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Jun
09
2011

O Legado

Escritor: Adelmo Silva

o-legado

Nefilim
Prólogo

Planície do Monte Horeb, Egito, 30 anos atrás.

Uma tempestade ao longe se aproxima do imponente monte, a cerca de 2300 metros acima do nível do mar. Relâmpagos e trovões são ouvidos a quilômetros de distância. Uma coluna torrencial de água despenca das pesadas nuvens de cor cinza-escuro. Um homem e uma mulher correm pela planície aparentemente fugindo de algo, ou alguém, cobertos com por capas e capuzes de tom amarronzado. Eles alcançam o sopé do monte e, ofegantes, procuram se esconder do que os persegue implacavelmente entre as ranhuras da base do monte. O homem, após olhar para os lados, dentro das ranhuras, encontra a entrada de uma pequena caverna. Ainda ofegante, a mulher implora para que seu companheiro não a deixasse sozinha naquele lugar.

– Não de preocupe, Laren! Logo estaremos em nossa casa em. Não se preocupe! – Com um sorriso amável e carinhoso, o homem deixa sua esposa e volta pelo mesmo caminho e chega à entrada da ranhura.

A chuva chega ao monte e relâmpagos cortam violentamente os céus. Trovões explodem no firmamento.
O homem, escondido entre os vãos da rocha, observa tudo ao seu redor, esperando localizar seu algoz. Um calafrio sobe pelas costas, sua respiração se torna ofegante, o ar quente entrando e saindo pela boca entreaberta e seus olhos se estreitam, tornando-se mais atentos ao ambiente ao seu redor.

De pé numa rocha, a 10 metros acima das ranhuras, uma figura sombria, de corpo largo, trajando um manto negro, observa sua vítima fixamente. Sua presença é assassina, como a de um leão faminto diante da presa. O homem rapidamente se vira, recuando alguns passos, conseguindo enxergar seu perseguidor de pé em cima da rocha. Com a voz de um trovão, o perseguidor dispara contra sua vítima:

– Você me deu muito trabalho, Dergel!! E isso me irrita profundamente, seu covarde! – disse o perseguidor, invocando o verdadeiro nome do fugitivo com um tom de fúria sobrenatural – Mesmo sendo você quem é, foi muito trabalhoso localizá-lo, meu caro! A vítima apenas olha para se perseguidor.

– Dergel, a luz rubra da justiça! Um dos cinco grandes anjos! Um Arcanjo. O Guerreiro que sobreviveu às grandes batalhas espirituais e corresponsável pela expulsão de Lúcifer e de seu exército de anjos caídos do Paraíso na lendária batalha. Não será fácil levá-lo de volta! – Pensou o caçador, no alto da rocha.

Dergel, um jovem guerreiro de cabelos longos e ruivos, semelhante ao vinho tinto, amarrados com uma pequena corda formava um rabo de cavalo e tinha os olhos da mesma cor. O guerreiro celeste encarava seu perseguidor sem ao menos piscar. Mesmo naquela tempestade de relâmpagos, Dergel conseguia observar seu rival.

– Tarien… – Dergel parou por um instante, olhando fixamente seu algoz, e continuou – … então os elementares mandaram você para me caçar? Logo você, um assassino medíocre e covarde! – diz com um tom de desprezo. – Sua sede por sangue aumentou muito desde a última vez que nos vimos. Você me impressionou bastante! Mas mesmo assim… você nunca foi páreo para mim!

Tarien, este era o nome do perseguidor. Um homem alto, com aproximadamente 1,80mt, cabelos cinzentos até os ombros, olhos amarelos e pele parda, olhava o celeste fixamente. Com um pequeno salto, o caçador se aproximou, mas deteve-se a cerca de 3 metros de distância do anjo fugitivo.

-Sou um caçador, Dergel! – diz o perseguidor, com voz uma firme e grave – o que você entende por assassino, eu entendo, assim como os elementares, por caçador de fugitivos e traidores como você!

Dergel sabia muito bem quem era o seu oponente. No passado, Tarien foi um grande combatente, mas utilizava de táticas covardes para vencer seus inimigos.

– Você sabe muito bem que não pode agir como bem quiser Dergel! Você é um dos Cinco Grandes! Você me dá nojo! Covarde!! – Gritou o perseguidor, tornando mudo até mesmo os trovões da tempestade.

Os olhos de Dergel fixaram no caçador. O arcanjo se colocou em posição de defesa e aguardou pela investida assassina de Tarien.

O anjo fugitivo apenas olhava com atenção seu perseguidor.

-Tem certeza de sua decisão, Dergel? Está ciente de tudo o que você perderá e o que irá acontecer? Questionou o caçador.

-Sim, Tarien. Eu tenho!- Respondeu Dergel com certeza firme e inabalável. –Nunca me senti desta maneira! É algo inexplicável! É algo que… – As palavras travaram em sua boca, sua mente nada conseguia formular nada para descrever o que sentia – Você não entenderia. Aliás, nenhum de vocês entenderia. Você nunca entenderá! Ela me fez sentir…

-Humano?! Interrompeu Tarien, totalmente irado. Porém, continuou – Dergel, você é um dos maiores anjos guerreiros que existem no mundo celestial. Seu poder é equiparado ao do próprio Arcanjo Miguel! Porque você prefere este mundo de caos ao Paraíso?!

