Caminhos
Autor: João Cunha
Através das sombras da ignorância,
Você gravita ao redor de egos mais fracos,
Despreocupado com o destino ao qual se rendeu.
Do que adiantou seu dom, se sua personalidade se perdeu?
Sabe por que sua alma morreu?
A cada escolha que se faz algo se perde,
Mas você, mediocremente, nada escolheu
Sem caminhos trilhados, sua alma pouco a pouco, se perdeu. ,
Agora tão mínima, sua alma deixa-se queimar,
O sol, seu ídolo, devora-o sem nem mesmo querer.
Inerte, você justifica as falhas e conquistas que não teve,
Enquanto deseja que o mal aconteça, e ele tire de seus ombros, o peso do destino.
Você lamenta, você chora,
Você grita e espera que seja em uníssono
Abandona a cegueira da admiração, e decidi-te
Há tantos outros caminhos além do não seguir, pouco é necessário.
Do grão de areia que ainda sobra, pare de esperar,
Do que adianta viver, sem antes eliminar as possibilidades?
Tortura-se internamente com a idéia de que viverá novamente?
Sua vida só começa, quando excede o teu destino, não há outras chances.
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Achei interessante João, com uma ritipo proprio, unico sem ficar vagando pela mesmice que sempre vemos em poemas ou poesias, mas acho que o poema, se assim voce me permite classifica lo, esta mais forte que o nome. Algo mais forte creio que seria mais indicado que “caminhos”, sei la, algo do tipo “Passos perdidos” ou “Psique conflitante”, é so uma ideia, mas gostei muito do texto, so algo que me incomodou um pouco foi a repetição seguida no final das duas primeiras estrofes da palavra “perdeu”. Parabéns.