“Neo Brasilis” Ato 1 – Cap. 1 : Inicio do Fim
Escritor: Pedro Horta
O ano era 2342, e a humanidade estava já tendo de enfrentar o segundo cavaleiro do apocalipse : a peste. Não como os textos originais diziam, mas nem assim menos devastadora. As pessoas que sobreviveram à grande fome, que eram apenas metade da população a partir do ano de 2021, era dizimada às centenas por hordas de criaturas enfermas e grotescas, como que parcialmente decompostas, que antes foram homens e mulheres comuns, apenas para levantar depois de doze horas e se juntar aos grandes grupos de devoradores de carne humana. As últimas grandes cidades, capitais de estados de países outrora emergentes como o Brasil, eram divididas em pequenos focos de humanos comuns, organizados de forma quase feudal e com líderes de dinastias e clãs bem definidos. Essas comunidades eram chamadas cromlechs, e tinham pouca, ou mesmo nenhuma, conexão com as outras cidades.
Aqui neste texto nos referimos a um grupo de cinco pessoas, outrora tão diferentes tanto em ofício quanto em personalidade, mas agora unidos pela necessidade. Como assim? Hora, se você está preso à duas semanas no parque Trianon, cercado por todos os lados por zumbis turistas, toda ajuda é bem vinda. Enfim, essas cinco pessoas eram o engenheiro Marcos, a clínica geral Ana, o escritor Rodrigo, o escoteiro de doze anos Thiago e o seu pai, o advogado Oswaldo. Depois conheceremos cada um deles em detalhes. Agora, vejamos a fatídica tarde de outubro em que eles conseguiram chegar ao cromlech sob o comando dos irmãos Di Fiori.
Era a última dezena de nozes que sobrara na clareira onde eles estavam se escondendo dos zumbis. Ficavam naquele exato lugar por ser bem úmido, e a umidade durante o dia deixa os zumbis tontos e sem ação. Enquanto Oswaldo e Marcos as quebravam, Thiago e Ana juntavam os equipamentos e armas improvisados e apagavam todos os sinais de que eles passaram por ali e Rodrigo ficava sentado na sombra de uma árvore, anotando em seu livro-diário como de costume. Com as malas prontas e a comida pronta para ser carregada junto, eles partiram. Foi uma caminhada dura até onde um dia foi a estação de metrô Trianon-Masp, pois plantas brotavam do solo da avenida e o asfalto que sobrava por ali queimava os pés a muito descalsos dos viajantes. Ao chegar na estação em si, gastaram cerca de uma hora e meia abrindo caminho entre os defuntos comuns e os que ainda andavam por lá. Com isso, chegaram na área sob o comando do cromlech dos Di Fiori depois do anoitecer, e lá ficaram acampados até o amanhecer e então partiram para o Museu do Ipiranga, que agora era chamado Pallazo di Fiori, e era onde se apresentariam aos líderes Lucca e Giovanni di Fiori, que diriam se eles poderiam ou não ficar sob o abrigo deles.
Infelizmente para um deles, primeiras impressões são as mais importantes.
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O tema requer um diferencial pra merecer destaque, mas isso não pode ser julgado ainda nesse capitulo. Escreve bem, vejamos no que vai dar.
Obrigado mesmo pelo elogio cara! Estou apenas comecando, mas sempre que um hobby e reconhecido e muito gratificante. Logo postarei o segundo capitulo. Se quiserem ver a historia em tempo real, visitem http://historiasdopedro.wordpress.com