O Anjo
Escritora: Samila

(Recomendado para maiores de 18 anos)
Como eu poderia não me apaixonar por aquele anjo? Como, quando ele representava com exatidão tudo que eu desejava, para mim e para o mundo?
Conheci-o no mais adequado cenário possível: periferia, beco sujo, escuro, fedorento e silencioso. Uma perfeita aquarela exposta em moldura decadente do mundo podre que ambos habitávamos. O cheiro de carne e imundice, os insetos voando, as vísceras espalhadas pelo chão como flores rubras plantadas em um campo esplendoroso. Completando isso, seu sorriso insano exibindo a impudica língua que lambia os lábios com vontade.
Uma mão segurando a faca velha e enferrujada, a outra agarrada aos cabelos de uma cabeça decepada que um dia pertencera a um homem.
As roupas comuns manchadas, os cabelos louros e despenteados melados por um vermelho viscoso. E como o fruto de um sonho, ao fundo, um grande par de asas pintadas em rubro na parede.
Apaixonei-me de imediato por aquela visão, por aquela utopia de correção, de vingança contra um mundo infestado e sem jeito. Envolto e encantado eu me encontrava, de tal modo que o medo não ousava sequer se aproximar de mim. Para que ter medo, se o que eu testemunhava naquele momento, diferentemente do que os jornais viriam a noticiar, não era um assassinato, mas sim a prova definitiva de que Deus existia.
Assim como Seus anjos…
Um anjo de andar lento e vacilante – típico daqueles acostumados apenas a voar, que andam por mero capricho ou por importante missão.
Um anjo de olhar azul, encantador e puro.
E perdido.
Caminhava até mim, sorrindo com os olhos repletos de tristeza e dor. Um anjo errado, tolo o suficiente para permitir que seus sagrados pés pisassem sobre a terra corrompida. Louco o suficiente para permitir que o imundo sangue que espirrava dos pecadores maculasse sua pele, tingisse sua alma.
–Não vai fugir de mim? – Ele perguntou após algum tempo, em um fio de voz, como se repleto de surpresa ou receio. Baixa, grave, profunda; a voz de um perfeito juiz.
Mais passos, tão lentos, fortes e suaves ao mesmo tempo… A lâmina ensanguentada agora contra minha garganta, seus dedos sujos na minha face… Meu corpo tenso enquanto o coração se encontrava acelerado de emoção e certo receio. Minhas mãos tremendo na ânsia herege de senti-lo, mesmo eu sabendo que aquilo era errado, que anjos não deveriam ser tocados por humanos… Mas, como resistir quando se é tomado por uma paixão tão súbita e por uma necessidade tão cruel?
Eu o abracei, ostentado todos meus sentimentos conflitantes e desesperadores. Minha pele foi cortada, mas só de leve, pois logo as mãos dele se abaixaram e a faca caiu em um tilintar torturante. Ele não fez nada, não perguntou nada. Apenas me abençoou com aquele momento de silêncio e comunhão, para então me afastar, e com o ruflar silencioso de suas asas invisíveis, sumir do meu campo de visão.
Passei o resto dos dias buscando-o pelos céus, sem sucesso. Achei-o apenas em tolas manchetes de jornais hereges que insistiam em chamá-lo de ‘O Demônio’. Duas semanas, três atos de justiça divina realizados. O cenário, sempre o mesmo: becos sujos, tripas pelo chão e asas em paredes.
Busquei-o então com mais afinco. Desci meu olhar dos céus para os esgotos. Percorri cada travessa daquela cidade a cada noite e madrugada que se passou. Deparei-me por vezes com nada, por vezes com gatos, quase sempre com mendigos e prostitutas, sucessivamente com lixo, duas vezes com cadáveres jogados em um cenário carmesim.
Uma vez com ele.
