Dilma diz que lançará programa para garantir livros mais baratos
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (1º) que pretende lançar um programa para garantir a venda de livros baratos à população. Na Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro, ela afirmou que além de bibliotecas públicas, o governo precisa estimular a comercialização de livros a preços mais acessíveis.
“Nós vamos continuar ampliando nossas políticas de acesso a educação e cultura. Nós temos de garantir à nossa população o acesso ao livro e isso implica que uma parte da nossa produção de livros tem de ser acessível, porque isso vai criar um mercado imenso”, disse. [via G1]
Opa, as palavras são lindas, mas isso tem que acontecer de verdade, mais mercado, mais escritores, mais obras, mais leitores, mais mercado… E por aí vai
Saiba mais sobre as intenções da Dilma clicando no link do G1.
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Seria ótimo se realmente acontecesse. Os próprios brasileiros tem de passar a ler os livros nacionais e acabar aquele preconceito contra os nossos escritores.
Investir no mercado brasileiro literário.. isso sim é maneiro. Espero que seja feito algo mesmo.
È disso que precisamos, estimulos realmente expressivos a cultura literaria nacional.
O buraco é mais embaixo. Livros são caros por um único motivo: tem pessoas que pagam o preço pedido. Segue aqui uma matéria interessante sobre os altos preços dos automóveis, que no Brasil são um dos mais caros do mundo (senão o mais).
http://omundoemmovimento.blog.uol.com.br/arch2011-06-01_2011-06-30.html#2011_06-28_18_47_53-142809534-0
O ponto chave:
“Apesar da grande concorrência, nenhuma das montadoras ousa baixar os preços dos seus produtos. Uma vez estabelecido, ninguém quer abrir mão do apetitoso “Lucro Brasil”.E porque o consumidor brasileiro paga mais do que os outros?
“Eu também queria entender – respondeu Takanobu Ito [Presidente mundial da Honda] – a verdade é que o Brasil tem um custo de vida muito alto. Até os sanduíches do McDonalds aqui são os mais caros do mundo”.”
Agora o que mata a questão:
““O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.
“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.”
eu não acredito em nada que essa bruxa velha diga.
~~~~
Com relação ao comentário do Grilo, isso é verdade em apenas alguns itens, os de grande valor agregado, sobretudo itens de luxo, e reflete a a atual conjectura econômica -o poder de compra do brasileiro aumentou bastante, e o mercado se aproveita disso. É a simples lei de oferta e demanda, aliada à necessidade de status e ao crescente consumismo.
Mas para itens de menor valor agregado (como livros e alimentos) o buraco é mais embaixo. O que realmente aumenta o preço desses produtos é a taxa tributárias estúpida que aumenta exponencialmente a medida que o ele avança pela cadeia de consumo.
A resposta é uma só: redução nos impostos
Samila, eu acabei de comprar o box com os 3 Dragões de Éter no Submarino por R$ 50. E eles estão há tempos vendendo os 3 por R$ 75. Você acha mesmo que é só questão de impostos?
Hell yes, baby. Redes como submarino, americanas e saraiva possuem um grande poder de barganha com grandes editoras, de modo que o volume vendido compense as perdas na margem de lucro bruto – e mais do que o objetivo de lucrar, numa promoção como essas impera o esforço de marketing por ambas as partes. Tanto a editora quando a loja estão investindo em seus nomes, tornando-se mais conhecidas. Logo uma promoção com essas é um investimento que foi feito pensando no retorno financeiro advindo de vendas futuras, tanto pela quantidade, tanto pela venda de produtos com uma margem bruta maior.
Fazer uma promoção dessas custa caro para as empresas (pode dar até prejuízo, caso seja muito ousada), mas tende a trazer retornos financeiros a médio prazo.
Prova disso é: A livraria do seu Zé, la na esquina, não tem condições de fazer uma promoção dessas.
Já eu acho que a promoção dessas é pra tirar o encalhe mesmo, rs. Mas eu concordo com isso tudo o que você falou, no entanto, acredito que rola muito do lucro absurdo sim por aqui, e em tudo.
