Releia-me
Escritor: 100nick

Tudo bem? É um grande prazer encontrar você por aqui. Sabe estive pensando esses dias… o que você pensa sobre reler livros?
Tudo bem não precisa responder agora.
Bom… não sou muito a favor de reler as coisas, mas as vezes é bom para relembrar a estória, mesmo assim me falta tempo. Quando olho minhas mãos as areias do tempo já se esvaíram por entre meus dedos.
Mas tenho uma estória curiosa para contar sobre isso, não sobre o tempo, mas sobre releituras:
Estava lendo Lugar Nenhum (NeverWhere) do Neil Gaiman, excelente livro, um dos poucos que eu recomendaria sem temor de errar, até que em um dado momento o inevitável aconteceu. Eu terminei o livro e fiquei observando a sua parte de trás:
“Um Alice no país das maravilhas com uma virada punk não faz juz a obra de Gaiman, mas serve para descrever seu tom.”
Essa era a frase que mais me chamava a atenção. Pensei sobre ela. É uma descrição perfeita e sucinta do que é Lugar Nenhum. Voltei a pensar sobre o livro e percebi que faltava algo. Sentia falta de alguma coisa, mas não podia dizer o que era. Afinal a estória estava completa, não faltava nada. Gaiman concluíra perfeitamente o livro, a estória era, a ainda é hoje em dia na minha mente quando me lembro dela, perfeita em todos os seus aspectos, cada personagem, cada cena.
Do que eu estava sentindo falta?
Posso dizer que até hoje não tenho certeza do que sinto falta naquele livro, talvez a percepção de que um mundo muito maior do que Gaiman me mostrou ainda está lá em sua mente, só esperando uma oportunidade para sair. Não sei ao certo.
Por fim posso dizer o que fiz naquele momento de indecisão. Logo após ter terminado a estória de Door e Richard eu girei o livro e encarei sua capa novamente, abri do início e reli tudo. Tudo o que havia acabado de ler.
Depois disso o livro que eu possuia a menos tempo acabou se tornando o livro que eu li mais vezes até aquele momento. O primeiro e único que tive vontade de reler.
Desculpe se fui mais prosaico do que pretendia a princípio, mas não queria contar essa estória de outra maneira. Na verdade não sei se conseguiria contá-la de outra maneira.
Até mais e espero ve-lo novamente por aqui, ou não, afinal qual é a sua opinião sobre reler livros mesmo?
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Em resposta à pergunta. Acho interessante. Mas o livro tem q ser bom e com uma riqueza de detalhes que somente uma lida não seria suficiente de gravar.
Faço minhas as palavras do Andrey, não sou totalmente favorável à releitura dos livros a menos que sinta que deixei alguma imformação passar… alguns até merecem que eu os releia, mas gosto de novidade.
curioso eu também concordo. ^^
mas é a opinião de cada um né, já vi pessoas defenderem firmemente a releitura de vários livros.
eu não tenho tempo nem de ler todos os livros que gostaria que dirá de reler os que já li. ^^”
abraços
Um mes depois, cá estou eu para dizer q reli seu texto.
Há obras que por sua complexidade ou até mesmo pela qualidade, merecem uma releitura. Não é perda de tempo se aprofundar em trabalhos do tipo “Senhor dos Anéis”, Dom Quixote ou a Divina Comédia. Quanto mais as lemos, mais as compreendemos.
Hehehehe… eu pensei exatamente no senhor dos anéis também, Franz
Estes são apenas alguns exemplos, Andrey. Há muitas obras de complexidade ainda maior… Mas os livros de Tolkien são um referencial de extrema qualidade.
Foi o que eu pensei lendo este texto.
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Tolkien merece releituras.
curioso hj mesmo estava pensando em reler o silmarilion… sabe como é sao muitos nomes e várias estórias interligadas…
Primeiro acho que isto não é um conto, mas uma crônica ou artigo.
Segundo: Reler certos livros é praticamente obrigatório para o leitor ávido por boa literatura. Já reli O Peuqeno Príncipe várias vezes e ainda hoje choro no final.
Terceiro: Parabéns pelo levantamento da questão tão pertinente em um site de escritores.
Obrigado.
Realmente não é bem um conto, não sei o que é na verdade.
Desde que escrevi esse texto eu reli o retorno do rei e lugar nenhum (novamente). Agora estou relendo Harry Poter 7.
Era exatamente isso que eu queria, um debate sobre o assunto, nesse mundo que está cada vez mais corrido e que as pessoas tem cada vez menos tempo livre.
