O nascimento de um escritor
Escritor: Israel Duarte

/*Mito que conta como eu comecei a escrever. Este texto data de meados de 2006*/
Eu tinha uma mente fértil, era brilhante. Eu a amava, fazia tudo por ela, lhe dava atenção, carinho e aquilo que ela mais desejava, tempo. Ela me retribuía… ah, ela me retribuía! Ela fazia algo que poucas mentes no mundo são capazes, me deixava no controle dos meus próprios sonhos. Você consegue imaginar como é controlar um mundo que obedece as regras que você, e somente você, pode criar? Não é apenas um sonho, é um sonho que você controla! Eu conseguia ver além do que os meus olhos podiam mostrar, sentia coisas que nem um milhão de poetas poderia descrever. Eu era Deus. Foi prazeroso, foi quase perfeito, por um bom tempo.
Mas, certo dia, o castelo ruiu. Descobri que eu não tinha o total controle do “meu mundo”. No meio dos meus sonhos, uma imagem sempre surgia para me atormentar, um terrível… Caderno. Não era um caderno qualquer, era uma agenda. Ou melhor, era um caderno que eu comprara para fazer anotações diárias, ou seja, uma agenda de macho. Fiquei desnorteado com as primeiras aparições do tal caderno, mas depois de certo tempo comecei a me irritar, aquilo não fazia parte do trato que eu tinha com a minha mente, me senti traído. Eu não queria encontrar um caderno barato nos meus sonhos! Ele ficava cada ver mais poderoso, suas aparições mais freqüentes e dolorosas. A coisa todo ficou insuportável quando aconteceu o seguinte…
Era noite de uma quarta-feira, final da copa do Brasil. Flamengo Vs Manchete, era a final mais surpreendente de todos os tempos. De um lado estava Romário, em sua última partida, do outro estava eu, o capitão e goleiro que estava há 1247 minutos sem sofrer gols. Foi uma partida emocionante, fiz defesas mirabolantes, defendi sete chutes do baixinho, duas cabeçadas e um pênalti. Nada passava por mim. A decisão foi para os pênaltis… defendi todos os 10 e o meu time conseguiu bater os 10 pênaltis para fora. Tudo dependia de mim. Defendi mais um e fui bater. Tomei distância, olhei pro goleiro e bati com tanta forca que a bola rasgou a rede. CAMPEÃO!!! Pela primeira vez, o humilde Manchete era campeão. Como capitão, fui levantar o troféu… mas não era um troféu…. era o…. caderno!
Eu não agüentava mais: cortava o bolo e o caderno estava lá; levantava o cobertor para ir dormir e… Ele estava lá; mergulhava num lago de águas cristalinas e batia em algo, era ele. Eu precisava fazer alguma coisa, ou descobrir o que o caderno significava ou simplesmente descobrir um jeito de fazê-lo desaparecer. Mas como iria conversar com minha mente? Auto -hipnose, foi a minha primeira resposta. Não funcionou. Falei com uma amiga religiosa, que disse que quando algo a atormentava nos seus sonhos, ela corria pra igreja e o padre a ajudava. Segui o conselho e fui rezar. Mesmo sem saber rezar direito, rezei. Nada aconteceu. Pensei que não tinha rezado direito, fui me confessar. Contei ao Padre o que acontecia nos sonhos… E ele não me ajudou muito. Na verdade, ele riu. Riu tanto que eu fiquei a fim de dar-lhe um murro. Minha próxima tentativa foi um psicanalista, o problema continuou como estava, mas o meu dinheiro não. Um amigo tentou me ajudar, me disse que a resposta sempre está no problema. Não entendi direito. Mas mesmo assim fui até o caderno. Olhei para a capa por um bom tempo, nada chamou a minha atenção. Na contracapa, tinha um adesivo preto com umas letrinhas miúdas. Forcei a vista e depois de muito tempo, consegui ler:free your mind
No mesmo dia escrevi o meu primeiro conto, o Sr. da foto.
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acho que este foi o meu primeiro. antigo pra caramba. vão meter pedradas e com direito -tem n falhas-, mas já dá pra ver que é o israel duarte escrevendo.
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Eu comecei na 3ª ou 4ª série não sei. Vi um colega meu fazendo uns livrinhos de papel. Ele gostava de escrever aventuras envolvendo dinossauros. Comecei a fazer o mesmo. Meu primeiro chamava Ritchar, o explorador. Depois veio Bob, o aprendiz de feiticeiro, uma cópiazinha fuleira de Harry Potter kkkkk. Depois veio uma serie de fanfics. Power Rangers, Megaman, Homem-Aranha, X – Men e até O Fantasma(sim, aquele cara de uniforme roxo e anel de caveira que passava na sessão da tarde) auhshuashausahuhs
Nossa, foi uma épocazinha legal…
Agora minhas histórias são mais adultas e tô na luta ae pra um dia ser um escritor de sucesso
Boa sorte pra nós! hehe
oO e a propósito, como você pôs foto no seu perfil do WP. Eu ao consigo. Se puder ajuda aê.
Oi, lucas. Seja bem-vindo ao ONE, macho.
