Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida: Livro 1
Papo na Estante 34 – Prêmios Literários
29 Dicas para se manter criativo:
Vaucarn
A Lenda de Fausto
Chat dos Nerds Escritores
Quer publicar?
Download do livro O Draconiano – Livro 1
May
20
2011
Conto em Série

Colméia em Chamas – O princípio das cinzas

Escritor: Thiago Vieira

colmeia-em-chamas

Uma série de contos steampunk¹ ambientados em Iarainn

AS RUAS LABIRÍNTICAS DA CIDADE EDIFICADA SOBRE O METAL E O VAPOR, IARAINN, reservavam um modo de vida organizado, sentenciado pelo trabalho e progresso. Desde a ascensão da nova imperatriz, Nóinin Cascadoura, um novo ímpeto tomou conta da cidade. Construída numa grande encosta rochosa a cidade se formou escarpando os paredões e adentrando sobre a força de grande furadeiras metálicas e vigas de sustentação, formando uma grande arquitetura em forma de colméia. Um grande ‘caixote’ encaixado sobre a rocha.

Os operários, como eram chamados os homens e mulheres que trabalhavam nas fornalhas e máquinas que sustentavam as caldeiras e protegiam a ascensão da capital do principado de Cascadoura, trabalhavam como nunca sob os chicotes e as gritarias dos zangões, os comandantes das fábricas da cidade. Adentravam fundo na rocha, montavam, soldavam e davam ‘vida’ àquele gigante arquétipo urbano-industrial. As partes superiores e mais externas – próximas do ar puro e da luz – ficavam reservadas para as castas mais ricas. As mais pobres, eram jogadas cada vez mais fundo na escuridão, que as abraçava gentilmente com sua doce fumaça da evolução.

E todo este modo de produção plenamente estruturado contrastava com a desigualdade da sociedade em Iarainn. No topo urbano, a família imperial e os nobres menores bebiam e desfrutavam de uma vida desregrada de luxúria e abuso. Nos guetos, as ‘vespas’ – como eram chamados os indigentes e pessoas que simplesmente eram excluídos das linhas de produção – sofriam uma dura perseguição da patrulha militar e, pouco a pouco, eram eliminados.

Ao contrário do grande frisson da evolução popular e da própria figura carismática da líder imperial, a criminalidade aumentava e começava a incomodar as elites do topo urbano. O último ataque de uma gangue de vespas foi ao banco d’Ourives, um dos mais antigos e respeitados de toda metrópole. Fortemente armados, cerca de quinze homens encapuzados, mas com suas tranças e trapos – característico da casta dos excluídos – a amostra para todos aqueles que circundavam no centro comercial, invadiram o local, renderam todas as pessoas – entre elas guardas da patrulha, civis e funcionários – e explodiram os caixas a vapor e o grande cofre. O valor estimado do ‘saque forçado’ gira em mais de quatro milhões de dinaros, semelhante a uma fortuna mediana de um nobre.

Obviamente, o fato irritou as castas superiores, sobretudo os ascendentes zangões – que tinham boa parte de suas economias nos bancos – e os operários. A família d’Ourives, que também pertence à casta nobre, tratou de assegurar a fortuna dos seus iguais e aumentou os impostos sobre as transações em cima das castas inferiores. Uma grande instabilidade se instaurou desde então. Entretanto, algo dizia que aquele evento foi apenas o começo de algo muito, mas muito maior…

* * *

Numa das edificações nas partes mais altas de Iarainn um conselho foi convocado pela imperatriz. Decisões precisavam ser tomadas devido aos ataques, principalmente porque os zangões faziam uma grande pressão sobre a rainha e toda evolução da metrópole dependia do trabalho de seus operários. Para tanto, foram chamados cerca de trinta nobres para representar as principais famílias da metrópole. Um grande salão, com uma mesa de bronze polido foi projetada para abrigar os convidados, dezenas de pessoas deslocadas para servir e assessorar os homens de negócios e aristocratas locais.

Por volta das duas horas da tarde as primeiras carruagens a vapor chegavam à porta do prédio. A fumaça acinzentada que subia pelos canos advindos das engrenagens e o estalar do ferro irrompia em uma das avenidas mais movimentadas de toda cidade, chamando a atenção dos nobres menores que faziam compras pelas ruas. Senhores vistosos, todos muito elegantes, apertados em ternos e roupas de linho finas com alguns detalhes metálicos – ombreiras, peitorais, por vezes tiaras e acessórios –, com as barbas muito bem feitas e monóculos sobre uma das bochechas. Quase todos refletiam o mesmo estereótipo, mas aquilo fazia parte da indumentária nobre. As aparências construíram as castas e foi assim desde muito tempo, desde a criação daquela cidade.

