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Mar
03
2011

Medo de Elevador

Escritor: Rainier Morilla

medo-de-elevador

Antes de me apresentar tem duas coisas que você precisa saber sobre mim. Primeiro: detesto meu nome. E segundo: tenho medo mortal de elevador. Muitas pessoas riem de mim e criam piadas sobre isso. Alguns falam que é uma coisa infantil e boba até que conte sobre o porque de tudo isso.

O porque de eu odiar meu nome é porque me chamo Glidiabete! Ah! Como odeio esse nome! Minha mãe leu um jornal e disse ter encontrado dois nomes que ela amou – Glicose e Diabete! – E infelizmente, por causa desse jornal maldito sou traumatizada. Sei que não existe nome mais ridículo que o meu no mundo, por isso, pelo amor de Deus, me chame de Bete. Não que eu goste de Bete, mas já é bem melhor que… o outro nome. Já o meu medo de elevador tem uma razão pior.

Sou consultora de vendas de telefones celulares e fui a pior vendedora do mês. Tudo bem que a gente se esforça e tenta fazer o melhor em nosso trabalho, mas na área de vendas, nem sempre as coisas acontecem como queremos.

Estava saindo do meu trabalho quando o chefe, todo-poderoso, me chamou e perguntou se tudo estava bem, o que estava acontecendo. Aquele velho lenga-lenga de puxar assunto, fingir ser o bom rapaz para então me dar um esporro daqueles onde só falta o chicote e mordaça.

– Você precisa melhorar muito para ser da nossa equipe, você é fraca e insuficiente! – Me falou do alto de seu pedestal! – Vou te dar uma segunda chance, mas será a ultima Glidiabete! – Ah! Como odeio este nome! Aquelas foram as unicas palavras soltas, de um discurso tão longo quanto possa imaginar, que a minha mente conseguiu guardar: “Fraca, insuficiente e Glidiabete”

Enquanto isso, meu coração destilava um veneno mortal contra aquela víbora! Saí de lá com uma raiva anormal. Me controlei para não chorar na frente dele e para não matar aquele desgraçado. Desci até o estacionamento, peguei meu carro e segui em direção ao meu apartamento.

Após uma hora e meia, presa no transito, chorando como uma idiota por causa daquela besta em forma humana, cheguei ao prédio onde moro. Estacionei, respirei fundo e entrei no elevador, como de costume e apertei o botão do vigésimo quinto andar, minha residência no momento.

Enquanto subia olhava com desprezo a imagem vista no espelho que havia ali, tentei secar as lágrimas e me acalmar. Respirei fundo novamente, contei até dez e me recompus. Não queria que meu marido ou meus queridos filhos vissem que estava mal. Para eles, sou aquele tipo de mulher que aguenta tudo.

Foi quando ouvi um barulho estranho e de repente tudo se apagou. O elevador havia parado!

- Puta que pariu, não é possível que isso esteja acontecendo! Hoje é meu dia de sorte! – Foi a primeira coisa que me passou pela cabeça.

Tudo estava numa escuridão total e o desespero tomou conta de mim. Tentei achar o botão de emergência, na verdade apertei todos os botões possíveis até que a luz de emergência ligou, com sua tênue iluminação. Encontrado o botão vermelho, apertei com todas as forças e tantas vezes que nem posso imaginar quantas exatamente. Nada aconteceu. Estava num misto de horror e ódio dentro de mim, mas tentei me controlar enquanto as lágrimas corriam por meu rosto.

Não é possível que isso esteja acontecendo comigo. – Pensei enquanto remexia em minha bolsa procurando entre tantas coisas meu celular. – Vou ligar para meu marido para ele falar com alguém para me resgatar.

Peguei o celular, digitei o número de casa e ouvi a pior coisa que poderia ter ouvido. Três bips secos. Olhei no visor a mensagem mais caótica que poderia ter visto naquele momento: “Celular fora de cobertura”.

O desespero tomou conta do meu coração. Comecei a gritar como louca dentro daquele cubículo que parecia se tornar menor a cada segundo. – Socorro! Alguém me ajude pelo amor de Deus. – Os gritos saiam como um rugido desesperado em meio a pranto e dor. – Alguém está me ouvindo? Por favor, me ajudem!

Conferi em meu celular a hora: 20:41.

Depois de mais de duas horas de gritos e soluços desesperados, e o desaparecimento de minha voz, decidi sentar, tirar o sapato que estava me matando e chorar. Chorei como uma criança lembrando-me da voz de meu chefe falando asneiras, pensando na vida de merda que eu tinha. Passar o dia, quase inteiro, presa no transito, visitar clientes mal-humorados e trabalhar feito condenada para ainda ouvir um filho da puta que fica o dia inteiro atrás do computador jogando Freecell me torturando em suas palavras desumanas? Isso não é vida. Eu não merecia aquilo, muito menos ficar aqui presa neste cubículo infernal.

Olhei para o espelho e notei como eu estava. Gotas pretas de rimel esfregadas pelo rosto, nariz vermelho de tanto assoado, e olheiras assustadoras. Me senti uma personagem de um antigo filme de terror com orçamento barato.

Peguei algumas coisas em minha bolsa. Limpei meu rosto com alguns lenços, passei uma base, e um brilho labial. Engraçado como isso, mesmo sem me ajudar em nada, me trouxe mais calma e paz. Como se eu estivesse no controle da situação.

Ouvi então, de repente passos e a voz de um casal sorrindo. Comecei a gritar novamente com todas as forças e a esmurrar a porta para fazer o máximo de barulho possível. Implorei por misericórdia e pude somente ouvi-los rir. Acho que entraram em outro elevador e desapareceram.

