Faraó
Escritora: Samila

(E esse foi meu segundo conto, do ano de 2006)
Estava tudo perdido. Ele havia cometido um pecado sem perdão. Como poderia alguém tão indigno quanto um escravo ousar olhar nos olhos do Faraó?
E tudo por causa do espírito de busca sempre presente naquela alma jovem, que ansiava por ser livre como o vento, embora seu ser fosse preso a terra e a sua terrível realidade. Aquele jovem escravo compreendia sua insignificância, mas não a aceitava. Sua condição o trazia desespero e inquietação, e foram essas as causas de seu ato tolo e imprudente.
Anath sempre escutara a respeito do Faraó. Ele era mais do que um governante, mais do que um sacerdote. Era o próprio filho dos deuses Amon-Rá e Hórus. Aquele que governava a poderosa e próspera nação com sabedoria e rigidez. O Rei do Paraíso, a Grande Casa que protegia e mantinha o Egito.
Aquele homem de essência divina era capaz de trazer o conforto às almas e libertá-las. E foi atrás dessa esperança que o jovem Anath infiltrou-se no palácio, querendo constatar seu poder, e quem sabe assim mudar sua vida.
Com sua agilidade e esperteza, atravessou a noite e conseguiu chegar ao quarto de ouro e marfim do Faraó sem ser notado pelas centenas de serviçais e guardas presentes no palácio. Mas sua aventura acabara quando fora descoberto pelo Faraó em pessoa, e no susto, acabara sem querer por fitá-lo nos olhos de relance, o que ele sabia que era proibido para um súdito, que dirá para um escravo. Certamente seria morto.
A única coisa a se fazer era ajoelhar-se perante os pés da divindade, encostando até a testa no chão.
-O que fazes em meu quarto? – A voz altiva e grave se fez soar, emanando poder e fazendo Anath tremer, incapaz de responder. –Diga quem és! É uma ordem! – O Faraó parecia irritado pela falta de resposta.
-Sou apenas um escravo… Nasu(1)…
-Por suas vestes vejo que não és desse palácio.
O escravo vestia roupas que de tão poídas e gastas, podiam ser chamadas de trapos. Também estavam sujas, diferente das roupas usadas pelos servos do palácio, sempre impecáveis.
-Eu trabalho nos campos, Nasu.
-Então, o que fazes aqui?
-Eu… Eu apenas queria ter a honra de uma vez em minha vida presenciar vossa grandiosidade, Nasu.
-Não achas petulante de tua parte, escravo?
-Eu não pretendia vos ofender! Eu apenas queria vos ver porque muitos me falaram que o simples fato de ver sua grandiosidade é capaz de mudar a vida de um homem!
-Levanta-te.
O escravo obedeceu, mas permaneceu fitando o chão.
-Tua maior petulância não foi o fato de vires a meu quarto procurar por minha figura, e sim não notar que minha grandiosidade está em toda a parte, uma vez que eu sou o Egito. Para onde olhas, vês uma parte de mim. Eu sou ar, o vento e a brisa. O rio, aquele que te dá a vida. Sou o Sol e as estrelas. Como podes achar que nunca havias me visto?
-Perdoai minha ignorância, Nasu! – O escravo enfrentava o mais puro pânico.
-Olha para mim. Olha em meus olhos novamente.
Anath juntou toda sua coragem e levantou sua cabeça para olhar nos olhos do Faraó, dessa vez diretamente e profundamente.
Os olhos do Faraó eram de um azul tão escuro que pareciam negros como sua maquiagem ao redor deles. Nunca se viram olhos como aqueles: eram escuros porque não tinham fim. Eram a representação perfeita da abóbada celeste, do vazio do céu estrelado. Continham o infinito e a eternidade. Tudo estava naqueles olhos, inclusive Anath. Aqueles olhos só podiam ser mesmo de um Deus.
E foi perdido naqueles olhos que Anath sentiu a paz suprema. Era como se ele e o Faraó formassem a mais perfeita unidade. Aquilo lhe trouxe um alivio tão grande que lágrimas rolaram sem que ele sequer notasse.
O Faraó sorriu. No instante que vira o jovem escravo, soubera que ele era especial.
-Diga, és filho de quem? Onde nasceste?
-Sou filho de hebreus, mas nasci aqui no Egito. – Respondeu mais calmo, mas ainda assustado pelo efeito que o olhar do Faraó tinha sobre si.
