O Sonho de Susana – Prólogo
Escritora: Priscilla Rubia
PRÓLOGO
Susana dormia profundamente no sofá. Apesar da posição incômoda e de saber que se amaldiçoaria por não ter levantado e ido para a cama, preferira continuar dormindo ali. Estava frio e levantar seria mais incômodo do que acordar com o pescoço doendo. A TV continuava ligada, agora não mais passando o filme que fizera Susana dormir, mas sim o jornal da manhã. Susana mexeu-se e gemeu um pouco, as costas doíam, mas ainda estava tudo bem.
Não existia ninguém para acordar Susana e tirá-la daquela posição completamente torta, apesar de ser uma mulher nova e timidamente bonita. O apartamento estava completamente calmo e solitário naquela manhã de quarta-feira. Porém a calmaria estava prestes a acabar e fazer Susana ser obrigada a levantar de sua boa posição dolorida em seu dia de folga.
O telefone tocou.
O sonho de Susana, do qual não se lembraria depois, foi preenchido pelo som. Após alguns toques, percebeu que dormia no sofá e que o telefone a acordara, mas mesmo assim resolveu simplesmente se virar para o lado – ainda no sofá, estava muito bem, obrigada – e voltar a dormir. Por Deus, era seu dia de folga, qualquer coisa podia esperar. Voltou a se entregar para o sono e quando já estava dormindo novamente o telefone voltou a tocar.
Susana acordou subitamente dessa vez. Xingou e sentou-se. A sala estava escura apesar de o sol já estar em seu auge. Susana tinha cortinas escuras e o hábito de mantê-las sempre fechadas. Assim que levantou para atender ao telefone sentiu as costas estralarem e dessa vez xingou a si mesma. Jurou pela dor nas costas que se ao chegar ao telefone ele parasse de tocar ela o quebraria em pedacinhos minúsculos. Mas o telefone continuou a tocar incansavelmente. Levou a mão ao fone, mas parou no caminho. Por algum motivo que não pôde compreender naquele instante teve medo de atender a ligação, de levar o fone ao ouvido. Não se lembraria dessa sensação estranha mais tarde, mas se tivesse lembrado, ela teria um forte significado. Lembrou-se da jura de quebrar o telefone caso parasse de tocar e afastou o sentimento amedrontador. Pegou o fone o levou ao ouvido.
Mal sabia ela que aquele único telefonema iria mudar completamente sua vida.
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Eba! Saiu meu conto e mais duas partes *-*
Espero que gostem
Pessoal, sei q dá preguiça de seguir um conto “em partes”, mas comentem por favor pra ver se vale a pena postar o restante duehduehdue
Bem interessante… Ainda não dá pra fazer um comentário melhor, mas para um prólogo cumpriu bem o seu papel!
Andre, obrigada pelo comentário!
Já tem mais duas partes do conto publicadas, espero que goste delas também =D
Huuum, indo pra próxima parte muito curioso…
Ora, um início repleto de suspense. A dúvida gerada pela real importância do telefonema foi uma boa idéia para manter a atenção do leitor.
Apesar de já ter comentado alguns capítulos, irei reler tudo.
Beijos.
Fico feliz com o comentário Franz *-* Espero que goste dos outros capítulos =)
Bom, gostei do prol[ogo, igual o Franz disse, me deixou curioso para ver o próximo cap.
já começou bem, me deixando curioso o suficiente para ler a segunda parte.
bjsss