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Muitos de nós começamos por brincadeira, alguns -como você- têm ou tiveram um pezinho em fanfics, outros vieram do rpgs, outros -como eu- são fãs da literatura maldita… Mas no final temos em comum o desejo de escrever e melhorar a qualidade dos nossos textos.
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escreva, comente os textos do site e certamente os participantes te ajudaram no que for necessario na tua evolução como escritor
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a imagem tu pode botar pelo site ‘gravatar’
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abraços
Israel, me senti numa montanha-russa divertidíssima.
A subida foi boa, deu pra ler cada palavra como o combustível para o que estava por vir e depois veio a descida e os loops.
Muito bom!
Eu fiquei meio confuso na parte em itálico, mas depois esclareceu-se.
Bem legal mesmo.
Valeu, Alex.
Hehehe… vendo agora, realmente tu tens razão: a parte em itálico não ficou muito clara, só confunde quem tá chegando.
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Fico feliz por ter te levado nesta viagem surreal.
Israel, muito bom cara.
Se esse é o seu primeiro, imagina os outros. Pelos poucos contos teus que já li aqui (estou retornando para esse “mundo maravilhoso” agora) pude ver que tu tem o teu estilo. Bem formulado e direto.
Além disso, me identifiquei demais com esse conto. Eu sempre recusei literatura, sempre tive uma briga ferrenha com livros, tudo culpa do colégio. Aí o Jones me apresentou um estilo que eu gostava, passei a escrever e acabei me abrindo pra outros estilos.
Lembro muito bem do meu primeiro conto, o qual trato como meu xodó e foi o primeiro que postei aqui no ONE. Acho que não poderia ser diferente.
Acabei contando uma história aqui…
Parabéns cara.
Boa, Scop
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Meu velho, que nada! escrever é aquela estória: podia tá roubando, podia tá matando, mas tou aqui escrevendo. faz mal a ng… e se fizer vc fala bem sério que tem liberdade para se expressar e se o bicho pegar mesmo você diz que quem falou a merda não foi você, foi a personagem!
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huahasuhusa
Bem assim. Mas com esforço a gente segue indo. Todos temos nossos demônios e nosso início, mais ou menos peculiar, na escrita. Importante é não desistir
Muito Bacana, é inegavelmente teu estilo Israel.
hehehehe… todo o resto foi uma evolução disso.
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sabe o que achei mais legal de tirar esse texto da gaveta: descobri que eu já escrevia de maneira satisfatória quando começei, melhorei mas… ainda sou o mesmo.
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Abraços, Maboni
Com toda certeza é o mesmo Israel, mas agora ele está mais maduro e arrisca mais… quem não ousaria?
Saudades dos papos, Israel… Abração.
Hehehe… eu juro que eu pensei coisa parecida quando bati os olhos nesse texto depois de tantos anos.
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Acho qu falei para mim mesmo algo como “eu ainda sou o mesmo, ligo menos para algumas coisas, mais para outras… mas ainda ainda so o mesmo”
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Verdade, Elcio. Nestes últimos meses estou com menos tempo disponível, estudando, estagiando… e outras coisas que um hominho tem que fazer.
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hhehehe.. Grande abraço, tio Elcio.
Um hominho tem que passar pelas provações, para se tornar um homem e, depois, um super homem…
Engraçado, as vezes nossos primeiros textos possuem algumas características que não conseguimos nunca mais reproduzir nos demais.
Esse texto me passou uma energia leve, diferente de algo forçosamente leve. Manteve o conflito até o fim, e o climax não deixou a desejar.
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muito bueno, abraz
Huahuahuahuahauhuahuahuahua… Genial como sempre, meu amigo. Sabe que eu adoro a leveza e o humor de seus contos, eles são únicos, carismáticos e principalmente, possuem um toque de originalidade inigualável.
Genial é demais, babe. pra qualquer um do ONE, genial é demais.
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Saudades de tu e thina apurriando lá no chat. qualquer dia desses a gente se encontra por lá.
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ahhh… a parte da originalidade. esquece. certametne algum noiado mundo afora já deve tr tido idéia semelhante. auaeuhauheueuaehaehea
Kkkkkkkkkk… acho que pode até aparecer alguém parecido, mas igual neguinho… nem pensar. E o chat… o chat… eita vida dura, tenho que voltar mesmo =P Saudade também.
Seus textos são realmente muito divertidos. São realmente leves e se desenrolam de tal forma, que nem percebemos o tempo passar.
Parabéns! Esse estilo, semelhante a uma crônica, me agrada muito.
é… tenho nem pra onde correr. sempre tento escrever de outras formas, cobrir outros temas… mas a esse é meu estilo, essa é a minha vertente.
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grande abraço, Macedo.
Gostei do texto,possui um quê de urgência non sense bem legal.Acho que deveria explorar mais isto Israel.Abraços!
Bem legal Israel. Foi teu primeiro? Nossa, bem superior aos meus primeiros. Leve e de leitura fácil.
Hahaha! Maldito caderno cara!
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Muito bom este conto! Adorei Israel. Estou com saudades de ler teus escritos, exceto o Cassandras. XD
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Há Braços