Um leve sorriso brotou dos lábios de Dergel, demonstrando total convicção de sua atitude. Ambos são lavados pelas águas da chuva que cai. Os relâmpagos continuam cortando os céus violentamente. Dergel caminha lentamente em direção ao caçador com seus punhos cerrados. Do interior da pequena caverna, Laren observa seu marido indo em direção ao assassino. Por um instante, os olhos de Dergel desviam-se na direção de Laren, como se ouvisse sua voz em seu coração. Como um raio, o caçador desferiu um forte golpe contra o arcanjo que, por milésimos de segundo, conseguiu evitar que seu braço fosse decepado. Neste instante, uma dor que percorre o braço direito de Dergel, sentindo seu sangue escorrer pelo membro e pingar no chão. Na mão do caçador, uma espada flamejante, de cor vermelha alaranjada é empunhada com ferocidade animal.

-Você não escapará traidor! Honrarei a missão que os elementares me ordenaram. Prepare-se!! – O manto de Tarien é jogado aos ares, revelando sua real aparência: grandes asas negras, uma armadura feita de placas cobrindo todo seu corpo, de cor cinzenta, seus cabelos estavam ouriçados pela determinação de executar sua vítima. Era realmente um caçador.

Dergel saltou para trás, também retirando sua capa e revelando suas grandes asas rubras, porém, sem sua armadura celeste e suas armas de combate. Surpreso, Tarien questiona sua vítima sobre suas vestes celestiais de combate. – Quando saí do Paraíso, enterrei minha armadura como renúncia a todo meu passado celeste, a fim de poder ter uma vida normal do lado de minha espo….

– Esposa?! – diz o algoz com descaso – Arcanjos não têm esposas, Dergel! – retruca o caçador com total desdém, e continua – Você sabe o que acontece quando um celestial tem filhos com uma terrena! –esbraveja o caçador.
– Quanto a isso… você não precisa se preocupar, Tarien. – devolve Dergel, com grande frieza.

O caçador investe contra sua vítima, tal qual um lobo faminto. Um relâmpago ilumina o local. Os dois titãs colidem e um estrondo ressoa a longa distância. Instantes depois, outro relâmpago clareia o local, revelando Dergel caído no chão, com a mão esquerda pressionando um ferimento aberto em seu abdômen. Laren se desespera e corre em disparada na direção de seu marido ferido no chão, ignorando toda e qualquer presença assassina do caçador. Empunhando sua espada flamejante, Tarien olha friamente a mulher e por um instante, ele fixa seu olhar gélido na humana. – Hum! Interessante… – diz, com um ar de prazer obscuro. Ele ergue sua espada em direção à esposa do arcanjo ferido e dispara o golpe mortal.

-Três coelhos com uma só cajadada!! – diz ironicamente Tarien – Hoje entenderei o que este ditado humano quer dizer!

A espada é brandida em direção à humana com ferocidade. Neste instante, Dergel, mesmo ferido, se levanta e se projeta à frente de sua amada. A lâmina de fogo abre uma ferida nas costas do anjo, fazendo com que uma mancha de sangue e algumas penas fossem espalhadas pelo solo.

-Dergel!!!!! Grita Laren!

A dor é tamanha que o grito de Dergel ressoou por quilômetros. Porém, determinado e com os dentes cerrados, Dergel vira-se rapidamente, pega a espada pela lâmina flamejante e golpeia seu inimigo com um chute lateral poderoso, fazendo com que o caçador seja arremessado a cerca de vinte metros de distância. Sua mão é chamuscada mas, mesmo assim, consegue empunhar a espada e atirá-la contra Tarien. Por causa do ferimento, a mira de Dergel não é perfeita, fazendo com que a lâmina de fogo raspe pelo lado esquerdo da face do caçador, queimando-a, deixando assim uma grande cicatriz no rosto de Tarien. O caçador solta um urro de dor e começa a proferir palavras incompreensíveis aos ouvidos humanos, amaldiçoando o arcanjo. A visão do caçador escurece por um instante e, no momento seguinte, não enxerga mais nada além de borrões em forma de pessoas. Seu olho esquerdo foi totalmente destruído pelas chamas de sua própria espada.

Cambaleando, ele tenta fixar seu olhar, mas tudo o que vê são figuras distorcidas do arcanjo e da mulher. Dergel, sem perder tempo, investe contra seu adversário, mas Tarien salta, abrindo suas asas negras, ergue um pequeno vôo, esquivando-se da investida de Dergel.

– Dergel! Nem que demore séculos, milênios, mesmo que o fim dos dias se inicie, eu irei destruir toda sua existência!!!! Grita ao caçador, que logo desaparece em meio a uma forte ventania! A chuva amena.

Dergel cai, exausto e ferido nas costas. Seu sangue fluía lentamente por entre suas asas e por seu braço direito. Mesmo ferido, se ergue e, por possuir uma resistência sobre-humana, consegue seguir para longe dali, levando sua amada. A chuva cessa e as nuvens se dispersam, abrindo caminho para a grande lua cheia brilhante no céu, como um farol, iluminando o local.

