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May
30
2011
Conto em Série

Grinder – Parte 1

Escritora: Ana Bourg

grinder

Para Samila, Vinicius Maboni e Thainá Gomes

-  Feliz Dia das Bruxas para vocês. -

O fantasma da Dor pérfido e astuto
Caminha junto a toda a criatura.
A alma por mais feliz e por mais pura
Tem de sofrer o esmagamento bruto
.”

(Cruz e Sousa – 1893)

Edifício Cruzeiro do Sul, Avenida Paulista, 14:32, 27 de outubro de 2010.

– Oi André. Tudo bem? – a voz do jovem alto e forte vacilou quando ele cumprimentou o rapaz gordinho, ocupando uma escrivaninha apertada no setor de contabilidade da empresa. Ramires olhou de um para o outro, percebendo a tensão entre os rapazes assim que os reuniu.

André percebeu o embaraço do colega e a incompreensão de Ramires, pois ele sabia que os dois haviam sido colegas de escola, mas nada além disso. A resposta do contador foi breve e fria:

– Ótimo, vocês me desculpem, mas preciso terminar meu relatório. – Sentiu vontade de acrescentar “sabe como é, eu não ganhei esse emprego do papai”, mas ninguém compreenderia o acesso de agressividade.

João Novais e Ramires se afastaram. O mais velho ainda acenou para André em um sinal de despedida, mas o segundo apenas virou as costas. Mal teve coragem de encarar o antigo colega nos olhos, covarde. A raiva fervilhou no peito de André e ele afrouxou a gola da camisa branca que estava vestindo. Ainda faltava para o fim do expediente e ele tinha também aula no período noturno, no IME da Universidade de São Paulo.

A vida era muito injusta. Enquanto sua família penara para pagar um bom ensino médio que permitisse o jovem a cursar uma universidade estadual, e depois o próprio teve que se esforçar muito para conseguir um estágio mal remunerado, pessoas como o filho-da-puta do João Novais não precisavam levantar um dedo mindinho. O outro havia se formado em alguma faculdade particular e fora contratado como gerente júnior porque o dono da empresa era amigo do pai de Novais, também empresário.

Não importava o diploma melhor, o esforço, os bons atributos intelectuais e conhecimentos técnicos apurados, porque André não passava de um zero a esquerda, um funcionário qualquer sem indicações poderosas.

Às vezes desejava com muita intensidade que gente como o Novais simplesmente não existisse.

Linha 702-U, 18:40, 27 de outubro de 2010.

Para variar, o trânsito da Rebouças estava completamente atravancado. André havia conseguido sabe-se lá como um lugar para sentar no ônibus. Em geral a agonia de ir da Paulista até a USP se dava principalmente por fazer todo o trajeto em pé, apertado entre as pessoas agarradas às barras metálicas do ônibus feito pedaços de carne em um frigorífero, a cabeça pesando com o calor e o barulho incessante de buzinas lá fora.

Sequer poderia respirar fundo, porque todo ar que inspirava vinha quase sólido, cheio de grãos de poeira e fuligem dos escapamentos desregulados. Ainda estava claro, devido ao horário de verão, então a aparência do céu era laranja e cinza, com uma lua pálida que tentava inutilmente fazer-se enxergar.

Esse tipo de lua fazia André lembrar de Helena, mas nem a lembrança da amiga era capaz de distraí-lo das memórias que afloravam da imagem viva, recente, do rosto largo de Novais. Muitos diriam que estava implicando com o rapaz, que deveria deixar essas infantilidades para lá. Só que ele sabia que desde que tinham cerca de quinze anos, a coisa deixara de ser uma antipatia infantil. Era crueldade, pura, simples e desmotivada.

Abaixou a cabeça, a testa apoiada nas mão espalmadas. O rio Pinheiros estava fedendo como sempre e André não tinha para onde ir, preso no ônibus cruzando o viaduto.

Instituto de Matemática e Estatística da USP, 20:18, 27 de outubro de 2010.

