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Aug
23
2011
Conto em Série

Lo Humarada Capítulo 1

Escritor: Diego Alves Vergilio

lo-humarada

Em uma noite fria de novembro, em meio a carros em alta velocidade e caminhões barulhentos, eram poucos os que viam aquela estranha figura correndo na escuridão. Uma jovem mulher vestida apenas com uma camisola fina.

Em seu rosto um olhar melancólico e desesperado como se fugisse de algo. Ela seguia pela tumultuada estrada vicinal que passava próxima de onde morava. Seguia até o viaduto em construção que havia ali perto.

O nome daquela mulher era Elaine, uma jovem de uma cidade de médio porte chamada Rio Calmo. Ela havia sido agredida pelo marido, depois de sete anos de casamento, de uma hora para outra ele se transformou num mostro que ela nunca havia visto nele.

Um soco em seu rosto, isso foi o bastante para ferir Elaine tanto em alma como em corpo físico.

Então sem saber como reagir à situação ela simplesmente saiu correndo. Correu noite a fora, sem rumo certo para seguir e seus pés a levaram até aquele viaduto. Elaine se dependurou sobre a beirada fria de concreto e olhou para o enorme fluxo de veículos abaixo, formando uma dança barulhenta de luzes.

– Minha vida não importa mais, o que me resta é apenas pintar de vermelho algum carro ou o próprio asfalto caso nenhum se aproxime no fim de minha queda.

Foi quando alguém que estava sentado na outra extremidade o viaduto disse para ela em voz calma, porém alta:

– Acredita que seu problema será resolvido no momento em que se espatifar naquele chão de piche e pedras? Não sabia que os suicidas não sobem ao paraíso?

Era um rapaz aparentando seus vinte anos iguais ela, cabelo castanho curto e liso, estava vestindo uma camisa de mangas compridas azul e uma calça jeans escura e desfiada.

Ele se levantou e se dirigiu até ela.

– Calma não se assuste, quero apenas me aproximar. – disse após ver o olhar de Elaine, um olhar que misturava medo e curiosidade.

Aquele rapaz ao se aproximar da beirada do viaduto, olhou para baixo e disse:

– Será uma queda feia se você pular não? Tem certeza de que quer fazer isso?

– Você acha que alguém além de mim se preocupa? Nem mesmo desfigurando minha cara em algum pára-brisa fará com que queiram saber quem fui eu. E nem ligo em ser sepultada como indigente. – disse Elaine.

– É você tem razão, ninguém se importa com ninguém nesses dias de hoje, a selva que esse mundo se encontra piora a cada século que passa. – disse aquele rapaz se sentando na beirada do viaduto e olhando para baixo.

– Como pode dizer isso, você tem trinta anos no máximo! – esbravejou Elaine.

– Aparento mesmo ter apenas meus vinte e tantos anos, não é mesmo? Mas se eu te disser que possuo quinhentos anos?

– Diria que você é tão louco quanto eu que planejo pular daqui de cima.

– Mas é a mais pura verdade, possuo quatrocentos e oitenta anos para ser exato.

Elaine olhou para aquele rapaz, incrédula em suas palavras, estava esquecendo a vontade de pular, um sentimento de ira crescia dentro dela. Estava ficando irritada com aquele rapaz, pois achava que ele queria apenas “brincar com uma suicida”. Então com o intuito de lhe dizer algumas palavras se virou e olhou diretamente para ele.

E se espantou ao ver que seus olhos eram diferentes, eram prateados e brilhavam intensamente conforme a lua refletia neles.

– O que é você? – disse Elaine assustada.

E sorrindo aquele rapaz sobrepôs parte de presas que ele possuía em sua boca.

– Acredita em vampiros?

– Estou ficando louca? Vendo o que não existe? Ou você é o demônio que veio buscar minha alma depois que eu me jogar?

– Não, você não fará nada, não antes que lhe conte o que vim lhe contar. Depois disso decida o que quiser da sua vida.

Depois de dizer isso ele usou de algum tipo de habilidade especial que fez com que Elaine saísse daquele parapeito e ficasse em pé diante dele sem que pudesse se mover.

– Primeiramente preciso te dizer quem eu sou, onde e em que época eu nasci.

