Weigon Estrander e a Sociedade da Espada Negra
Escritor: Vagner Silva Penna
AGRADECIMENTO
Agradeço a minha esposa Danielle por estar sempre ao meu lado e por acreditar em mim, por ter me dado uma filha maravilhosa nossa linda Isabelli. Agradeço a Deus por tudo de bom que aconteceu e acontece em minha vida
WEIGON ESTRANDER E A SOCIEDADE DA ESPADA NEGRA
Está estória é repleta de personagens místicos e misteriosos alguns bizarros criados pôr mim a partir de sonhos que são tão reais que às vezes não consigo se quer distinguir se foram sonhos mesmo ou realidade.
Há estória se passa no Planeta Atrion um mundo que no seu passado havia paz e prosperidade, com dimensões territoriais cinco vezes maiores do que a Terra e repleto de vida.
Em uma era medieval onde Magia era a maior arma de poucos e o homem o seu maior inimigo. O malévolo Seikan Rei supremo da escuridão pretendia conquistar e estender o seu reino de trevas pôr toda Atrion.
Um único reino ainda não havia se curvado aos pés de Seikan.
Em uma única espada a esperança de liberdade de todo um planeta.
Em um único jovem o poder interior para empunhar e controlar está incrível espada.
A Tríade
As batalhas mais sangrentas entre o bem e o mal no planeta Atrion deram inicio no ano místico de 230, com o surgimento dos Obis, monstros gigantescos de pele acinzentadas muito fortes que devastaram os exércitos de vários Reinos, juntamente com os Alabaks e Manais duas outras espécies de demônios das trevas nascidos para o mal.
Esses monstros não demonstravam muita inteligência e eram controlados totalmente pôr Seikan Rei do Reino Ocidental que se alto proclamava Rei da escuridão, outrora um grande mago conhecedor da magia negra e ocultismos de Atrion.
Os Reinos foram caindo um a um, pois separados esses reinos eram fracos, não tinham chance contra o imenso poder do exercito sanguinário de Obis Manais e Alabaks.
Um único rei talvez o último dos bravos guerreiros, formou uma aliança já, mas realizada antes em toda Atrion seu nome era Elleinade Bassai. Elleinade juntou em um único exercito homens, gárgulas e Ainans, três povos que nunca lutaram juntos e nem se gostavam, mas que para a sobrevivência de suas espécies tiveram de colocar suas diferenças de lado, formando assim a Tríade.
Muitos outros povos se uniram a Tríade como os Élfos, Ninfas e outros seres.
Juntos a Tríade selecionou seus 10 melhores guerreiros para uma missão que poderia ser a ultima esperança dos bons. Enquanto a Tríade se preparava para travar uma batalha épica já mais travada antes os 10 guerreiros liderados por Amaru, general da 13º legião do Reino leste invadia o castelo de Seikan fortemente vigiado para assassinar as fêmeas dos Manaias responsáveis pela produção em maça de guerreiros que já nasciam prontos para guerra. Elas davam a luz sempre ha gêmeos uma fêmea e um macho, as fêmeas não precisavam ser fecundadas para se reproduzir por este motivo Seikan possuía um exercito ilimitado que crescia a cada dia.
A missão dos 10 cavaleiros da Tríade era parar com a produção de Manaias, mas como entrar em um reduto protegido por milhares de guerreiros sedentos por sangue.
Eles tiveram a ajuda de uma das ultimas Ninfas do Clã Meliades a única que já havia escapado das masmorras do castelo de Seikan, ele havia poupado sua vida, pois queria os filhos que a Ninfa carregava em seu ventre. Ela mostrou uma rota segura, por túneis que atravessavam as terras mortas e terminam dentro do subterrâneo do castelo negro de Seikan.
Quando Enila a Ninfa Meliades conseguiu fugir do castelo de Seikan estava com poucas semanas de gestação, agora em seu retorno já prestes a dar a luz, as dificuldades aumentam, mais Enila era uma extraordinária guerreira.
Amaru o líder da missão pergunta para Enila:
- Você esta bem podemos continuar Enila?
- Sim estou bem. Respondeu Enila. – embora o peso de minha barriga seja grande.
- Eu levarei vocês até o fim!
O grupo continua caminhando pelos túneis escuros guiados apenas pela luz das tochas incandescentes todos sabem que essa é uma missão só de ida, pois uma vez dentro do castelo de Seikan dificilmente conseguiriam sair.
