Exórdio
Escritor: Perpétuos
Fazendo minha caminhada noturna ouvi:
- Todos! Reúnam-se no salão!
Estava intrigado com aquilo, pois não era sempre que eles nos reuniam para falar algo e principalmente à noite. Fui ao encontro de meus companheiros e chegando ao local observei um ambiente caótico, todos falavam ao mesmo tempo mal se podia ouvir o que a pessoa ao lado falava. Alguns momentos depois todos se calaram e direcionaram os olhares para uma figura parada no andar superior do salão. Era O Mestre e assim ele disse:
- Crianças hoje é o dia que vos foi profetizado, hoje será o Dia da Criação.
Blasfêmia! Isso está errado!
Essas eram algumas das palavras que consegui entender que saiam das bocas de meus companheiros, mas o que era exatamente esse “Dia da Criação” nunca ouvi mencionarem. Talvez fosse por que sou um dos mais novos? O mestre me trouxe para esse lugar faz pouco tempo, lembro-me como se fosse ontem ele segurando minha mão e me chamando de filho, foi um momento único que nunca irei esquecer.
- Porque criar esses, esses… Monstros!? Eles só trarão caos a tudo que existe!
Depois desse argumento ouviram-se mais gritos e algazarra. Senti-me mais confuso ainda, não entendia os argumentos de meus amigos, muito menos sobre o que estavam argumentando. Um deles subiu as escadas e foi ao encontro do mestre, ficando cara a cara com ele, disse:
- Quaisquer que sejam seus motivos, não merecemos isso! Você nos trouxe aqui e cuidou de nós e agora simplesmente diz que precisa se livrar de nos? Isso não é justo.
O Mestre o encarou com um olhar sereno e disse:
- Sua raiva nunca o levou a nada e nunca vai levar, mas você é importante tanto quanto qualquer um aqui, vocês irão entender tudo depois de hoje. Vocês fecharão o ciclo.
O Mestre depois da discussão apontou para mim e me pediu para ir ao seu encontro, primeiramente não entendi, mas confiava no Mestre mais que em qualquer um dessa sala então fui sem pensar duas vezes.
O que? Gritaram alguns. Ele que vai nos guiar? Gritaram alguns.
Ele foi minha penúltima criação a que ira colocar todos vocês em harmonia, talvez ele seja uma das mais belas que criei. Ele se chama Evol do Amor. E assim seguiu O Mestre com o ritual:
- Vocês viverão para sempre com eles os façam viver.
Ele inclinou as mãos para os céus e bateu as palmas uma na outra, ouve um clarão, no momento seguinte o salão estava vazio e o Mestre com uma expressão singela se dirigiu ao seu descanso.
Acordei em um lugar de trevas em meio ao nada, mas meus irmãos estavam por perto alguns não estavam mais ao alcance da minha vista e outros pararam ao meu lado apenas observando. Um deles chegou mais perto de mim.
- O Mestre disse que você nos guiaria então, Comece! ; disse Vis um dos irmãos mais velhos.
Não sabia o que responder, desviei o olhar e vi terra para todos os lados, olhei para o outro lado e vi água em abundância e em um piscar de olhos, criaturas surgiram na minha frente. Tudo estava acontecendo rápido demais, era como um sonho.
- Terás que controlar o tempo.
Disse meu irmão Mens um de meus irmãos mais inteligentes.
- Todos nos temos esse poder de observar qualquer parte do tempo basta que pratique e conseguirá controlá-lo. Não poderás ver nem controlar o futuro, pois só o Mestre tem a Onisciência e a Onipresença entre nós, mas particularmente não acredito nisso, tudo é obra do acaso assim como nós.
Depois dessas palavras Mens foi para seus afazeres e eu fiquei com os outros que ainda estavam esperando por respostas. Ainda não sabia o que fazer, mas controlar o tempo que vejo seria meu objetivo.
Assim passaram-se milênios até que eu conseguisse controlar alguns de meus poderes e descobrir algum de meus objetivos, um de meus poderes foi o de conseguir controlar uma realidade paralela onde conseguiria ver as criaturas da terra e elas não me vissem, bem assim seria melhor para realizar meu trabalho de fazê-las me conhecer.
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