E assim se começou os relatos de um vampiro, relatos sem motivos aparentes para serem ditos. E Elaine estava prestes a ouvir uma impressionante história, de criaturas que acreditava serem impossíveis de existir.

“Sentirás um belo sentimento no sonho desta noite”


Written by diegoescritor in: Contos,Diego Alves Vergilio,Lo Humarada | Tags: ,

16 Comments»

  • Diego Alves says:

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    Vamos lá galera cadê os comentários? srrsrs

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      Fim de ano = férias = pessoas sem acessar o ONE!

      Quer uma dica para ser lido, Diego. Leia e comente no conto dos outros. Aqui a interação vale muito mais que as pessoas lendo este conto.

      Há menos de um ano, não sabia nada sobre escrever, tudo o que aprendi se deve aos comentários, que recebi e aos comentários, que mesmo tolos fiz. #ficadica ;)

      • Diego Alves says:

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        opa vou fazer isso é que to meio sem tempo (que desculpa fajuta srsr) me desculpem por não comentar vou me lembrar disso

  • Thumb up 0 Thumb down 0

    Que melhora significativa! Novamente, tens idéias muito boas, um conflito da protagonista com seu marido e um vampiro com fome (ou diria sede).

    Entretanto ainda há alguns erros de enredo.

    1° O conflito psicológico é o que envolve na personagem, é o drama emocional. Tudo o que acontece no decorrer do conto, deveria ser uma válvula de escape da protagonista. Do quinto parágrafo para frente, o conflito DESAPARECE!

    2° Entra o dentuço na parada. Ele É A VÁLVULA DE ESCAPE. O vampiro deveria ganhar a confiança dela, entretanto o dialogo é muito vazio e sem EMOÇÃO!

    Pense em uma bomba pronta para explodir e um milíco do esquadrão anti-bombas tentando decidir se corta o fio azul ou vermelho. A bomba era a protagonista, o anti-bombas o vampiro e os fios as falas dos personagens.

    A sensação é que ele pegou a bomba do jeito que estava. Não houve DESENVOLVIMENTO dos personagens!

    Mas está melhorando, continue postando.

    • Diego Alves says:

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      opa é que esse é o cápitulo 1, esse escape e a confiança acontece após ele contar a história dele vou postar os outros capítulos

      • Thumb up 0 Thumb down 0

        Se é somente o capitulo 1, é ai que realmente este sentimento devia ser mais intenso. Uma tentativa de suicido é uma experiência extremamente forte, e se você deseja captar o leitor, deve se prender completamente na história.

        Durante o dialogo não houve NENHUMA descrição de sentimentos!

  • Thaina Gomes says:

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    Eu gostei da estória, e acho mesmo que o Rainer tem razão, e não é menos um ponto pra você. E sim mais um ponto porque agora você aprendeu algo pra melhorar da próxima vez. =)

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      É isso aí! Concordo om a Thaina!

      Quando entrei no ONE, só levava porrada e isso me fez crescer muito como autor.

      AS críticas lhe conduzem a perfeição!

      • Bruno Vox says:

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        O feedback do pessoal é essencial. A História está boa, mas as dicas do Rainier Mozilla podem deixar elas excelentes.

        vamos que vamos :)

  • nielperugini says:

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    Já tem a parte dois?

  • Trillium says:

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    Eu gostei, no final já estava sendo arrastada para dentro da história, continua.

  • Thumb up 0 Thumb down 0

    Hm. De alguma maneira o fim da parte 01 esfriou o começo da história. A parte “ele usou de algum tipo de habilidade especial que fez com que Elaine saísse daquele parapeito e ficasse em pé diante dele sem que pudesse se mover.” Tirou um pouco da graça da narração. Transformou em algo simplesmente mecânico, sabe? Eu aconselharia você a transformar isso em algo mais literário. “E de repente, em menos de um piscar de olhos, Elaine se viu em pé diante do estranho, e sem o controle de seu corpo.” algo assim. Espero ter contribuído!

    • Diego Alves says:

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      opa, contribuiu sim cara. Apesar de a história estar com partes diferentes aqui comigo, da que está na net. Pretendo lançar ela em e-book =)

  • Priscilla Rubia says:

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    Gostei da história, só não achei o diálogo muito envolvente, ficou meio… vazio.
    Anw, isso já foi dito aqui.
    Irei ler a parte dois! (se o telefone deixar).

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