— Pauli, há quanto tempo não o vejo! – Comentou um senhor ruivo com as bochechas rosadas e um largo sorriso por baixo do bigode farto.

— Andreas, ó, meu bom amigo! Realmente, faz um bom tempo. Como anda a família? – Respondeu o outro com a típica gentileza dos nobres – quando falavam com um igual. Pauli pertencia à família Cabralli, uma das mais influentes na cidade. Assumiu recentemente as atividades da família, com apenas 27 anos, após a morte de seu pai devido a um ataque cardíaco. Seus cabelos eram negros, levemente ondulados, e presos num rabo de cavalo. Suas vestes eram acinzentadas e ostentava em seus antebraços partes de metal.

— Vai bem, vai bem… Preparado para a primeira reunião?

— Não sei se ‘preparado’ seria a melhor definição. Confesso que estou levemente contrariado de ter vindo aqui só para tratar de um roubo ao d’Ourives, até porque a fortuna da minha família não pertence àqueles mercenários. Em todo caso, sua influência parece comover a imperatriz. – Replicou soltando um longo suspiro, já subindo as escadas e retirando sua capa e entregando para um mordomo, que tinha a mão esquerda para trás e a direita flexionada a sua frente, como se este fosse um cabide humano e nada mais. — Em todo caso, não me parece que apenas um ataque daquela subespécie mereça nossa reunião.

— Tens razão, tens r… – Quando pensou em concluir sua fala, o senhor Andreas engasgou. Titubeou na fala – algo que surpreendeu Pauli, que se virou – e percebeu que pela boca rósea escoria dois filetes rubros. O líquido viscoso saltava como uma tosse, melando as pontas de seu bigode ruivo e parte das escadas que subiam. Quando olhou para o lado, percebeu que o mordomo tinha uma grande lâmina acoplada no lugar de seu pulso esquerdo – que revelava uma mistura de pele e metal soldado ao osso do antebraço –, até então escondido em sua pose submissa. Um grande buraco redondo e negro estava estampado no peito de Andreas, transpassando o peitoral de metal que usava. Com um sorriso singular, o mordomo lambeu a lâmina, olhando fundo nos olhos de Pauli.

— Ora, sua maldita escória! – O corpo bateu seco no chão, deslizando dois degraus para baixo. O nobre sacou do coldre por baixo de seu sobretudo uma pistola de cano duplo que faiscou diante da luz. Mirou no mordomo e desferiu um tiro a queima-roupa!

Pintuin! Clamou a arma ao atingir o ombro esquerdo do homem. Homem?! O eco do choque foi metálico e, no lugar da carne chamuscada e do sangue, um líquido negro e um grande vapor emergiu. O líquido respingava pelo braço onde residia a lâmina e no lugar do grande buraco feito pelo projétil, estava um emaranhado de engrenagens e correias retorcidas, soltas. O mordomo manteve um sorriso impassível, descendo alguns degraus abaixo. Pauli recarregava a arma, já pensando em impedir a fuga e gritando pela patrulha militar.

— Patrulha! Patrulha! Socorro… Este miserável… ele matou… um… um nobre! – Descia atrás do assassino, colocando a bala na pistola. As pessoas, assustadas após o tiro e finalmente percebendo a situação que se formava, corriam desesperadas e se abrigavam como podiam. Um grupo de patrulheiros se posicionava na saída do prédio, fazendo uma espécie de barricada. O portador da lâmina, por sua vez, parecia não temer a morte e avançava as pressas contra o agrupamento militar.

— Disparem! – Incitou o líder dos detentores da ordem. Uma saraivada de balas irrompeu no local, fazendo as pessoas que ainda corriam se jogarem no chão. Não foi o mordomo quem morreu, mas a barricada. Por detrás deles, uma carruagem de vapor maior estava parada e a sua frente oito homens armados e encapuzados. Espingardas, escopetas, metralhadoras. Todas acopladas aos membros dos homens. Pele e metal se misturavam em seus corpos. Assustado, Pauli recuou e se abrigou por detrás de uma estátua de metal da imperatriz. O mordomo, por sua vez, se virou e disse:

— Diga para a imperatriz que sua ditadura está para ruir. Uma nova ordem há de chegar e não será pelo bem… – E continuou a correr para a carruagem de vapor, adentrando com os demais e fugindo. Dali antes que outros patrulheiros chegassem.