Nessa noite de gloria pude então ver com detalhes a sua ação: senti como se fossem em minhas mãos a faca desamolada que com muito custo e repetidos golpes cortava a carne com dificuldade. Senti como se fosse a minha própria pele sendo banhada pelo calor fétido do sangue daquele pecador. Era meu o prazer presente no olhar azul, era a minha vontade movendo as grandes mãos do anjo. Era o meu desejo que fazia com que os dedos se afundassem nas vísceras e trouxessem consigo os intestinos. Ah… Era meu próprio gemido de satisfação sendo externado pelos sensuais lábios que eu tanto desejei contra os meus.
Belo e puro, tal como da primeira vez, ele me olhou com seus olhos de cristal e gelo tão logo terminou o que fazia. As mãos ainda banhadas em sangue, a língua exposta em desejo. Os passos lentos, os cabelos sujos, as roupas manchadas. Seu sorriso e seu riso.
Sua divindade.
Tudo, na minha direção.
Tudo, lentamente.
A faca firmemente segura, o andar cambaleante, o sorriso de anjo louco. A mão vermelha e vacilante na direção do meu pescoço.
E os orbes azuis nublando-se em lágrimas serenas.
E meus braços ao seu redor. Um abraço de amor e adoração, uma blasfêmia de minha parte por querer tocar aquilo que só era de Deus. Nosso amor era errado e impossível, eu sabia e ele também. E por isso suas lágrimas caiam sobre meus ombros quando o único movimento de seu corpo ainda era tremer.
Nosso momento mágico e profano, meu sentimento de revolta e adoração correspondidos. Os dentes dele de leve contra meu pescoço, sua língua resvalando pela marca de nosso primeiro encontro – a marca de que eu pertencia a ele. Meu prazer expresso em um gemido, e então seus olhos que se voltavam a mim com surpresa e confusão. Mais perdidos do que nunca, mais desesperados do que poderia ser possível.
Tão frágeis…
Fechei meus olhos e beijei seus lábios.
Os lábios sujos pelo amargo sangue imundo que lhe escorria pelas mãos, a língua quase imoral que me excitava… Ah, a lasciva língua que se movia de maneira deleitosa, que provava de mim, que me experimentava, assim como já experimentara do sangue de todas as suas vítimas. Ele me beijou e, com seus gestos rudes e fortes, prensou-me contra um dos muros do nosso cenário. Beijou-me e me permitiu novamente ouvir sua voz, tão grave e pesada, tomando a forma de quase grunhidos de satisfação.
Uma voz que aumenta em volume e excitação a cada nova mordida que ele me dava. Sua respiração que se tornava mais ofegante à medida que ele apertava minha garganta, a cada instante que o desmaio ameaçava me tomar. O volume de sua ereção contra a minha, seu corpo abraçando e controlando o meu. Sua boca em meus ombros, em minha orelha. Sua voz grave como um estrondo me atiçando os sentidos, seus dentes desprovidos de compaixão arrepiando minha pele, provocando-me prazer sobre-humano… E sua língua… E suas mãos…
Mãos rudes e rubras que me sujavam, que puxavam meus cabelos, rasgavam minhas roupas. Minha vontade, minha necessidade de senti-lo; de tê-lo como parte de mim, de tê-lo me completando. Minha felicidade em sentir a faca sob minha pele, adentrando minha carne, rasgando meus músculos.
E seus olhos ainda tão puros, tão límpidos e azuis. Tão perdidos em amor e compaixão.
Seus olhos que choravam e seus dentes que rasgavam com gosto tudo em mim.
Meu sangue na parede.
Minha felicidade em finalmente me tornar suas asas.
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O conto tem alguma relação com um sucesso recente que conta a história de uma menina que se apaixona por um anjo? Pergunto pq n li o livro.
Anw, a narrativa é boa sim, porém acredito que o tema seja algo mto batido.
Baby, sem querer ser grosseira (mas já sendo, anyway, peço desculpa antecipadamente, mas achei a pergunta realmente pertinente), mas você realmente leu o conto?
