Ocasos de Guerra – 3 – Ilring Thegan
Escritor: Hamilton Barbosa
As sentinelas da muralha observavam a chegada de mais uma companhia. Sir Royce e Sir Grayce retornavam para Bertioga, mas dessa vez não eram recebidos pelas multidões em que estavam acostumados. Sua missão agora era secreta, e só eles, o senhor seu pai e mais alguns outros capitães sabiam do que se tratava.
Cruzaram o portão de ferro sob a luz de dois archotes. Estava frio, e a brisa do leste, que vinha com o mar, deitava-se sobre o chão rochoso da cidade. As ruas estavam vazias, e o povo mantinha-se escondido dentro de suas casas. Podia-se ver uma ou duas janelinhas abertas, surrupiadas e com as frestas quebradas, mas de resto, todas as outras estavam trancafiadas e com cortinas guarnecendo-as. A plebe não gostava de noites frias. Distante, a bandeirola do Touro Escarlate erguia-se bem alto, no centro do palácio de Lorde Ilring Thegan. Uma tropa de piqueiros aguardava silenciosa pela chegada dos irmãos. Escoltá-los-iam até os aposentos de Vossa Senhoria, como estavam ordenados.
Sir Royce cavalgava calado. Ouvia o som dos cascos de seu corcel estalando na pedra dura. Ouvia o tilintar de espadas; o choque do metal contra metal, dos soldados de seu pai treinando no pátio. Ouvia até mesmo o miado de um ou outro gato esfomeado, ronronando por comida nas sarjetas sujas, esmolando ossos duros e sem carne. Podia ver a decadência ascendente de sua orgulhosa cidade, e emudecia perante sua impotência em fazer algo a respeito. Na verdade, ou ao menos pensava ele, havia uma maneira de salvar Bertioga; apenas uma. Aquela guerra que se projetava no oeste, a sua guerra, traria enormes benefícios, títulos, posses, terras, poder, principalmente poder, para quem a vencesse. Ele veria novamente a glória de sua cidade restaurada, transformaria aquela decadente urbe em uma cidadela da justiça. A oportunidade não poderia escapulir-lhe das mãos, não novamente.
E por isso, somente uma coisa povoava seu consciente.
A visão de um montante de ouro sem igual, chamejando em dourado, tão reluzente quanto o sol e os astros que permeavam o céu azul, ainda não havia abandonado o pensamento do nobre. Nem em seus melhores devaneios imaginara achar tal quantia formidável. Saquearam tudo o que conseguiram; cada montaria carregando o dobro de peso no lombo. Atrás do irmão e de trinta cavaleiros vinham quatro enormes carroças, carregadas por dois corpulentos touros cada. Dentro delas havia mais moedas do que um homem comum poderia contar. Estavam guardadas por lonas espessas que haviam sido amarradas firmemente às carruagens de madeira, com a maior precaução. Os guardas estavam ao lado, vigilantes, e vieram todo o caminho de volta com o aço em punho. Nenhum salteador qualquer ou tribo bárbara ousou se entrepor aos cavaleiros do Touro, no retorno à Bertioga.
Sir Grayce via aquelas duas carroças abarrotadas de ouro, e se preocupava. Não sabia o que ia acontecer, e isso o assustava muito. Ansiava, acima de tudo, por chegar em casa e descansar uma merecida noite tranquila, refrescando-se com a brisa gentil do mar. Em Bertioga, naquelas ruas que ele tão bem conhecia, não parecia ser um cavaleiro espadaúdo, ávido por torneios e glória. Claramente demonstrava ser o oposto disso. A ideia de lutar em uma guerra aberta contra os senhores do oeste assombrava seus pensamentos e tirava-lhe o sono. Quem sabe em casa, sua cabeça poderia repousar tranquila sobre um travesseiro qualquer em algum leito macio.
A companhia de cavaleiros agora subia um pequeno monte cimentado, onde se erguia a fortaleza dos Thegan, protetores do Leste e da costa real. Um arauto, acompanhado por seus piqueiros, aguardava a chegada dos filhos de Lorde Ilring. O mar chocava-se contra o porto de pedra da cidade quando as montarias dos dois irmãos alcançaram o cume da Fortaleza Rochosa.
As garras do portão principal retraíram-se, alçadas até se encontrarem com o concreto duro. Sir Royce então adentrou novamente em sua casa, e aos seus olhos ela agora parecia muito mais agradável do que antes. Carregava em sua espada o fardo, o peso do assassinato, e até mesmo sua alma fria precisava descansar e pôr os pensamentos em ordem. Em casa, sob a proteção das muralhas de sua família, e ungido com a oração de todo um povo, ele poderia, finalmente, sossegar em paz.