A Tríade desloca o seu imenso exercito em direção ao reino leste um dos únicos reinos ainda estruturados para resistir a Seikan, mais a guerra já acontecia em praticamente todos os cantos do Planeta.
Enquanto a Tríade se deslocava pelas terras já devastadas por Seikan, o grupo de guerreiros liderados por Amaru aproximavas se da entrada do castelo negro.
- É por aqui Amaru é só abrirmos essa porta velha e estaremos dentro das masmorras de Seikan. Fala a Ninfa Enila.
Eles abrem a velha porta e vão entrando um a um a Ninfa Enila caminha com dificuldade, Amaru pede que ela fique que não prossiga com eles.
- Enila sua missão termina aqui retorne e se salve!
- Não eu irei até o final quero que Seikan saiba que fiz parte da destruição de seu exercito.
- Tudo bem mais tome cuidado, afinal estas grávidas e prestes a dar a luz.
Assim eles continuam, e passam por entre os calabouços do castelo de Seikan, estranham o silencio absoluto que impera por detrás das celas úmidas e escuras, e percebem que estão todas vazias sem nenhum prisioneiro.
Enila fala para o grupo que quando fugiu dali havia milhares de prisioneiros que eram torturados o tempo todo, o grupo não entende, mas continua a missão, rumo às fêmeas Manaias.
Ao passarem por um grande fosso descobrem aonde foi parar todos os prisioneiros, eles sentem um cheiro insuportável de carne em decomposição e acham milhares de corpos jogados uns em cima dos outros no imenso fosso cheio de ratos e todo tipo de insetos que você possa imaginar uma cena horrível.
- Enila – Seikan matou todos os prisioneiros.
Amaru e seus guerreiros ficam apreensivos e chocados com o que seus olhos os fazem presenciar neste momento até os mais experientes guerreiros se abatem com tanta brutalidade.
Devemos continuar diz Amaru = vamos acabar com isso hoje!
Eles prosseguem e após algum tempo chegam ao local onde pensavam estar às fêmeas Manaias, o local estava fortemente protegido por Alabaks, uma raça de demônio com rostos e corpos castigados pelas deformações causadas pelas chagas com olhos negros e vazios e suas peles pálidas.
Inicia-se o confronto os Alabaks estão em numero três vezes maior que o grupo de Amaru e Enila, mesmo assim eles lutam com todas suas forças. Enila mesmo grávida e prestes a dar a luz, derruba vários Alabaks com suas flechas certeiras, Amaru liderando o grupo composto por homens, gárgulas e Ainans lutam bravamente e um a um os Alabaks caem ao chão, mortos até não sobrar nenhum vivo.
Ao termino do confronto e exausto o grupo comenta – deve ser aqui que as fêmeas estão se não este local não seria tão protegido. Em seguida eles arrombam a grande porta mais ao entrarem descobrem que a sala gigantesca estava vazia não havia ninguém somente um imenso espelho de uns 30 metros de altura e muito largo com a parte superior arredondada, como se fosse uma porta, e em toda sua extensão havia escritas muito antigas e não conhecidas pelo grupo.
Já exaustos sem atingir o objetivo eles se aproximam do imenso objeto, Enila tenta ler a estranha escrita, e diz:
- Essa escrita possui uma semelhança com a dos Meliades, só que é muito mais antiga, mesmo assim consigo entender algumas partes.
- Esta escrito; – “o portal de Kebek encurtará a viagem dos que por ele passarem”.
- Amaru – O que isso quer dizer Enila?
- Eu não sei Amaru existem muitas outras palavras que não fazem sentido algum para mim.
Um dos gárgulas do grupo fala. – Em nosso reino a algumas lendas muito antigas sobre o portal de Kebek, uma dessas lendas fala que ele leva os que por ele passarem para qualquer lugar, encurtando a viagem de dias para segundos.
- Amaru – Provavelmente as fêmeas dos manaias nunca estiveram aqui.
- Elas devem estar a quilômetros desse local. – Resta agora descobrir como atravessar esse portal.
Amaru o líder do grupo pede que Enila continue lendo as escritas do portal, e ela o faz e descobre que ele e uma passagem de ida e volta de repente o portal que parecia um grande espelho se modifica parecendo um espelho de água.