Outra que releu o Pequeno Príncipe trocentas vezes, e ainda chora XD
Não é todo livro que releio. Mas a minha razão de reler é sempre a mesma: um autor que se preocupa com os personagens, não somente com a história, incentiva o leitor a voltar e entender a obra como um todo. Você pode não reler porque já conhece o final, porque não tem mais surpresas. Mas uma característica de um grande livro é que a jornada vale a pena, não só o desenlace.
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Além do mais, acho que para alguém que gosta de escrever não basta “pegar todos os detalhes”. A gente precisa entender a estrutura da construção de um personagem, por exemplo, para poder fazer à altura. Nada melhor que entender como já no começo esse personagem se encaminhava para o final (que então já conhecemos) compatível com a sua personalidade.
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É a minha opinião
“Nada melhor que entender como já no começo esse personagem se encaminhava para o final (que então já conhecemos) compatível com a sua personalidade.”
Eu também gosto muito disso, quando você já conhece a história e percebe algumas “dicas”, algumas decisões do personagem que antes pareciam banais, mas que em uma segunda leitura você percebe que estavam te encaminhando para o fim do livro.
Sou a favor de reler os livros.Te ajuda a gravar melhor a história e a passar o tempo enquanto não compra um livro novo. E quando se lê novamente se entende melhor a história.
Livros muito longos não são tão intusiasmantes de reler. Mas se for foda, tamos aí.
Porém eu nunca reli um livro.
Eu reli O TRÍLIO NEGRO duas vezes. É um livro consderavelmente grande e completamente entusiasmante.
Outro exemplo, mais atual e brazuca, e A BATALHA DO APOCALIPSE, de Eduardo Spohr (vide Banner no topo da página), o livro é fodástico. tá na minha lista de obras que inspiram a escrever freneticamente.
Adoro a batalha do apocalipse, mas não tive a oportunidade de rele-lo ainda. É o que eu disse o mundo é muito corrido e impede que agente tenha tempo para fazer algumas coisas que às vezes parecem… menos importantes.
Gosto muito de reler livros. Sempre descubro alguma nuance ou outra interpretação que passou desapercebida em uma primeira leitura… Refiz isso com o Senhor dos Anéis. Acabei descobrindo que gosto muito mais do clima da história em si (o que muitos acham enfadonho, o descritivismo de Tolkien) do que algum personagens. Aliás, continuei achando que o melhores personagens do livro são Sam e Gandalf.
ok, vou reler a história e depois digo o que achei, rsrs, abraços!
Opa maneiro, agora vou tentar reler algum livro, abraços!!
obrigado por ter relido a estória =D
Olá!
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Achei a questão interessante e sua abordagem bem realista (quando diz, por exemplo, que “Posso dizer que até hoje não tenho certeza do que sinto falta naquele livro”), mas, longe de mim querer ditar o conteúdo do site, creio que esse texto deveria ser publicado mais como “opinião” ou “artigo” do que como “conto”, não acha?
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Um grande abraço!
acho que já falei isso em algum outro comentário, mas tudo bem… também não tenho a certeza se isso é um conto.
No fim também conta uma história né? Tem problema a história ter acontecido comigo? =D
Eu não gosto muito de tentar definir as coisas, é um texto e conta uma história… sei lá, acho que pode ser um conto, ou não, mas eu não acho isso muito importante.
No fim o Guns aceitou como conto então por mim tudo bem =D.
“No fim também conta uma história né?”
Sim, claro, mas existem várias formas de se contar uma história. O conto é apenas uma delas. E eu não vejo nenhum problema em contar uma história em forma diferente da de conto, seja de romance, de novela, de artigo etc. Por isso, peço que não encare meu comentário como uma “crítica negativa” e sim como mera observação.
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Apesar de você não gostar de definir as coisas, eu, pessoalmente, acredito que as definições estão aí pra nos ajudar, portanto, quanto melhor a taxonomia aplicada ao texto, melhor pros leitores, afinal, alguém em busca de poesia não quer encontrar prosa
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Um grande abraço!
Muito boa sua reflexão, me diverti com a leitura de seu texto. Sofro eu mesmo de “síndrome de refrão”, sendo eventualmente tomado do ímpeto de reler algum livro do qual gosto. Mas enquanto o faço, se o fizer, padeço de uma imensa sensação de estar perdendo a oportunidade de ler algo novo, entende? Tento lembrar sempre do Seinfeld: “Na segunda vez que vc lê Moby Dick, Abe a baleia não se tornam amiguinhos confidentes.”