O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Contos

Contos

Lista de contos publicados no ONE.

Poesias

Poesias

Lista de poesias publicadas no ONE.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Notícias

Notícias

Veja o que está rolando no mundo literário nerd.

Promoções

Promoções

Aqui você pode ganhar livros e outros prêmios em sua casa.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Anuncie Aqui!

Papo na Estante

Papo na Estante

O nosso podcast de literatura.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Nerdoteca

Nerdoteca

Os livros que todo nerd deveria ler.

A Batalha do Apocalipse
Autógrafos

Autógrafos

Em breve! :)

Anuncie Aqui!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

: Antropoceno: Ação humana coloca planeta em nova época geológica -
Sep
10
2011
Conto em Série

O Andarilho Errante – Parte III

Escritor: Leo Debacco

Um conto no mundo de Azura.

 ”Somente as coisas ditas com um sentimento bom podem ser válidas… Mas quando o próprio sentimento se corrompe estas coisas ditas devem morrer rapidamente.”                                                                                                                  Palavras Sagradas do Livro de Astrius.  

As visões o encheram de novo. A cabeça começou a latejar e ele não conseguia mais pensar. Somente via o rosto loiro da mulher que lhe mexia com as emoções, se esvair novamente. Sua cabeça então foi invadida por imagens de sangue e guerra, gritos de crianças assustadas procurando por suas mães. Não tinha paz naquele lugar. O palácio estava pegando fogo. As torres brancas que se erguiam acima da cidade, não eram mais tão fortes assim. Um grito horripilante e sua cabeça explodiu.

Lork caiu na relva. A panela com que havia pegado água estava no chão, a água estava em suas roupas empapando-as.

—Merda…

Lork tirou sua capa de couro e depois sua camisa de linho. Seu peito foi invadido pelo ar frio da manhã. O buraco por onde a espada de Edmund atravessara ainda estava aberto, e sempre ficaria. A cor roxa nas bordas e negra dentro do ferimento causava náuseas nele. Não entendia por que, não se sentia bem desde que começou ter essas visões. Lampejos de uma vida passada.

Estavam entre a estrada negra, que ia de Assonus a Bromeo ao Norte e as Montanhas. Mesmo a mais de cinqüenta quilômetros de distância, elas eram a maior coisa que Lork já vira. Erguiam-se das entranhas da Terra como maças de um titã enterrado que tentava se libertar a milênios.

Deveria ir para Bromeo, uma das cidades conquistadas e depois até Oslon e finalmente a capital, Azura. O único problema era Crokin que dormia quase vinte horas por dia para poder se recuperar dos ferimentos que teve na vila, quando esta foi atacada por um zepelim. Lork tinha que levar e guiar o cavalo de Crokin e o colocá-lo nele. Era difícil sua situação. Se ao menos Edmund estivesse ali.

Naquele momento Crokin estava embaixo de um arbusto, dormindo em silêncio, enrolado em suas mantas. Estava muito fraco e dava dó dele, vê-lo nesse estado. Lork tinha que preparar tudo. Caçar, fazer a janta, tentar sobreviver. O que não era fácil nas terras perto das Montanhas Marrons.

Depois de jogar sua camisa em sua saca, Lork apanhou a panela que servia para a água e desceu novamente a colina, até um riacho, afluente do rio Negro. Ficava um pouco longe do acampamento, mas era a única forma de conseguir água, já que raramente chovia naquele local nessa época do ano.

Tantos conhecimentos e Lork nada sabia como poderia tê-los aprendido. Sabia sobreviver, caçar, lutar, escalar, montar acampamento. Fazia isso tudo como respirar, movimentos involuntários. Sua vida antes de virar imortal deveria ter sido muito dura. Sabia que era um cavaleiro, mas de onde veio nada sabia.

O imortal se ajoelhou as margens do riacho. Bebeu um pouco de água e encheu a panela com o liquido frio. O rio Negro e o riacho eram alimentados pelo desgelo da neve das Montanhas Marrons. Assim a água era fria de rachar os dentes. Lork não gostava disso. Seu corpo era frio o tempo todo. Nunca tivera tanto calor quanto teve na batalha da vila, onde salvará Crokin. Queria sentir aquilo de novo. Lutando se sentia vivo.

Lork terminou de encher a panela e quando se levantava para voltar ao acampamento, levou uma pancada que o fez cair, derrubando toda a água fria em seu corpo. Gritou de dor quando as facas do inverno lhe transpassaram o ferimento.

