O tempo de Inverno
Escritor: Filipe
I
As flores começavam a brotar e o ultimo floco de neve fora derretido, o trabalho do velho de barbas brancas chamado Inverno estava feito. Não foi um trabalho dificil, pensava ele enquanto recolhia o seu unico instrumento de trabalho, um caderno em que desenhava as mais variadas formas de flocos de neve, traçava tabelas com as diferentes temperaturas e o seu preferido, desenhava minusciosamente as paisagens mais belas e também as mais horrorosas que qualquer ser vivo jamais viu. Não foi um trabalho dificil, repetiu ele em seus pensamentos, nada que se possa comparar ao fato que se dera alguns milhões de anos atras (no tempo humano), a grande era do gelo.
Naqueles tempos, enquanto seus irmãos Outono, Verão e sua irmã Primavera tiravam férias, Inverno passou por grandes dificuldades, seu caderno, feito de folhas de Outono, ficou a beira de acabar, de tantas tabelas de temperaturas que criou. Depois da grande era de Inverno, ele teve que tirar umas longas ferias.
Voltando a si, depois de ter recolhido os seus pertences, dirigiu-se a porta de saida da grande sala redonda onde os irmãos trabalhavam, cada um a seu tempo. Teria tres meses de descanço antes de ter que se dirigir à outra sala de trabalho, localizada no hemisferio Sul. Virou-se e deu uma ultima olhada pela sala que passara os ultimos tres meses. Inverno preferia esssa sala, pois a vista era bem mais bonita. Nas incontaveis janelas que decoravam o local, podia-se ver a bela Paris, iluminada como sempre, as grandes cidades Americanas e a sua janela preferida, uma que dava de cara com o Big Bang de Londres. O tempo dos humanos sempre despertou uma grande curiosidade em Inverno.
Depois de despedir-se da sala, saiu calmamente, a passos curtos e lentos, como se estivesse a pensar profundamente em algo.
- E aí maninho – Disse uma garota ao passar por ele.
Era Primavera, uma bela moça de olhos castanhos e cabelos encaracolados da mesma cor. Ela tinha o cheiro de mil flores e estava sempre vestida com varias cores, ao contrario de Inverno que estava sempre com um longo robe preto com alguns pontos brancos.
- Bom dia – Respondeu Inverno, como se cumprimentasse um estranho.
- Ai mano, voce precisa ser mais alegre, é primavera, tempo de renovar o ânimo.
- Assim como é seu dever renovar o ânimo, é meu dever enrrugá-lo. – Disse Inverno, com cara de poucos amigos.
- Faça como quiser, mas tente sorrir um pouco mais, tá legal?
Tente sorrir um pouco mais, aquelas palavras ecoaram em sua cabeça durante um tempo que ele nao soube definir, quando se deu conta, a porta de que acabara de sair estava fechada e sua irmã não estava mais ali.
II
Era Primavera, os primeiros raios de Sol começavam a aparecer depois de duas semanas de nuvens escuras sobre Londres. Não é dificil de se imaginar que os amantes do sol saiam para rever seu velho amigo. Pessoas passavam correndo, praticando exercicios, outros apenas na pressa de sempre em direção ao trabalho.
Mike estava sentado a observar aquelas pessoas em frente ao seu lugar preferido, o Big Bang.
- É algo facinante, o tempo – Falou ele para um senhor que estava sentado ao seu lado. – Quanto mais se precisa, menos se tem, quanto mais rapido se quer que passe, mais lento fica. Devia existir um tempo especial para cada pessoa, em que se voce precisasse de mais dez minutos, o tempo se adequava a sua necessidade.
- O tempo é perfeito meu jovem – respondeu o senhor abaixando o jornal. – Se fosse mais lento, tudo seria tão monótono, tão repetitivo. E se fosse mais rapido não haveria tempo pra nada, envelheceriamos sem termos o tempo necessário para compreender nossa insignificante existência. O Big Bang criou o tempo perfeito.
- Sabe que eu nunca tinha pensado por esse lado? O tempo, por mais que reclamemos dele, está sempre alí, esperando que tenhamos um pouco de consciencia de sua existência verdadeira, como senhor do universo.
- Os verdadeiros senhores do universo somos nós, o tempo é apenas uma consequencia da necessidade humana de trabalhar de forma organizada – Sussurrou o homem.
- O senhor tem um conceito muito interessante de tempo, até parce um daqueles filósofos que ficam o dia todo pensando em conceitos que só serão realmente compreendidos anos depois de sua morte.
- Filósofo todos somos, mas que tipo de filho eu seria se nem ao menos tentasse entender meu pai?
Com aquelas palavras, o senhor se levantou e foi em direção ao outro lado da rua, com os olhos fixos no grande relógio.
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acho que o texto tem continuação né, senão ele acabou sem dizer a que veio. há falta de vários acentos e uma ou outra palavra com erro de digitação.
gostei do cenário que montou na primeira parte e acredito que o diálogo da segunda pode ganhar um pouco mais de vida.
parabéns pelo texto.
Primeiramente obrigado por ter lido.
Estou ainda pensando uma boa continuação e com certeza irei aproveitar suas dicas para melhorar, pois estou começando ainda.
Obrigado