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Apr
07
2011

Subversão Sanitária

Escritor: Garcia José

Autor: Garcia José

“Assim como a mais violenta indigestão nos vem dos doces que mais gratos são, com maior fereza odeia as heresias quem já delas viu as presas.” – Shakespeare

Cetonúria é a presença de corpos cetônicos na urina após a metabolização de gorduras e ácidos gordos. Clinicamente, poderia indicar diabetes ou a falta de alimento. Possui cheiro forte e adocicado.
Aquele cubículo do banheiro fedia a urina de pessoas mal alimentadas que acabam por ficar longos períodos sem se alimentar e acabavam queimando ácidos gordos e gordura para a produção de energia que os mantivesse vivos mais algumas horas. Cetonúria.

Lázaro estava sentado no sanitário com a mão esquerda sobre o pinto, para que não tocasse no batente sujo da privada e a mão direita segurava um pincel atômico vermelho que desenhava a porta de cloreto de polivinila. Do lado de fora, algumas pessoas conversavam e lavavam os rosto. Lázaro desenhava um cacete adentrando um orifício anal bastante enrugado de um outro homem. Não sabia se quando um homossexual comia o outro, o pau de ambos ficavam eretos, então considerou aquilo licença poética.
Quando deu por si, o banheiro estava quase em completo silêncio. Parou de desenhar cabelos no cu de seu desenho e passou a ouvir. Notou a voz de seu coordenador afeminado de pele morena que acabara de entrar e uma outra que não reconhecia se despedir e sair. Imaginou que naquele silêncio seria ouvido rabiscando a divisória de PVC então permaneceu quieto esperando que seu coordenador cagasse o que pudesse e fosse embora. Mas percebeu após um minuto um estranho arfar no box ao lado e em seguida um “flap flap” característico. “Ótimo”, pensou, teria que esperar o coordenador viado terminar de quebrar uma para poder continuar seu desenho. Aproveitou aqueles momentos de espera para se concentrar na merda seca que evitava sair pelo seu rabo. Não se lembrava de ter tido prisão de ventre antes, então era tudo muito novo e não sabia qual era o protocolo fecal a seguir.
“Protocolo”, repetiu em sua cabeça. Era o tipo de palavra que gente pedante como a gerente costumava usar. Mas era uma puta de uma gostosa, lembrou a si mesmo. Tetas bonitas, cintura magrinha, coxas desejáveis e uma bunda deliciosa. Aparentemente, no entanto, tinha alguma disfunção hormonal e vez ou outra apressava-se para ir ao banheiro, onde, imaginou, ela trocava o absorvente e evitava pingar aquele suco de endométrico por todos os lados. “Quero comê-la”, pensou, mesmo sendo apenas um puto de um estagiário. Mas queria comê-la, disso não tinha dúvida mesmo sendo feio como era. Queria por as mãos naquela bunda gostosa e apertar até perder o controle. Muito embora fosse a mesma bunda que ela usasse para cagar, lembrou. Imaginou as duas bandas se separando ao som de uma marcha de música clássica enquanto por entre elas surgia o cilindro marrom apocalíptico para se juntar a urina cetonúria da moça da limpeza que compartilhava aquele mesmo banheiro daquele restaurante de merda onde os funcionários de todo o shopping comiam. Cetonúria. A imagem lhe excitou e um volume cresceu entre suas pernas fazendo seu pinto tocar a porcelana suja da privada. Lázaro se desviou como pode até tirar o cacete de entre as pernas e esperar que amolecesse de novo. Não podia socar uma com seu coordenador ali do lado. Deveria haver algum código ético que ele desconhecia que previsse aquela situação, tinha certeza.
Um gemido veio do box ao lado e em seguida uma descarga. Lázaro ouviu passos se afastando e então o barulho da porta abrindo e se fechando. Finalmente. Destampou o pincel atômico e voltou ao seu desenho ao lado de todos aqueles telefones, nomes e versinhos escritos no PVC. Forçou o cu como pode, mas nenhuma merda saiu dali.

