeira pessoa pessoal vem da sociedade e atributos apreendidos ao longo da vida. Mas o fato do que vem a ser homem e como as coisas funcionam também é importante.
Na construção de uma personagem bem talhada inúmeros conceitos são extremamente vitais. Pode-se citar biologia, sociologia, visão sociológica, espirtualidade e um conceito de essência que é a união de todos esses fatores para um resultado único e indivisivel, que é o que torna uma personagem realmente humana, por tanto independente de um escritor.
Quando escritor consegue a união harmônica de todos esses elementos ele deixa de escrever a história da personagem, passando a deixar a personagem contar sua história.
Eu ainda acho que um HOMEM pode SENTIR como retratei, embora ele dificilmente fosse se EXPRESSAR dessa maneira, entende?
Dentro de nossos pensamentos podemos ser quem quisermos, sem nos importar com as convenções sociais, daí a liberdade que tomei para fazer com todo esse romantismo.
Nas conversa entre eles, todavia, não se nota todo o ‘mimimi’, por exemplo – e isso é conseqüência da consciência que eles tem do que se espera de um homem.
Todavia, no campo dos sentimentos, eu ainda acho que essa voz narrativa que se considera ‘feminina’ é válida.
Mas minha opinião é suspeita, já que eu que escrevi, né?
então, pela última vez…
O NEGÃO É O JOÃO PEDRO! O ARTHUR É O BRITÂNICO DE MEIA IDADE E PIANISTA! JOÃO PEDRO É O NEGÃO FORTE E BARMAN, OK??
@_@
Sim sim, claro claro Sir! o>
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Hehehe sem dúvida samy-chan, mas isso remete ao que eu falei. Veja bem se, e somente se, Arthur tivesse por intuito narrar a sua história ele poderia colocar as coisas e fantasiar desse jeito. O que eu digo é que homens dificilmente conseguem mapear o que sentem com clareza, de maneira tão delicada e apurada. Sentem da mesma maneira, mas não tem consciência disso. Believe me.
Mas tu podes escrever como quiser, foi só um toque e vejo que tu entendeste o eu quis chegar
Sou homem e discordo. Believe me.
Ta certo Gasparzinho. Vale lembrar que um dos meus códigos é não levar em conta opiniões de quem não assina o próprio nome. Mas bem, exceções existem, não que eu acredite que exista nesse caso. Talvez um transgênero?
Ah, finalmente um homem para me defender! (brincadeira)
Mas é fato que eu acredito do fundo da minha alminha que um homem pode NARRAR/PENSAR/SER/SENTIR assim.
Agora se ele vai mostrar isso abertamente para o mundo, aí é outra história – uma vez que homens são instruídos desde criança a estrangular e esconder suas emoções, seus sentimentos, sua poesia, enfim… essas coisas ‘femininas’ xD
Sou um homem heterossexual. Meu nome é Paulo, eu sou namorado da Ana e a Samila pode confirmar minha identidade. Não compro a baboseira simplista de que homem é racional e mulher sentimental. Problemas?
Que bom que não compra, pois ai cairia no meu conceito, Paulo, ainda que tenha caído por cair na provocação. As coisas podem acontecer como deseja Samila. E paulo, sobre o que tu falaste do homem ser racional e a mulher sentimental nota-se que tu não leste os meus demais comentários, o que faz com que tu caias mais no meu conceito, paulo, pois é infantil criticar uma opinião sem te-la ouvido por completo. Dito isso, deixo um abraço para ti, meu amigo, e desejo felicidades em teu namoro.
Me referia do conceito ridículo ao qual o seu é, em última instância, subalterno. Sou homem e sinto que mapeio meus sentimentos melhor do que muitas mulheres. Pode cair num jogo de mimimi se quiser parecer sofisticado, mas no final das coisas é a mesma baboseira de sempre.
Mimimi, sim sim, sou eu neh, mas tu só apanhaste uma impressão do que estava escrito, não leu o resto neh senhor mapeador de sentimentos. xD
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Fala sério cara, tu levas as coisas a sério demais, se quer debater de ideias, de uma maneira tranquila e civilizada deveria ouvir atentamente seu interlocutor. Dois ouvidos, uma boca. Ouça bem, depois fale
Saia um pouco do senso comum antes de dar uma de intelectual. O machismo é evidente. Se quiser, vai ler Sexo e Temperamento da Margaret Mead e volta pra cá. Dá uma estudada e daí vem pedir pra te levarem a sério.
E não vou abordar todas as suas bobagens ponto por ponto. Não quer dizer que eu não li, uma conclusão que você insiste em tirar apressadamente.
E tinha que ser romântico mesmo. Era essa a proposta do texto, afinal.
Em minha opinião, Samila não errou no tom dos personagens. Era um conto sobre romantismo e angústia e foi isso que nos foi dado no texto.
