Martelo de Ebano
Escritor: Vagner Silva Penna
Eu estava em uma região remota acho que da Europa não sei que cidade ao certo mais todos conversavam em espanhol, pela vestimenta e costumes do local, os meios de transportes como carruagens e cavalos e os cavaleiros o século era entre 15 e 16.
Juntamente com um grupo de ciganos, éramos perseguidos por homens de vestimenta negra que utilizavam símbolos da igreja católica, meu clã me chamava pelo nome de Julian, eu tinha mulher e duas lindas filhas.
Vi varias pessoas serem torturadas nas diversas cidades em que passei essas pessoas eram torturadas em praça publica e depois eram queimadas vivas, o simples fato de ter nascido cigano ou ter outra crença era o bastante para ser assassinado. Vivíamos como nômades e não permanecíamos por mais de uma noite no mesmo local, para que a santa inquisição não nos capturasse.
Minha esposa era uma cigana linda olhos verdes e cabelos negros como o manto da noite e eu a amava tanto, minhas duas filhas uma de nove e outra de doze anos pareciam muito comigo, éramos uma família feliz. Toda noite eu me sentava envolta da fogueira e juntamente com minha família e amigos conversávamos sobre a vida, a cultura de nosso clã éramos um povo pacífico minhas filhas ficavam sempre juntas a mim, nessas reuniões, contávamos historias e passávamos nossos ensinamentos aos nossos filhos toda noite era assim quando as meninas pegavam no sono as colocava para dormir em suas redes e ia deitar com minha amada esposa, e foi assim por um bom tempo.
Certo dia, paramos e montamos acampamento aos arredores de Sivaks uma pequena cidade, e ao terminarmos fui até a cidade comprar alguns mantimentos.
Foi então que os soldados da inquisição cercaram o nosso acampamento e junto com dois homens de vestimenta negra os atacaram, os que reagiram foram mortos, minha esposa e filhas foram capturadas junto com o resto do meu clã.
Quando retornei para o acampamento me deparei com a horrível sena, vários dos meus irmãos estavam mortos procurei minha família entre os mortos mais nada:
- Que religião e essa que mata pessoas inocentes em vão?
Eles foram levados em praça publica próximo a uma grande igreja vi tudo de longe, minhas filhas foram torturadas e nem sabiam por que aquilo estava acontecendo, as pessoas ao redor da praça gritavam e deferiam palavrões para elas como se elas fossem servas do demônio, as pessoas gostavam do que viam como se eles sim estivessem possuídos ou adorando o mal.
Vi uma a uma ser queimada e serem rotuladas bruxas, adoradoras do diabo, nunca tínhamos feito mal a ninguém minhas filhas não conheciam a maldade até aquele momento, porque esses padres se dizendo servos de Deus nos fizeram tanto mal, o que tinha de Santo Aniquilar as diferenças.
E assim o martelo das bruxas exterminou milhares de pessoas, e eu agora era o ultimo do clã Ellebase, e vagava sozinho, pelas noites em busca de vingança e todos os inquisidores e pessoas do meio, como delatores soldados que trabalhavam para o martelo das bruxas que encontrei pelo meu caminho matei sem do e com estrema crueldade queria que eles sentissem muita dor como minha família sentiu e quanto mais pessoas eu matava mais o ódio aumentava.
Como os responsáveis por tantas mortes utilizavam um guia uma bula chamada Malleus Maleficarum, para realizar toda crueldade inimaginável possível dizendo ser em nome de uma fé uma das maiores mentiras contadas por uma religião corrupta e podre. Adotei como instrumento de minha vingança, aos inquisidores um martelo de duas cabeças uma com ponta e outra quadrada.
Em pouco tempo minha fama já corria por toda a Europa, me chamavam de o Arcanjo me atribuíram muito mais feitos e mortes do que eu já havia feito, e muito poucos sabiam como eu era realmente e o porquê de tanta violência com supostos homens de Deus, só eu sabia o Deus que esses homens realmente seguiam.
Com o tempo e após tantas mortes da corja da inquisição Roma planejou uma grande caçada que envolvia muita gente importante e todo seu exercito de soldados do Papa, Roma temia uma grande revolta da população da Europa devido ao crescimento da insatisfação do povo já cansado de tantas mortes.
Ao matar o mais recente inquisidor conheci um jovem padre que seria o próximo torturado da igreja católica, por ser contra a inquisição, nos tornamos amigos após eu salvar a sua vida,
- Me chamo Cilas, muito obrigado por me salvar.