Espero que também fiquem presos esses desgraçados – Gritei para eles, sabendo que não iam me ouvir. A raiva me dominou, mas não chorei desta vez. Comecei a realmente achar que eu ficaria ali presa o resto da noite e se não me controlasse enlouqueceria de vez.

- Meu marido e meus filhos sentirão minha falta e vão me procurar. Eles vão me tirar daqui – falei para mim com intuito de me confortar. – Logo, logo eles me acharão e vão me tirar daqui. – Claro que também seria possível que o elevador voltasse a funcionar, mas já era meia noite e meia, depois de tanto tempo a possibilidade do elevador voltar a funcionar seria muito remoto.

Senti tudo escurecer e adormeci. Veio então um clarão de lanternas vindas da parte superior do elevador, enquanto a voz do meu marido gritava– Bete, vem. Vem meu amor… Suba! – Ele esticou sua mão direita e com força me puxou. Após um grande esforço me retirou daquele lugar.

Subimos em uma pequena escada na parede acima do elevador. quando o cabo do elevador rompeu e o mesmo começou a cair. Subimos rapidamente, mas ao sair da porta o cabo de aço deu uma volta em minha perna. O deslizar dele produziu uma queimadura violenta e fui puxada violentamente para dentro do fosso novamente. O solavanco foi tão forte que quebrou minha perna antes de mergulhar, junto ao elevador, numa queda infinita e longínqua no poço da perdição!

Acordei sem mesmo saber que estava dormindo. Sem meu marido, sem a luz e com meu estômago doendo com todas as forças. Estava com fome. Ainda bem que eu sempre levo uma barra de cereais na minha bolsa. Comi rapidamente para matar a fome, mas não adiantou nada. A fome continuou e não havia o que fazer.

Além disso, estava com uma forte dor nas costas e com a bexiga mais que apertada. – Ai meu Deus, o que eu vou fazer? – Imagine você preso dentro de um cubo minúsculo, apertado, quente e fétido. E ainda com cheiro de urina! Seria o inferno, certo? – E foi.

Após controlar por alguns minutos a situação não me segurei… Abaixei as calças em um cantinho e urinei… Foi um alivio, e uma tortura. O cheiro me incomodava tanto, me dava uma tontura terrível. Usei mais um dos meus lenços para me limpar e me vesti novamente.

Preciso sair daqui urgente!

Olhei para cima tentando encontrar algum lugar que tivesse uma abertura. Lembrei-me de vários filmes em que os atores abriam uma portinha em cima e saiam. Procurei, e achei-a, mas quem disse que eu conseguia alcançar? Tentei de tudo, mas não havia como.

Me dei por vencida de olhei no celular para ver que horas eram… – DUAS HORAS DA TARDE! – Gritei com espanto. – Eu vou morrer aqui dentro! Quase um dia aqui dentro e ninguém me achou ainda?

Neste momento a fome e a sede bateram mais forte do que nunca. Acho que ver o tempo que eu fiquei presa lá dentro piorou ainda mais minha situação. Tentei fazer de tudo para matar a sede… Mordi a língua para ver se salivava mais, tomei um pouco do vidrinho do perfume que tinha, mas o gosto era insuportável! Tinha a urina, mas eu me recusei a fazer isso. Simplesmente continuei com sede. Sede e uma fome mortal.

E assim foram seguindo as horas. Às vezes ouvia a voz de alguém, berrava e esmurrava que nem louca a porta e ninguém me ouviam. Às vezes sentava e pensava na minha família. Na minha irmã chata (estávamos brigadas e gostaria de pedir perdão antes de morrer podre ali dentro).

Pensava também nos meus filhos. Como será que eles estavam, será que tudo está bem? E meu marido? Será que sentiu minha falta pelo menos? Se tivesse sentido teria me procurado! Vou morrer aqui porque aquele canalha não me ama! Porque fui casar com aquele cara? Tinha gente melhor e que me amava! Porque eu larguei tudo para viver com ele?

A tristeza ia tomando cada vez mais conta de mim… Foi aí que a luz de emergência apagou!

Meu Deus! Devo ter atacado álcool na cruz e ateado fogo, não é possível! O que eu fiz para merecer tudo isso que está acontecendo comigo? – Murmurei

Meu celular estava na mão na hora que a luz apagou e apertei uma tecla para iluminar o local. Ele continuava sem sinal, mostrava no visor onze e quinze da noite e ainda por cima a bateria estava acabando.

Encostei minha cabeça no chão e dormi.

Tive um sonho estranho. Sonhei com o dia em que conheci o Reginaldo. Um homem atlético e elegante de olhos verdes e cabelos castanhos escuros. Ele me atendeu com todo o carinho que um cliente pode receber uma vendedora sem valor… Foi atencioso, carinhoso, me chamou para sair e então nos casamos. Quando eu estava para dar a luz ele retirou os meus filhos das minhas mãos e empurrou a maca onde estava até o elevador, que se fechou e o levou para longe de mim.

Eu gritava: “Pedro, Paty, não! Eles são meus filhos! MEUS FILHOOOOS!” Então acordei ofegante. Meu coração estava a mil por hora e eu já não sabia mais o que fazer…

Sentei, coloquei as mãos nas cabeças e tentei me acalmar, respirando fundo. Mas o cheiro estava tão forte que eu não consegui… Apertei minha cabeça com força e dei um grito estridente– EU NÃO AGUENTO MAIS ESTE INFERNOOO! – Joguei meu celular, que estava em meu colo com toda a força. Ele bateu no espelho. Não vi, mas o barulho de vidro estilhaçando foi inconfundível.