Caralho. A aula não acabava nunca. Era pior que o trabalho, porque não tinha nada para fazer. E ainda não tinha parado de pensar em como aquele desgraçado havia sido cara de pau em ter ido cumprimentá-lo. E daí que o Ramires falou que tinha um ex-colega de classe trabalhando ali? Podia ter inventado uma desculpa qualquer, o homem não ia ligar, afinal André era só um estagiário de merda. Tinha que ir lá olhar para ele com aquela expressão sem-graça. Estava certo de ter percebido uma nota de pena na voz de Novais.

Saiu quase correndo da sala quando o professor anunciou o intervalo. Como já havia circulado a lista de presença, ao menos podia ir embora. Cogitou passar em frente ao IAG, ao lado do prédio de sua faculdade, para ver se Helena estava por lá. As aulas dela eram de tarde, mas sabia que ela gostava de ficar até tarde estudando na biblioteca. De qualquer forma fazia um bom tempo que não falava com ela e tinha demorado a se dar conta o quanto faziam falta as longas conversas sobre video-games e livros de fantasia, sentados numa entrada do prédio da Física que peculiarmente estava sempre fechada e deserta.

“Você tá sumida” ele teclou no celular. Era um aparelhinho bem vagabundo. Servia só para telefonar e mandar mensagens de texto. Não que a função de um telefone móvel devesse ir além disso, mas não deixava de sentir uma pontada de inveja das pessoas que tinham câmeras e aparelhos de áudio portáteis.

O clima já estava mais frio quando se encaminhava para o ponto de ônibus. André teve uma sensação estranha de doença, febre e dor na garganta, talvez fosse algum tipo de choque térmico. “Loser” murmurou com sigo mesmo e sentiu aquele tipo de dor que vem mais da sua mente que do seu corpo quando algumas pessoas de outro curso passaram rindo. As risadas eram ganchos agarrados na pele. Não tinham nada a ver com ele, mas nunca conseguia deixar de ouvir risadas próximas e lembrar do quanto era desastrado, pouco atraente, pobre. Sequer tentava pegar leve consigo mesmo. Por mais que ser bom em matemática fosse incrível, não era algo que contasse muito para as outras pessoas. Culminava naquela sensação de raiva, dos outros e de si mesmo, por não ter superado, por não se deixar superar.

Lapa, 23:05, 27 de outubro de 2010.

Morava junto com a mãe em um apartamento pequeno, de dois quartos. Os pais eram divorciados desde que tinha uns treze anos e desde então não tinha mais ouvido falar do pai. Procurou fazer o mínimo de barulho ao entrar em casa, para não acordar D. Eulália, como chamava a mãe de André. Ela ficava um pouco nervosa às vezes, era uma funcionária do Detran aposentada e por isso ficava muito tempo em casa, ouvindo o Datena falar bobagem e criando medo de sair na rua. Também devia se sentir desprezada, porque engordou muito depois do divórcio e não conseguiu arrumar outro marido.

Ela vivia dizendo que sua maior preocupação era André, queria proteger o filho a todo custo. Não que Eulália não tivesse motivos. Ela havia visto o filho em um estado lamentável e não conseguia deixar de se afligir eternamente com isso. Claro que não tinha a menor possibilidade de contar a ela que João Novais estava agora entre seus chefes.

André passou direto pela cozinha, pois estava sem fome e foi refugiar-se em seu quarto. Era um ambiente pequeno, mas estavam lá seus livros e seu computador. Não sabia o que faria sem aquela máquina comprada em várias prestações numa loja de departamentos, pois era uma de suas únicas fontes de distração e divertimento, mesmo que naquele momento não estivesse com cabeça para jogar. O lado bom era que no dia seguinte não teria aula na faculdade, ironicamente seria Dia do Funcionário Público, então não ia precisar voltar tão tarde para casa.

