Insônia ou Ilusão?
Escritora: Paula Konrath Fleck
Não era como se eu esperasse, mas aqueles cinco minutos quase levaram minha vida à se perder.
Estava eu inquieto em meu quarto, mais precisamente em minha cama, deitado. Apenas deitado. O sono que eu tanto aguardava, nada de chegar.
Meus pensamentos giravam em minha mente, fazendo-me flutuar, viajar, de um modo inigualável. O tédio estava me consumindo-
Então ouço barulhos vindo do andar de baixo.
Rapidamente sento na cama, atendo, todo à ouvidos. O que seria? Um pássaro na janela? O carteiro louco? Um ladrão?…
Pareciam passos.
Ergui-me da cama, caminhando lentamente e como um gato. Tenho que admitir, era bom nisso. De acordo com minha grande amiga insônia, a hora estava em torno de 8h30 a.m.. O Sol já batia ferozmente em minha janela, em plena primavera.
Decidi descer: Não calcei nem vesti nada. Não havia tempo.
A adrenalina tranbordava pelo meu corpo, fazendo-me suar frio e ficar mais atento. Apesar de tudo, eu gostava dessa sensação.
Abri a porta lentamente, que gemeu como uma senhora idosa. Automaticamente olhei em volta. Observei minha janela, que agora já não mostrava sob seus vazados, o Sol esquivando-se para dentro do meu aposento.
Por um momento achei melhor aguardar. Ele não sairia sem mexer-se, e, ao que tudo indicava, ele estava parado no centro da cozinha.
Ouço novamente os paços. Tensão passou por todo o meu corpo, fazendo-me tremer, dos pés à cabeça. Então talvez não havia sido uma mera ilusão.
Virei-me de costas para a escada e forcei uma pálpebra à outra, em meus olhos. Respirei fundo. Ouvi o vento, forte. Aguardei e, o Sol voltou a brilhar e invadir instantaneamente meu quarto. Ainda de olhos fechados, voltei-me de fronte à escada.
Havia uma sombra. Ele usava um longo casaco e chapéu.
Por um segundo achei que tudo havia se perdido, vou morrer, ele vai me assassinar e roubar tudo, pensei.
E quando achei que era o fim, vi a solução: Ao final da escada avistei um velho e imprevisível guardachuva. Era minha chance. Oh, Deus, é minha chance de mostrar-lhe!
O Sol agora estava intenso, e a cada passo silencioso dado, parecia que a estrela mais intensa e nítida ficava.
Aos pés da escada não aguentava-me mais: O estômago já totalmente revirado, devido a tensão psicossomática; a camisa totalmente encharcada de suor, as mãos trêmulas, adoecidas. Respirei fundo e agarrei o guardachuva.
O homem movimento nenhum fazia, talvez só aguardava o momento certo para…
Mas eu seria mais rápido. Ah, não seria um infeliz desses que teria a sorte grande de roubar tudo, ou seja lá o que ele estava fazendo…
Num grito abafado de angústia e bravura, fechando os olhos e, virando o guardachuva, golpeei, golpeei e golpeei-o, no estômago. Furei-o todo. Pelo menos é isso que pensava ter feito; ainda estava de olhos fechados. Acho que furei-o todo, pensava. Acabei com ele, é o fim dele! Só imaginava.
Abri os olhos e olhei para ele.
Então eu vi: Com vinte anos de uso, o casaco cor cinza-escuro que ganhei de minha mãe já amassado e devidamente pindurado em um pequeno pindurador, juntamente com meu chapéu.
A janela agora ferozmente debatia-se devido ao vento. Realmente batidas que lembravam passos.
Não havia ninguém na casa, a não ser eu.
Desculpe pelos erros de ortografia, caso existam. Este é meu primeiro conto que fiz.
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kkk. Só vou dizer um erro: é passos (ss) e não paços (ç).
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O texto é razoável, mas seria bom economizar na descrição, especialmente na que se refere as emoções do personagem e nos seus pensamentos. Isso deixa o texto cansativo em alguns momentos.
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Abraços.