O celular brilhou no escuro, e eu o peguei com cautela. Examinei o local, com a luz do aparelho e vi que tinha enchido meu pequeno cantinho de milhares de fragmentos de vidro. Agachei-me e com o sapato na mão tentei juntar todos os vidros em um só canto.

Após os vidros estarem no canto, e alguns cortes leves estarem nos dedos, fiquei um pouco em pé e tentei esticar meu corpo. Tudo doía por causa da falta de espaço dentro daquele lugar. Me espreguicei e estalei algumas partes do meu corpo. Senti-me um pouco mais relaxada, mas as dores nas costas e ombros se acentuaram.

Meu celular então tocou uma musica incomoda. A bateria estava acabando. – Mas que merda. Isso daqui não pode ficar pior! – Sussurrou uma voz em minha cabeça. – Foi quando me dei por conta que estava com vontade de defecar.

Seguirei o máximo que eu pude, enquanto o celular gritava insistentemente que iria desligar. Como o celular era a unica iluminação que eu tinha, achei interessante fazer o serviço sujo, antes que o celular estivesse sem bateria, e não houvesse como eu iluminar nada.

Peguei o celular, fui ao mesmo canto onde já havia urinado, ou seja, um passo e fiz ali mesmo. Não preciso falar como ficou o cheiro. Simplesmente terrível. Náuseas me atormentaram depois daquilo. – Mas que péssima idéia a minha, preferia ter morrido com isso dentro de mim – Falei rindo e chorando ao mesmo tempo.

Passaram mais horas e minutos, e ainda estava ali, em um cubículo infernal com um cheiro estarrecedor de merda e urina e com o celular me atormentando de cinco em cinco minutos até que morresse de vez. A partir daquele momento eu perdi minha luz e minha a noção de tempo.

E então tempo então congelou. Só passava quando eu ouvia alguém e em vão gritava, ou quando eu dormia e sonhava coisas piores do que aquele lugar. A morte parecia cada vez mais certa e próxima. Ela atormentava minha mente a cada segundo, mas eu queria poder voltar para os braços de meu marido. Mesmo que ele não me amasse, eu o amava. E também queria ver meus filhos tão amados. Eu não poderia deixar eles. Nunca!

Mas parecia não havia escapatória. Eu morreria ali. Ou de fome, ou de sede. Se não fosse por um desses seria pelo cheiro. Pensei então nos cacos de vidros que estavam no chão. Eu poderia certamente acelerar o processo.

E a dualidade tomou conta da minha cabeça que estava enlouquecendo. – “Tenho que ser forte.” – “Mas ser forte para que se o final será o mesmo” – “Ai! Esse pensamento ruim não sai da minha cabeça, tenho muito a viver ainda e muito a sonhar, minha vida é tudo!” – “Que vida? O que eu estou falando? De ser uma vendedora frustrada com um chefe ignorante e um marido desatento?” – “Eu posso mudar tudo isso! Eu vou sobreviver! Eu vou resistir!”

Minha mente me atormentava com vozes gritando em mim. “Bete, eu te amo. Seja forte querida!” – “Você precisa melhorar muito para ser da nossa equipe, você é fraca e insuficiente!” – “Mãe, me conta uma história para eu dormir?” – “Vou te dar uma segunda chance, mas será a ultima Glidiabete!” – Ah! Como odeio esse nome! – “Filha nunca se esqueça de lutar pelos teus sonhos.” – “Você é uma desgraçada e só existe para atormentar minha vida, desejaria nunca ter nascido na mesma família que você.”

Tudo se misturava a milhões de sentimentos, em uma tortura eterna dentro de mim. Tentei ser forte e me lembrar de tudo o que eu vivi, e tudo o que eu sonhei. Mas estava fraca, exausta. E minha cabeça estava em um turbilhão tão grande, que não sabia mais o que fazer. Permaneci deitada no chão esperando que algo acontecesse, mas nada aconteceu.

Foi então que eu decidi dar fim à minha vida. Não agüentava mais. Tateei o chão até encontrar um pedaço de vidro e levei-o ao pulso. Tentei apertá-lo contra a pele, mas não consegui. Eu desmaiei em meio a todo esse cenário.

O resto eu conto somente pelo que me disseram.

Na mesma noite em que eu fiquei presa meu marido ligou para minha família, meus colegas de trabalho e começaram a me procurar, mas nunca acharam que eu estaria num elevador. Quando chegou ao quinto dia ele chamou a policia que começou a fazer uma investigação sobre como eu sumi. Após verem uma fita do prédio onde moro, perceberam que eu entrei no elevador, e não saí em nenhuma das outras fitas dos andares.

E assim no oitavo dia após o meu “desaparecimento” me encontraram dentro do elevador. Estava entre o vigésimo terceiro e o vigésimo segundo andar… Dois abaixo do meu. Ninguém notou que o elevador estava quebrado, pois existem sete elevadores funcionando.

Quando abriram a porta que havia acima, me encontraram deitada como uma criança, com um corte leve no pulso, desidratada e desmaiada. Fiquei mais uma semana presa no hospital tomando soro e enfim fui liberta do meu cativeiro.

Depois disso Eu e meu marido, meu herói que lutou tanto para me encontrar, nos mudamos para outro apartamento, no primeiro andar, claro. E em breve compraremos a nossa casa própria.

No trabalho me tornei a vendedora numero um. Afinal, meu celular me ajudou muito nas horas difíceis, se bem que poderia ter ajudado mais! E hoje estou no lugar daquele cavalo, que me humilhou. Só isso já me faz mais que vencedora!