É porque esse é um conto sobre loucura, não sobre anjos propriamente ditos… E não tem relação alguma com livro algum (eu não sei qual é, mas pela descrição deve ser algum desses YA que tem surgido aos baldes, e se for de fato isso, acho que não tem como ter relação com meus contos homoeróticos)
Mas muito obrigada pelo comentário, eu realmente não quis ofender nem nada.
Abraços
Não ofendeu não xD
E eu li sim, lógico. Não comentária só pela leitura do título ou algo do tipo.
Se não tem nada a ver com o livro em questão, ok, disse que a narrativa é boa.
Não tenho nada contra livros do tipo, mas seria a mesma coisa que ler Crepúsculo e começar a escrever uma história sobre uma menina que se apaixona por um vampiro. Qualquer um tem todo o direito de fazê-lo, mas seria meio batido, entende?
Mas o conto é bom sim, meus parabéns.
Ah, sim, desculpa. É que eu realmente estou por fora do mundo YA – e sempre procuro me manter distante dele, mesmo quando escrevo com as criaturas sobrenaturais que geralmente o povoa.
Eu tenho disso: escrevo sobre vampiros, por exemplo, mas são vampiros perversos, pervertidos, que transam em orgias regadas a sangue… essas coisinhas básicas XD
Muito obrigada mais uma vez =*
Bem sensual, hein? Narrativa empolgante, soube construir bem o climax. Po, Samila me deixou excitado, vou ler os outro contos seus. haha
Opa! Obrigada =D Que bom que consegui meu intento, então *-*
#homoerotismorules xD
Engraçado, eu nem percebi homoerotismo no conto, percebi sim aquilo que eu disse: narrativa empolgante, clímax e a excitação. Acho que fui tapado e nem percebi que o protagonista era homem. haha
Realmente, só dá pra saber por causa de uma frase: “o volume de sua ereção contra a minha”. Se num tivesse todo mundo ia pensar q se tratava de uma mulher.
HAUhauaa, normal, normal, foi minha intensão desde o princípio deixar a narração ambígua, muito embora eu ‘entregue’ o gênero do protagonista putra parte: ‘Envolto e encantado eu me encontrava’
~No mais, realmente dá para achar que é uma mulher XD
“Envolto e encantado eu me encontrava” , bem no começo já fica claro se tratar de um homem.
Pode até ser, Shado, o problema todo é que como eu só havia lido um conto da Samila, o do guerreiro nórdico lá, dai eu vi esse e associei: escritora Samila + conto + informações para maiores de 18 anos = Pablo feliz. hehe Só depois que ela falou que eu vi que era homoerótico.
hauahau, mas é mesmo, muitas vezes nossos olhos passam despercebidos por algumas informações.
Pabro, aquele livro que você leu é praticamente uma exceção (se você ler nos comentários, verá algumas pessoas comentando sobre o quão raro é para mim escrever sobre homem+mulher
Freud explica?
Realmente, até essa parte eu pensei se tratar de uma mulher perseguindo um vampiro.
HUAhaua, puts, juro que nem pensei em vampiro para escrever isso *pessoa que resolveu se afastar dos vampiros até a poeira de Crepúsculo baixar*
Normalmente eu não gosto de contos com poucos diálogos e muita narração, acaba deixando lento e tedioso. Mas você conseguiu cortar o “lento e tedioso”, descrevendo tudo magnificamente, sem enrolação e muito movimento. Gostei muito!
Nossa, que bom! de fato, o diálogo é o que costuma conferir fluidez a um texto… mas eu pessoalmente gosto de às vezes contemplar momentos silenciosos, e falar de olhares que podem transmitir nais do que uma conversa.
Que bom que gostou, obrigada!
A forma que usou para narrar os fatos está perfeita. Não há necessidades de diálogos quando é possível criar um ambiente plausível e descrever os pensamentos das personagens com fluidez.
Sam, você fez isso muito bem.