É como na reportagem do carro que eles exemplificaram: porque um Big Mac custa quase R$ 10 hoje em dia? Não é só questão tributária não, é porque simplesmente as pessoas pagam. Livros eu acredito que seja a mesma coisa, a não ser que me provem o contrário com fatos, como esse dos impostos. Mas tem que me provar, porque senão é achismo.
Eu afirmo essas coisas com convicção porque sou empresaria e trabalho com precificação de produtos.
Vamos supor que eu compre uma mercadoria por 100,00 e queira ganhar com essa mercadoria 20%. Seria muito bom dizer ‘é só vender por 120,00, oras’, mas dentro do preço dessa mercadoria, para ganhar meus 20,00, só de imposto eu teria que adicionar IPI, ICMS, Pis, Cofins. Me abstendo de colocar aqui um calculo matemático, em vez de eu vender por 120,00 para ‘ganhar’ meus 20,00, eu teria vendê-lo por aproximadamente 150,00, ou seja, 30,00 só de imposto – O governo já tá ganhando mais do que eu.
Claro que eu tô falando SÓ dos impostos, sem citar custos fixos(salário de funcionários, encargos sociais, taxas de alvará, aluguel, etc) e variáveis(energia, comissão do vendedor, despesas operacionais diversas, etc), além das taxas de risco e outras que sempre aparecem. Ah, se eu quiser aumentar minha margem de lucro, os impostos aumentam junto.
Esses valores variam de produto para produto, e o sistema de recolhimento (essa base de imposto que eu use seria para uma mercadoria tipo um caderno, que não tem substituição tributária nem alíquotas diferenciadas para IPI ou base de calculo).
Esse valor diminui para alimentos da cesta básica, mas aumenta para eletrônicos, por exemplo.
Então é muito fácil dizer que alguém vende tal coisa caro, que a culpa é da ganância das empresas e indústrias, ‘Pô, compra por 100,00 e vende por 150,00? Tá canhando 50% em cima, rapá!’
Mas o fato é que os cofres públicos rapam cerca de 30% faturamento de uma empresa, dependendo do ramo de atividade (faturamento, não lucro, uma vez que o lucro só poderá ser computado após a sangria dos impostos, né? Adicione a isso custos e despesas, e torça para ter lucro de fato.)
Sei apenas que a minha empresa de pequeno porte paga de imposto federal MENSALMENTE o valor de um carro popular (só federal, tem ainda estadual e municipal).
Já eu, bem, eu tenho meu pálio faz dois anos, e sem previsão para trocar, uma vez que não consigo ganhar nem 20,00 em cima dos meus 100,00 investidos.
Samila,
continuando a concordar em partes com você. E, na boa, sobre o lance dos impostos não esclareceu muito não. Se o produto já vem a R$ 100, aumentar R$ 50 não sei se foi muito, tem que avaliar o produto em si.
.
Falando de livros: fiz um orçamento para ver o quanto saía 100 tiragens de um livro(400 pag + designer gráfico + capa + 4 mapas em PB) perante uma editora pequena e cada um saia por volta de R$ 20. Isso com apenas 100 cópias.
.
Vamos pegar o exemplo agora de “Tormenta de Espadas” do George Martin, que saiu com uma tiragem inicial de 100.000 exemplares. Existe mesmo muitos motivos (tradução + direitos do autor + ‘N’ coisas) para que ele chegue ao consumidor a um preço final de R$ 55?
Resposta: na minha humilde opinião, creio que não (já que tem site vendendo mais barato por ai). Mas pra que baixar esse preço final se mais da metade já havia sido vendida na pré-venda?
vale lembrar que eu só citei os custos dos impostos, baby, custos fixos e variaveis aumentam muito mais essa conta…
e falando de livros temos custos com matéria prima para impressões, diagramação, revisão, tradução, direitos autorais(Aposto que a porcentagem do Martin é MUITO maior que seria a minha), distribuição e logística, investimentos em marketing.
o exemplo que você deu foi de uma editora pequena, quando não fará a distribuição e os eforços de venda, e provavelmente terá uma qualidade inferior a uma ‘Leya’ ou uma ‘Rocco’ da vida.