Minha vida vai muito bem desde então. Só existem duas coisas que ainda me atormentam! Primeira: detesto meu nome. E segunda: tenho medo mortal de elevador.


Written by Rainier Morilla in: Contos,Rainier G. C. Morilla |

64 Comments»

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    O primeiro conto escrito na minha vida! Achei aqui no PC depois de vasculhá-lo buscando meus escritos!

    Bom que o achei, quanto ao guia do manguaceiro e outros 5 contos, acho que já era, estou tentando fazer o meu outro hd voltar a funcionar…

  • Ana Bourg says:

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    Olha, ainda não tinha comentários nesse. =P
    Resolvi ler por causa do título. XD Quando era criança, como bom bicho do mato, morria de medo de elevador.

    Em fim, gostei do conto. Acho interessante colocar personagens comuns em situações peculiares.
    Por coincidência ao conto da Samila que gerou polêmica essa semana, nesse conto um autor narra sob o ponto de vista de uma mulher. Em geral, acho que a tal “voz narrativa” ficou convincente, afinal estamos falando de uma vendedora de uns 40 anos e acredito que seja o tipo de gente que carregue um monte de coisa na bolsa e seja bem desse jeito descrito. Acredita que eu nunca escrevi nada em primeira pessoa na voz narrativa feminina? – Eu fico naquela que todo escritor é mentiroso, e sempre que escrevo em primeira pessoa como mulher, acabo falando de mim mesma, ao invés de inventar uma personagem. Daí perde a graça de ser ficção.
    O tom informal da linguagem, misturado ao desespero crescente ficou bem feito. E o texto foi tenso – eu não consegui parar de ler porque tinha que saber o que ia acontecer com a coitada. xD
    “um filho da puta que fica o dia inteiro atrás do computador jogando Freecell” – lol Isso é foda. Lembra de um dia que um cara da secretaria da faculdade ficou enrolando para me atender e quando vi, era porque ele estava no msn. >_<
    Ótimo conto!
    Votos para que saia logo da agenda. :D

    • Ana Bourg says:

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      Meu comentário foi moderado. \o/

    • Thumb up 0 Thumb down 0

      Obrigado pelos elogios Ana.

      Espero que gere a mesma polêmica do conto da Samila! Eu também ficaria feliz :D

      FIco feliz que tenha gostado. Este foi outro conto que escrevi utilizando-me de um fato real, mas feito muito antes da publicação do meu primeiro conto aqui no ONE

      Fiquei imaginando como seria ficar preso por uma semana em um elevador e assim surgiu este conto de “humor negro”!

  • Thumb up 0 Thumb down 0

    Pois então.
    -
    Gostei bastante Rainier. Seu pedido no texto da Samila foi para eu analisar segundo a minha impressão do narrador.
    -
    vou falar mais do que isso.
    -
    O narrador, em primeira pessoa, ficou muito bem caracterizado. Como bem disse a Ana, o fato de ser uma mulher próximo aos 40 deu um tom bom ao texto. Ficou corrido, poderia ser mais descritivo em questão dos sentimentos femininos… Mas…
    -
    O ritmo é alucinante e compassado. O texto exprime em sua evolução a marca da histeria e do pânico de uma mulher. Ficou muito, muito bom mesmo meu amigo.
    Abraço

    • Ana Bourg says:

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      Eu achei que estava bom em termos de sentimentos femininos. Realmente não achei que a personagem não ficou “feminina” o suficiente nesse sentido. A meu ver, está totalmente a coisa de uma pessoa comum em uma situação inusitada e extrema.

      “marca da histeria e do pânico de uma mulher” – isso não foi algo muito legal de se dizer. Aliás, foi péssimo.

      • Thumb up 0 Thumb down 0

        Hehehehe…. talvez eu tenha me exprimido mal ana, desse jeito eu só me queimo contigo, neh não?
        -
        Também achei a personagem feminina, não disse o contrário.
        -
        Meu apontamento final ressalta a histeria e pânico, que tanto um homem como uma mulher sentiria, mas que reforça muito bem o restante do texto, pois, nesse momento de histeria a personagem ganha vida, essencia e feminilidade no final.

        • Samila says:

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          Pânico=Feminilidade? #Fail Andrey ._.
          ——
          Gostei muito Rainier, sobretudo da linguagem! Bem simples, muito adequada! e o rítmo para mim está quase perfeito… sei lá o que me incomodou… Ah, acho que foi deixar o medo um pouco mais latente, explicar a sensação… ia gostar ainda mais!
          e esse final foi ótimo, por citar… o fato dela odiar o nome dela! Pode parecer besteira, mas foi o que me cativou de vez XD

          • Thumb up 0 Thumb down 0

            Samila!
            -
            Eu acabei de dizer que não p pânico que trás a feminilidade, só disse que no momento de dificuldade a essência que correu durante o texto tornou-se mais forte, que parte vc não entendeu do que eu falei.
            Isso ocorreria se fosse um homem ou mesmo um assexuado. É na dificuldade, seja qual seja, que um personagem ganha vida e autenticidade, foi isso que quis dizer.
            -.-

          • Thumb up 0 Thumb down 0

            A questão do nome foi para puxar o lado cômico da tragédia.

            Quando eu falo sobre ela odiar o nome, eu deixo uma curiosidade de saber o porque.

            Uma vez que você já leu o porque do ódio dela ao nome, você já leu algo que lhe deixa mais curiosa: “Já o meu medo de elevador tem uma razão pior”

            E logo depois eu conto o motivo? Negativo, eu contei sobre a vida normal dela. O dia a dia te faz conhecer a personagem para só depois disso, discorrer sobre o problema.

