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Mar
05
2011

Espelhos da morte

Escritor: Gabriel Mendonça

Ali estava o algoz de meu pai, meus companheiros, minha mulher e filhos. Aquele que havia me torturado mortalmente tanto no corpo quanto na alma. Havia acabado com a minha vida. Meu passado foi destruído por ele, meu presente se dedicava a essa vingança, porém já não havia futuro para mim.

Ele estava no topo daquela torre, e eu iria matá-lo certamente.

Mesmo que custasse a minha própria vida…

A única pessoa que restava ao meu lado era Kaa-drûk, o ladino do nosso grupo. Seu nome é estranho, mas ele sente orgulho em proferir-lo. Praticamente crescemos juntos. Desde simples plebeus que apenas expulsavam ladrões goblins até nobres heróis que haviam exterminado os cultitas de Mandrius, a serpente de fogo, antes que estes a invocassem. Conquistamos lugares entre os maiores, títulos, riqueza, fama e influência.

Mas nada disso era o que eu queria.

Dediquei todas as forças e conquistas para esse embate, e ele sabia que eu viria.

Estávamos na metade do caminho, e continuávamos apenas com forças retiradas do fundo do espírito. O clérigo e o paladino estavam indo de encontro a seus deuses, os dois guerreiros, sempre firmes e determinados, sucumbiram às armadilhas do inimigo e foram queimados vivos, o sábio monge lutou até o fim contra os lobos-das-cavernas que guardavam a passagem para a última escada que nos levariam ao último aposento, apenas para garantir que passaríamos seguramente. Todos eles lutaram brava e honrosamente, falhar seria deixar seus espíritos vagarem pelo mundo, perturbados pela missão incompleta e morte desnecessária.

Falhar nunca foi uma opção para nós. Fugir também não.

-Sem poções, sem curas, com fome, sede e cansaço. Parece que estamos em desvantagem, rapaz. – Falou repentinamente Kaa-drûk.

-Continuaremos em frente e vingaremos todos os inocentes mortos por ele e por todos os seus crimes. – Falei firme e decidido.

-Eu nunca afirmei o contrário. – Ele sorriu.

Continuamos a subir pela escada em espiral feita de um tipo de pedra, clara como marfim. Dávamos alguns passos em falso, sempre socorridos um pelo outro (na verdade ele me socorria mais do que eu socorria a ele). Até que quando pisamos em um degrau este se mexeu. De repente a escada ia se desfazendo, bloco por bloco, desabando ligeiramente, como se estivesse sendo desintegrada. Apressamos o passo. O grimório ameaçou escapar de meus braços, mas eu o segurei firme. O cansaço tomava conta, mas prosseguíamos sem olhar para trás. Até que o inevitável ocorreu. Kaa-drûk, mesmo sendo ágil, não tinha fôlego suficiente para correr para sempre e sucumbiu, caindo para o grande poço que se formara sob seus pés. Seu grito ecoou por toda a torre, e não ouvi mais nada além disso.

Eu havia conseguido chegar à porta final. Eu estava de um lado da porta de pedra, o adversário do outro. Porém a coragem agora só estava ao seu lado. Não havia como voltar, nem se render. Mas uma falha era inaceitável, pior até que a morte.

Morte…

Suas mortes em vão. Eu não quero pensar nisso! Alguém tinha que puni-lo por seus crimes, e eu serei o seu executor. Eu vou vingar a tudo e todos, e enviá-lo para junto dos cultistas da Serpente de Fogo.

Apertei o grimório em minhas mãos.

A coragem reacendeu.

Disse as palavras mágicas e lancei de minhas mãos uma esfera de ar comprimida que ao atingir a porta fez com que ela explodisse. O vento forte me fez cerrar os olhos e logo voltei a abri-los. Vi-o em sua sacada, olhando para o horizonte, como se estivesse alheio a minha presença.

-Então você ainda está vivo, não é? Bem… Qualquer um diria que eu posso vencê-lo facilmente no estado em que está. Mas se isso fosse verdade você ainda não estaria vivo. Só eu o conheço melhor que você mesmo.

