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Aug
31
2011
Conto em Série

Saga de Furria s01e06

Escritor: Zuko Vyper

Cap. 6 – As Faces de Fúrria

(O que se segue são eventos ocorridos durante o treinamento de fogo do lobo vermelho)

Parte 1 – Os Pergaminhos do Mago (trechos lidos pelo Vyper)

“…no início, havia apenas um grupo de tribos nômades que viviam em constante batalha entre si, por terras. Então, Fúrrius I, o bravo, conseguiu unificar todas as tribos em um único reino, e delimitou as fronteiras de Fúrria: ao sul, faz limite com o grande deserto; ao norte, com a terra do gelo eterno; a fronteira oeste são os montes caninos e a leste, o oceano. Houve um grupo que não aceitou a unificação, desde então vivendo como bárbaros em acampamentos no deserto, freqüentemente envolvidos em furtos e arruaças.”
“…quinhentos anos após a unificação, a grande dragoa vermelha (que é inclusive deusificada pelos draconianos) desapareceu sem deixar vestígios. Os boatos eram de que estaria chocando, no ninho. Mas ela ou os filhotes nunca foram vistos. Desde então, no salão do rei, a cadeira destinada ao representante dos dragões tem permanecido vazia”
“…as várias gerações da linhagem dos lobos vermelhos descendem de Tuko, irmão caçula do rei, possuindo  portanto origem na nobreza. Desavenças na família levaram à expulsão de Tuko e seus descendentes, que passaram a viver entre a plebe, como comerciantes e mercenários.”
“…Batusak III, o pacificador, teve o reinado mais próspero de toda história, porém o mais curto. Uma lesão na cauda tirou-lhe vida e o trono prematuramente, para tristeza de todos. Foi coroado então aos quinze anos de idade seu primogênito, Matusak I, como rege a tradição, e foi nomeada uma tutora até que o Rei complete dezoito anos.”

Parte 2 – Os Olhos do Tigre


“Sua Majestade:
é com presteza que envio o relatório periódico das observações que tenho feito. Saiba que pode contar com minha lealdade infalível, assim como era com seu falecido pai. Tenho seguido o forasteiro desde que o vi pela primeira vez na taverna. Na ocasião ele sacou a espada e ameaçou os guardas reais. Depois foi ter com o gambá maluco, que acredita ter poderes mágicos, e de lá foram visitar os lagartos gigantes. O que mais me espantou, majestade, foram os incêndios que ocorreram em todos os pontos visitados pelo lobo.  Como suspeitávamos, este arruaceiro deve estar plantando o terror na população e pode ter planos de tomar o trono. Seja como for, ele está sumido há alguns dias, o que nos dá tempo para nos prepararmos.  Sem mais por hora, este súdito fiel se despede e aguarda instruções. Manterei o lobo sob vigilância. Os olhos do tigre são os olhos do rei.
Respeitosamente,
Simbjji, o tigre.”

Parte 3 – Na casa do rei


A enorme sala era decorada com bandeiras das grandes famílias do reino; um tapete vermelho riscava o chão desde a porta até o trono. Porta, esta, que era protegida por dois guardas, grandes eqüinos com armaduras e lanças, assim como o restante de todo castelo. Matusak estava sentado no trono com uma perna dobrada, a cabeça apoiada sobre a pata direita e uma horrível cara de tédio. Onde diabos estavam as batatinhas?
- Governanta! Governanta! Alguém me traga aquela preguiçosa aqui!
Entra então pela porta, arrastando um grande vestido rodado e sufocada dentro de um espartilho, a duquesa Aurora. A bela loba ganhara o título de nobreza ( e aquela peruca ridícula de cachinhos) como recompensa por ser tutora do jovem rei.
- Calma, lobinho, digo, majestade. Estou aqui. O que deseja agora?
- Cadê as minhas batatinhas assadas e meu suco de amoras que eu pedi há dez minutos e até agora nada?
- Estão a caminho, majestade. Tenha paciência. Não gostaria de um pouco de música enquanto espera?
- Não! Nada de música! Eu tô com fome!
O rei lobinho levantou-se serelepe, foi espiar ate na porta, depois se debruçou na janela, levantou as bandeiras pra ver os símbolos e logo estava puxando a cauda da duquesa. Não ficaria quieto enquanto não tivesse o que desejava.
-Ai meus sais! Mais três anos assim eu não agüento!
- O que você cochichou ai, governanta?
- Eu… errr… disse que… preciso tomar um pouco de vento, majestade. Minha roupa é linda, mas muito apertada…
Nesse instante chegam duas serviçais trazendo uma bandeja de prata com as batatas e o suco reais. Aurora, automaticamente, provou uma das batatas e o suco antes do rei ( um envenenamento do monarca era inadmissível!).  Já de boca cheia, Matusak diz, como se não desse importância:
- Recebi mais uma carta do meu espião. Fala de um forasteiro. Você ouviu alguma coisa a respeito, Aurora?
A loba estava ao lado da grande janela, que estava aberta e deixava entrar uma brisa fria naquela manhã. Fingiu que não ouviu a pergunta do rei. Observava distraída lá embaixo a entrada da muralha do castelo; avistou um pequeno gambá branco com uma capa, que entrava correndo, ofegante, e parecia desesperado. “Lá vem mais um plebeu insignificante, com seus probleminhas insignificantes.”
Mal sabia que o desespero logo a dominaria também.

Mapa de Furria

http://zukovyper.deviantart.com/gallery/24412345#/d2iuxoj

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Publicado por Zuko Vyper

– que publicou 7 textos no ONE.

Membro do Furry Fandom Brasileiro, tem como alter-ego/fursona um lobo vermelho antropomórfico com habilidades de dominação do fogo.
Escritor de historias de fantasia, contos e poemas.

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