O alívio de chegar em casa depois do dia inteiro na rua esvaiu-se logo quando deitou. No escuro, as sombras da rua projetadas no teto eram formas sinistras, opressoras. André mantinha os olhos bem abertos porque tinha medo que uma piscadela transformasse as sombras nas silhuetas do que não queria ver.

Um sussurro baixo chamou seu nome e, trêmulo, ele olhou para o lado, porque não deveria ter nada ali, era apenas um sonho mal.

Abril ou Maio de 2003.

Era mais um plano mirabolante para ser dispensado da aula de Educação Física que dava errado. O professor não tinha tato nenhum, ele achava que forçar a presença de André nas aulas de alguma forma faria com que os outros garotos gostassem mais dele.

O garoto foi quase se arrastando para a quadra, enquanto o professor distribuía material esportivo.

– Aí, balofo! – que idiota, era só uma palavra sem sentido. E André não era tão gordo assim.

Não viu quem começou, embora tivesse uma ideia. Depois da primeira bolada que o atingiu com força no estômago, vieram mais vinte-três seguidas, de todos os lados. Sentiu os óculos partindo antes que conseguisse proteger o rosto com os braços. Um pedacinho de vidro por pouco não cegou, mas talvez ficasse com uma cicatriz abaixo do olho esquerdo. Ia ficar com marcas roxas por todo o corpo também.

– Ih, ele está sangrando! – alguém falou e ele sentiu o professor o amparando para fora dali, não antes de ouvir as respostas dos colegas:

– E daí?

– Que nojo, não encostem nele.

(…)

Ela era magra, morena de um tom pálido. Tinha cabelos negros e bem curtos, desfiados sobre a testa. Seus olhos amarelos estavam cravados no rapaz alto e forte, preso a correntes pendendo do teto baixo daquele porão abandonado. A mulher sorriu para o rapaz subjugado e o rosto dele não estava visível porque o ambiente era bastante escuro. A única luz vinha de um poste lá fora e estava toda na cara da mulher.

– Eu vou te devorar. – ela falou com simplicidade e André teve a impressão que as palavras foram dirigidas a ele.

Você já trabalha, você está terminando a faculdade, mas aos vinte e dois anos ainda mantém laços fortes, laços inseparáveis à sua adolescência, frustrante, desesperadora. Por que você faz isso, André? Foi tão traumatizante assim? Aqueles anos certamente não foram os melhores da sua vida, por que não tenta esquecê-los? Pensar sempre na dor te faz sentir mal, olha só… Você já está chorando.

Adoro ver você chorar.

Casa, 6:40, 28 de outubro de 2010.

O alarme do celular já havia tocado a algum tempo quando André despertou com um susto, estava atrasado para o trabalho. Passou a mão sobre o rosto, sentia o suor grudado nas costas, mas ao contrário do que havia pensado, não estava chorando. Porém, também não estava nem um pouco descansado. Sentia como se tivesse passado a noite em claro, embora tivesse deitado pouco tempo depois de ter chegado em casa, após um breve banho.

Sem tempo para maiores ponderações, tratou de se arrumar bem rápido. Forçou-se a comer alguma coisa e deixou um bilhete para a mãe, pois não a via desde que saíra para trabalhar bem cedo no dia anterior.

Fazia frio e André não tinha nada de bonito para olhar. Os canteiros das poucas árvores da rua em que vivia estavam cheios de lixo, não havia um muro que não tivesse sido maculado com tinta spray e um cão esquálido bebia a água suja empoçada no meio-fio. Por pouco o rapaz conteve um ímpeto de abraçar o animal, mesmo que a pelagem marrom estivesse falha e manchada com a graxa de algum lugar que o cão encostara. Se não tivesse que ir trabalhar, se o dinheiro do estágio não fosse tão importante para pagar as contas de casa, se não fossem tantas coisas que tiravam de seu controle as decisões sobre a própria vida, teria escolhido fazer algo pelo cão.