Já Sir Grayce tinha outros pensamentos. Calculava as consequências de suas atitudes, e tentava antecipar a reação do pai, mas nem ele nem o irmão poderiam prever o que diria Lorde Ilring. Talvez tivessem ido longe demais. Talvez, no calor do momento, a razão cedera à cólera. Ninguém sabia ao certo, mas ambos esperavam pelo inusitado.
O arauto dos Thegan, diante da presença de seus soberanos, fez alta reverência. Empregados vieram guardar as montarias e levá-las para o banho. A tropa de piqueiros, um simbolismo sempre presente para agradar às multidões curiosas, fora logo dispensada, pois ninguém assistia a chegada dos senhores de Bertioga dessa vez.
- Vossa senhoria, Lorde Ilring Thegan, aguarda ansioso a chegada de seus filhos. – Disse o pequeno servidor, abaixando a cabeça até o chão. – Ele os espera na biblioteca. Creio que os senhores desejam vê-lo agora, pois não?
-Sim. – Respondeu Sir Royce. – Guie-nos. – Ordenou, mas mal prestava atenção no que dizia. Estranhava o fato do pai ainda estar acordado em uma hora daquelas. Bem sabia que Ilring desfrutava de uma boca cama macia. “Talvez já tenha iniciado os preparativos”, pensou, e pôde ver que seu irmão se perguntava a mesma coisa.
Logo os três caminhavam pelos corredores cinzentos da Fortaleza Rochosa. O vento noturno esgueirava-se frio pelas frestas rústicas da morada dos Thegan. Sir Grayce sentia fortes calafrios. Mal podia esperar para adentrar na câmara da biblioteca, que mantinha-se sempre aquecida e com brasas ardentes na lareira. Olhava para cima, acompanhando as rachaduras disformes do teto. Eram-lhe estranhas, escuras e vazias, assim como sua mente, naquele momento. Não notou o tempo passar, até que sua pele, que antes estava úmida como um pêssego, aqueceu-se com um calor sereno. Foi aí que seus olhos desceram e encontraram-se com os olhos de seu pai.
Lorde Ilring estava caído sobre a mesa. Debruçado em papéis, mapas, formações militares, rações populacionais e todo o tipo de papelada que um senhor gostaria de evitar. Os olhos firmes estavam marcados pelo cansaço, tomados por fundas olheiras. O rosto estava abatido, baqueado, como se prestes a presenciar o próprio funeral.
Os três Thegan então encararam-se. Cumprimentaram-se apenas com os olhares, e então Ilring ordenou a saída de seu serviçal, que prontamente removeu-se do compartimento. Um silêncio tenso como a morte instaurou-se no ar.
Sir Grayce estava surpreso. O estado físico de seu pai era deplorável. O velho não mais ostentava a mesma força de antes. Sua barba estava desnivelada, as costas arqueadas, envergadas com o peso da preocupação, e até mesmo as ricas vestes de linho mantinham-se surradas e deterioradas, como se fossem pertences de um pedinte.
- Não durmo há três dias. – Disparou o soberano Thegan, vendo os filhos sentarem-se à mesma mesa que agora abrigava seu corpo cansado. Não era homem de meias palavras. Para ele não haviam tentativas, só vitórias ou derrotas. – Sucesso?
- O senhor nem imagina! – Respondeu Royce, com furor nos olhos. – Na segurança de nossas muralhas jazem quatro carroças, abarrotadas com o mais caro ouro que o reino possa produzir, enchidas até a tampa com tantas joias que nem mesmo o conselheiro poderia contar.
Lorde Ilring refletiu. Viu que seu outro filho não compartilhava da reação do irmão, mas já havia previsto isso. “Quatro carroças são mais do que suficientes” Pensou. Isso era bom, muito bom, mas todo ato tem sua consequência, e ele esperava que fosse a consequência certa. – A que custo? – Indagou, e viu os olhos de seu filho Grayce distanciarem-se em busca das chamas quentes que resfolegavam na lareira.
