Eu sou dela um mero amigo
Escritor: Tom Araújo
E novamente ela vem me fazer companhia
Vem e se acomoda como se fosse bem vinda
Chega de repente sem tocar a campainha
Mas não há nada a se fazer e a culpa é minha
Ela é a única que me compreende
Ela me acalma, ela me fortalece
Com ela sinto frio quando está quente
Mas quando se acostuma, também se esquece
Ela faz parte de mim, está presa aqui
E não há nada que eu possa fazer
Todo esforço é em vão, não posso fugir
Posso apenas aceitá-la calado e sofrer
Mas não me importo mais, não mais
Agora somos um só, sem ela eu não seria
Isso em que me tornou não se desfaz
Sem ela em minhas noites ainda mais eu sofreria
Ela me aceita, eu não tenho escolha
Ela não me critica, ela me escolheu
Me sinto preso, como em uma bolha
E todo sofrimento, é sempre todo meu
Para você não faz diferença saber quem ela é
Você é apenas mais um dentre tantos outros
Para você que prefere se esconder atrás da fé
Ela calma e paciente vai te destruindo aos poucos
Ela está sempre por perto, esperando a hora
A hora de se esconder e te possuir
Momento esse que pode ser nunca ou agora
Não corra pois não adianta, você não vai fugir
Mas se você prefere saber, ela está aqui, comigo
Se queres mesmo conhecer, tudo bem eu lhe digo
Ela é o sentimento mais odiado, o mais temido
Ela é a solidão e eu sou dela um mero amigo…
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Amei o jeito que escreves.
Acho ótimo que tenha gostado, em breve posto mais um… ^^
Bom poema. Gostei bastante.
Achei as rimas muito bem feitas.
Muito obrigado
O final me derrubou, muito bom cara. AS rimas também ficaram boas.
haha, tem um efeito surpresa né =D obrigado pelo comentário.
Gostei muito do texto, espero ler outros.
Obrigado, pretendo postar mais sim…
Ficou bacana Carinha
Thanks ^^
Quase parei no meio do texto, achando-o um tanto clichê… a necessidade da rima, a construção frasal não me soava poética o suficiente, não sei. Mas ainda bem que terminei, pois o último parágrafo me conquistou… e quando o fim é bom, o texto inteiro faz sentido para mim. Parabéns.