Prestes a virar a esquina, olhou uma última vez para trás, como se fosse despedir-se do cachorro, mas ele não estava sozinho. Tinha uma pessoa brincando com ele, uma mulher vestida de negro que André julgava ter visto em algum lugar. Ela virou o rosto em direção ao rapaz e, talvez por ele estar vendo de longe e contra o sol nascente, os olhos dela pareciam de um tom amarelo vibrante, algo entre felino e serpente.

André arrepiou-se e apressou o passo, a mochila bem apertada contra as costas, caminhando em direção ao ponto de ônibus. Já haviam algumas pessoas ao redor do marco cor de laranja e a baforada de fumaça de um coletivo que acabara de partir fez o rapaz tossir e precisar apoiar-se no muro mais próximo para recuperar o folego. Sentiu uma dor forte um pouco acima da nuca. Praguejou com contra noite mal dormida e foi empurrado pelos outros trabalhadores para dentro do ônibus 917H-10, rumo à avenida Paulista.

Edifício Cruzeiro do Sul, Av. Paulista, 8:01, 28 de outubro de 2010.

– Por favor, foi só um minuto! – André choramingou para o funcionário ao lado do relógio de ponto. A máquina era moderna, digital e o fiscal tinha como modificar os números e evitar que o salário do rapaz sofresse algum desconto pelo atraso.

– Não posso fazer nada, garoto. Só estou cumprindo ordens. – ele respondeu, procurando evitar um olhar mais direto à expressão desolada de André.

– O que está havendo? – João Novais perguntou. Ele também havia acabado de chegar. Ao contrário de André, que vestia uma camisa de manga curta e uma gravata simples, o jovem executivo estava usando um bonito terno cinza sob medida e havia um prendedor dourado em sua gravata feita de um tecido que deveria ser seda.

– Bom dia, senhor Novais! – falou o funcionário, sorrindo para o recém-chegado e permitindo que ele entrasse sem bater o cartão – Nada demais, não se preocupe.

– Deixa o André entrar e esquece que ele atrasou. – Novais falou, encaminhando-se para o elevador.

Sem questionamentos, o homem mudou com a maior facilidade o registro do horário de chegada de André marcado na tela de um computador. André atravessou depressa o hall do prédio e ia chamar um elevador quando viu que João havia segurado a porta do elevador em que estava para o outro.

Sentiu o café-da-manhã revirando no estômago, talvez um protesto interno por ter aceito um favor daquele desgraçado. Não tinha coisa alguma para dizer a ele e gostaria que nada disso tivesse acontecido. Quando a voz do hábito o lembrou que havia esquecido de dizer obrigado, recusou-se veementemente, porque João Novais não merecia.

– Que sorte a sua, hein cara? – Novais teve a cara-de-pau de falar – Noite agitada ontem? Eu estive em uma festa de quarta-feira. Doido, né?

Pelo espelho do elevador, André observou o rosto de João. Mantinha a mesma expressão imbecil do colegial, apenas um pouco mais velho e com uma roupa de advogadozinho sustentado pelo pai, se fingindo de bom moço. Conseguia imaginar todo mundo dizendo o quanto ele era perfeito e havia superado suas “dificuldades acadêmicas” e ingressado com sucesso na carreira empresarial. Por pouco André não vomitou em cima dos sapatos finos de Novais.

– Esse é seu andar, não é André? – será que Novais era incapaz de perceber o quanto essa simpatia cínica era constrangedora? Que humilhava André ainda mais? Talvez ele soubesse disso e agisse propositalmente.

– É aqui sim. – respondeu e partiu, esperando que o elevador tivesse algum problema e despencasse oito andares, matando seu único e infortunado ocupante.

Eu corto as travas de segurança para você, querido.

André ergueu o rosto e por pouco achou que o rosto redondo de Luana, outra funcionária da contabilidade, havia tornado-se magro e exótico e os olhos verdes mudaram por segundos em um tom de dourado.

– André, tudo bem?