- Mais quem é você?
- Meu nome não importa!
- Porque você estava sendo julgado?
- Eles disseram que eu era um adorador de Lúcifer, por ter criticado no meu sermão a inquisição, e seus métodos.
- Você e o Arcanjo o homem que cruzou a Europa matando inquisidores por mais de cinco anos.
- Sim sou eu mesmo!
- E você ira fazer o que agora continuara sendo um padre?
- Não eu não posso mais ficar aqui – Sou um servo de Deus, e continuarei sendo
- Vou tentar ajudar o próximo, mais nunca mais por essa Igreja corrupta e infestada de servos do diabo.
- Se você quiser poderá vir comigo!
- Estou indo em direção ao vaticano quero matar o responsável pelo martelo das bruxas, o verdadeiro responsável por todo esse sofrimento.
- Você ira atrás do papa Giovanni Batista?
- Irei sim vou matar o homem que acha que é Deus e que pode mandar matar inocentes.
- Farei ele pagar por todas as almas inocentes e por minha família.
- Mais antes vou encontrar os autores da bula
- Você padre sabe quem são não sabe?
- Sei sim arcanjo acho que todos os padres sabem!
- O nome deles é Kramer e Sprenger.
Juntamente com o ex-padre me dirigi em direção a um vilarejo da França, ao chegarmos próximo ao local nos deparamos com um vilarejo totalmente destruído, as casas ardiam em chamas, e ao chegar ao centro da vila nos deparamos com uma sena aterrorizante, todos os habitantes estavam mortos, suspensos em cordas, queimados enfincados em lanças de madeira.
Todos os homens, mulheres e ate crianças, que sena horrível isso me fez lembrar minha mulher e filhas. Dentre essa sena percebi que ainda se encontrava no local dois soldados inquisidores, ao passar por eles a cavalo, ambos olham para nós e perguntam:
- Quem são vocês?
Respondi – Somos apenas viajantes!
Perguntei para eles o que havia ocorrido na vila;
Eles me responderam:
- Essas pessoas eram adoradoras do diabo, e o santo inquisidor …….juiz mandou libertar a alma de todos.
- Como assim libertar e as crianças vocês acham que elas também eram adoradoras do diabo.
Antes mesmo que eles respondessem retirei o meu punhal e deferi um golpe seteiro em um dos soldados, o outro se levantou e retirou sua espada e venho em minha direção.
De cima do meu cavalo o ataquei com o meu martelo e lhe dei um golpe na cabeça.
o mesmo que e após dois anos perambulando e sentindo ódio que me consumia, parei para passar a noite próximo a um lago, quando homens de amaduras prateadas e vestindo uma capa vermelha me abordaram:
- Levanta seu vagabundo qual o seu nome e de onde você vem?
- Meu nome não te interessa fico onde quiser vocês não mandam em mim.
Antes de ser capturado levei ao chão três deles mais, eram muitos e fui capturado e levado para uma prisão, dois homens que se intitularam servos de Deus me interrogaram,queriam que confessa-se ser adorador do demônio, e para isso utilizaram de vários métodos de tortura, o pior de todos foi a cadeira de espinhos, uma espécie de cadeira de ferro com varias pontas que perfuravam minha carne, e seu assento era aquecido em brasas.
Torturaram-me por horas afins.
- Se você confessar e se arrepender terá uma morte rápida e sem dor.
- Você e um cigano de que clã?
- Sou o ultimo do clã Ellebase, a sua santa igreja matou todos os meus irmãos.
Um dos inquisidores rindo me disse:
- Eu pessoalmente julguei os Ellebase há alguns anos atrás, extirparei de vez esses adoradores do demônio ao matar você.
O ódio me consumiu por dentro mais o que poderia fazer preso como estava.
Foi então que o frei mandou que dois dos seus soldados me soltassem e levassem para um toco onde decapitariam a minha cabeça com um grande machado, nesse momento não sei de onde retirei forças mais consegui me libertar dos dois guardas e roubei a espada de um deles, e a cravei no peito do monge e tive uma grande felicidade momentânea ao ver a vida esvaindo dos olhos do maldito.
Os guardas me estocaram com um punhal por traz e vi minha vida se esvai rindo e no momento da estocada vi minha amada companheira e minhas duas filinhas.
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