            E claro o fato de terminar com os dois medos dela é para deixar a história mais fresca na memória.

            Ali está o resumo de tudo o que lemos.

          • Thumb up 0 Thumb down 0

            E vc Andrey, está mais queimado que qualquer coisa neste site.

            Qualquer coisa que você disser será utilizado contra você no tribunal. rsrsrs…

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        Ana, eu compreendi o que o Andrey quis dizer com: “poderia ser mais descritivos em relação dos sentimentos femininos”

        Bem como a Samila disse: “Explicar a sensação”

        Eu não descrevi muito os sentimentos dela.
        Dei preferência à velocidade do que sentimentos, até para manter um pouco o estilo da narradora.

        Ela é uma mulher que ri da desgraça, ela brinca o tempo todo, ela vê esse acontecimento, de forma um pouco comica. – “preferia ter morrido com isso dentro de mim”

        Se eu fosse colocar mais sentimentos negativos, eu acho que “mataria” intuito da narradora. Fazer rir do pior momento da vida dela.

        • Ana Bourg says:

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          Acho que das melhores coisa do conto foi o senso de humor da protagonista. =D O jeito que ela vê uma certa ironia fatalista em tudo dá um charme impagável à situação.

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            Concordo, o Rainier tem um dom enorme de conseguir dar esse ar à situação sem ser forçado. Invejo positivamente isso, não consigo por mais que me force a ser tão preciso nesse quesito.

          • Thumb up 0 Thumb down 0

            Valeu pelo elogio galera! Fazer a personagem ter este senso de humor era meu objetivo, que bom que foi algo tão impactante no texto. Fico extremamente feliz! =D

            Me invejar positivamente! =D
            .
            E eu lhe invejo nos diálogos Andrey! Adoro quando teus personagens conversam! São muito críveis, coisa que não consigo fazer!

          • Thumb up 0 Thumb down 0

            Poizeh… até que eu sou razoável nisso mesmo… embora prefira escrever dialogos maloqueiros de personagens sem noção. Pena que eu não tenha muita de oportunidade de escrever assim, xD

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      Yeah! Valeu pelos elogios. Sabes que valorizo muito tuas críticas, e ter uma positiva foi boa.

      O outro texto, expresso da solidão, ainda não foi liberado na agenda. Acho que hoje a noite libera… Estou torcendo para que isso aconteça.

      Mas acho que vou lhe enviar por email. Aqui só vai ser postada a primeira parte do texto que é dividido em 5 partes.

      Vou lhe mandar a obra completa, tem algum problema?

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    Cara… li o expresso da solidão.
    -
    Então veja bem, tentarei dar uma crítica diferenciada das demais que já dei por aqui.
    -
    O texto flui bem, a técnica utilizada funciona e permite um desenrolar fácil da trama. A voz narrativa está impecável, usaste bem.
    -
    Quanto aos problemas, devo citar, primeiramente, os erros ortográficos e gramaticais, letras que tu comeste e sentenças sem concordâncias, vale dar uma revisada.
    -
    Em segundo lugar, devo apontar uma fraqueza no desenlance. A aposta da história é que o personagem principal envolva o interlocutor em sua desgraça. As palavras que usa, a maneira com que faz com que a atenção fique presa funciona. O problema é que vemos muitas redundâncias, repetições que poderiam ser “limpadas”, como “fiel e unico amigo” ou “fétido”, creio que possa ser possível buscar um sinônimo para os termos.
    Ainda falando da personagem, ele envolve com todo o talento o interlocutor numa fala negativa e compassada, porém, do início ao fim, nós, leitores, não fazemos idéia de quem é a personagem, quais seus pecados e o que fez com que ele seguisse pelos trilhos se quebrando.
    -
    Isso da uma brecha ruim ao texto… Mas…
    -
    Existem teóricos da literatura que dizem que a arte da escrita é como qualquer arte e, para tanto, seu objetivo não é educar, passar uma mensagem ou até explorar um conceito magnânimo, metafórico e extremamente complexo. Não, de acordo com esses teóricos, a escrita é como qualquer arte, seu propósito é causar emoção, causar um efeito no interlocutor, passar algo, algum sentimento, ainda que infímo.
    -
    Sendo assim, analisando por essa ótica, posso dizer que o sentimento de solidão e dor de um amor morto é descarregada violentamente sobre o leitor, portanto, atingiste a meta de um escritor bem sucedido.
    ;)
    Abraço

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      Como diria o Jason, vamos por partes.

      Revisão. Com certeza a farei! Ainda hoje se possível. Sem um programa de gramática no computador cometo erros violentos.
      Infelizmente é o mal de se acostumar com eles. Nos torna um pouco burros.

      Para fétido, tenho que encontrar um sinonimo mesmo, o texto está carregado dessa palavra.

      Quanto ao “Fiel e único amigo” é uma cópia do que o Anthony Burgess fez na Laranja Mêcanica. Essa frase e a “Então, o que é que vai ser, hein?” é repedita inumeras vezes no livro.

      O que não me impede de retirar do texto. Pois o que você disse mostra que isso não alcançou o objetivo desejado. Vou arranjar outras palavras.

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      Quanto o não saber o que realmente está acontecendo, é proposital.

      A intensão é responder as dúvidas com outro texto chamado “A Carta” que se for publicada será completamente fora do conto.

      Como o título sugere, será a carta que ela entrega para ele na terceira parte. Eu iria colocar junto ao texto, mas ficaria completamente fora da narração.

      Mas ainda estou ponderando sobre isso. Eu acho extremamente que os leitores escrevam a história.