– Você disse alguma coisa, Luana? – ele perguntou, porque tinha certeza que ouvira uma voz que não era da moça, mas tinha vindo dela, ou de algum lugar próximo a ela, na entrada da sala cheia de cubículos e escrivaninhas de pessoas trabalhando.

– Eu disse “bom dia”. Poxa, está desligado hoje, hein? – ela falou, rindo. André às vezes tinha vontade de chamá-la para tomar um café. Já haviam conversado durante alguns almoços, mas era diferente quando todo mundo do escritório ia junto. Não que tivesse problemas em ir falar com ela, não era bem isso: de alguma forma a possibilidade de poder ser rejeitado o impedia de agir. Qualquer um diria “não custa nada tentar” mas temia por a perder a pouca simpatia que havia ganho da moça. Helena vivia o aconselhando a ter mais atitude e certamente falaria que ele foi um bobo de não ter aproveitado a chance para conversar um pouco mais com a colega que demonstrava francamente algum interesse por ele.

Ainda estava pensando em Helena quando acomodou-se em sua escrivaninha e ligou o computador para começar o trabalho do dia. Havia pedido Lena em namoro uma vez, mas ela não aceitou, por mais que dissesse gostar dele. André achou que isso fosse acabar com a amizade dos dois, mas depois que ela explicou os motivos, foi como se… o sentimento por ela tivesse se tornado uma compreensão que os ligaria para sempre.

Estremeceu, procurou recompor os pensamentos porque eles poderiam levá-lo a revelar emoções que não cabiam no ambiente de trabalho. Respirou fundo e abriu a planilha de gastos no Excel que deveria completar. Se por um lado era um trabalho entediante, mal-pago e, muitas vezes, utilizado pela empresa como forma de enganar o fisco, alienar-se com trabalho ainda era um entorpecente como qualquer outro.

Horas depois, André ouviu o celular tocar, avisando que tinha uma mensagem de texto nova.

Ele leu “Te amo muito”, com certeza era isso que estava escrito no recado sem remetente, embora as palavras escritas fossem agora “Você também, vem me visitar no Halloween” e o número de Helena estivesse marcado logo embaixo.

continua…


Written by Ana Bourg in: Ana Bourg,Contos,Grinder | Tags: , ,

37 Comments»

  • Samila says:

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    Já disse antes no Nyah, mas digo novamente: adorei a história! é envolvente e realista, e é quase impossível não se apiedar do personagem principal, e se revoltar com o seu maldito ‘inimigo’ de infância.

    • Ana Bourg says:

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      Oi Sami *_*

      obrigada por comentar, dear :D
      Achei que o protagonista dessa história aqui tem um lado muito fofo. xD

  • Thainá Gomes says:

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    Essa estória me prende até o fim com uma espectativa enorme pra saber o que vem na próxima linha! Fantástica eu gostei muito, muito. Quero ver o final.

  • Vinicius Maboni says:

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    Ana!
    Muito bom mesmo!
    Parabens e obrigado pela dedicatoria.
    O personagem é cativante, gosto dos ataques diretos a imundicie humana. QUero ler a continuação com urgencia.
    Sou seu fã declarado agora.
    ^^

    • Ana Bourg says:

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      É que eu tive a ideia conversando com você e com a Thainá. :) E a samila foi a primeira a ler. ^^

      A ideia era fazer um personagem bem “humano”, no sentido bom, que ficasse frente a frente com o “sentido ruim”, acho que algo assim :P

      Obrigada mesmo pelo comentário!
      Logo mando mais capítulos =D

  • Shado Mador says:

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    Interessantíssimo.Muito bom.Expões as injustiças da nossa sociedade de forma bem natural, impossivel não sentir pena do andré.A mulher de preto e olho amrelo deixa agente aflito para ver o que acontece depois.Não tem erro nenhum no texto, somente felicitações.Tem continuação?Porque eu não consigo achar na agenda e não está linkado com a pizza.Tomara que tenha :)

    • Ana Bourg says:

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      Obrigada, Shado. ^_^
      A ideia para a situação do personagem surgiu um dia que estava pensando que nem sempre o nerd esforçado na escola vence na vida e atinge um patamar profissional superior aos seus bullies. (isso aconteceu ao ver que a maioria dos meus ex-colegas de classe do colegial não receberam nenhum tipo de “punição do destino” por coisas ruins que fizeram).
      Já o André e a mulher de olhos amarelos surgiram por completo ao assistir um episódio de Boston Legal – o negócio é que tinha um personagem parecido com o André e ele só se dava mal, daí resolvi escrever uma versão paulistana ladeada por uma entidade sobrenatural.

      Tem continuação sim. Ainda está incompleto, mas tem a parte dois. Se você for no final dos textos postados aqui no site, tem uma série de tags pequeninhas escritas em cinza. Clica no nome do autor depois de “in:”, daí lá tem tudo que tal autor escreveu.

      Ou aperta f3 e usa a ferramenta de busca por palavra na página principal do site. A parte 2 desse texto está na agenda.

      Valeu! o/

  • lobaempeledeovelha says:

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    E agora que li o seu percebo o quanto tenho que melhorar.
    Fazer uns treinamentos bem rígidos para um dia quem sabe escrever tão bem quanto você.
    Adorei o personagem principal ;)

    • Ana Bourg says:

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      Aw. Obrigada lobinha. x3
      -
      Bom, acho que treino é a melhor forma de melhorar a escrita. Eu ainda tneho que suar muito também.
      Legal que você gostou da história e do personagem. Se quiser ler, a parte dois já está na agenda. ^_^

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    “Ela ficava um pouco nervosa às vezes, era uma funcionária do Detran aposentada e por isso ficava muito tempo em casa, ouvindo o Datena falar bobagem e criando medo de sair na rua.”

    Estou fazendo uma leitura não linear, posto que comecei pelo seu terceiro conto, mas não estou nem um pouco aflito com isto. Estava óbvio que para estar bom daquele jeito no ‘terceiro ato’, a série teve uma gênese boa. A proximidade do seu conto com o cotidiano é fenomenal. Realmente um brinde aos olhos.

    Parabéns Ana! E estou me tornando um leitor assíduo seu já! haha! :D

    • Ana Bourg says:

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      Obrigada! \o/
      -
      Legal que ‘tá agradando. :P Realmente fui juntando coisas que vi por aí e fazendo uma colagem delas e inventando outras partes.
      -
      Talvez fique até interessante ler sem linearidade, porque aí é só seguir as datas em cima dos trechos (não sei de onde tirei isso, acho que era para ficar com cara de uma coisa meio policial).
      -
      Obrigada mesmo, muito legal da sua parte. ^^ E já vi que você escreve muito bem.

  • Franz Lima says:

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    Ana, o texto ficou ótimo, com muitas lacunas (boas, diga-se de passagem) que nos fazem por a imaginação para trabalhar. As expectativas são grandes e sei que corresponderá à altura.
    Vou buscar as continuações…
    Parabéns.

    • Ana Bourg says:

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      Obrigada! :D

      Eu sempre me preocupo com essas lacunas, fico pensando com que uma pessoas que não tem a história pronta na cabeças irá ler. xD
      Acredito que os próximos capítulos consigam explicar alguma coisa.
      Muito obrigada pelo comentário!

  • elfman says:

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    essa história também me prende até o fim, que por sinal não existe. mas tudo bem.

  • Marcus Palante says:

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    Tenho que dizer uma coisa.
    Vocês aqui do ONE são incríveis. *-*

    Descobri O Nerd Escritor nessa semana. Só fui ter coragem de me cadastrar hoje. Espero que tenhamos uma boa relação e muitas trocas de opiniões sobre a cultura nerd em geral.

    Belo texto, Ana.
    Parabéns.