Yey! Muito embora eu goste de diálogos também XD
Nem percebi também, que burra
HUAHaHUAha, como disse lá em cima, ficou realmente ambíguo. Quem conhece meus textos, todavia, já desconfiaria do que se tratava XD (que nem quando eu postei aqui uma fanfic do Bataman com esse mesmo aviso de ‘não recomendado para menores’… hehehehe)
Pois é, eu sou bem inclina a escrever textos homoeróticos ^^”
Então não teve mesmo nada a ver o meu primeiro comentário. Entendi pq vc me perguntou se eu tinha lido o conto xD
Eu que peço desculpas – é que para mim já é tão natural escrever sobre homens que eu nem imaginei a possibilidade de que não tivessem notado se tratar de um XD
Para mim estava bem claro desde o começo que era um conto por
1 ser um conto da samila
2a frase que eu botei no outro comment
entao entedi desde o começo, tenho que dizer que não é algo que eu curto, mas até onde eu li(tenho que ser sincero e dizer que não consegui ir muito adiante, li so o começo praticamente) a narrativa se mostra muito boa , a samila tem esse talento de conseguir injetar sentimentos no conto e mesmo assim faze-lo fluir
“bem claro desde o começo que era um conto por”
.
o correto é * bem claro desde o começo como era o conto por…
hauhaua, pois é ‘por ser um conto da samila’ XD
Faz uma força aí e tenta ler até o fim, vai =D
#megusta dos contos homoeróticos da Samila. :3 Já vou ler. Tô no clima, passei a madrugada de ontem lendo View Finder
HUAHu, não tem vergonha de dizer aqui em público que passou a madrugada lendo quadrinhos homoeróticos com cenas de #sexoselvagem, #fetichismo e #estupro? ´~ Coisa feia….
ps: assim que eu tiver dinheiro vou importar a série *-*
Ah, View Finder fica até suave depois do primeiro capítulo.
-
Mas, vamos ao conto: ele é asfixiante. Aquela coisa que você realmente lê roendo as unhas. É engraçado que ele é sim erótico, mas eu achei mais tenso que sexy. É aflitivo.
Faz o leitor perguntar porque o assassino derrubou a faca no primeiro encontro… Achei interessante a linha narrativa a partir daí: o personagem encontrou seu “destino” naquele momento e partiu em uma busca apaixonada pela concretização desse destino. Não era justo que ele saísse vivo depois de ter entrado em contato com esse anjo sinistro.
Sempre quis escrever uma história para a música “Closer” do Nine Inch Nails (sabe aquela música que deixou os conservadores americanos chocados e que foi toda recortada para poder passar na MTV? – mesmo que tenha sido marketing, a música pode ser ofensiva para quem não leva na esportiva), but you did it. – Acho que era disso que essa música estava falando. Sick, very sick.
O que mais gostei, contudo, é que tudo na história é muito sujo, obsceno, podre (tudo no bom sentido), porém sem ser vulgar. O cheque está na descrição das coisas e não nas palavras usadas.
Muito bem bolado Samila!
Ah, fui procurar aqui, mas o youtube malandrenho fez questão de tirar a versão não censurada do clipe do NIN. Pô youtube, só por causa de peitinhos?
Anaaaaaa *-*
NHai, pois é, era isso mesmo que eu queria passar, sabe? Misturar o amor idealizado, a pureza de um suposto com a desejo mais nojento, o cenário mais imundo, os pensamentos mais doentis. Escrevi pensando em uma música do Korn, Make me Bad. “I want to feel the sickness in you”
Escrevi para um desafio cujo tema era Serial Killer, e pensei “que tipo de pessoa se apaixonaria por um?” ~Sinceramente, não sei qual dos dois é mias doente XD
Puts, não conheço essa musica não, vou buscar *-* Tudo que deixa puritanos incomodados me agrada XD
———–
Sobre o fato dele ter deixado cair a faca, acho que é porque o anjo, no fundo, desejava carinho – simples assim.
Eu não sei se você conhece um anime chamado Togainu No Chi (o anime não é yaoi, mas é baseado em um jogo yaoi homônimo, muito bom… Acho que já até te recomendei ele, não?), mas esse ‘anjo’ foi inspirado em um personagem de lá, o Gunzi.