- Mais ou menos 100 camponeses no monastério. Matamos uns outros no caminho de volta e queimamos duas ou três vilas. – Revelou Royce, e seu rosto não abandonava um sorriso malicioso. – O alce passou por todas as terras de nossos inimigos. Homens de Sir Walter, Sir Trevan e Sir Coen foram mortos e suas mulheres brincaram com alguns de nossos rapazes. Se Lorde Ghauder for mesmo homem que justifique sua fama, não terá alternativa a não ser levantar suas tropas e marchar.
- Ninguém tem certeza disso ainda. Seus vassalos foram atacados, não ele. – Ponderou Grayce.
Lorde Ilring contemplava, pensativo. Fazia dias que ansiava por informações. Muita coisa estava em jogo. Sua casa, sua família, e coisas que nem mesmo seus filhos imaginariam. – Há muitos anos lutei ao lado de Henri Ghauder, e posso dizer que ele é um sujeito de honra. Se o que diz é mesmo verdade, filho, não me resta dúvidas; ele irá reunir um exército e atacar.
- A questão é: Quem? – Questionou Sir Grayce, meio que para si mesmo. – Pai, preste atenção no que digo. Não sabemos se Lorde Ghauder morderá a isca. Imagine o que pode acontecer se Eamon e Ghauder descobrirem a verdade?! Certamente se unirão, e formarão uma hoste imensa que não tardará para cruzar meio reino e nos sitiar bem aqui, em Bertioga. Não podemos enfrentar o poder dos dois ao mesmo tempo. É sandice!
Royce então foi pego de surpresa. Não esperava oposição do pai, muito menos do irmão. Foi então que finalmente percebeu que Grayce não o acompanharia nessa guerra, não estava disposto a arriscar. Mas ele e Grayce tinham pensamentos muito diferentes. Não perderia essa oportunidade de ouro, não dessa vez. - Lorde Ghauder vai morder a isca sim! Todos viram o estandarte de Eamon. Está lá, agora, fincado na terra manchada de sangue. Evitamos falar nossos nomes e vestimos as couraças do Alce prateado. Não há como eles descobrirem a verdade.
- Sempre há uma maneira jovem Royce. Sempre há uma maneira… – Falou o pai, enquanto martelava sua mente à busca de alguma resolução. – Não enfrentaremos o Alce e o Corcel ao mesmo tempo. Aguardaremos o próximo passo dos inimigos, o movimento seguinte deste tabuleiro de guerra. Se eles se digladiarem, teremos nossa chance, agora se Ghauder de alguma forma descobrir a verdade e vier se apresentar para uma luta, teremos de estar preparados.
-Ele virá com Eamon. – Pronunciou-se Royce.
- Ou pior, Cedric. Devo convocar os soldados, pai? – Indagou Grayce, ansioso por saber o que estava por vir. A mão cerrada apoiava o queixo duro, inflexível. A última coisa que queria era uma guerra aberta contra todas as famílias unidas do forte oeste, principalmente sobre a bandeira do rei.
- Não. Isso despertaria muitas suspeitas. – Falou. – Hoje vocês chegam cansados e fatigados de tão longa viagem. Deixemos este assunto para a aurora de amanhã, que será mais bela e revigorante. Agora vão tirar essas armaduras pesadas e se unam a mim no jantar. – Ordenou.
Sir Royce então explodiu em raiva muito bem camuflada. Seus olhos permaneciam fixos, encarando a silhueta do irmão. Sua visão não enxergava as peripécias da política, as oportunidades diplomáticas tão bem delineadas por seu irmão e seu pai. Para ele, ganharia aquele que tivesse maior bastão, e esse pensamento, sempre presente, nunca abandonara sua mente.
- Me procure após o jantar. – Falou ao irmão Grayce, logo antes de fechar a pesada porta da biblioteca e deixar para trás todos aqueles problemas. Seus problemas.
E então os três senhores de Bertioga dividiram os caminhos por alguns instantes. Ilring permaneceu na biblioteca, onde convocou todo seu generalato para discutir planos de guerra. Royce rumou ao quartel, para ter com os homens e conversar um pouco sobre tudo. Já Grayce, aflito, buscou refúgio no canto mais alto de sua casa cimentada.
Olhava ele o céu frio e imutável; as mãos, escoradas no parapeito rochoso, tateavam em busca de algo. Ansiava por ver sua mulher e filha. Ansiava por poder ouvir o riso de sua pequena princesa, ou após aquele dia cansativo receber um afago carinhoso, mas tudo isso era impossível. Elas estavam bem longe dali, nos verdes domínios de um parente distante. Nestes tempos de tormenta era o mais seguro a fazer, pois lá estariam protegidas se a fúria dos inimigos atingisse Bertioga.
