“Feiticeira” faz críticas à autora de “Harry Potter”
Em “Onde Vivem os Demônios?”, a velha feiticeira Tia Klara — alter ego do verdadeiro autor do livro– faz críticas à famosa obra de J. K. Rowling: “Harry Potter”.
Segundo a bruxa, “o que ela descreve com riqueza de detalhes é o absoluto horror de todo magista sério: um mundo alternativo completo, autogovernado, burguês, tedioso e excessivamente humano que não é nem um pouquinho melhor que sua mentalidade estreita e autocentrada do que o próprio mundo dos Trouxas.” [via Folha]
Pegaram a J. K. Rowling para Cristo. Essa bruxa deve viver em um mundo paralelo.
Clique no link da Folha e saiba mais sobre o livro da Bruxa.
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“No Brasil, o título foi publicado pela editora Madras.” – E quem leva os livros da Madras a sério? :X
Aliás, acho que o autor desse livro levou Harry Potter muito a sério: é realmente um livro para entretenimento e não tem finalidade de “ensinar” magia ou discutir sociologia e política. Em geral as lições do livro são bem óbvias: seja contra preconceito, valorize seus amigos, etc.
Valores burgueses mas que não tem nenhum interesse em dominio político e social.Existem pessoas que vivem de teorias conspiratórias.
Isso aí é só para chamar atenção.
–
Pessoa desconhecida faz crítica sobre pessoa famosa. pff..
Sem levar em conta a magia, centrando-se unica e exclusivamente na literatura, a tal “feiticeira” tem razão em alguns aspectos. O mundo de Harry Potter realmente é um espelho no mundo da classe média (realmente tedioso) e da politica neo-liberal. A escola, por exemplo, remete às escolas inglesas tradicionais, inclusive pelo uniforme e organização interna (que é duramente criticada no filme e no CD The Wall, do Pink Floyd).
Sim, sem dúvidas. Por outro lado, acho que essa aparência de “espelho” é porque a autora realmente não se preocupou em aprofundar-se muito nesse aspecto ao escrever os livros.
Uma vez falei que, por causa dessa falta de aprofundamento (se pensarmos a respeito da economia dos bruxos em HP, podemos perceber que eles teriam problemas graves), existe uma certa maleabilidade no “mundo dos bruxos” e seria possível tanto descrevê-los nesse modelo “super britânico” da Rowling, quanto falar de bruxos na revolução russa em guerra com o Rasputin.
Porém, acho que não é gratuitamente que Hogwarts é a cara de uma boarding school tradicional. – O livro é cheio de “britanismos” e a própria autora tem uma maneira meio ironica de relatar as coisas.
Se fosse para levar a sério o conflito narrado no livro, diria que embate acontece entre bruxos “conservadores”, que são racistas, e bruxos “liberais”, que querem mais “igualdade de status” entre as “espécies” mágicas.
por exemplo, o jogo Fable III tem esse mesmo “britanismo” e concluímos aqui que se trata de uma metáfora da transição da monarquia absoluta para a monarquia constitucional.
Boa a análise.
Dei uma olhadinha no seu blog. Gostei do seu estilo de escrita. Vou ler mais e depois comento por lá.
Gostei da comparação! Sem bem que Rasputin tá mais pra Voldemort que pra Harry Potter!
Exato. (E obrigada!) Sobre o Rasputin: Era essa a ideia.
O cara evidentemente era um mago das trevas.
É que seria o cúmulo da fanfic escrever isso, mas não vejo porque não haveria bruxos comunistas indignados com o czar na Rússia de 1917.
Iih carai. E essa daí por acaso é parente de Morgana? Ninguém publicou um livro criticando a merda que a Stephanie Meyer fez com os vampiros e vão reclamar com Harry Potter? Aham tiazinha, senta lá *–*