O Gunzi é uma matador profissional, mas que sempre trabalha com muita alegria e um belo sorriso no rosto XD
Ele tem um nível bem grave de deficiência mental, o que lhe confere o intelecto de uma criança de uns 5 anos – e a consequente pureza.
Então ele mata como se estivesse brincando, mas mesmo assim, é puro… e carente… sei lá, eu idealizo demais o Gunzi XD Mesmo com ele todo sujo de sangue, minha vontade é pegá-lo no colo o dizer “calma, bebê, vai ficar tudo bem, tia Sam tá aqui pra cuidar de você… Você não vai mais precisar chafundar em tripas, viu?” XD ~ Deus, acho que sou mais doente que ele.
Mas sim, eu vejo esse anjo como alguém solitário, que mesmo sendo total nuts, deseja carinho. Mas a única maneira que ele conhece de dar carinho talvez seja a sua faca.
Bem, eu acho, né? XD
Bem, eu não conhecia “A Samila e seus contos”, mas vou me lembrar disso xD
HUAhuaa, é que apesar de estar um tanto afastada do site por questões de tempo, eu sou um pouco ‘das antigas’ aqui no One, e pode-se dizer que eu consegui chocar um pouco o pessoal XD
Achei o conto interessante, a despeito do fato que o estilo mais lento da discrição realmente não ser o meu favorito. Aliás, li o conto com a cara e a coragem por que não te conhecia antes Samila (sou novo aqui no site), nem seus contos, e o nome da história me deu aquele receio de “ahn, não, mais do mesmo!”. Mas foi uma bela surpresa!
Achei um barato como o seu estilo, mesmo com uma certa repetição de termos, ou com frases que interam o mesmo sentido (no caso, o homem obcecado por achar seu anjo), que foi intencional, creio, afinal se trata de um conto onde o assunto abordado é a loucura misturada com “amor”. Ao contrário de tornar a história massante, pruduziu um resultado interessante de tensão e suspense, onde a adição do erotismo deu um charmant a mais.
Considerando tudo – e levando em conta que eu não sou o maior fã desse estilo, portanto estou comentando a partir da visão de um leitor mais distante – só poderia sugerir para pesar um pouco estas repetições, que ao meu ver poderiam estar em menos quantidade. Eu tenho um problema semelhante nos meus contos, e digo como quem tem o problema que as vezes erramos a dose. No seu caso, você se equivoca beeem menos do que eu, mas uma boa relida no conto te faria lapidar ainda mais este ótimo texto.
Comentei de forma sincera, e espero ter contribuido de alguma maneira ^^
p.s.: Ahn, eu já tinha notado que era um homem desde o primeiro parágrafo. Tá lá gente =)
Parabéns ^^
Nhai, obrigada! E sim, acho que criaturas como anjos, vampiros e demônios estão já marcada pelo que vemos aí de YA.
Fala-se em vampiro logo se pensa ‘pô, mais um crepúsculo da vida’ … Uma pena, pois eu adoro escrever romances sobrenaturais >..<
Acredito que para resolver isso, só mesmo com a revisão de outra pessoa, pois eu vou ler, e reler, e reler e deixar assim XD
Eu agradeço muito por seu comentários e considerações, tenha certeza que me ajudou bastante *-*
Abraços!
Ué, O One engoliu metade do meu comentário? o.o’
Bem no meio eu falava sobre esse meu problema com repetições, que é algo que sempre, sempre acusam em meus textos, mas que por mais que eu me policie, eu acabo fazendo o.o’
e tinha mais alguma coisa também que eu já não lembro mais >.<
Sami, não sei se é porque fazia tempo que não lia nada seu… mas este está fantastico. A analogia entre loucura e crença em divindade foi perfeita. Assim interpretei, haha. Parabens mais uma vez Sami. Sou seu Fã.
Ver uma divindade em um cenário de podridão e morte? Por que eu acho isso tão natural? XD
HUahaa, exato.