-Errado. Se nasceste no Egito, não és filho de hebreus. É filho do Nilo, e logo meu filho. A partir de hoje, serves apenas a mim e moras nesse palácio.
Aquilo fora uma grande surpresa para Anath. Ele esperava apenas a morte, mas ganhara o privilégio de trabalhar para o Faraó, e também de olhar para seus olhos. Certamente ele era a mais afortunada das pessoas.
-Nasu, o que esse escravo imundo faz aqui? – Uma bela mulher adentrou o quarto. Ela tinha uma postura altiva e orgulhosa. Suas vestes eram fabricadas do mais alvo linho, assim como as do Faraó. Também estava adornada com majestosos colares e pulseiras de ouro enfeitados com muitas pedras preciosas. O neme(2) em sua cabeça também coberto de ouro deixava claro: se tratava da rainha.
Anath escutara sobre ela, que era astuciosa e orgulhosa. Uma mulher de gênio forte.
-Já disse que não entres em meu quarto sem permissão, irmã(3). – Repreendeu-a.
-Desculpe-me, Nasu… Eu apenas pensei que gostaria de minha presença em sua cama hoje. – A rainha estava irritada por ser repreendida na frente de um escravo.
-Hoje não quero.
A rainha então se surpreendeu. Ele iria de fato dispensá-la? E para ficar com quem?
-Vais ficar com esse hebreu? – Ela perguntou olhando com ira para o jovem escravo. Ela detestava quando seu marido e irmão a trocava por uma das concubinas, que dirá ser trocada por um escravo homem. – Vais mesmo permitir que esse hebreu sujo de terra encoste-se a tua pele?
-Cala-te. A partir de hoje esse é meu filho, e não um hebreu.
A rainha sentiu muita raiva, e, ofendida, deu as costas para o Faraó, saindo irritada do aposento a passos pesados.
O Faraó, já acostumado com o temperamento de sua rainha, apenas a ignorou. Chamou então duas servas e disse-lhes:
-Levem meu filho e lavem-no. Dêem-lhe roupas e cuidem dele. Em seguida, tragam-no a meu quarto novamente.
E assim foi feito. As servas deram banho em Anath e cortaram-lhe os cabelos. Vestiram-no em linho branco e pitaram o contorno dos seus olhos de preto.
Novamente no quarto do Faraó, Anath estava nervoso. Não entendia muito bem o porquê de estar sendo tão bem tratado. Mas não se importava tanto. Se pudesse ficar perto daquele homem divino, sentia-se satisfeito.
-Venha meu filho. Aproxima-te de mim e deita ao meu lado.
Assim Anath o fez. Seguiu até a luxuosa cama feita de madeira nobre e banhada a ouro e nela sentou-se.
-Diga meu filho, qual teu nome?
-Anath, Nasu.
-Significa “resposta”. Nada mais adequado. Fostes para mim uma resposta dos deuses. No momento em que te vi, os deuses me mandaram um sinal, de que tu deverias ser meu, e no momento que te vi nos olhos tive a certeza.
O Faraó tirou um dos colares de seu pescoço. Um que continha uma bela e misteriosa pedra de coloração azul escura. Ele então o colocou no pescoço de Anath.
-Não ouse nunca tirar esse colar. Ele indica que és meu e de mais ninguém. Agora vem, e olha nos meus olhos novamente, pois hoje eu te amarei, meu filho, assim como farei todos os dias que se seguirão. – Disse tocando delicadamente o rosto de Anath para em seguida beijá-lo nos lábios.
Anath assustou-se a princípio, mas os carinhos do Faraó eram tão doces e confortantes que o jovem entregou-se. Os suaves beijos eram distribuídos por sua pele morena, seu pescoço, seu forte peito, causando-lhe prazerosos arrepios.
Aquele homem, aquele Deus, olhava para o jovem servo com a mais pura adoração. Anath sentia-se amado e respeitado por aqueles olhos. Sem dificuldades, entregou-se completamente ao faraó, e naquela noite os dois se amaram, assim como fizeram por todas as noites que se seguiram.
Mas esse amor despertou a ira da rainha contra Anath, afinal, semanas se passaram e nem ela, nem as concubinas eram chamadas ao quarto do Faraó.