Mais tarde naquele mesmo dia, no horário de saída, desceu as escadas do shopping com os pés e as costas doendo, pronto a chegar em casa e fumar o que pudesse junto com um relaxante muscular para lhe aliviar a tensão. No corredor vazio, a nova estagiária bonitinha e de peitões lhe chamou e ele se virou. Minutos mais tarde a porte de um banheiro se abriu e os dois entraram se agarrando e esbarrando em tudo. Ele abriu a porta de um dos boxes de PVC com um empurrão do pé e adentrou com a estagiária que apressou-se em tirar a blusa e revelar aquelas tetas fartas enquanto ele fechava a tampa e se sentava sobre o sanitário. Cetonuria. Teta. Zíper. Boca no trombone. A estagiária chupava como uma máquina limpadora de fossa ajoelhada naquele banheiro asqueroso e suas tetas balançavam de forma elegante. Lázaro se perguntava por que ela não virava uma puta; era melhor que aquele emprego, certamente. A estagiária continuava chupando, mas nada de aquele pedaço fálico de carne ficar duro. Parecia decepcionada. Desistindo, ela levantou-se, limpou o canto da boca com os dedos e recolocou sua blusa. Saiu do banheiro sem dizer nada. Lázaro subiu suas calças e fechou a porta do box com os pés. Queria ficar ali um tempo. Sozinho.
Atrás da porta do banheiro uma mancha de urina havia se fixado devido a acidez. Lázaro a encarou para alguns minutos e então como se alguém houvesse remontado a mancha na sua frente, ele passou a ver uma forma nela. O Filho, a Terra, o Deus; como que surgindo a seus olhos, Lázaro não conseguia deixar de ver a forma do rosto de Jesus naquela mancha fedida de urina. Era ele, ali, como uma mensagem divina, como uma mensagem dos céus, mijada pelo próprio anjo mensageiro. Lázaro sentiu um arrepio subir do cu a cabeça. Encarou a mancha mais algum tempo. Se contasse a alguém, ao dono do Shopping, quem sabe, ele talvez mandasse limpar. Aquilo seria besteira. O shopping não gostaria daquele tipo de publicidade. Talvez contar a um jornal pequeno que desse uma fama mesmo que minima aquela mancha. Quando dissessem que era Jesus, mesmo quem antes não tinha visto ia passar a achar de uma assustadora semelhança.
Não, concluiu. Não diria aquilo a ninguém. Sentou-se ajeitado sobre o tampo do sanitário. Abaixou as calças e se masturbou imaginando a bunda de sua gerente. Espirrou por ali mesmo. Limpou-se com papel que atirou sanitário a dentro, deu descarga e subiu as calças. Tomou o pincel atômico em suas mãos fez o que pareceu a melhor opção naquele momento. Desenhou com traços simples um rosto sorridente sobre a mancha de urina em formato de Jesus. Sorriu e saiu do banheiro sem lavar as mãos.
Mais tarde, naquele dia, enquanto o ônibus para casa sacolejava, Lázaro compreendeu que a decisão mais acertada havia sido parar no corredor ao sair do banheiro e voltar para aquele box. Encarar a mancha mais algum tempo, rezar uma ou duas ave marias e por fim desenhar uma piroca na cara de Jesus.
É.


Categorias: Agenda,Contos |

4 Comments»

  • Franz Lima says:

    Honestamente, este tipo de escrito não me agrada. O linguajar que oscila entre o coloquial e o vulgar não é uma das formas mais recomendadas de tentar aproximar o leitor. Além do mais, o texto não foi feliz ao misturar um ícone religioso com a parte mais obscura do comportamento humano: suas taras e seus devaneios sexuais mais nefastos. Não sou hipócrita, já que tenho ciência de que não há nada melhor que sexo, mas a abordagem poderia ser menos rude, não causando desconforto ou raiva (no caso dos que professam alguma fé).
    Caso sua intenção seja a de provocar incômodo, conseguiu.
    Esta é minha humilde opinião .

  • Samila says:

    Pare3i no início. Vulgar, muito vulgar. E olha que o povo aqui no one sabe o tipo de coisa que eu costumo escrever.

  • Vitor Vitali says:

    Achei fraco e desnecessariamente vulgar, mas um pouco provocante, certamente.

  • Peregrina says:

    Exageradamente vulgar e repulsivo de uma forma triste. Sinto muito,mas é a verdade. u_u

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