Ele se virou para mim, seu rosto ainda desconhecido por mim estava coberto por um elmo liso e branco, como sua armadura, que apenas deixava seus olhos à mostra, mas sua voz saia claramente.

-O que quer dizer com isso? –Respondi secamente.

-Como você acha que está vivo ainda? Como acha que chegou a se tornar uma lenda? Por mérito próprio? Não. Você não é nada mais que uma cobaia dos cultistas de Mandrius… Como eu.

-Como assim? O que você acha que sabe sobre mim, Midrion? Você não sabe nada! Eu conquistei tudo o que tenho com meu esforço e de meus companheiros que você matou! Nós matamos os cultistas dessa maldita serpente há anos…

-Então como você era antes dos 10 anos?! – Interrompeu-me. -Não se lembra, não é mesmo? Fomos cobaias para os novos guerreiros de Mandrius. Tu e eu ganhamos poderes inimagináveis naquele dia. Você até mais. Eu consegui fugir antes de ser morto e descobri a verdade. É graças aos poderes da Serpente você agora é esse poderoso mago de que tanto falam.

-Basta! –Gritei, invocando a magia especialmente preparada para ele.

O raio verde que saiu do meu dedo seguiu como um feixe na velocidade do som em sua direção. Mas ele desembainhou sua espada com um saque mais rápido ainda que meus movimentos. A arma evaporou-se, se desconstruiu até a última partícula, e desvaneceu-se em nada.

-Acabou, Midrion…

-Ainda acha que meu nome é esse? –Disse ele recuando com um sorriso malicioso. –Eu morrerei, mas você não será meu executor. –Ele dizia enquanto subia na sacada. -E, aliás, meu nome é…

A frase terminou em uma exclamação de dor. Eu havia invocado minha magia no mesmo momento em que ele saltava e os raios que saíram de meus dedos percorreram o seu corpo, deixando-o sem ação. Eletrocutado e torturado sob meu controle. Ele flutuava a uma altura extrema do chão, envolto de raios e agonizando de dor. Então eu o soltei.

Seu corpo caiu pesadamente graças à armadura. Até que encontrasse o solo morto que envolvia a sua morada macabra.

Invoquei asas e saltei pela sacada, seguindo sua trajetória. Havia chegado ao lado de seu corpo bem desfigurado e totalmente ensangüentado. Fiquei sem reação, incrédulo. A vingança realmente custou minha própria vida.

Eu vi meu rosto refletido no elmo que estava em sua face. Porém havia um detalhe.

O elmo estava estilhaçado. E os estilhaços bem longe de Midrion.


Categorias: Agenda,Contos | Tags: , ,

4 Comments»

  • Franz Lima says:

    O desenvolvimento da história está bom, mas há muitos clichês em todo o texto. Claro, todo início é complicado e, certamente, a trama pode ser ampliada, revista e melhorada. Não deixe que sua criatividade seja minimizada por outros trabalhos de maior destaque, pois há muito a ser explorado no que escreve.
    Boa-sorte.

  • Omninerd says:

    Muito obrigado pelas dicas. =)

  • Também achei bem escrito, mas não teve aquele “clímax” necessário. Não sei especificar muito bem aonde. Talvez seja por essa questão ultra-fantástica de grimórios, raios, magia e tudo mais tenha se tornado tão comum, ainda mais para mim que venho de uma história de RPG medieval muito forte na veia.

    Carrega um tom interessante de narrativa épica, mas as descrições dos locais me pareceram muito genéricas. O final é interessante, dialoga com o título, mas também me deixou confuso. Afinal, o Midrion é o protagonista? Ou foi um truque do primeiro?

    Como disse o Franz: “Não deixe que sua criatividade seja minimizada por outros trabalhos de maior destaque, pois há muito a ser explorado no que escreve”. Certamente você vai encontrar a medida para seu texto.

    Um abraço!

  • Omninerd says:

    Menos clichês. Anotado. E muito obrigado pelos comentários. Melhorarei mais com a ajuda de vocês. =)

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