O imortal olhou para cima e viu um homem de barba negra com um chapéu de caubói marrom. Este sorriu para Lork e o pegou pelos cabelos,  levantando-o. Mais homens assim de diferentes tipos, negros e brancos, marrons e amarelos estavam atrás do homem barbudo.

—Vejam! Um “imortal”. Essa laia pelo que vejo quase dominou toda Azura.

Lork sentia uma dor insuportável na cabeça.

—Para mim, são apenas sacos de carne podre. Esses mortos-vivos… — o homem jogou Lork no riacho. Lork sentiu a dor do frio de novo. — Nós humanos não seremos subjugados por vocês. Ah não…

O homem tirou de seu cinto uma pistola. Mirou na cabeça de Lork e atirou. O imortal caiu dentro do riacho. Boiando e desacordado.

O homem assoprou o cano da arma.

—Aprendam rapazes. O único jeito de matar um morto-vivo é cortando sua cabeça fora ou com um tiro no meio da cara. Quando virem um, podem-se preparar. É infalível.

Mas o homem estava enganado. Lork não era um morto-vivo qualquer.  O guerreiro se levantou das águas do riacho. O buraco na testa estava se fechando. Os olhos estavam escarlates e pegando fogo. Lork não sabia como controlar sua fúria, não sabia como controlar seu estado. A única coisa que queria era matar…

O homem de barba negra caiu no chão pedindo perdão. Lork decidiu deixá-lo por último. Ele pulou em cima de um cavaleiro negro que estava vindo em sua direção com uma espada larga. O cavaleiro desferiu um golpe na horizontal tentando decepar a cabeça de Lork, mas este abaixou e aplicou uma rasteira no cavaleiro.

O imortal socou o capacete de uma guerreira, esmagando toda sua cabeça. Um outro moreno começou a lançar golpes com suas adagas em seqüências. Várias pegaram em Lork, mas quando ele parou em um intervalo, Lork socou seu peito depois o chutou, fazendo ele voar longe e cair perto do riacho.

O morto-vivo não conseguiu se defender de um golpe que veio em sua direção. A espada fez um rasgo em seu peito, do ombro até a virilha. Lork então pulou para trás e quando aterrissou na relva, ele pulou e chutou a cara do homem que estava em sua frente. A cabeça foi para traz, quebrando o pescoço.

Outro atirava em Lork. Algumas balas atingiam o corpo do imortal, mas este desviou de vários tiros com rapidez. Lork pegou uma espada do chão e começou a rodá-la no ar, fazendo com que as balas estourassem na espada antes de atingi-lo. Muitas balas eram cortadas pela metade.

O atirador continuou a atirar, mesmo sabendo que nenhuma bala atingia Lork. Este viu a munição do atirador acabar. Lork jogou a espada em sua frente e com um movimento rápido, chutou o final de seu cabo. A espada foi voando em direção ao atirador como um dardo monstruoso. A arma atravessou o pescoço do homem, quando este tentava mirar novamente em Lork.

Lork então acabou com mais cinco, cortando suas cabeças e quebrando uns pescoços. Quando viu que não restava ninguém, Lork foi em direção ao local onde o homem de barba negra estava. O humano não estava lá. Lork imaginou que este devia ter fugido com medo.

A fúria do imortal começou a diminuir, junto com sua ira. Em poucos segundos ele voltava ao normal. Caiu de joelhos na relva, exausto. Estava prestes a cair ali mesmo, quando ouviu um grito.

—Lork!!!…

Lork rapidamente reconheceu a voz de Crokin. O morto-vivo então desatou a correr em direção ao acampamento.

Quando chegou lá, o homem de barba negra estava segurando Lork pelos cabelos e estava com uma adaga no pescoço de seu amigo. O humano sorria.

—Acho que ele não é como você, não?

—Larga ele.

—Acho que vou me divertir um pouquinho…

Ao ouvir está frase, a mente de Lork foi invadida por memórias novamente. Ele caiu de joelhos no chão. A dor começou a invadir seu crânio, até ouvir novamente: Acho que vou me divertir um pouquinho…

Lork estava num quarto. A cama estava bagunçada e uma mulher gritava seu nome. Mas não a mulher loira que tanto amava, mas sim outra mulher, esta de cabelos castanhos como os seus. Seus olhos estavam espantados. Ela gritava para que ele corresse, para que não visse está cena.

Um homem de barba negra, muito parecido com o primeiro estava tirando o vestido de sua mãe. O homem morto ao lado com o crânio estourado tinha seu rosto. Um rosto bem mais velho, mas ainda seu.

O barba negra tirou a roupa de sua mãe e colocou a arma em sua cabeça.