Obrigada meu querido, obrigada!
Eu não entendi. Fui me perdendo nas frases e acabei não pegando o conto. Esse estilo de escrita raramente me agrada justamente por isso, acabo ficando confuso com as descrições muito subjetivas vindas da mente do personagem e não da cena em si.
Vitor,se vocè pretende escrever,essa desatençào aos estilos mais maduros pode representar um problema,nào?Como vocè farà para dar profundidade às suas personagens se ficar tudo na forma e na superfìcie?Hoje em dia,nem as boas històrias em quadrinhos sào mais assim…
Nem Esquenta, Eva, ele fala assim porque ele é O Vitor (com artigo maiúsculo mesmo) – ele próprio escreve assim às vezes, não sei pq ele tá reclamando XD
~~~
Bem, o vitor é um desafio pessoal, bem, continuarei tentando, seu chato XD
Acho que ser um estilo mais maduro é pretensão. É só um estilo.
Você pode pegar bons autores como Stephen King que descrevem a mente de um personagem por suas ações e idiossincrasias, focando na descrição nos trejeitos da personagem. Nos quadrinhos, você pode pegar algo como V, do Alan Moore, onde você entende o personagem pelos diálogos, embora o estilo da Samila também esteja presente.
Para falar a verdade, Alan Moore é um péssimo exemplo. O cara escreve de todos os jeitos.
Nem acho pretensão – é que você está acostumados com estilos maduros por natureza, Vitor.
Um dia vou fazer um bem ‘intracraniano’ que mesmo assim você vai gosta, vc vai ver u_u
Espero que sim. Desejo sempre que melhore mais. Tem textos seus assim que me lembro de ter gostado.
Quando eu era mais nova eu me expressava nos textos mais por diálogos (meus textos eram 70% diálogo), por algum motivo, isso foi mudando. Peguei gosto por narrar emoções – o que muitas vezes fica estranho, admito
Engraçado, eu nunca gostei de escrever diálogos. Achava eles feios e ainda acho um pouco. Nos meus textos atuais não consigo nem mais botar um diálogo com travessão, só com aspas.
Travessões são feios mesmo, mas eu costumo reservar as aspas para os pensamentos nos meus textos.
o que não me atrai muito no dialogo é você ter que usar uma linguagem mais fluída nele. Eu gosto de palavras e conjugações verbais que geralmente não se escutam em diálogos, por isso gosto mais de fazer a narração. São poucos personagens que me permitem usar uma mesóclise, por exemplo.
Puts, lembrei agora de umas palavras do Israel Duarte: “o cara que mais contribui nos comentários aqui do ONE é o maldito Vitor Vitali que costuma entrar só pra dizer que tá uma merd@ ou tá faltando algo ou tá longo ou sem graça… ele sempre aponta algo que te faz pensar.”
Samila,
adorei o seu estilo de escrita, as descrições são bem dramáticas e envolventes, prende o leitor, mas o tema é tão mórbido! você bem que podia tentar algo mais inspirador!
Sucesso!
Muito obriga Jess! Isto fica feliz em agradar *-*
Mas diz, tem algo mais inspirador do que tripas esparramadas em paredes de becos sujos? XD
UHAuahu, eu vou escrever sobre borboletas, algum dia XD
Adorei o seu estilo e a forma com que vocè tratou essa temàtica que,na minha opiniào,é uma chatisse alada!Dar esse clima underground e deixar a liberdade para o leitor interpretar tudo aquilo como uma metàfora para encontros clandestinos carregados de culpa,foi uma soluçào muito madura para a sòlita superficialidade fantàstica.Gostei muito mesmo.A prova disto é que esta é a primeira vez que comento um conto aqui.
