Entre Homens e Robôs 1.1
Caixa Negra
Eram 8:00 da manhã de um sábado ensolarado. Estava tomando o meu café quando a campainha tocou. Na época gozava de meus 19 anos e já vivia em minha própria casa.
Atendi a porta, após o último gole do liquido. Um entregador estranho, troncudinho, com uma prancheta imunda, um boné mal ajustado e uma foto ridícula no crachá aparece à porta perguntando.
- O Senhor é o… – Deu uma olhada na prancheta como um idiota procurando meu nome – Milton Custódio?
- Sim Senhor.
- Encomenda da U.R. – Estendeu sua prancheta digital em minha direção, e com a outra mão me ofereceu uma caneta engordurada. – Poderia assinar aqui por favor?
Tomei a prancheta e assinei o documento sem prestar muita atenção ao papel. Meus olhos se concentraram em observar o entregador retirando do carro uma caixa negra em um invólucro plástico.
Senti um arrepio correndo pela minha espinha quando a vi. A arte gráfica na parte frontal era estarrecedora, com fractais azuis luminescentes, feixes de luz dourados como raios em um céu fantasioso e a figura do robô á frente. Havia também um selo da United Robots e um nome no qual eu não consegui identificar, no centro da imagem.
- Com licença. – O homem já estava em casa quando percebi o que ele disse. Estava entorpecido com o pensamento de ter em minha sala um dos primeiros autômatos do mundo.
O entregador, após colocar a caixa no centro da sala, virou-se em minha direção, tomou a prancheta de minhas mãos conferindo a assinatura e partiu desejando-me um bom dia.
Já notaram como todo entregador da United Robotics parece um Bulldog? Assim, troncudinho, cabeça grande, cara de “Estou com Raiva”? E são todos mesmo, prestem atenção! Esse daqui do canto esquerdo, por exemplo, deve ser um, pela cara e também pela risada!
Um entregador vai me pegar na saída se eu não parar com as piadinhas… Desculpa aí amigo, é só uma piada.
Voltando…
Após a saída do Bulldog, fechei a porta e sentei-me no sofa. Rasguei o o plástico que envolvia a embalagem, abri a caixa negra e com todo cuidado possível e retirei o robô. – “Homebot” – Este era o nome que estava impresso na embalagem daquele pequeno autômato. Possuía exatamente um metro e cinqüenta de altura. Sua pele era apenas uma placa metálica que revestia os milhões de dispositivos eletromecânicos, motores, engrenagens e seu “cérebro” cuidadosamente montado para ser preciso nos mínimos detalhes.
Assim, mesmo naquela época, era possível que o robô fosse utilizado nas tarefas mais precisas como colocar uma linha de costura dentro da menor agulha existente, sem o menor esforço.
Mas além da de seus movimentos precisos, a força lhe era de extrema importância. Quando necessário ele poderia retirar um carro do lugar apenas com as mãos. O que já gerou um dos maiores problemas daquela maquina. Ela tinha força suficiente para matar qualquer pessoa.
Contudo, no entusiasmo daquele momento, eu não me dei conta de quão grandioso era todo aquele poder em uma maquina, principalmente em uma defeituosa.
Olhando para trás percebo que se soubesse o que realmente iria acontecer naquele dia, nunca teria entrado neste emprego.
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Apresentado o Narrador, segue a introdução da história! Leiam e comentem! Quanto mais comentários, mais rápido vcs verão o fim da história! =D
Ah, e a história continua! Gstei, Mestre! O jeito como o narrador “fala” com o leitor, de forma descontraída, convida-nos a relaxar e aproveitar o desenrolar da trama. Fá-lo (… é, soa estranho…) sentir bem vindo. Surpreendi-me com o adjetivo “troncudinho”, o qual eu mesmo usei tantas vezes sem jaamis ter tido o prazer de vê-lo assim, no meio de um conto. arabéns!
Cara eu tive sérios problemas com essa parte.
–
Lembra do conto anterior, o narrador era outro rapaz, o Milton é o convidado da palestra. Aqui ele está à falar com o público, tentando chamar a atenção, fazendo brincadeiras, essas coisas…
–
Quando chegou na parte em que ele fala com as pessoas fiquei numa dúvida tremenda: Coloco a descrição do público rindo, e interagindo com o locutor?
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Se eu colocar, vou quebrar o ritmo do narrador, ele não pararia no meio da palestra para falar sobre a platéia, então eu uso o narrador “Real” para falar…
–
E então, até o momento final tinha uma (“) fechando a conversa. A descrição da risada do público, a risada do troncudinho e do próprio Milton…
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Mas isso quebrava o ritmo completamente. Removi tudo e fiquei com essa dúvida entalada na garganta.
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Ficou bom do jeito que está, ou com as descrições ficaria melhor? Fez falta a falta de descrição?
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Colocar uma onomatopéia de risada ficaria muito tosco também, não ficaria?
Olha, Mestre… Primeiramente, fico lisonjeado com o interesse na minha opinião. Mas lembre-se de que não passa disso: uma opinião particular e leiga.
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Eu realmente acho que o texto está bom como está. Sinceramente! Acho que descrições das reações da plateia não apenas quebrariam o ritm da narrativa como prejudicariam o efeito ao qual aludi no meu primeiro comentário (acerca de como a narração do personagem fez-me sentir à vontade, íntimo dele até). O capítulo anterior tinha ares de prólogo, de prepação para o real conteúdo do escrito. Tinha características diferentes, introdutórias, mas agora tratamos da história em si, a qual acho que foi desenvolvida satisfariamente. Não fez qualquer falta as descrições da plateia (já faço parte dela desde o prólog; minhas reações – riso ou qualquer outra – são as da plateia como um todo, presumo) e acredito que sua decisão de cortá-las do texto final foi a mais acertada.
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Quanto a onomatopeias… Graças ao bom Jaga vc não ousou colocá-las aqui!!!! hahahaha, brincadeiras à parte, acho que o uso de onomatopeias empobrece absurdamente a escrita. Deixemo-las para os quadrinhos, seu habitat natural.
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Espero que tenha sido de aguma ajuda.
Gostei. Aguardarei a próxima parte, ainda vai sair, né?
Todas as partes já estão escritos e já estão no ONE.
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Só que, para não poluir muito a agenda, a continuação só sai quando a parte anterior já saiu da agenda.
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Mas este texto já está prontinho, só esperando mais comentários! XD