      Quero deixar essa pergunta no ar. O que ele vai fazer? O que o deixou tão ferido? Será que houve uma traição? Qual dos dois? Será que ele é um criminoso foragido?

      Quero que as pessoas se perguntem isso e tentem responder. Preenchendo o vazio da história com sua própria percepção do que está acontecendo.

      Então a publicação do texto “A Carta” vai muito de como será a reação do pessoal ao ler o conto.

      Se eu ver que as pessoas não reagiram como eu esperava, irei publicar. Se eles entenderem este sentimento, acho que será desnecessário.

      Um bom exemplo de onde isso deu certo é “Reminiscência” – Não falei como a mulher do personagem morreu, mas todos tentaram dar uma resposta com base no que leram.

    • Thumb up 0 Thumb down 0

      Andrey, muito obrigado por essa mega crítica.

      Consegui ver bem os pontos onde estou errando e os pontos fortes. E até prever como será a reação dos demais leitores.

      Vou agora arrumar o texto para a publicação. Afinal, já está na fila há algum tempo. Até tenho o poder de publicá-lo na agenda, mas acho que furar fila não é algo legal com todos os escritores do Site.

      Há Braços Andrey. Mais uma vez obrigado pela ajuda, que foi de grande valia! :D

  • Thumb up 0 Thumb down 0

    Caraca, como é que conseguiu escrever tanto, com tudo passando (na maior parte do tempo) dentro de um elevador. :o

    Eu gostei, achei que iria ser comédia, mas não foi. Se bem que no final da uma tiradinha comica, talvez para quebrar a tensão. :-)

    • Thumb up 0 Thumb down 0

      Pois é! É um texto enorme só para um elevador. Mas acho que está no tamanho certo. Se tivesse mais seria excesso e se cortasse algo seria perda.

      A comédia foi só um gancho! Só para chamar a atenção e prender o leitor.

      A tirada, bem é um resumo da ópera. Para refrescar a memória e serve também para respirar um pouco depois da claustrofobia!

  • Shado Mador says:

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    Caguei de rir de glicose+diabetes!O texto é tensão pura , não acho que faltou descrição dos sentimentos dela , é evidente como ela brinca irônicamente numa especie de humor negro.Parece aqueles filmes que vc n desgruda o olho da tela porque se o cara desligar o telefone ou sair da cabine leva um tiro!Emocionante ,porem, como ela sobreviveu 1 semana sem agua?

    • Ana Bourg says:

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      Bear Grills tem a solução. :P

    • Thumb up 0 Thumb down 0

      Shado, essa é uma boa questão.

      Esse conto foi baseado em fatos reais. Na verdade, em somente um fato. Uma mulher na Espanha que ficou presa no elevador por uma semana.

      Vou procurar o link da noticia. Se encontrar eu posto aqui.

      Ah! Obrigado pelos elogios! Fico feliz que tenhas gostado do texto.

      • Thumb up 0 Thumb down 0

        Achei que ia demorar para achar, não levei 1 minuto!

        Está aí a noticia que usei como base para o conto. http://migre.me/40gcE

        • Shado Mador says:

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          Putz incrível a notícia , mas divulgaram detalhes como a cagada e os cacos de vidro ou foi um toque de genialidade?

          • Thumb up 0 Thumb down 0

            Não divulgaram nada. Somente que ela ficou presa oito dias no elevador.

            Todo o resto veio da imaginação de como seria ficar preso esse tempo no elevador, o que pensaria ou faria no lugar dela. =D

          • Shado Mador says:

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            ótimo , otimo.Você sucidaria no lugar dela?Eu faria o seguinte :

            -
            Pegaria o xixi e me lubrificaria para passar portinhola do teto.É muito alto para alançar mas nda de desespero: eu cataria o cocô esfregaria bem nas maos ,aliás dá um bom livro de manual de sobrevivencia em elevadores(Faça um cocôzão , esfregue na mão, faça bolinhos firmes de cocô…) , aí eu faria uma tortinha de cocô em cada mão , coclocaria os cacos no bolso, e então de uma forma bem simples eu ia subindo pelas paredes grudandando as mãos e tranquilo como o homem-aranha(WTF?) , ae depois de pasar pela portinhola , o cocô já teria acabado(precisamos ser realistas meus caros) e eu pegaria os cacos de vidro e ia enfando eels no metal , aço com concreto, ia enfiando na parede do fosso na força bruta mesmo(ta pensando que é mole? Eu sou brasileiro e não desito nunca!) , caco por caco ae sube um pouco , tira enfia um pouco mais alto, sobe assim por diante até sair do fosso.

            Viu como era simples?

            Viva a Rambo survivor science \o/ :D

            XD

          • Thumb up 0 Thumb down 0

            Hahaha! Pois é! Você me pegou de jeito. Eu não me mataria por nada! Mas a personagem que retratei sim… rsrsrs…

            E essa escapada. Misturou o Bear Grills + Magayver + Chuck Norris.

            Só faltou criar uma bomba para movimentar o elevador até o andar desejado! rsrsrs…



            Outra coisa que ela poderia fazer é colocar tudo o que ela tinha na bolsa e fazer uma montanha alta o suficiente para alcançar a portinhola! hahaha!

            Afinal esvaziar uma bolsa de uma mulher é quase como esvaziar um armario inteiro! hahaha!

          • Shado Mador says:

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            haushuahauhau concordo porque não pensamos nisso antes?

  • Thumb up 0 Thumb down 0

    Oi mano!

    Bom vou analisar seu texto pelo meu ponto de vista que é de alguém sem nenhum conhecimento de técnicas de escrita ou mesmo de um português decente… rsrrsrs

    Eu gostei muito do conto, gostei da forma em que ele é retratado. Não achei que faltou emoção.