Coloque nisso a margem de lucro mínima e a margem de segurança (para o caso de o livro não vender como esperado, haver a possibilidade de uma promoção que não mate as possibilidades de lucro)
É baby, é complicado precificar, uma vez que empresas são organismos que se alimentam de lucro.
Eu sei que tem todas essas variaveis, mas nao concordo que o preco precise ficar exorbitantemente caro a esse ponto.
O problema com o lucro eh justamente quando ele nao tem limites.
mesmo que não precisa ficar exorbitantemente alto, mas coloque a culpa nos superfaturamentos( samila me corrija se eu estiver falando bobagens) causados pelos impostos , pois as empresas tem o lucro somente daquele preçon que achariamos normal.Para contar aumentos pura e simplesmente, só se você tiver cat5ando pedra no chao e vendendo na praia XD
.–oops, esqueci das variaveis como dor nas costas calos nos pes e outros lol.
As taxas tributárias postas em todos os produtos são exorbitantes. A exploração por parte do governo, a ganância de quem vende e, acima de tudo, a aceitação de tais preços pelo comprador são alguns dos fatores que impedem a queda dos valores. Mas é inegável que o incentivo por parte do governo pode minimizar um pouco do impacto sobre o leitor. Vale aguardar que tal proposta saia do campo das promessas.
Tá errado não, Shado. O problema é que se alguém sabe que eu compro o item x por 100,00 e vendo por 200,00, vão acahr que eu tô com ganância, ganhando 100% em cima, quando na verdade, dependendo do item e suas variaveis (custos e impostos e mais um bando de coisa) eu poderei estar ganhando 10,00´; 20,00; 30,00
Se fosse simples ganância, esses preços seriam derrubados pela concorrência, a mão invisível exercida pela oferta e procura, é uma pensamento simples: “vou desbancar meu concorrente se eu vender mais barato que ele”, mas chega num ponto que eu não tenho realmente como vender mais barato, que eu tô no meu preço mínimo. E deixa eu te dizer que ultimamente, com a concorrência tão acirrada, são poucos os itens que você pode se dar ao luxo de vender com uma margem maior, de fato, apenas aqueles ligados a marca e status, ou seja, com valor agregado.
É justamente ai que entra o raciocínio, Samila: O Tormenta de Espadas se iniciou a venda por R$ 55, mas pela internet ele já está em alguns lugares por R$ 33 ou R$ 34. A crítica aqui não é o encarecimento em si, mas sim os motivos.
Quer ver um exemplo: passei no stand da Leya hoje na Bienal, e um atendente me disse que os livros do George Martin sairão digitalmente pelo mesmo preço dos de papel. E ai, é justo isso também? Se o kindle dos 4 deles é apenas US$ 18,50?
A busca pelo lucro tem limite, na minha opinião. O problema todo é que zé manés ajudam esses gananciosos comprando a torto e a direito.
A iniciativa é muito boa.No entanto,nào querendo sò fazer o papel da advogada do diabo,mas jà fazendo,eu vejo muita gente enchendo o peito para gritar por diminuiçào de preços e impostos,mas na hora de arregaçar as mangas e correr atràs para aumentar o pròprio poder aquisitivo,a galera da boa-vida fica mansinha,né?De livros bons e baratos,os sebos estào cheios,e eu nào vejo o pobre povo necessitado fazendo fila na porta em busca de conhecimento literàrio.No fundo,eu sò vejo um balde de demagogias,falsas militàncias e pieguismos de ambos os lados.
O brasileiro em geral, mesmo as classes mais pobres, tem um grande poder aquisitivo – prova disso é que ele consegui sustentar essa carga tributaria absurda, que representa em média 35% do preço dos produtos.
O brasil precisa de uma reforma tributaria generalizada – isso vai diminuir os preços no geral, não só de livros, o que vai permitir a população a investir em si mesma, como resultado, mais interesse por educação e cultura.
Mais prejudicial que nosso sistema tributário, só mesmo nossos políticos
Eva, eu compro muitos livros em sebos. Mas as vezes compensa comprar mais um novo do que um usado, em questão de preço inclusive. Esse do Dragões de Éter é um exemplo clássico: qual sebo vende os 3 por R$ 50?
