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Apr
15
2011

One Maravílhas-2

Escritor: Thaina Gomes

Caminharam por um longo tempo. Thainá avistou um castelo alto e branco, com flores do lado de fora, roxas e um longo tapete vermelho que se estendia pro lado de fora até a parte de dentro.

-UAU! –Ela exclamou deslumbrada. As janelas eram de grandes vidraças.

-É mesmo muito bonito. –Entraram no castelo por dentro era ainda mais deslumbrante, um lustre de cristais pendia do teto alto, o tapete vermelho se estendia por todo o chão, e nas janelas havia cortinas brancas, e na parede um  quadro de cavalos correndo.

-Sua excelência real, a rainha! –Uma guitarra fez um solo muito bom. Ficou curiosa pra saber quem era. A tensão foi aumentando quando ela viu duas pessoas passarem pela porta lateral à sua direita. Usavam vestidos longos e cinza. Samila entrou na sala logo após as duas serviçais.

-Samila?! –Perguntou de boca aberta. Ela estava com um vestido preto e longo, a saia rodada e cheia. Uma coroa de cristais pretos, e luvas até o cotovelo com os dedos furados. –Samila?

-Sim a própria. –O gato sorriu.

-Thiná! –Ela exclamou indo na direção de Thainá com os braços abertos e a abraçou.

-Samila. –Respondeu olhando pra ela.

-Eu sabia que viria nos ajudar. –Ela sorriu.

-Mas, eu não sei como até agora. –Thainá estava boquiaberta, se Samila era a rainha, quem lhe tomara o trono?

-Na verdade é só pra ajudar a encher espaço. –O gato disse revirando os olhos.

-Há. –Disse confusa. –Mas… Encher espaço onde?

-Esse meu conselheiro tem cada uma. –Ela sorriu pra Thainá, a levou até uma cadeira. –você terá uma tarefa muito mais importante. -Ela se sentou na cadeira de fronte a Thainá.

-Qual? –Ela disse sorrindo animada.

-você vai… Limpar o coco dos pombos que caem nas armaduras dos soldados. –Ela disse como se fosse a melhor coisa do mundo.

-Como? De jeito nenhum que eu faço isso. –Falou com desprezo e se levantou.

-Hum…Então… Que tal limpar o lago? –Ela sorriu.

-Não! Precisava-se de uma faxineira por que não contratou uma? –Cruzou os braços.

-Bem como sabe a verba está curta. –Ela disse olhando pro teto.

-Sei. Mas não é assim que eu vou conseguir voltar pra casa. Como eu vou te ajudar a recuperar o trono limpando as coisas?

-Bem… Pense, se as armaduras dos soldados estiverem brilhantes irá cegar o inimigo. –Sara se aproximou.

-Vão? – Thainá disse desconfiada. –Acho que não tem nada a ver.

-Tem sim. Dar-se-ia muito bem se aceitasse essa tarefa tão honrosa. –Samila se levantou e se virou de costas.

- Mas, majestade poderia dar a ela uma tarefa ainda melhor. –Alguém entrou na sala, era uma voz feminina, voz que Thainá logo reconheceu.

-Asami? –Ela disse se virando. Asami não usava mais o maiô e sim um vestido como o da rainha só que na cor vermelho vinho e com detalhes de renda, sem a coroa.

-Olá. –Asami sorriu.

-E que tarefa seria essa? –Sara disse se se encostando às costas da cadeira.

-Ela poderia entrar no reino inimigo saber os planos deles pra guerra. – Asami concluiu.

-Oh! Isso é genial! –Samila bateu palmas.

-Não sei, parece um pouco sem noção. –Sara disse. Todas olharam pra ele com cara de “você não sabe o que está falando”.

-Como assim? Limpar o lago não é sem noção! Limpar as armaduras não é sem noção! Agora ser espiã é sem noção? –Thainá apontava o dedo pro Sara de um jeito ameaçador e irritado.

-Calma Thiná. –Asami puxou-a e a colocou atrás de si. –É Sara que história é essa? –Ela disse com tom irritado.

-Bem, eles não estranhariam uma desconhecida no castelo? Andando pelos corredores. –Ele andou pela sala. –Confiariam a ela os planos de guerra?

-Ela conquistaria a confiança deles. –Samila segurou nos ombros de Thainá.

-Conquistaria? –Thainá perguntou mais pra si mesma.

-Eles confiariam nela rapidamente do jeito que são bobos e nós venceríamos a guerra de um jeito tão fácil! –Asami animou-se.

-Mas, se eles não sabem que estamos armando uma guerra, pra que planejariam? –Thainá olhou confusa.

-Eles não têm o que fazer, então jogam war o dai todo, e usam as estratégias do jogo na guerra. –Sara dizia olhando pra cima, como se formulasse cada palavra. –Ficam só se divertindo.

-Então você aceitaria? –Ela olhou pra Thainá

-Até porque se você não aceitar a estória não anda. –Sara revirou os olhos.

-Tudo bem. –Thainá acabou concordando. Foram dormir naquela noite, Thainá ficou em um lindo quarto lilás, com tapete felpudo. Nâo conseguiu dormir bem naquela noite, por causa de uma luz dourada que invadia seu quarto pela porta ao lado da cama.


Written by Thaina Gomes in: Agenda,Contos,One Maravílhas,Thaina Gomes |

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