-Eu gostaria de saber o que tu tens de tão especial para meu irmão apreciar tanto a tua companhia… Tu não passas de um pobre escravo hebreu. – A rainha falava maliciosamente enquanto analisava e passava a mão pela pele morena de Anath. Ela estava aproveitando a ausência do Faraó para iniciar sua vingança. – És belo, é verdade, mas apenas isso não justifica, uma vez que meu irmão pode ter quem quiser, inclusive pessoas mais belas que tu… Deves então amar de uma maneira espetacular. Isso! Só pode ser isso! Por que não me mostras como amas?
Anath porém apenas ignorava tudo o que ela falava. A olhava como se ela não existisse, e a falta de reação dele a irritou.
-Vamos! Ame-me como fazes com meu marido! – Esbravejou, arrancando suas próprias roupas, exibindo suas belas curvas. – Não vais amar-me?! – Gritou com o escravo, desferindo-lhe um tapa no rosto em seguida.
Anath apenas virou o rosto de volta para encará-la e respondeu secamente:
-Sou apenas de Nasu.
-Maldito! – A rainha ia bater-lhe de novo na face, mas teve a mão segura.
-Não compreendeste que não tens o direito de tocar em meu filho? – O Faraó repreendeu sua rainha muito irritado. – Agora te veste e some daqui!
-Vocês irão me pagar por essa humilhação! – A rainha prometeu, sentindo-se muito ofendida e saindo em seguida, com suas roupas nas mãos.
A rainha compreendeu bem que o Faraó só poderia estar realmente apaixonado pelo escravo, a ponto de repreendê-la daquela forma na frente dele. Mas ela não iria perdoar nem seu irmão, nem o escravo que tomou seu marido. E a ardilosa rainha já até planejara tudo, usaria os próprios sentimentos do faraó para puni-lo. E para isso, tiraria aquilo que lhe era tão valioso: Seu Anath. Vingar-se-ia dos dois de uma só vez. E depois, caso seu irmão não se arrependesse, tirar-lhe-ia o Egito, para que sua desgraça fosse completa.
No dia seguinte, Anath foi encontrado morto na cama do Faraó. O linho manchando de vermelho e uma profunda ferida no peito do jovem, bem onde ficava o colar que recebera de presente, fizeram com que um grito de dor saísse da garganta do Faraó. Seu peito se enchia de rancor a cada segundo que olhava aquela cela cena desesperadora.
-Maldita! Por que fizeste aquilo? –Adentrou irado no quarto de sua irmã. Nunca em sua vida ele sentiu tanto ódio.
-O quê? – Perguntou sem dar atenção, fingindo-se desinteressada.
-Deixe de ser dissimulada! –O Faraó gritou com sua esposa, sacudindo-a com ira. – Sei que mataste meu filho!
-Pare!Estás a me machucar!
-Tu mereces morrer! – Disse, tomando o pescoço dela entre suas mãos e lentamente começando a sufocá-la.
-Matarás tua irmã, que tem teu sangue, por causa de um escravo? – Falou com dificuldade, mas sem perder a arrogância de sua voz e o brilho de seus olhos.
-Tu tiraste meu filho de mim! – O Faraó já não mais conseguia controlar suas emoções, que se revelavam humanas na medida em que lágrimas escapavam de seus olhos.
-Teu filho está em meu ventre. – Proferiu triunfante, tendo a pressão sobre seu pescoço prontamente retirada. Ela tossiu algumas vezes, mas logo se recuperou, recuperando também o sorriso que emanava maldade.
-É mentira! Tu és seca, eu sei bem! Por anos tu não engravidaste!
-É a mais pura das verdades, Nasu. Tenho já três luas. – Aproximou-se do faraó e o abraçou. – Oh Nasu, será tão maravilhoso! Seremos tão felizes!
Mas a perda de Anath doía muito ainda, e o Faraó sentia seu coração despedaçado.
-Oh meu irmão! Animai-vos! Não vês o quão afortunado sois? Terás um filho! Não adotado ou de concubinas! Um filho legítimo, que tem o sangue divino vindo de mim e de vós! O vosso sangue! O sangue poderoso daquele que controla o Nilo e controla o povo! Vós sois a vida do Alto e Baixo Egito!
-De que me adianta tudo isso, se não posso trazer de volta meu Anath?
O sorriso da rainha se desfez em uma expressão de ódio.