- Tolo Royce! – Urrou bem alto, mas não havia ninguém para escutá-lo. Sua mente não suportava mais a pressão do que estava por vir. Podia ver seu povo esfomeado, escravizado às pesadas correntes dos senhores do oeste. Podia sentir o calor das chamas que queimariam aqueles campos verdes, por onde, quando criança, ele brincara tão inocente. Podia, por fim, ver sua casa ardendo, destroçada em ruínas, e foi então que sentiu-se exausto, cansado de formentar guerras, e até o último músculo de seu corpo desejou repousar em uma cama macia.
Seus pensamentos e reflexões foram interrompidos pela chegada de um rosto amigo, que há muito não emprestava seus conselhos para o jovem nobre.
- Parece-me que a conversa com seu pai não foi das melhores. Eu estou errado? – Indagou o sujeito. Estava sem armadura, e trajava-se somente com as vestes robustas do Touro Escarlate. As suíças douradas de sua face saltavam arrepiadas com o frio daquela noite abissal.
- Mais certo impossível meu caro… – Lamentou. Os olhos mareados denunciavam a tristeza aparente.
- Temo por você e por nossas terras, mas o que foi feito é passado. Não preciso lembrá-lo do fato de que você foi um dos primeiros a erguer a mão quando seu pai declarara sua vontade de guerrear contra Lorde Ghauder.
- Por favor, não me lembre. Não sei o que se passava em minha cabeça. – Lastimou amargo como as frutas de dezembro. O rosto estava abatido como nunca estivera antes.
- Hora não falemos de tais infortúnios. Onde estão as meninas? – Indagou o amigo, deslizando-se sorrateiro até a varanda gelada. Encontrava-se agora escorado ao lado de Grayce.
- No interior. O duque de Chantia acolheu-as alegremente a pedido de meu pai. – Respondeu, taciturno.
- Quem, Montsebrean? Aquela coruja velha não negaria nada à lorde Thegan, nem um pedido se quer, e não pense que é por lealdade. Da próxima vez que se encontrarem experimente pedir para que ele abaixe as calças e acabe logo com o resto de dignidade que ainda tem!
- Ai de mim para presenciar esta cena! – Brincou, e ambos riram um pouco por alguns frouxos segundos.
Condestável Dane, aquele que agora emprestava os ouvidos à Grayce, era um homem anormalmente simples, que passara a vida treinando na academia militar. Não se dava o luxo de ter mulher e filhos, pois isso, dizia ele, “nos torna vulneráveis para nossos inimigos, e inermes para consigo mesmos”. Apego era algo que não tinha, à exceção de sua terra e sua espada, algoz de mil oponentes, servidora da integridade. Em breve seria general, todos diziam, mas Gregory Dane não se deixava influenciar. Ele queria somente defender sua pátria, cuidar de seu povo, e fornicar com uma ou duas prostitutas de vez em quando.
- Jovem Grayce, não se aflita. – Falou. O tom conciliador sempre presente em sua voz. – Até mesmo o eunuco cego que serve o chá do conselheiro toda tarde poderia perceber que você afunda-se em pensamentos sombrios. Essa guerra, se vier mesmo a acontecer, penderá para nosso lado. Teremos muito tempo para se preparar. O inverno se avizinha, e com ele alguns meses de letargia. Além do mais, não sabemos se nossos inimigos de fato atacarão, e mesmo que sim, tenho a plena certeza de que se deterão nessas muralhas inexpugnáveis que nunca antes foram violadas.
Grayce Thegan não conformava-se. Doía-lhe ver o que poderia acontecer com Bertioga em um futuro cada vez mais próximo. Doía-lhe mais, porém, saber que ele compactuara com aquilo, apenas algumas semanas atrás.
- O senhor bem sabe que partimos, eu e Royce, para as terras de Ghauder. – Pronunciou, ao que o velho balançou a cabeça positivamente. – Pois saiba também que matamos, estupramos, pusemos abaixo todas as casas que encontramos. Arrasamos um monastério, meu bom homem, um monastério! Como chegamos a isso? – Perguntou-se, soturno.
- Um homem sábio certa vez me disse que um monastério é um lugar como qualquer outro. Suas paredes são de cimento e o teto é feito de madeira ou palha.
- É, de fato, mas é também uma casa sagrada que não deve ser profanada! – Rosnou, e sentiu o sangue ferver em seu corpo gelado. O sangue quente dos Thegan. – Tiranos, tiranos nós somos.
