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Jun
15
2011

Segredos Públicos

Escritor: Flavio Silva

segredos-publicos

A noite está fria.

O bar está cheio.

A música está alta e o poeta amador oferece seus versos a módicas moedas.

Ostenta um sorriso cativante e simples. Pega o combinado e sai. Vai rimar em outra freguesia sem a certeza de que alcançará alguém.

Tarde quente.

Cidade pulsante.

Trânsito rápido.

Carlos para na calçada a espera do semáforo. Todos ao seu redor atravessam a rua.

O semáforo retorna a abrir para os carros. Carlos olha um carro verde vindo não muito atrás e anda.

Anda entre os carros. Não se desvia. Não se retarda. Apenas anda.

Se posiciona para que a motorista do carro verde possa vê-lo, mas não possa desviar-se dele.

Ele nem fechou os olhos, apenas sorriu e acabou.

De seus dedos escapa um papel:

” Agora vivo em seu olhar, pois cansei de viver no escuro”

Manhã chuvosa.

Bairro sonolento.

Terraço sujo.

Elisa olha para as outras casas e imagina se agora estariam todos bem.

Um ônibus se aproxima e o prédio já sente o pisar de cada funcionário.

Ninguém teria notado aquele espaço vazio no fundo? Não deveriam telefonar para algum conhecido?

Não.

Ela abriu os braços e o teto do ôniubs a acolheu como um pai.

Ninguém acreditava no que tinha acontecido, mas sabiam suas últimas palavras graças a um papel anexo a seus documentos:

“Agora vivo em vocês, pois cansei de viver só em mim”.

Noite abafada.

Apenas os lábios safados de uma mulher ou a espuma gelada de uma cerveja fariam Luís não desistir de acordar no dia seguinte.

O bar estava lotado.

Luís passa de mesa em mesa com sua bolsa aberta exibindo os volumes xerografados e cuidadosamente finalizados de seus livretos de poesia.

Declama um verso ou outro para chamar a atenção. Poucos ouvem, mas todos ouviram o estampido que o derrubou de surpresa.

– Agora viva em mim, pois cansei de ser morada só de minhas dores – declamou Roberto disparando mais duas vezes contra o poeta no chão.

A música parou.

– Viverems todos fora daqui, pois aqui se cansou de nós… Disse Roberto dando um tiro em sua própria cabeça e caindo morto

Assim morreu Roberto, filho de Elisa e irmão de Carlos na vingança de uma dor que não lhe cabia mais…

Assim Renasceu Luís de cada olhar que se voltou pra seus versos pilhados da cena do crime.


Ontem vivia em mim e descobri cmo cansa ser vazio,
Pois me enchi de tanta coisa que não serve mais
Que ser eu não faz mais tanto sentido.
Você levou um pouco de mim e nem me pediu permissão.
Faz falta, sabia?
Me vi no escuro dos holofotes de neon,
No silêncio dos shows que nunca fui
E no calor das camas que nunca deitei.

Ontem acordei e sai por aí.
Me deixei em casa e apenas saí.

Não cruzei olhares,
Não retribui sorrisos,
Não apertei abraços,

Pois eles não ocorreram.
Saí sem mim e descobri que só vivo com você!

Isso deve mudar.
De alguma forma
Isso deve mudar!

Já sei
Vou ser você e assim viverei para mim…

Agora vivo em seu olhar, pois cansei de viver no escuro
Agora vivo em vocês, pois cansei de viver só em mim
Agora viva em mim, pois cansei de ser morada só de minhas dores

No fim, pois ele virá…
Viveremos todos fora daqui, pois aqui se cansou de nós…


Categorias: Contos | Tags: , ,

17 Comments»

  • Flávio Silva says:

    Finalmente, minhas palavras na net!

    Agora é só ver se agradam.

    Valeu Guns!

  • Samila says:

    eu pessoalmente não gosto poesia.
    Gosto de prosas poéticas, mas os versos em si raramente me agradam.
    Seu outro texto, sobre a timidez, estava uma delícia… esses aqui, todavia, estão amargos, a meu ver a ideia não combinou muito com o seu estilo de escrever. As suas frases curtas e espaçadas inspiram para mim mais doçura.
    Todavia, gostei do seu estilo.

    • Flávio Silva says:

      Doçura e amargor, adjetivos antõnimos, mas que muito me agradam.

      Tentarei escolher entre meus textos alguns mais longos e (preferencialmente, por hora) menos amargos.