-Posso vos ajudar então, meu rei. Encontre aquele maldito escravo na outra vida, então! –Tirou de suas vestes uma adaga dourada, e com ela apunhalou o coração de seu irmão.
O Faraó então sentiu a dor aguda da traição. Seu coração lentamente parava de bater à medida que seu espírito saía de seu corpo, e junto dele foi-se sua divindade. O infinito deixou seus olhos, que agora não precisavam mais olhar apenas para o Egito. Ele estava livre para se devotar a o que quisesse.
Naquele dia a tristeza assolou o Egito, e todos os servos e concubinas do Faraó foram sepultados junto dele(4), excerto sua rainha, pois ela carregava o herdeiro dos deuses.
E depois de cinco luas, o novo Faraó nasceu, dando continuidade à dinastia que mantinha o Egito.
Mas no outro mundo, o mundo dos mortos, nada disso importava, pois lá ele encontrou seu Anath, e para sempre ficaram juntos.
(1) Nasu – Significa rei. Era como os egípcios se referiam ao faraó.
(2) Neme – Aquele adorno que se utilizava na cabeça pelos egípcios.
(3)Era comum o faraó se casar com sua irmã, ou alguma prima próxima, na tentativa de manter o ‘sangue divino’.
(4)Sempre que um faraó morria, seus servos e rainha deviam ser sepultados também.
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Ah! primeiro a comentar!!! ( ganhei de você peregrina!!!)
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Então… Muito bom.
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Algo ja me dizia que rolaria um yaoizinho, mas, eu gostei muito do final. ficou muito legal a ideia e tudo mais, muito bom mesmo.
Obrigada, Lord =D
Que bom que agradou… hj, quando reli, fiquei pensando, ‘nossa…’
sei lá, achei estranho XD
É que o final foi o melhor de tudo.
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A forma como termina com ela matando o Faraó foi muito massa.
Este conto flui muito bem na sua temática e oferece uma proposta de entreter até seu final. Gostei muitíssimo!
Muito Obrigada, Larissa ^^
Não agradeça xD
Seu talento é de dar inveja ^^
oooohh…. u_u. não devia ter lido.nada contra e vc escreve muito bem , mas podia ter avisado no titulo que era de yaoi neh?
Acho que só as mulheres gostam de yaoi , agrada a elas dois homens se pegando.
Não são só mulheres não, muitos homens gostam também, embora seja voltado para o público feminino… E bem, acho que aí não cabia aviso não, uma vez que não tem nenhum conteúdo forte ou potencialmente ofensivo.
Mas se você não gostou do texto pelo fato de ter ‘homens se pegando’ (o que para mim poderia ser melhor definido como relacionamento ou amor homossexual), uma pena =/
Pena mesmo , pois você parece ser uma boa discutidora e elucidadora(escreve assim msmo?) do caso , pensando melhor realmente não cabe um aviso , seria ilogico e até discriminação(talvez).Mas e mais por uma questão pessoal seu texto não ficou um absurdo forte.Malz se me expressei de maneira errada
Pega nada não
Hey, achei que já tinha comentado aqui. XD
Achei que esse conto teve charme, com o enredo de romance, ciúmes e traição. Sem falar que pessoalmente gosto de coisas relacionadas ao Egito Antigo. Até seria interessante pesquisar para saber mais como homossexualismo era visto na época, se era condenado ou aceito (por exemplo, se ninguém se importava se um nobre tivesse amantes, desde que fosse casado e tivesse filhos – ou se, pelo contrário, era algo considerado imoral).
E dá para ver que dona Sammy aperfeiçoou sua técnica de escrita ao longo do tempo.
Ah, eu adoto escrever em tempos antigos, pesquisar cultura e tradição! Uma coisa interessante é que a homossexualidade no Egito antigo, de acordo com o que eu pesquisei na época, era algo que não chamava muita atenção, mas não era também muito reprimido. MAS tinha até caso de entre umas duas divindades ‘masculinas’, as quais não me recordo mais! E bem, ainda bem que melhorou, né? não quero ficar estagnada no tempo e na habilidade XD
Tive uma dúvida, como assim filho de amon rá e hórus?Meio incabivel pela separação de relaçoes das duas divindades na egiptologia.Seria abençoado por amon-ra e hórus? Não entendi.
