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May
02
2011

Alice no país sem maravilhas (O horror da vida real)

Escritor: Ramon Bacelar

Alice acordou, mas não sonhou: despertou… da realidade de um pesadelo para o pesadelo da realidade… Caótica, pulsante, misteriosa: “Onde estou, que lugar é este?”, fingindo que pensava, berrou.

Alice, curiosa, mediu os passos absorvendo o cenário estridente de concreto e metal, “que esquisito… Esta terra de gigantes… acho que estou sonhan…” splasshhhh “eeecccaaa que cheiro…meu vestido, minhas meias…será que tem mais coelhos naquele buraco fedorento?” a boca de esgoto negou com um arroto cavernoso e nauseabundo.

Alice se afastou, sentou, descansou.”Huuummm e agora será que…”, contornou o jardim “ooooppaaaaa!!!” tropeçou em um molambo de estopa estendido no chão:

-Me dá 1 real dona…Um pão…

-Uiiii que medooo!!!

Alice tremeu, correu e só parou quando avistou a peculiar e pontuda forma de uma catedral circular, “Nossa, pelo tamanho da coroa imagina o tamanho da cabeça do rei, imagina o tam…” coff, coff, coff…Alice tossiu, tossiu e não riu, mas viu, viu uma chaminé exalando fumaça preta: “Rei grandão…grandão e mal educado ainda por cima! Fumando charuto gigante jogando fumaça na gente, nossa!!!”.

Alice, de espírito aventureiro, curiosa que estava, prosseguiu, descobriu: monstruosidades móveis no céu e no chão, molambos nos bancos, estridências no ar, odores estranhos e pessoas como ela, muitas…Andando, correndo, paradas e, diferentes dela, cabisbaixas, mudas: “Pequeninos… como eu… Será que são os bobos da corte?, servos do Reizão do Charuto Fedorento? Hihihi”; Olhou para um deles:

-Olá eu sou Alice hihihi… Que gosta de doces e… – Alice estacou – “Uiiii…é melhor correr, que cara de mau!”

Alice correu, correu e não esmoreceu; olhou, procurou, vasculhou…O passo parou, o olho olhou, a mente pensou: “Nossa mas que pratos gigantes!, imagina o tamanho da boca e dos dentes!!… Haja sopa pra tanta fome!!!, nessa hora devem estar famintos.”

Alice, sem saber se despertava da realidade de um pesadelo ou retornava para o pesadelo da realidade, sentindo o estômago roncar, suspirou, apertou o passo e com as mãos na barriga, adentrou o congresso.

FIM


Written by Ramon Bacelar in: Agenda,Contos,Ramon Bacelar |

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