Com isso tudo, lembrei de uma música que falava que um homem pode ser “feminino”. XD
SIM, exato! isso mesmo! Obrigada, obrigada! *aperta o Andrey e a Ana*
O fato é que nesse caso eu não conseguiria narrar de maneira mais ‘máscula’, pois se o fizesse, a meu ver, perderia todo o sentido.
Mas eu dificilmente faria isso numa narração mais ‘ativa’ (com exceção da minha série do Belial, pois aquele demônio É romantismo puro).
Um exemplo que me veio à mente agora foi o Águia, que apesar de estar claramente apaixonado pelo Carlo, sempre nega esse sentimento, é grosseiro, até dá porrada na Carlo quando o mesmo dá em cima dele XD
escrevi “século” ao invés de “sexo”.
*disfarça*
penso mais rápido que escrevo e dá nisso.
@Andrey, não vi nada de ofensivo no ‘Sou homem e discordo. Believe me.’ do Paulo, para que justifique a agressividade na sua resposta. E agressividade gera agressividade! Não pense por favor que eu estou sendo tendenciosa apenas porque ele ‘concordou’ comigo, afinal, você deveria saber o quanto eu te prezo, ou ao menos o quanto eu procurei me mandar ‘neutra’ sempre aqui no One.
Mas fiquei realmente triste com as suas respostas pois você foi o primeiro a atacar.
É uma questão de respeito às opiniões. Respeitei a sua, você respeitou a minha, podia ter respeitado a do Paulo também
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Enfim, por favor, esqueçamos isso, ou vou pedir para o Guns bloquear os comentários aqui, o que me deixaria muito triste, uma vez que os comentários que recebo no One sempre foram um grande incentivo para mim.
Samila, querida.
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Não fui agressivo, fui sincero. E sim, fiz de propósito, ja que ele quis adentrar no debate testei o nível do interlocutor. Na minha opinião ele falhou, miseravelmente. Não houve intenção de ser agressivo ou ofender, como deixei claro dizendo que ele simplesmente caiu no meu conceito, e desejando felicidades à ele. Isso para mim não é agressividade, a vida sim é agressiva. Se isso é demais para ti e para ele, desculpe, não foi a intenção.
E por fim, eu ia responder algo para ele agora, mas como já vi que recebi da parte de vcs uma posição desagradável, de macho agressivo pretenso a saber tudo, me manterei em silêncio, e, se desejar, bloqueie meus comentários aqui, apague se isso lhe ofende e revolte. Tenho muita estima por ti e pelos demais que se envolveram aqui nesse debate amigável, se pequei por testar o interlocutor, peço-te desculpas, mas acredito que os ânimos por aqui estão por demais sensíveis.
Um abraço
Não sei para ele, mas para mim foi agressivo sim. Não gosto disso. Eu não me senti ofendida, mas vi grande potencial para ofensas nos argumentos trocados, repletos de sarcasmo e indução ao absurdo.
Sim, os ânimos aqui estão sensíveis, pois infelizmente, veio a tona um tema delicado, o qual requer cuidado e sobretudo respeito.
De TODOS.
Obrigada a todos por seus comentários e opiniões.
Ta certo. Queria falar mais, mas meu horário encerrou, preciso sair. Não esquecerei da pauta. Desejo um dia terminar esse assunto contigo no msn, que é o mais indicado. Não sei quando isso ocorrerá, mas sinto que isso é importante.
Com isto tudo, nao posso senao acabar por concordar com o Andrey! Parece que esta tudo mouco! Nao estao a falar da mesma coisa: a Ana e o Candlejack ali em cima estao a falar de sentimentos, a Samila tenta defender a sua posiçao de escritora Yaoi, e o Andrey apenas tenta explicar que em termos de literatura o POV esta errado.
Esta troca de argumentos foi mal feita. Toda a gente errou, sem excepçao. A Ana começou a dizer as coisas mal, o Andrey chateou-se, a Samila ficou, como seria de esperar, frustrada, eu armei-me em esperto e escrevi um comentario de uma pagina, e ninguem se lembrou de acalmar, perder um minuto ou assim, e rapidamente se tornou numa troca de insultos, numa guerra, e o Andrey tornou-se uma especie de troll, apenas a tentar irritar mais porque ninguem leva a sua justa opiniao em conta. Portanto, eu chamo, primeiro que tudo, a lei de Poe, e portanto peço que se acabe esta parvoice sem jeiteira nenhuma.
TY
Eu escrevi um comentário igual, mas achei que ia dar mais problemas que soluções.
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Eu concordo em tudo que disseste e assino embaixo;
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Rainier Morilla! Pronto, assinado! =D
Também concordo! ~volta para olhar essa joça depois de meses~
Escrita louvável samila , como em todos seus textos.Não há um texto seu sem yaoi neh?é viciada em yaoi?
Samila=Yaoi (pelo menos em 90% dos casos)
Obrigada por ler ^^
Os nossos entendimentos e da ana levaram seu conto Faraó ao terceiro lugar da agenda \o/ XD
Polêmica wins!