—Acho que vou me divertir um pouquinho…

Lork voltou a si. Olhou para o homem que deixou cair o corpo de Crokin… Sem cabeça. A cabeça do amigo estava nas mãos enluvadas do humano.

—Me diverti muito…

O assassino de seu pai e de sua mãe… A memória muito esquecida, mesmo em sua vida mortal, voltará. A raiva e a ira subiram ainda mais do que antes. Os olhos estouraram em lágrimas de sangue e fogo. O homem de barba negra pegou sua pistola e mirou na cabeça de Lork.

Com um grito grave que estrondou toda a planície, Lork pulou em cima do homem. Este começou a atirar no monstro em que Lork se transformara. O imortal caiu em cima do homem e os dois caíram colina abaixo, rolando e rolando. Lork mordia a cabeça do velho com seus dentes agora afiados e serrilhados. Lork urrava de prazer ao sentir o gosto do sangue do homem escorrendo por sua boca. O assassino de sua família.

—Seu bastardo! — o homem mirou no olho de Lork e atirou, destruindo a parte direita do rosto do imortal. Lork então ficou por cima do homem e começou a bater em sua cara com grande força. Cada soco fazia estourar um osso e cortar a pele. Cada soco fazia espirrar sangue nas mãos do morto-vivo.

Até que quando terminou, estava socando um monte de carne e ossos irreconhecível como um rosto humano. O cérebro pingava para fora junto com o sangue que escorria. Lork estava todo sujo de sangue e carne. Suas mãos cheias de ossos quebrados.

—Ahhh!!!!!!! — urrou para os céus em angustia. — O que me tornei?

Via o que fizera com repugnância. O dilema de sua vida passada fora resolvido. Mas antes, o desejo de ver o homem que matara sua família preso, agora era substituído por morte e sangue, havia completado sua vingança. Mas como se tornará aquilo?

Lork caiu de lado desacordado. Um vulto passou por ele, mas nada reclamou. Era apenas um espírito que vagava atrás de vingança. Um espírito que obtivera seu desejo, através das mãos de sua cria.

 

 

5 Comments»

  • Priscilla Rubia says:

    Thumb up 0 Thumb down 0

    Gostei do capítulo! Acho que o nome do protagonista, Lork, foi repetido muitas vezes, usar “ele” de vez em quando pode ajudar.
    Veremos agora o que acontecerá com Lork…

    • debora campos says:

      Thumb up 0 Thumb down 0

      concordo com a Priscilla,você usou muito o nome lork,mude um pouco isso.Mas esta bem interessante,eu estou curiosa pra ver o que vai acontecer.

      • Leo Debacco says:

        Thumb up 0 Thumb down 0

        Obrigado pelos comentários, meninas. Vou seguir seus conselhos. O Lork vai passar por muita coisa posso garantir que vai ficar muito melhor. Já estou trabalhando na parte 4, vai ficar um pouco grande e muito melhor.

  • Shado Mador says:

    Thumb up 0 Thumb down 0

    Goestei muito.Como vocÊ disse, cada capítulo faz a história do mundo de Azura tomar proporções cada vez maiores.

    -

    Notei repetições desnecessárias, uso de mais pronomes (que não seja so o “este”) e revisões para acentução e pontuação iriam melhorar bastante o entendimento da história.Tem um problema, algo muito errado, que é a pontuação dos verbos do passado mais que perfeito.Quer por erro do word(meu word é maluco e sempre faz pontuações basurdas assim) ou por deslize, você está transformando passado em futuro : ele tornara é o correto, pois ele tornará é futuro.

    -

    Algo que não entendi:
    Crockin perdeu a cabeça no ataque do zepelim a vila.Lork recolheu a cabeça.Como os mortos-vivos morrem se tiverem a cabeça decepada e Crockin tem a cabeça recolhida e se recupera?Como aconteceu isso?A cabeça dele estava se ligando ao corpo novamente?Acho que isso foi um fura da história.

    .

    Esperando as continuações.

    • Leo Debacco says:

      Thumb up 0 Thumb down 0

      No ataque a vila, Crokin não perdeu a cabeça. Ele enfiou a cabeça no meio das pilhas de corpos e conseguiu sobreviver. Vou revisar o texto para ver se isso ficou claro ou não. Agora ele realmente morreu. E meu Word tbm é muito maluco, acho que é por isso que os acentos não foram bem empregados.

RSS feed for comments on this post.


Leave a Reply

Publicado por Leo Debacco

– que publicou 3 textos no ONE.

>> Confira outros textos de Leo Debacco

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui... >> Fale com ONE <<

Powered by WordPress. © 2009-2013 J. G. Valério