Portanto,se me permite,gostaria de deixar algumas opiniòes para vocè analisà-las,se lhe interessarem:
*Percebì que a sua narrativa tende para o clàssico,portanto,creio que seria mais apropriado vocè ficar atenta aos termos exageradamente “popularescos” que podem descarecterizar o texto no geral.Por exemplo: O termo “fedorento”,na minha opiniào,nào era o mais indicado para ser usado pelo narrador,pois tende à dar uma idéia de comicidade que nào combinava com o clima daquele momento.Nào seria melhor “mal cheiroso” ou “fétido”?
*Eu também adoro abusar dos adjetivos quando escrevo,mas precisamos ter cuidado para empregà-los com verossimilhança.Por exemplo: Por que o “tilintar” da faca caindo no chào era “torturante”???Dar um sentido para esta resposta fica meio forçado,nào?
*Cuidado com as contradiçòes.No inìcio,o narrador dava à entender e dizia nào saber nada sobre anjos e nem acreditava na existència deles,mas logo em seguida,parecia ser um expert no assunto,chegando a dizer que estava certo de que sò Deus poderia tocà-los.Pode parecer uma bobagem,e talvez seja,mas faz a diferença para aqueles que quiserem levar a sua història à sério,entende?
*Por fim,nào sei se foi um erro de digitaçào,mas eu tenho a impressào de que a palavra correta se escreve “IMUNDìCIE”.
No mais,como jà disse antes,adorei o seu estilo.Procurarei ler sempre que possìvel os seus textos por aqui.Continue assim.Até a pròxima!
P.s.:Revisando…Eu queria escrever “chatice” e nào “chatisse”!!! Falha nossa!!!
NOssa Eva, muito obrigada! Achei seus toques muito pertinentes, e revendo, vi que fétido seria perfeito mesmo.
Adjetivos são uma coisa que eu amo, mesmo que alguns digam que só servem de alegoria, que não adicionam nada ao texto, eu discordo! Eles ão lindos, ele que criam o clima, né? né?? =D
Mas bem, às vezes (quase sempre) eu exagero XD
~~~
De que forma o protagonista dava a entender que não acreditava em anjos antes? procurei aqui, não achei i,i
Eu sou muito, MUITO desatenta, então não discordarei jamais de qualquer um que diga que achou erros de digitação/incoerências gramaticais em um texto meu.
Abraços Eva, obrigada mesmo pelos toques!
Que curioso…Eu também relì e nào percebì mais o detalhe que eu havia citado…
Acho que me confundì com a parte da “…comprovaçào de que Deus existia”
Vocè està certa.Me desculpe pela desatençào.Quanto aos adjetivos,também sào a minha paixào e a minha loucura…Beiro o insuportàvel!
De qualquer forma,jà me rendì à eles como um estilo,uma caracterìstica inevitavelmente inserida no meu DNA.
huhUA, engraçado, acho que eles são mesmo um ‘gene literário’ XD
Adoro-os
Serà um caso de GENE,de GèNERO ou de GèNIO??? HàHàHàHHàHàH!!!
Impressão minha ou o Guns tirou essa imagem do meu blog? XD
Agora que ví!
–
você já copiou a imagem do conto para seu blog!! Samila rapidinha… !! ;D
Detalhe que o anjo não é um anjo, e é loiro, mas ok xD
Eu tirei a ideia desse conto desse personagem: http://cdn.myanimelist.net/images/characters/2/68866.jpg
Ok… vamos a uma breve análise.
O conto está ótimo, capaz de proporcionar uma leitura rápida e agradável. As personagens, independentemente de diálogos, estão bem descritas. Eu realmente não percebi que era um cara atrás de um vampiro, como citei um pouco mais acima.
Gostaria que tivesse explicitado os motivos que levaram o vampiro a chorar quando matou seu admirador. Eles já tinham algum outro vínculo, excluindo-se o encontro no início do conto?
Não é o tipo de literatura que aprecio, o que não contribuiu para impedir a leitura, pois é visível que o texto está muito bem escrito.
Parabéns, Samila.
Opa Franz, brigadão pela leitura e pela análise. Você tocou num ponto muito interessante: motivos. De fato, eu não apresento nenhum, deixei tudo em aberto, mas passivel de uma maior explanação futura… Tu estás a me dar ideias, rapaz.