Àquela altura, boa parte dos nobres ficou sabendo do ocorrido e a própria imperatriz Cascadoura apareceu na rua do atentado. Os jornais da tarde já noticiavam o ataque que automaticamente foi ligado ao assalto do banco d’Ourives. “Atentado na avenida Paraíso Prateado mata Andreis Oqueiroz e sete patrulheiros”, estampava a manchete do tablóide ‘(des)Boca de Iarainn’. Se a tensão já por uma crise econômica parecia evidente, o relato de Cabralli a respeito da ação do mordomo e de seus comparsas significava uma afronta ao governo. E uma afronta daquelas certamente significava… Guerra!

____________
¹ Steampunk é um subgênero da ficção científica, ou ficção especulativa, que ganhou fama no final dos anos 1980 e início dos anos 1990. Trata-se de obras ambientadas no passado, ou num universo semelhante a uma época anterior da história humana, no qual os paradigmas tecnológicos modernos ocorreram mais cedo do que na História real, mas foram obtidos por meio da ciência já disponível naquela época – como, por exemplo, computadores de madeira e aviões movidos a vapor. (fonte: wikipédia, háhá)
Se preferirem, há a opção de baixar o e-book em formato pdf:
Download aqui…

40 Comments»

  • Lucas Sorgi says:

    Thumb up 1 Thumb down 0

    F-O-O-O-D-A-A !!!!!
    SHOW CARA….

    Quero mais contos como este ai !!!
    Steampunk~

  • Vitor Vitali says:

    Thumb up 0 Thumb down 0

    Adoro Steampunk, leio com certeza mais tarde. :)

    • Vitor Vitali says:

      Thumb up 1 Thumb down 0

      Cara, gostei bastante, e isso não é comum. A única coisa que me incomodou foi a velocidade das informações. Senti muita coisa sendo jogada contra mim de forma muito rápida, sem poder apreciar os detalhes e tudo mais. Queria um texto mais arrastado. Fora isso, realmente legal. :)

      • Thumb up 0 Thumb down 0

        Então Vitor, você não foi o primeiro a comentar isto. Realmente talvez colocar como um conto tenha sido precipitado, porque é toda uma construção de mundo. Mas talvez conforme novas histórias dentro do cenário forem surgindo ele se torne mais rico e não tão dinâmico. Ou, quem sabe, eu sente e escreva algo mais detalhado como acho que realmente mereça.

        De todo modo, obrigado! :D

      • Thumb up 0 Thumb down 0

        Acharia ótimo ver a cena Steamer se fortalecer dentro do ONE, Vitor. Ficarei aguardando você enviar para ler!

  • Ana Bourg says:

    Thumb up 1 Thumb down 0

    Opa, steamer no ONE!
    Vou salvar aqui pra ler depois.
    -
    Eu estava escrevendo um pra uma antologia mas não terminei no prazo >_<
    -
    Thiago, já jogou Arcanum: of steamworks and magick obscura?

    • Thumb up 0 Thumb down 0

      Olá Ana, que bom vê-la por aqui!

      Não cheguei a jogar não, inclusive acabei de dar uma pesquisada e vi o ambiente do jogo. Muito bom, pelo visto. Aprendi a gostar bastante do Steampunk, sobretudo porque ele é um conceito aberto.

      Por exemplo, podemos ‘pintar’ a nossa própria distopia a partir daquilo que julgamos pertinentes ou não dentro dela. Sociedade, nível tecnológico, conflitos, armas, etc. Acho essa liberdade fantástica no gênero.

      Espero em breve escrever mais alguma coisa dentro deste cenário.

      Um abraço e obrigado pela visita.

      • Ana Bourg says:

        Thumb up 0 Thumb down 0

        Sim, sim.
        O jogo que citei tem uma narrativa muito boa, eles criaram um cenário como se o universo do Tolkien, com elfos, anões e magia, tivesse se tornado tecnológico – e longe de ser idealizado, é um mundo decadente e cheio de problemas. Os gráficos são antigos e ele tem alguns bugs que não foram arrumados porque a empresa faliu (acho que é o mesmo pessoal responsável por Fallout), mas vale a pena, se você gosta de RPG.