-Será que seremos caçados, Dergel?! – Sussurra Laren, demonstrando grande medo e apreensão.
– Não sei! Mas uma coisa me intriga. Minha decisão não deveria gerar esta caçada assassina por parte dos elementares. Realmente… não entendo! – olhando nos olhos verdes de sua amada, o arcanjo sorri e olha para a grande lua no céu, admirando-a. Franzino a testa, Dergel fica pensativo e sua esposa o questiona sobre o que se passa em sua cabeça. –Ele disse três coelhos com uma só cajadada!?! Mas só estamos nós dois aqui, Laren. – Diz o arcanjo confuso pela frase do caçador. Com um sorriso carinhoso e amoroso, Laren toca a face de seu amado, virando-a para si, olha profundamente nos olhos de seu esposo e diz: – Ele viu bem mais do que você, meu amor! –pegando a mão do anjo, a mulher a coloca em seu abdômen e sorri gentilmente.
Os olhos de Dergel se enchem de lágrimas! –Você tem certeza?! A mulher afirma com um singelo sorriso. O arcanjo volta a olhar para o céu e diz: -Prometo que meu filho não terá o mesmo destino que os outros filhos de celestiais!


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20 Comments»

  • Atreus says:

    Gostei.Gostei mesmo.Tem potencial.
    _
    Acho que tu poderia dar um editada nele,entretanto. As descricoes estao muito na cara…Ou seja,da impressao que voce interrompe o conto para descrever o ‘anjo’ e etc. Tente incorporar mais na historia.
    _
    Tb cuidado com as exclamaçoes…Uma basta.E que sejam mais escassas.Nao é pq ela ta ali que da necessariamente emoçao a frase.
    _
    Aguardando o proximo!

  • Lord Jessé says:

    Achei muito bom.
    Parabéns!

  • Atreus says:

    Cade?Nao tem mais nao?

  • osmar Bispo says:

    O mundo subterrâneo ,o mundo logo, infinito, nuvens negras rondm. Sangue esquenta mais na mesma hora olho vejo uma luz clara a cima 2320.

  • Asami says:

    Espero sinceramente não ser a única pessoa que não entendeu o que Osmar disse…

    Quanto ao texto, concordo com Atrus, ele tem um potencial enorme, mas você realmente tem que tomar um pouco de cuidado com a pontuação. Além de usar menos exclamações, você deve-se manter atento a alguns trechos do conto, especialmente nos últimos parágrafos, em que as falas de alguns personagens acabam se unindo à sequência do texto. Para melhor entendimento do leitor, seria melhor se as separasse com um travessão ou iniciasse a sequência em outro parágrafo. Aguardo a continuação, parabéns Adelmo 😀

  • Lord Jessé says:

    Onde está a continuação???

  • Thainá says:

    lindo *-* parabéns.

  • Franz Lima says:

    Muito bom texto. Contudo, procure realmente ficar atento à pontuação, evitando exageros (!!!). Organizar o conto irá facilitar a vida dos leitores, além de trazer uma melhor compreensão. Mas valeu. Aguardo a continuação…

    • Lord Jessé says:

      Falando em continuação.

      Já faz um bom tempo que não sei nada nem da continuação, nem do Adelmo.

  • Flavio Silva says:

    Muito bom o texto.

    com as ressalvas apontadas sobre pontuação, estrutura dos diálogos, fluídez da descrição e afins, eu gosto muito do tema.

    tenho um texto nessa linha, mas é tão cativante que não termino nunca. Sempre surge alfgo novo que a cabeça não deixa ignorar.

    Esperamos a continuação.

  • STW says:

    Caramba, me arrepiei em algumas partes haha. Achei o final especialmente interessante, eu mesmo tinha achado que você tinha cometido um erro na escrita quando Tarien falou aquilo…

  • W.A.J.A says:

    Bom? isso está otimo. tem mesmo muito potencial. juro que imaginei um livro pronto e um filme de quebra!quero mais

    p.s.: me senti totalmente esmagada por isso! acho que vou desisti de escrever!

  • Peregrina says:

    Muito bom,esta história tem potêncial. =)
    Espero uma continuação.

  • nielperugini says:

    Bacana é, mas a questão dos pontos realmente pode ser corrigida. Mas nada mais sério. Se o problema for só esse, sinal que a coisa vai bem! Abrçs.

  • John Macedo says:

    Preste mais atenção na pontuação, como já disseram. E leia e releia seus textos antes de enviar, assim você evita alguns erros, como troca de letras e palavras ausentes.

    Achei a construção dos personagens muito fraca. Os diálogos são incompatíveis com as ações. Mas o texto têm potencial.

    E por que todo mundo relata os anjos como grandes pombas? Esse lance das asas é um tanto ridículo, na minha opinião. Não é de se pensar que anjos na Terra alterariam sua aparência?

  • A história é maneira, mas é preciso revisar o texto, muitas expressões se repetem.

  • Joao Bosco says:

    muito bem
    historia legal
    espero a continuaçao

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