    Penso da seguinte forma: Ela está contando a história, então ela não vai entregar cada emoção que ela passou à pessoa com quem ela esta narrando a história, até por isso ela adiciona humor na historia.

    Se fosse contado na hora não teria graça alguma, mas se ela está contando a historia à alguém ela acrescenta um humor à toda desgraça a qual ela passou para chamar atenção na história…

    É o que acontece quando passamos por uma situação muito difícil; na hora pode ter sido horrível, mas depois conseguimos olhar para traz e rir da desgraça…

  • Ranieri Cosmo Morilla says:

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    Sabe como é né?! Os pais precisam incentivar os filhos, por isso é que eu mando ele ir trabalhar todo dia! heheh
    Brincadira! Mas, com certeza, acho que esse foi o maior texto que eu já li na internet em toda a minha vida de informática (mais de vinte anos! hi, denunciei a minha idade… é que velho tem medo de parecer velho!) Tá vendo, ele herdou de mim esse negócio de falar muito!!!
    Mas, vamos ao caso, tem dias que realmente tudo dá errado e, que a gente gostaria de sequer ter acordado naquele dia, queríamos acordar no dia seguinte, com certeza (e, sem sentir falta alguma daquele que se passou!)! Acho que é esse o caso aqui… meio exagerado, mas, tudos bem… o homem adora o exagero, a destruição, o caos, o apocalipse (é o que mais vende! hehehe).
    Eu apenas acho uma injustiça que, ninguém perguntou se o elevador ficou bem, se ajudaram ele no final… mas, acho que ele também sobreviveu!
    Bom texto… esse menino tem futuro!

    • Shado Mador says:

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      A quadrilha(kkk familia) morilla dominou o blog todo!! Daqui apouco aprece Tio morilla , cunhado morilla ,l vó morilla , primo do vizinho do cunhado do colega do amigo de um chegado no conhecido morilla!!!!

      • Thumb up 0 Thumb down 0

        kkk! Pois é! Fico muito feliz com isso cara, principalmente com um comentário desses vindo do meu pai, que também é escritor.

        A minha irmã tbm está adorando acabar com minha imagem aqui no ONE! Só parou porque o pai tirou ela do PC!

        This Is MORILLAAAAAAAAAA! :D

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      Hahahaha! Valeu paizão! Hoje a familia está em peso aqui no ONE! Só Falta a mãe!

      Aí pessoal, vocês já podem ver de onde surge meu senso de humor! Um grande abraço paizão e boa sorte com seu livro!

      Estou lhe devendo colocar tuas poesias aqui no site! Preciso criar tua conta e publicar!

      Amo-te!

    • Thumb up 0 Thumb down 0

      Que irado! Seu pai novamente por aqui Rainier!! :D

      Seja bem vindo Morilla Macho Alfa!

      • Thumb up 0 Thumb down 0

        Pois é!

        O Morilla Macho Alfa mandou também duas poesias para eu postar por aqui! Só tenho que digitá-las, pois foram feitas no modo old scholl. Papel e lápis!

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    huhuhu dominação Morilla!

    É isso ai pai! pobre elevador, foi quebrado, mijado, defecado!

    Ele é que deve ter trauma da mulher XD

  • Asami says:

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    Cara… eu tenho traumas de elevadores, sei lá porque. Só sei que não gosto nem um pouquinho desses cubículos apertados, abafados, puxados por cabos que eu temor romperem a qualquer momento e ainda mais com aquelas musiquinhas chatas! Arrepio só de pensar! Oo”"” Depois desse conto então, só vou de escada, mesmo que seja para o quiquagésimo centésimo vigésimo primeiro andar de um prédio. O conto em si ficou muito bom, muito desesperador especialmente para uma pessoa claustrofóbica como eu. O ritmo da narrativa ficou maravilhoso, aumentando a tensão a cada nova sentença e a personagem em si me foi bastante curiosa: acho que qualquer outra mulher no mundo (talvez seja exagero, mas a maioria) teria arrancado os cabelos na segunda hora de confinamento :D Gostei demais do clima de suspense, muito bom, Rainier.

    • Thumb up 0 Thumb down 0

      Quando criança eu tinha um medo ferrenho de um único elevador. O da Torre de TV de Brasília. Era uma subida de 75 metros, sem paradas. A gente fica um tempão no elevador sem nenhum som, e eu sempre imaginava ele travando no meio do caminho sem que houvesse saídas.

      Ah! Obrigado pelos elogios! Me agrada muito saber que vocês gostaram do texto! Valeu Demais.

      • Asami says:

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        Quando eu era criança eu amava elevadores. Entrava dentro deles e só ficava apertando os botõezinhos pra sentir ele subindo e descendo. Foi depois de minha mãe chegar falando sobre um episódio que ocorreu com ela e outras quinze professoras, onde o elevador de um prédio em BH parou no meio do caminho e ficou por algum tempo sem se mover e sem energia que eu peguei trauma. Desde então, suo frio cada vez que entro dentro de um. Por isso mesmo que eu prefiro morrer subindo trocentos andares de escada a subir dois com um elevador.

        • Thumb up 0 Thumb down 0

          Que triste! Eu tbm era assim com o famoso Kamikase. (Brinquedo do ITA parques e do Playcenter). Eu gostava até o dia em que, na minha cidade natal, o brinquedo travou e as pessoas ficaram uma hora presas de ponta cabeça.

          À partir deste dia eu nunca mais consegui ir neste brinquedo. Somente depois de 5 anos eu consegui subir novamente em um. Nesse mesmo dia fui 7 vezes para compensar todas as outras vezes que não fui! Foi uma verdadeira catarse!