Enila, que esta acontecendo pergunta Amaru?
- Parece que o portal esta se abrindo alguma coisa esta vindo por ele se preparem.
De uma única vez atravessam seis manaias pelo portal que são rapidamente abatidos exceto um que é imobilizado pelo grupo.
- Amaru pergunta para o Manaia: – como fazemos para atravessar o portal, nos diga agora?
O Manaia se recusa a dizer qualquer coisa e Enila crava uma flecha no peito dele o sangue esguicha para todos os lados ele morre na hora, sem demonstrar nenhuma piedade ela diz: – Eu descobri como atravessar, não precisamos mais dele. A Ninfa deixava transparecer um ódio já mais visto pelo grupo de guerreiros, pois ela havia sido prisioneira desse exército de Seikan e sabia como era a crueldade dos mesmos.
- E só repetir essas palavras que estão escritas aqui embaixo no portal e ele ira se abrir, as palavras são: “Arbak ed arof anap ortened atimrep ahnim megassap”.
- Que significa Abra de fora para dentro e permita minha passagem.
O portal se transforma novamente em um espelho de água, Amaru pede que todos se preparem e atravessam o portal. Ao atravessarem eles saem em um grande vale com uma lagoa de águas tão lindas como um por do Sol, e em suas margens centenas de manaias fêmeas prestes a dar a luz.
Amaru e seus companheiros já atravessam o portal e começam a lutar imediatamente, por sorte não havia no local muitos manaias machos, Seikan havia deslocado todo seu exercito para o campo de batalha para lutar com a Tríade.
Mesmo havendo em sua maioria fêmeas elas também eram extremamente violentas e ágeis, se o grupo de Amaru não fosse composto pelos melhores entre os melhores da Tríade provavelmente estariam todos mortos.
Amaru e Enila matam varias manaias grávidas sem piedade, pois as mesmas e seus filhos eram animais sedentos de ódio e não pensariam duas vezes para matar, os poucos machos também são derrotados, e no final da batalha todos os manaias estão mortos, no grupo de Amaru duas baixas um gárgula e um Ainan.
O grupo fica apenas com oito guerreiros, Seikan que estava no campo de batalha sente que algo havia acontecido em seus domínios e se desloca juntamente com um grande contigente de Alabaks para o seu castelo.
Amaru Enila e os guerreiros da tríade após cumprirem sua missão começam planejar a retirada do vale das águas do por do Sol.
- Amaru – Nossa missão esta feita, já podemos ir embora agora, vamos voltar pelo portal para o castelo de Seikan vamos logo Seikan logo perceberá o que aconteceu e não teremos chance contra ele.
Seikan levanta o seu braço esquerdo e convoca um Duarem, uma espécie de dragão demônio, o Duarem sai de traz das nuvens escuras e pousa em frente ha Seikan que o monta e ordena que parta para o seu castelo. Seu contingente de Alabaks o segue por terra montados em Erbas uma espécie de felino com unhas e dentes muito afiados mais sem nenhum pêlo no corpo uma criatura horrível.
Amaru e seu grupo entram no portal e dentro dele percebem que não será tão fácil sair como foi entrar no portal, eles se deparam com varias saídas e que cada saída dessa os levará para um local diferente do Planeta. O grupo pergunta para Amaru o que eles iaô fazer, entrar em qualquer um dos portais ou tentar achar o portal certo.
- O que você acha Enila. – consegue achar o portal certo?
- Irei tentar Amaru mais vai demorar um pouco e eu não sei quanto tempo temos até que Seikan nos encontre.
Eles demoram muito tempo e nada de achar o portal certo, Seikan se aproxima do castelo e já da à ordem para os seus Alabaks vasculharem tudo, Amaru e seus companheiros decidem escolher um portal e atravessar mesmo sem saber onde ele os levara. Eles atravessam e percebem que não saíram no mesmo local que entraram mais sim em outro local dentro do castelo de Seikan, Seikan imediatamente senti a presença de Enila e se dirige para o local onde ela esta.
Enila ao atravessar começa a passar mal e cai no chão, ela esta sentido fortes contrações e percebe que a hora de seus filhos nascerem esta próxima. Amaru carrega Enila em seu colo apressado e temendo o pior, pois se Seikan os encontrar nenhum deles sairá vivo.