  • Anderson Rodrigues says:

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    Comecei a visitar o site essa semana por indicação de um amigo e gostei bastante de tudo que li. Mas essa história foi a que mais me prendeu à tela do computador, mesmo que por um breve momento, pra saber como ia se desenrolar o texto.
    Ana, seu texto está de parabéns :D

    • Ana Bourg says:

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      Olá Anderson!
      -
      Seja bem vindo ao ONE! Espero que você goste daqui e poste seus textos!
      -
      Que bom que gostou da minha história. Se quiser, as partes 2 e 3 já estão na agenda para ser lidas. :3
      Muito obrigada pelos elogios!

  • John Macedo says:

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    Essa primeira parte funciona como uma boa introdução, de verdade. Embora você tenha usado clichês, você o fez de uma forma muito competente. O texto fragmentado, com datas e horários, contribuiu bastante para o ritmo. Aprovado.

    • Ana Bourg says:

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      Que bom que agradou. XD
      A ideia era ter um ritmo de história de suspense – e acho que essa é minha primeira tentativa de escrever algo mais nesse gênero.
      Espero que você se interesse em ler a continuação. :3

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    Foi difícil encontrar uma imagem para este conto. É que é muito do cotidiano, e de São Paulo. :)

    • Ana Bourg says:

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      As abóboras até que estão legais, já que era parar comemorar o halloween (eu que não terminei a tempo XD).
      Guns, uma opção seria de imagem olhos femininos com a íris amarela. Eu usei algo assim na capa que coloquei no nyah.
      -
      Se não for dar trabalho, pode por a pizzinha linkando com as outras partes? =o
      -
      Obrigada ^_^

  • Daniel Perugini says:

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    É bacana porque a coisa das datas dá um dinamismo legal ao texto. Deixa a coisa toda mais “visual”. Curti! Parabéns;

  • nielperugini says:

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    Não entendi, as partes 2 e 3 deste conto foram publicadas antes (pelo menos as datas estãoa assim)? Como funciona? Se eu mandar um conto hoje,leva quanto tempo pra ser publicado? Abrçs aos amigos do Nerd Escritor!

    • Ana Bourg says:

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      A parte 1 foi a primeira a entrar na agenda e foi publicada no acervo do site, por ter chego ao topo da lista de comentários, ontem.
      -
      Se você mandar um conto hoje, depois de alguns dias ele entra na agenda. Daí ele fica na agenda até receber comentários suficientes para chegar no topo da lista. Quando isso acontece, ele é publicado e ganha uma capa.
      -
      Abraços.

  • Alana Duarte says:

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    Me apeguei ao André e seu dilema da matemática… xD

    -

    Espero a continuação ansiosamente!

    • Ana Bourg says:

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      Obrigada.
      A continuação já está no site, só clicar na pizza ali em cima. ^_^

  • Thumb up 0 Thumb down 0

    Gostei muito do texto, Ana. Uma história carregada de emoções pesadas, tão bem colocadas por ti. Vou ler a outra parte, agora…

    • Ana Bourg says:

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      Obrigada Elcio!
      Eu realmente coloquei bastante empenho nessa história. :3 Modéstia à parte, sabe essas coisas que a pessoa fica feliz em ter escrito?

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    Ah, esqueci de dizer: começar com Cruz e Souza, ativou minha curiosidade. Lindíssimo!

    • Ana Bourg says:

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      ah, valeu. Achei que era uma boa ideia. Acho que o Cruz e Souza é o poeta brasileiro que mais gosto (acho que ele e o Bandeira são geniais). Acho uma pena que falem tão pouco dele nos cursos de literatura do ensino médio (aliás, os vestibulares boicotam uma infinitude de bons escritores nacionais).

  • Rodrigo Maia says:

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    Seguindo sua recomendação Ana, cá estou.Gostei desta primeira parte deste conto.Estou na expectativa de uma história de terror à moda antiga.O começo da história com um poema foi uma técnica excelente,algo a mais que já aprendi por aqui.Parabéns Ana.

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