Acho que quando tiver tempo, farei um ‘conto amante’ deste (como fiz com João Pedro e Arthur), descrevendo no ponto de vista do Serial Killer *-* (levando em consideração seus problemas mentais, deve ser muito bom fazer os pensamentos dele)
OBRIGADA mesmo por essa ideia, Franz!
Eu nem sei porque eu leio o resto quando a samila pede.Sim, eu li u_u.Tentei me manter distante, aquela frase da ereção me desistimulou bastante, mas tentei ignorar coisas que não me agradam e fazer um leitura critica do texto.
-Notei repetições de algumas palavras que poderiam ter sido substituidas
-Gosto de textos que aloucura da personagem altera a narração, não alterar tipo mudar de rumo, mas como se a loucura possuisse o texto e nos entorpecesse, dificultando a visualização de algo, como se a narração fosse permeada por uma alucinação.Você conseguiu bem este efeito sammy.
-O que mais impressionou-me foi a fluidez que eu já havia citado, mesmo com emoções e sentimentos inudando cada palavra, o texto não ficou maçante, ele flui.
-VocÊ tem boas tecnicas de escrita samila(no seu caso acho que mais um jeito natural, uma pessoalidade na escrita)
.
ps: dois dias para cria coragem mais valeu a pena
Porque eu pedi com jeitinho, oras! XD
Sim, sim, repetições, minhas amadas e incompreendidas repetições, parece que teremos que nos separar ç_ç
Ah, e se você gosta da loucura tomando conta geral, jogue Amnesia!
E com relação às técnicas, deixa eu dizer que foi algo que eu nunca procurei saber muito a respeito ‘-’ *vergonha* Sei lá, fico chateada com algumas coisas que leio nessas tais técnicas ._.
HUahau, mas que bom que sua coragem foi válida! HAUHAUAHU
Obrigada!
Não entendi o motivo de ser recomendado para maiores de 18 anos…
Já vi coisas piores em filmes da Sessão da Tarde
XD e aquele filme com a Xuxa…
É só parar atrair mais leitores -qqq
Nhai, sabe como é, né… tem gente que se choca, e olha que ultimamente eu eu tenho me auto-censurado demais ‘-’
Como sempre vc é perfeita! INVEJAAAAAAAAAA
Obrigada Lobinha linda =*
muito bom o conto. gostei especificamente do fato de vc narrar fatos “violentos” como se tratasse da coisa mais bela do mundo,realmente insano!ler esse conto foi mais ou menos como dançar uma valsa sob uma cama cheia de lâminas….
enfim,muito bom!
Como assim ‘como se tratasse’? O que pode ser mais romântico e belo do que morrer nas mãos de seu amado, com uma faca de lâmina enferrujada sendo continuamente precioana a fim de vencer a resistência da pele, culminando num explendoroso jorrar vermelho, quente e viscoso? Mais belo que isso, só se as vísceras fossem devoradas logo depois, provando que eles ficariam juntos para sempre, né?
~~~~
LOL
Bem, como o narrador era uma maluquinho que via beleza nisso, a escritora aqui se viu forçada a descrever como ‘belo’ o ‘grotesco’ (sem contar que eu acho muitas vezes o grotesco belo, mas, ok XD)
E gostei da cama cheia de lâminas, viu? XD
heheheheh
Obrigada por ler meu bem, que bom que gostou =D
Realmente muito bom… Magistral na verdade… Parece um filme gore/sexploytation do círculo italiano da década de 70… A forma como você descreve a cena das facadas é linda!… Impressionante como ficou algo belo… Realmente adorei… Parabéns!… Que bom que o personagem não devorou as tripas… Ficaria igual ao Antropophagus do Joe Damato…
Olha meu amor falando de um bando de coisa que eu não conheço, mas me deixando feliz assim mesmo XD
Obrigada, meu bem, ainda bem que você gostou *-*