      ^^

    • Vitor Vitali says:

      Concordo com a Samila em tudo. Menos a parte da prosa poética. Acho chato quase que sempre.

  • Gostei muito do estilo de narração, é particularmente o que mais gosto em contos. Entretanto a formatação está errada demais.

    A sensação é que não existem parágrafos, o que me incomodou muito.

    • Flavio Silva says:

      Obrigado. Gosto de frases curtas, mas claras.

      Verdade. Faz mesmo parecer que não exzistem parágrafos. Obrigado por levantar este detalhe. Verei com o Guns se dá para corrigir.

      Agora que falou nisso, a impressão que tive é que parece roteiro de HQ (quadro a quadro).

      • Pois é, eu acho isso legal, entretanto as vezes isso quebra o ritmo da leitura. É bom evitar repetição e juntar varias orações em uma só:

        Exemplo:
        A noite está fria.
        O bar está cheio.
        A música está alta e o poeta amador oferece seus versos a módicas moedas.

        Poderia ser:
        “Durante noite fria, o bar cheio ressoa uma música alta enquanto o poeta amador oferece versos à módicas moedas.”

        Tem um texto meu que é exatamente assim. “Nas mãos do demônio”

        • Flavio Silva says:

          Já coinsiderei esta possiblidade da quebra do ritmo, mas em outros tezxtos meus.

          Inclusive ontem quando pedi para minha esposa corrigir alguns de meus textos ela disse justamente o oposto: que eu estava usando períodos longos demais. Vou estudar um meio termo.

          PS: Minha esposa é professora, pós-graduada em língua portuguesa. Foi ela quem revisou meu livro de poesias. A Última Luz de Narciso.

          • Que sorte a sua! Assim fica bem mais fácil conseguir boas dicas!

            Realmente deve existir um equilíbrio no tamanho das orações e frases. Cinco frases em uma linha incomodam tanto quanto uma frase em cinco linhas.

            Tens um livro de poesias! Que legal! Escreve uma resenha sobre ele! Se quiser mande em meu email que eu publico aqui!

            rainiermorilla[at]gmail[dot]com

        • Marcus Palante says:

          Discordo.
          Esse estilo de parágrafos curtos torna a leitura mais ágil. É claro que tudo que é usado em excesso, faz mal. Mas acho que ele não está no caminho errado. Esse tipo de efeito é constantemente usado nos livros da escritora Lisa McMann (da série Wake, que até é Best-seller do The New York Times) e nos best-sellers do Markus Zusak como em A menina que Roubava livros e Eu sou o mensageiro. Olha esse trecho do Eu Sou o Mensageiro:
          “Ele está com a cara virada para o chão do banco.
          Está acontecendo um assalto.
          Está quente demais para a primavera.
          O ar-condicionado está pifado.
          Acabaram de avacalhar com o carro dele.”

  • Flavio Silva says:

    Rainier, te enviei a tentativa de resena por e-mail juntamente com uma foto da capa e contracapa.

    Em breve postarei alguma poesia aqui.

    Pensarei em algum esquema relâmpago para sortear um exemplar por aqui se for interessante.

    • Flávio Silva says:

      Guns,
      Mande-me seu endereço por e-mail ([email protected]) e te enviarei uns exemplares para sortear por aqui.
      Tinha esquecido completamente de ter prpoposto isto até encontrar os tais exemplares separados ontem com um sulfite entre eles dizendo: ONE!

  • Flávio Silva says:

    Este é o tipo de coisa que deve ser postado no TO DO?

  • Tammy #DramaQueen says:

    Como já foi comentado pelo Marcus anteriormente, seu texto me fez lembrar de Markus Suzak, pela fluidez que as frases curtas dão. O que tornou a leitura ágil e não cansativa, embora venha com essa temática mais pesada. Sóa poesia que não sei, obviamente ela está bem enquadrada no contexto do texto e seu uso no final foi inteligente e esclarecedor. Só senti um pouco de falta de sentimento. Por alguma razão, a dor que ela devia passar não chegou até mim.

  • Garcinaut says:

    Eu gosto do estilo, de frases soltas.

    Bom texto!

  • Franz Lima says:

    Uma tragédia escrita com refinamento. Pensei, inicialmente, que não gostaria muito por causa das frases curtas. Enganei-me… a sua escrita é muito bem arranjada e as histórias foram unidas com maestria. Ótimo conto, Flávio.
    Parabéns e muito sucesso…
    Franz.

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