@Shado:
Pelo pouco que lembro de história antiga mais uma breve pesquisa, Amon-Ra era um deus solar (sendo que Ra e Amon eram deuses diferentes, mas a identificação de deidades chefes fizeram com que passasem a ser cultuados como um único deus solar supremo) cujo culto quase monoteísta se tornou bastante por volta da décima oitava dinastia do Egito (da qual Tutankhamon fazia parte). Do que possuímos catálogado, o faraó Akhenaten tentou transferir o culto para o deus Aten (também solar), inclusive transferindo a capital do império de Tebas, mas após sua morte os sarcedotes de Amon conseguiram convencer o novo faraó a adotar o culto a Amon, que permaneceu vivo até a vigésima-segunda dinastia, quando a figura de Amon-Ra foi obscurecida por um renascimento do culto de Isis e Osiris, se tornando um aspecto de Horus, que sempre foi considerada a divindade mais importante ao longo de toda a história do Egito Antigo. O faraó, inclusive era Horus em vida e Osiris durante a morte.
Então acho que não teria problema o faraó da história invocar os dois deuses. Inclusive acho que ele se consideraria uma representação viva de ambos.
De acordo com minhas pesquisas (não tão extensas e precisas quanto a da Anna, uma vez que ela estuda isso na facul e eu estudei só no ensino médio XD) o Faraó era uma representação de Amon-rá na Terra, e descendente direto do sangue divino de Hórus (que havia governado o Egito antes de qualquer homem).
Pelo menos foi assim que o prof me ensinou XD
mas é isso mesmo.
Eu não lembro agora com exatidão, mas acho que Hórus representa a união entre os reinos do alto-nilo e do baixo-nilo (preciso conferir).
é compreensível a mitologia deles causar uma certa confusão, visto que tem realmente muitos deuses e alguns deles representam conceitos bem semelhantes.
Mas acho que Samila acertou bastante nos modos do faraó. :B
Você falando eu lembrei da unia do culto ao sol amon e ao culto ao sol rá.E essa tentativaq de mudar para aten , por acaso é ou não tem nada a ver com a tentativa de amenophis 4º mudar o culto da divindade principal , que tirava muitos poderes dos sacerdotes , mas que não deu certo?Amon-rá era a divindade mais importante não horus.Na historia da formação do egito esitiam tres irmãos, um que não lembro , talvez horus encaixe aqui, osiris e isis , osiris era irmao e marido de isis, o outro irmao invejoso destruiu osiris e espalhou seus pedaços pelo mundo para que ele não se recontintuí-se, mas isis chorou lagrimas puras e copiosas, algo assim , e entao pelo seu amor osiris se refez , ae fez algo contra o outro irmao e a continuação esta dificl de lembra.Mas como horus era o mais impontante( acho que horus e um dos filhos) se o maior culto adoração e importanci era dado ao sol amon-rá?
Gente não estou nreplicando por petulancia eu realmente gostaria de entender.Parece que a ana é muito entendida disso e gostaria que el desse mais algumas eplicaçoes , pode dizer direito akela historia que eu tava flanado dos tres irmaos?
O terceiro personagem que você falou aí é Seth.
As fontes arqueológicas mostram que, com certeza, Horus foi adorando no Egisto desde antes do período dinástico até os tempos greco-romanos.
Outra coisa é que Horus é um deus multi-facetado. Ele é vários deuses, que não são necessariamente Horus, mas estão relacionados a ele (como Amon-Ra). Acredito que isso tenha a ver com uma certa ausência de canônes, além do contato com povos diferentes e, possivelmente, que os deuses domésticos fossem extremamente variados, enquanto que os sarcedotes buscavam prescrever uma série de crenças mais uniformes.
A origem de Horus é como o patrono falcão de Nekhen, que era a captal do Alto-Egito no período pré-faraônico.
Pelo que vi aqui, escritos em pirâmides a partir do século 25 A.C. falam que todo imperador é uma “reencarnação” de Horus, que seria uma forma de dizer que o faraó é senhor do mundo.
Na altura da quinta dinastia do império unificado que começou a se falar mais do faraó como filho de Amon-Rá.
Ainda assim, símbolos como o “olho de Horús” (esse é bem famoso) permaneceram como símbolos do poder real. E o culto a esse deus, aparentemente, nunca entrou em decadência.
