Coisas que Perdemos pelo Caminho
Autor: João Cunha
Sua mente completava os espaços,
Enquanto as imagens vazias passavam por seus olhos,
Visões lhe davam determinação para os próximos passos.
Sem recuo, sem perceber, sem reconhecer,
Ele ia mais a fundo no mistério
Sem preconceito, sem Critério
Sonhos quebrados, fantasias distorcidas,
Devaneios, histórias sórdidas, tudo ouvira, mas nada escutara
A verdade e a mentira diluíram-se em sua cabeça, sedenta pelo mistério
Dessa fonte, bebeu
E continuou bebendo
O ritmo caótico que chamou de melodia foi o que percebeu
A canção lhe chamava,
Majestosa e impura,
Abraçou este mistério e chamou-lhe de cura
Pupilas dilatadas, adrenalina biologicamente injetada,
O canto do desconhecido obrigava-o a seguir através da caverna
Um deserto vazio, sem ninguém pelo qual se ajoelhar
Perdido naquele paraíso de cinismo
Ocupava cada neurônio com o desconhecido,
Apenas por sorte não caindo no abismo
Sem razão, sem intuição,
Abandonava-se aos sentidos
Sem sentido, sem valores não perdidos
Não desejava nada além do mistério,
E para sempre dele se satisfaria
Novos mundos sempre surgiam, com portas abertas ao desconhecido
Da corte da caverna, nada se ouvia, via ou sentia
Aplicados no mistério, se escondiam tanto,
Que Nenhum deles existia
Das risadas do descobridor, projetava-se o próprio ego
Ondas de si mesmo inseridas na própria canção do mistério
Seu caminho se aproximava cada vez mais do centro daquele campo estéreo
O canto aos poucos se restringia,
A mentira da verdade se esvaia,
O mistério embora fosse insolúvel, ia embora, deixando algo em seu lugar.
A solução anexava-se ao quebra-cabeça
A caverna, no descobridor adentrava as entranhas
O descobridor dizia “Jamais se esqueça”
Sem intenção, sem pensamento
O que fora perdido fora encontrado,
Sem paixão, com arrependimento
A canção do mistério lhe definira, moldara e criara
Mas com rancor, tudo aquilo que deixara para trás voltara
A curiosidade lhe transcendeu, e no caminho, algo se perdera
4 Comments»
RSS feed for comments on this post.








Espírito do Século. Novo RPG Pulp da RetroPunk já entrou em pré-venda!
Editora UNZA RPG estreia com suplemento GOBLINS em campanha para OLD DRAGON!
Alan Moore pede que leitores de Before Watchmen nunca mais leiam obras de Alan Moore
Papo na Estante 34 – Prêmios Literários
Papo na Estante 33 – Literatura de Entretenimento
Show, Don’t Tell ou Mostre, Não Diga.
Occupy Comics: Alan Moore e David Lloyd colaboram
Resenha do livro "O estranho mundo de Tim Burton"
Filhos do Éden - Herdeiros de Atlântida 


Well, primeira poesia que eu fiz tendo em vista criar um padrão e se mostrou mais fácil e útil do que eu imaginei. Acho que tenho uma péssima criatividade para títulos, já que a maior parte dos textos que faço tem o titulo de algum livro/filme/musica, mesmo que eu só conheça eles pelo nome =/
Bem amigo,também tenho esse probleminha com título então pego alguma palavra chave do texto e uso como tal,é uma dica,não sei se proveitosa para você.
Quanto ao seu texto eu digo,parabéns,gostei também da forma como se desenvolveu e achei muito interessante!
É isso…
Gostei, quanto aos titulos, nao sei, é uma dica, trabalhar titulos como se fossem os paradoxos de personagens, faz a mente do leitor viajar ja do inicio ao do que vc escreveu. Eu particularmente gostei desse titulo. “Coisas que perdemos pelo caminho”, mas acho que poderia ficar ainda mais interessante, mais curioso =)
O titulo chamou minha atenção para o texto, mas a imagem que o titulo me passou não foi confirmada no texto, mas isso não achei algo ruim, pois deixou um gostinho de surpresa. Gostei da forma como o desenvolveu. E a dica de pegar palavras chaves do do texto, bom, eu também faço isso xD Parabéns =B