          Quanto ao elevador, eu prefiro escadas à ele. Até uns 5 andares é mais rápido as escadas, sem contar o exercício físico.

          Agora quando é mais do que isso já é demais para subir os degraus.

          • Ana Bourg says:

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            hahaha. O Kamikase é tão famoso quanto infame. XD

            Na minha cidade, aparecia isso aí todas as férias e todo mundo que eu conhecia ia, menos eu.

            Um dia minhas amigas tentaram me levar a força, mas me recusei da dar o ingresso pro funcionário do parquinho e ele “foi obrigado” a me deixar sair.

            O pior é que eu gosto de montanha russa com looping. =o
            mas ficar girando e correndo o risco de travar lá em cima já é pedir muito.
            lol

            ah, Rainier, chegou o email com o seu texto comentado? ^_^

          • Asami says:

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            Eu ja fui num negócio desses! É até estranho a garota que morre de medo de elevador ser louca com Kamikase, mas eu sou… ou era, sei lá. Depois dessa notícia fiquei com um pé atrás, mas eu acho que não tanto quanto elevador. Meu problema maior com elevadores é que eu fico angustiada ao saber que estou “entalada” dentro de um prédio, é apertado e escuro e… cheguei arrepiar.
            -
            Também love montanha russa com looping / acho que só de ver um espaço aberto eu me sinto melhor, vai entender o0″

          • Thumb up 0 Thumb down 0

            Eu adoro tudo o que faz a adrenalina subir aos céus! Eu já tinha pulado de Sky Coaster em salto livre de 60 metros de altura mas não tinha coragem de ir em um Kamikase de 15! Vai entender… hushusahusahu

            Em BSB aparecia tbm em todas as férias. Eu ia em todos os brinquedos, mas se virava de ponta cabeça, (Exceto montanhas russas com looping) eu ía!

            Ana, montanhas russas com looping são diferentes de brinquedos em que o centro da atenção é só virar de ponta cabeça! Na montanha russa tem velocidade, e você fica de ponta cabeça por um curto periodo de tempo!

            O que não entendo é a Asami que gosta de um lugar apertado que vira de ponta cabeça e não gosta de elevador.

            Eu teria muito mais medo de ficar preso de ponta cabeça do que ficar preso em um elevador.

            E sim, brinquedos com espaço livre e vento na cabeça são os melhores!

          • Asami says:

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            Claustrofobia, caro Rainier. Medo de locais fechados e apertados, eu acho. Se bem que nem é medo, medo. Tá mais pra agonia. Eu não sei se suportaria bem ficar em um local espremido e intalado no meio de tantas paredes X_x Acho que, por exemplo, ao contrário de meu pai que tem labirintite, eu ficaria melhor presa em um elevador com vista panorâmica que em um normal. Já os brinquedos, é porque não são de todo fechados. Se fosse o contrário, garanto que não pisaria neles :D

        • Thumb up 0 Thumb down 0

          Cara, eu tenho mais agonia de elevadores com vista panoramica.

          Sempre me lembra de um amigo que está quase à 2 anos em coma no Albert Einstein. Para chegar ao quarto em que ele está é necessário passar por um elevador panorâmico.

          Já bateu até um frio na barriga e saudades daquele cara!

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    Ana, recebi seu email sim. Todas as dicas foram extremamente importantes!

    Eu concordo muito com você sobre o ponto de vista que faltou alguma coisa. Mas tudo o que escrevemos parece complicar demais uma história que é infantil.

    Se eu for discutir a divindade colocada, se for tentar explicar à gota todas as coisas, eu colocarei muita realidade. O que estraga um pouco a perspectiva que eu queria colocar.

    Mas como preencher esse algo que falta? Não sei. As tuas dicas me ajudaram mas eu sinceramente não sei bem o que fazer.

    Vou tentar criar uma mitologia ainda maior! Colocar mais alegorias e tentar explicar o ciclo através do ponto de vista da gota.

    Vou responder o email de uma forma mais elaborada, com as correções no texto. Por isso a demora (além da preguiça… rsrsrs) de responder.

    Muito obrigado pela tua ajuda! Sem ela este conto iria ficar mais uns 6 mêses no armário. (Pois é, escrevi essa história em Agosto o ano passado.)

  • Thumb up 0 Thumb down 0

    mt bom! sinistro, claustrofobico! consegue prender e não ser cansativo apesar do tamanho.
    nd mal p/ um “primeiro conto escrito na vida”, parabens!

  • Franz Lima says:

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    Ótima narrativa, Rainier. A agonia e o medo da personagem são palpáveis. É possível acompanhar e compartilhar o sofrimento dela.
    Contudo, achei o período do cárcere muito grande, ainda que haja muitos elevadores. Também não vi muita lógica em uma vendedora péssima que mora em um prédio com sete elevadores e vinte e cinco andares.
    Creio que isto seria resolvido com uma mudança em Bete, colocando-a em uma posição melhor, mas com igual fracasso no desempenho. No mais, a história é ótima…
    Sucesso!
    Franz.

    • Thumb up 0 Thumb down 0

      O período de cárcere vem de fatos reais. Quanto à quantidade de elevadores o pessoal do falando por cima também falou.

      Eu já vi prédios assim, mas realmente não seria para pessoas do nível social dela… Acho que mudar a quantidade de elevadores e de andares já pode mudar a história. De qualquer forma é uma boa dica.

      Obrigado Franz!

      • Franz Lima says:

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        Amigo, é uma honra poder ler e apoiar escritores como você. Um grande abraço…

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