E, na boa, é muito fácil também querer ficar colocando a culpa no pessoal que quer tudo barato. Não é assim também. Eu sou a favor do preço honesto: um produto bom a um preço razoável. E, me desculpe, não é o que eu vejo por ai.
Pode até ser que alguns fiquem acomodados em seus cantos, aguardando apoio e medidas por parte do governo. Contudo, não devemos deixar de ver que existem situações nas quais as pessoas são obrigadas a tomar decisões, verificar o que é prioridade. Nem todos podem aumentar sua renda e poucas pessoas são incentivadas desde cedo à leitura. Ler é um hábito que depende da prática e do incentivo, sem os quais não se manterá.
Vejamos outro aspecto: o consumismo. Os bombardeios da mídia, voltados à compra de produtos dos mais variados são intensos. Mas alguém vê uma propaganda no horário nobre sobre a venda de um best-seller ou de um autor nacional? As grandes lojas só não fazem propaganda de armamentos por conta das proibições, pois, do contrário, estariam lucrando também com isso.
O ponto culminante é que não somos doutrinados a ler. Digo doutrinados no sentido mais ameno da palavra, onde a criança seja incentivada a ler pelos pais, pela escola e, inclusive, via internet. A preguiça está sendo cultivada desde cedo, seja nos textos curtos veiculados pelas mídias mais em uso, seja pela forma de comunicação usada atualmente: rápida, concisa e minimalista. Parece que há um receio de usar textos longos e errar. Porém não diminuíram os erros com as pequenas frases e textos, mas diminui o poder de concentração e raciocínio, certamente.
O poder aquisitivo ainda é baixo em nosso país e também são “nanicos” os incentivos à cultura em geral.
Eu creio que a política é corrupta e ineficiente. Creio, também, que pequenas atitudes podem, gradativamente, diminuir os efeitos nocivos das péssimas políticas já adotadas e, se Deus quiser, um dia teremos um país, uma educação e um povo mais próximos daquilo que chamamos de ideal.
ela se parece com um ewok.
sério!
bora no google: dilma ewok
ah nem parece!… tabom…só um pouquinho. XD
Sinceramente,acho que nào tem nada à ver fazer graça sobre o aspecto fìsico de uma pessoa,seja ela quem for.Essa coisa de rir porque alguém é baixo,é velho,é gordo ou é feio,me soa tào estranho.Porque nào damos uma olhada nas nossas màes e nas nossas avòs antes de se fazer piada com aquelas alheias?Tem coisas mais inteligentes para serem criticadas e argumentos menos puerìs para serem pensados,vocè nào acha?
Eu concordo plenamente com a Eva, não vejo motivos para ficar zoando com a aparência de um bichinho tão fofinho quando os Ewoks, acho isso uma grande falta de respeito com eles.
Hàhàhàhhàhà!!!
então fica longe de mim. vou fazer piada com tudo que puder, eu, tu, tua mãe… o que vier pela frente.
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aeuhaeuhaeuheauhae
samila tá errada. nem vou me dar ao trabalho de ler o que ela falou…. so digo que ela tá errada!
puts, agora que você falou eu me dei conta, tô mesmo errada =/
samila, suma empresa meche com o que?
lol ficou parecen -em suma, empresa meche com o que?– mas na verdade é –SUA EMPRESA MECHE COM O Q?
HUAhaa, em suma vendemos embalagens e artigos de papelaria XD
Na verdade,o certo seria: “A sua empresa ‘MEXE’ com oque?”
Ah é? lol, nem lembrava.Mas eu realmente custumo confundir x com Ch, outro dia peguei uma historia antiga que eu escrevi e reparei que acho estava escrito “axo” e estranho estava escrito “extranho”.Lesão cerebral mesmo.
Eu acho que… http://www.frogtownproductions.com/blogs/kittens/files/2011/06/Lenin-Cat-4b.jpg
meu lol-cat foi moderado
Assim se espera…
é cruzar os dedos.