        • Thumb up 0 Thumb down 0

          Adoro Fallout 1 e 2. O 3, que é mais novo, eu ainda não joguei! :-|

          • Ana Bourg says:

            Thumb up 0 Thumb down 0

            Pessoalmente, prefiro os antigos. =o
            -
            Esse F3 perdeu muito do clima de “mundo cão” dos dois primeiros.

          • Vitor Vitali says:

            Thumb up 0 Thumb down 0

            Gosto mais do primeiro. Nunca consegui zerar o três. Fico de saco cheio em algum momento e desisto sempre.

          • Ana Bourg says:

            Thumb up 0 Thumb down 0

            @V. Vitali:
            Exatamente.
            -
            Mas não ‘tá perdendo nada. O final é super broxante. Não dá a impressão que você fez alguma coisa que nem os outros Fallout.

          • Thumb up 0 Thumb down 0

            Sei que esse não é o melhor lugar para falar sobre isso e eu como moderador deveria podar o bate papo… mas .. vocês jogaram o Fallout Tatics?

            Eu joguei.. achei terrível! :o

  • Thumb up 1 Thumb down 0

    Gostei Thiago, sua moça mambembe. Estou com saudades de tudo RPG e estou descontando em leitura. Descobri o steampunk nos quadrinhos e adorei, agora quero livros. Mas seu conto supriu uma parte da necessidade. Eu não achei que foi tão rápido, só antes do maluco tomar uma braço-facada no peito de um robô-a-vapor. Ah, leia Girl Genius, é uma ótima webcomic steampunk.
    No mais, adorei cara, continua aí, quero conhecer alguns personagens legais e ver gente tomando tiro perfurante na cabeça feia.
    Xero

    • Thumb up 0 Thumb down 0

      Grego!
      Vou procurar a webcomic sim e obrigado pela leitura e pela visita. Como foi você o culpado pela apresentação a mim de ‘Reinos de Ferro’ – o mais próximo de Steampunk que tive durante um tempo – é bão ter um comentário seu. E pode deixar, já estou com o próximo conto na cabeça. Agora é só sentar e…

  • lobaempeledeovelha says:

    Thumb up 0 Thumb down 0

    Ficou bem legal xD

  • Antonio de Souza says:

    Thumb up 1 Thumb down 0

    Eu diria: “confesso que nunca li steampunk antes…”
    -
    Depois de ler este MAGNÍFICO conto, digo: “eu VERGONHOSAMENTE confesso ter cometido o ERRO de não ter lido steampunk antes!”
    -
    Parabéns, Thiago! A sua narrativa é fluente, suas descrições primorosas e sua trama satisfatoriamente desenvolvida — até aqui, imagino que haverá mais, senão escrito, no âmbito da possibilidade. Mantive-me preso ao texto até o final e, quando finalmente acabou, a única coisa que pude pensar foi “Cadê o resto?! Quer mais!”

    • Thumb up 1 Thumb down 0

      Pô, Antônio, é muito bom ler comentários como este. Realmente é um impulso para a gente escrever mais e mais. Realmente, Steampunk é um movimento “novo” dentro da literatura nacional, mas há um movimento crescente e fãs sendo cativados.
      -
      A trama, realmente, ainda é um embrião de algo que pode estar por vir. Pretendo até o domingo concluir um segundo conto da série ‘Colméia em Chamas’ que pode trazer um pouco mais de resposta, mas muitas dúvidas também.
      -
      Muito, muito obrigado mesmo pelo comentário!

      • Antonio de Souza says:

        Thumb up 0 Thumb down 0

        Eu é que agradeço pelo conto, meu amigo! Tenha certeza de que fez simultaneamente a boa ação de mostrar-me um ramo literário o qual desconhecia e seu dever de escritor ao fazer com que eu me apaixonasse por ele.
        -
        QUERO LER O RESTO!!!

  • Franz Lima says:

    Thumb up 1 Thumb down 0

    Thiago, a correlação entre a sociedade humana e a colméia foi algo muito bem pensado. Na passagem “Quase todos refletiam o mesmo estereótipo, mas aquilo fazia parte da indumentária…” há uma certa crítica social, principalmente no que diz respeito à padronização, à imposição de um modelo de vida, vestimenta e comportamento. Também no trecho “Respondeu o outro com a típica gentileza dos nobres – quando falavam com um igual”, você faz uma boa menção ao tratamento entre pares e, indiretamente, relembra que os “inferiores” devem se por em seu devido lugar, já que não são dignos de se dirigir a um indivíduo de casta superior.
    Um bom texto. Ficou a dúvida: terá continuação? Ele faz parte de um universo maior que ainda está sendo criado/aprimorado?
    Boa sorte e sucesso!