Gregory Dane entendia bem que sentimento era aquele. Ele mesmo, quando era jovem, cometera erros muito parecidos com os de seu suserano. A calma e paciência, lembrava-se, eram ainda o melhor remédio para a paz e a redenção. – Acalme-se filho. Urrar em fúria aos céus não melhorará em nada as coisas.
- Me acalmar? Me acalmar?! Neste exato momento em que conversamos, condestável, Lorde Ghauder reúne uma hoste enorme que em duas semanas pode prostrar-se diante a nossos portões. Eamon, ao sul, virá ainda mais rápido com sua cavalaria de batalha. Não podemos enfrentar essa guerra sozinhos! Isso é loucura, é insanidade.
- E quem, dentre todos os sábios e bons homens desta farta terra pode prever o que irá acontecer? Tenha fé meu senhor; não pense que seu pai é demente como um bobo da corte. Há tempos ele manda suas serpentes para o oeste. Há tempos ele cria rivalidade, instiga, incita nossos oponentes uns contra os outros. Isso será só a gota d’água, e se o pior vier, saiba que seu pai tem muitos vassalos valorosos, e vossa casa mais prestígio do que imagina. No final, creio que assistiremos Ghauder e Eamon se afundarem em uma luta insensata, e quando o momento chegar, seu pai saberá o que fazer.
O jovem Thegan permaneceu calado, sentindo o frio que agora percorria os ares da noite. Talvez, todos aqueles conselhos estivessem certos, e ele próprio estava sendo insensato. Talvez, o que fosse acontecer não estivesse mais em suas mãos, já tivesse fugido à esfera de seu poder. No final, sabia que só teria uma coisa a fazer; concordar e lutar.
- Adoro nossas conversas Gregory. – Comentou, um pouco sarcástico. – Me renovam as energias e as esperanças. Talvez o senhor deva dialogar mais com meu irmão Royce; seria um frenesi épico, sem dúvida. Épico…
Condestável Dane percebeu que era hora de se retirar. Deixaria seu senhor refletir sozinho durante o pouco tempo que lhe restava antes do jantar. Antes de abandonar o aposento do nobre, porém, ouviu Grayce praguejar contra aquilo tudo, disparando agouros para todos os lados. Partiu então, e não olhou mais para trás.
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Cara a parte 3 foi muito explicativa apesar do tempo cronologico não ser muito grande, o tempo pscologico nos faz entender cada vez mais os desgnios da historia e viajar sobre os pilares de um reino.Muito mas muito bem escrito ,o conjunto das passagens são um livro neh?Você tem que publicar porque está muito bom.Estou ansioso pela próxima parte.
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Desculpe a ignorância:
mas o que é espadaúdo? por acaso seria bom na espada?
e Bertioga só conheço no litoral de São Paulo , é um nome europeu?
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“a decadência ascendente de sua orgulhosa cidade” cara essa frase é gramaticalmente e semanticamente linda!
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Continue assim que o texto, a história está ótima -louco para ver aparte 4-.:D
Wow vlw pelo comentário.
Bertioga foi um nome criado por mim, mas acho que possui traços europeus.
Espadaúdo é aquele que tem amplas espáduas, ou ombros largos ^^.
Vou continuar graças a comentários como os seus.
Vlw
hauhauhauhauahu bom na espada XD
Pessoal, pode parecer irresponsabilidade minha, mas eu gostaria de esclarecer uma coisa aqui.
Estes contos fazem parte um livro meu, e são todos capítulos desta obra maior. Sendo que na data de publicação, eu enviei os textos sem uma correção adequada, e sem verificar como ficou o conjunto da obra. Agora que eu reescrevi o livro todo e tenho ele completo em meu word, fico com pena de continuar a história sabendo que os primeiros capítulos já publicados estão inferiores ao resto da obra e não apresentam corretamente os arcos da história.
Gostaria de saber se posso reenviar os textos para nosso anfitrião, sendo que ele poderia publicar como novos e deletar estes aqui ou apenas atualizar este texto.
Por favor, me ajudem!
Abraçs…
Camarada, o guns já lhe atendeu?
–
Conseguiu corrigir o texto?
Não, mas publiquei a nova (e definitiva) versão.
Tou esperando teu comentário ainda!
Pessoal, criei um blog para divulgar a história, que foi completamente revisada e refeita.
Por favor quem puder passar la para da umas dicas eu agradeço!
http://ermosdeferro.blogspot.com/
vlw!