(…) no princípio existiam as águas do caos, Nun. Um dia uma colina de lodo chamada Ben-Ben levantou-se dessas águas, tendo no seu cimo Atum, o primeiro deus. Atum tossiu e expeliu Shu (deus do ar) e Tefnut (deusa da humidade). Shu e Tefnut tiveram dois filhos, Geb, deus da terra e Nut, a deusa do céu. Shu ergueu o corpo de Nut, colocando-o acima de Geb, e esta tornou-se a abóboda do céu. Nut e Geb tiveram por sua vez quatro filhos: Osíris, Isís, Seth e Nephthys. Osíris tornou-se deus da terra, que governou durante muitos anos; Isís foi a sua mulher e rainha. Seth invejava o estatuto de Osíris e um dia matou-o. Osíris foi para o mundo subterrâneo e Seth tornou-se rei da terra. Osíris teve um filho chamado Hórus que decidiu vingar a morte do pai e reconquistar o trono. Hórus derrota Seth e torna-se o novo rei da terra, mas o seu pai permanece no mundo subterrâneo.¿ ………………………
HÃAAãaaa?? Isso é ótimo para nos confundir!
Obrigado pela agradabilíssima esplicação agora estou entendendo melhor.Então Horus era adivindade mais importante neh?E onde entra anubis cara de chacal nisso tudo?So um trasnportador para o mundo dos mortos?
aaaaaa entao (samila) horus é filho de osiris neh? eu sabia que ele era filho de um dos tres ou quatro.
@Shado: Anubis é um nome grego para o deus Inpu. Ele surge de várias maneiras em contextos diferentes da mitologia, mas está sempre relacionado a mitos funerários e morte. A cabeça de chacal é porque esse animal era associado a cemitérios no Egito Antigo, como um escavador de túmulos que se alimenta dos corpos sepultados.
Ele aparece no Livro dos Mortos pesando o coração dos falecidos.
Em alguns mitos ele aparece como filho de Rá, mas acabou se consolidando como receptor dos órgãos de Osiris e um dos filhos desse deus com a deusa Nephtys no mito de “Osiris e Isis”, além de ter auxiliado Isis na mumificação do marido. Com essa lenda, ele se tornou patrono dos sarcedotes embalsamadores.
Incrível Ana!Você sabe demais , seu conhecimento é um balsamo para minha mente.Poderia ficar perguntando durantes horas sobre o egito antigo.Faculdade de história e especialização em egiptologia?
Ótimo conto, gostei de como você descreve os personagens e de como é pode ser baseado em uma época histórica, para bens. Quero ver mais!
Obrigada, Eryck =D
tenho outros contos ‘históricos’ aqui pelo one, é so caçar um pouquinho XD
Samila, seu texto é ótimo.
Ótima tbm foi essa aula que o pessoal deu nos comments sobre Mitologia Egípcia. Devo confessar que o máximo que eu sabia eu aprendi com A Múmiae e o Escorpião Rei. xD
Obrigada! e bom ver a utilidade dos comentários do One! ]=D
ONE comments , formando cidadãos….
(slogan publicitário mode=ON)
Samila, embora muito bem escrito, não me surpreendi no final. Pareceu-me um texto “apressado”, quase previsível, sem os detalhes que costumo ler nos outros teus. Esta história poderia ser mais detalhada, mais aproveitada, com a riqueza digna da Samila. Compreendo que foi escrito bem no início, por isso te digo que se tivesses reescrito, ficaria impecável.
Hum, concordo contigo, ele é muito rápido em dado momento. Acho que vou reescrevê-lo… Só preciso de energia!! xD
Obrigada por lê-lo, Elcio *-*
Uma vez perguntaram por que aa leitoras não gostam de mulheres no yaoi??? É por isso que as leitoras não gostam de mulheres no yaoi!!! Ò_Ó Maldita rainha mal amada! Matou todo mundo! ò_Ó
-
Bem… ficou triste, singelo e bonito, Sami. Apesar da raiva incontrolável daquela mal amada, a estória em si ficou muito linda, apesar de, como disse o Élcio, não estar tão detalhada quanto as atuais. Mesmo assim a achei uma gracinha
hUHUAHAUh, né verdade? é comum mulheres serem vilãs em yaois… hehehehe
que bom que gostou, e bem, vai que um dia eu reescrevo =D
OPbrigada, baby *-*