    • Thumb up 0 Thumb down 0

      Você me pegou! -hahahaha
      -
      Exatamente Franz, você fez uma análise perfeita sobre tudo aquilo que estava nas entrelinhas. Uma das proposta desses contos ‘Steampunk’ é fazer uma grande crítica social também às aparências e aos bons costumes, bem como a hipocrisia e a miséria humana (posteriormente).
      -
      É, também, uma crítica ao próprio Steampunk – perceba o paradoxo – que é uma distopia baseada numa época de modernismo exacerbado. As pessoas que são fãs do gênero ‘steamer’ não conseguem ver que também aquele ‘deslumbre pelo vapor’ também carregava um modo de vida árduo, duro e cruel para os trabalhadores.
      -
      Na universidade, acabei me aproximando dos movimentos sociais, estudantil e outros. Assim, pretendo também usar a obra literária para fazer uma crítica e uma reflexão sobre a própria sociedade que a gente vive.
      -
      E sim, se depender de mim terá continuação sim e, talvez, algo maior.
      -
      Obrigado pelo comentário!

      • Franz Lima says:

        Thumb up 0 Thumb down 0

        Os agradecimentos são meus…
        Boa sorte nos próximos trabalhos, amigo.

      • Ana Bourg says:

        Thumb up 0 Thumb down 0

        Oi! Desculpe me intrometer. Acho que falar dos problemas ligados ao “modernismo exacerbado” e ao “deslumbre pelo vapor” são ótimas maneiras de deixar a história mais completa.
        -
        Também acho legal seguir essa linha de utilizar a literatura como uma forma de fazer críticas. Fica legal, porque aí o texto não é meramente uma descrição de certa estética (acho que tem esse conflito na literatura de fantasia: existem autores que utilizam os cenários para falar de uma ideia e tem aqueles que gostam de compor cenários grandiosos para florear um conto-de-fadas)
        -
        Seu subversivo. Tu faz faculdade de que? xD (eu sou de História).

        • Franz Lima says:

          Thumb up 0 Thumb down 0

          Ana, você também é Historiadora? Cursei na UGF (Rio) e Unifai (SP)…

        • Thumb up 0 Thumb down 0

          Ser chamado de subserviso é um elogio hoje em dia, viu Ana?!
          -
          Faço faculdade de Comunicação Social Hab. Jornalismo e de Direito (faço duas), acredito que me formo este ano em Jornalismo. Como diz um amigo meu “se não for pra incomodar, para refletir, pra criticar não é arte… é merda, mais do mesmo”. Gosto de usar isto como um método para meus textos, embora muitos deles não digam muito.
          -
          Abraços Ana e estou devendo uma leitura na parte 2 de sua série!

  • Shado Mador says:

    Thumb up 0 Thumb down 0

    Steam punk e um genero otimo maravilhoso.Ja vi muitos filmes steampunk e adoro.Essa mistura é fantastica.Não só o genero mas sua escrito foi impecável.Absurdamente detalhado e bem regido , denota nivel profissional.Poste mais contos como esse e sucesso!!

    • Thumb up 0 Thumb down 0

      Obrigado pelo comentário, Shado, espero em breve trazer um segundo conto ambientado em Iarainn. Já estou com ele na cabeça, só me falta tempo para escrever, mas em breve sai!
      -
      Abraços!

  • Hiza says:

    Thumb up 0 Thumb down 0

    Steam punk é muito legal.
    Você fez uma mistura bem dinâmica e bacana carinha.

  • André Lima says:

    Thumb up 0 Thumb down 0

    nunca li nada feito a vapor e gostei muito
    seu estilo dinâmico é viciante
    sendo jogado no conflito assim só espero a sequência

  • Lucas Salustiano says:

    Thumb up 1 Thumb down 0

    Já havia lido Júlio Verne, mas só estes dias comecei a descobrir de verdade o Steampunk. Procurei alguma coisa aqui no ONE e encontrei seu conto. Gostei bastante cara. Lerei a sequência.
    Sucesso o/

RSS feed for comments on this post.


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2011 J. G. Valério