Seikan passa pela sala do portal de Kebek e se depara com seus Alabaks mortos e fica extremamente nervoso. Amaru e seu grupo já estavam nos calabouços do castelo, Seikan se dirige para os calabouços no encalço de seus invasores.
Enila fica pior e sua bolsa se rompe, Amaru percebe que terá de fazer o parto das crianças ele para em um canto protegido do calabouço.
- Continue Amaru vá sem mim diz Enila, – Eu só vou atrapalhar vocês salvem-se.
- Não te deixaremos para trás, ficaremos com você aqui e lutaremos.
Ela começa a sentir as dores do parto cada vez mais forte e Amaru inicia o seu parto.
- Força Enila o primeiro já esta saindo vai.
- Dói muito eu não estou agüentando tanta dor, aiaiaiai.
- O primeiro já saiu vamos continue a fazer força.
Enila continua mesmo sem agüentar de tanta dor seu corpo já todo encharcado de suor ferve mesmo estando em um calabouço tão úmido e frio, o segundo filho nasce e Amaru percebe que já sendo raros, dois ninfos Meliades machos, ela ainda tem mais um em seu ventre e diz para Enila. – você ira ter mais um são três, minha amiga, força ele também já esta vindo só mais um pouco. Enquanto Amaru terminava o parto da ninfa os outros dois ninfos, eram limpos pelo grupo e colocados em uma manta improvisada com uma capa de um Ainan, eles percebem que as crianças são do sexo masculino e dizem para Enila. – seus filhos são lindos. O terceiro filho nasce e Amaru diz para Enila:
- Você teve três lindos filhos.
- Muito obrigado Amaru por ter feito o parto de meus filhos.
Ao final tudo corre bem e as três crianças e sua mãe estão vivos, mais Seikan se aproxima, um dos guerreiros da tríade corre em direção a Amaru e diz que Seikan e seu exercito de Alabaks estão vindo.
Enila diz a Amaru que sua hora havia chegado e que seu tempo havia terminado.
- Eu ficarei e atrasarei Seikan, Amaru proteja os meus filhos ele não pode pega-los, ele tem planos maléficos para eles.
- Eu não irei lutarei ao seu lado até o fim. Diz Amaru para Enila.
Ele pede que dois gárgulas por serem mais rápidos fujam com os bebes e os proteja – nossa missão foi comprida ficaremos aqui e os atrasaremos. O restante do grupo concorda em ficar, Amaru Enila e os cinco guerreiros que restaram se preparam para o combate, enquanto os dois gárgulas fogem com os bebes Meliades, eles sempre souberam que essa missão era sem volta, eles aceitaram os riscos para salvar o seus reinos.
Seikan se aproxima com seus Alabaks e é recebido com flechas, vários Alabaks caem mortos mais eles estão em maior número. Seikan atinge com sua espada Amaru que cai, Enila corre para ajudá-lo toda ensangüentada e ainda sentindo muita dor, mesmo assim ela derruba vários Alabaks, mais ela e seu grupo estão em numero muito menor Seikan se aproxima de Enila, a sombra de sua armadura negra escurece todo o ambiente ele levanta sua espada e diz:
- Enila vocês podem ter destruído a fonte do meu exército mais no final eu venci e você não vera o amanhecer novamente.
Ele defere o golpe fatal na ninfa mais antes que sua lamina há atinja mortalmente Amaru em seu ultimo sopro de vida entra na frente da lamina e recebe o golpe fatal de Seikan.
Amaru cai abraçado com Enila Seikan defere um chute que o joga longe e com sua mão direita ergue Enila pelo pescoço e a aproxima do seu Elmo ela vê seus olhos de fogo, ele crava sua espada em seu peito e espera os seus últimos sopros de vida.
O grupo todo de Amaru está derrotado e morto Seikan ordena que seu exército ataque a Tríade com todo seu contingente, A Tríade não consegui chegar ao reino leste, ela é surpreendida nos domínios dos gárgulas. O grande exército de Seikan parte para a batalha, Manaias, Alabaks e Obis sedentos por sangue correm em direção à formação de defesa feita as pressas, que e facilmente rompida pelos gigantes Obis.
Eles estão localizados na floresta de arvores gigantes. Seikan surge do meio da floresta com imensos Obis e seu exercito de Manaias o exercito da tríade possui um contingente grande mais Seikan com seus imensos Obis se encontra em vantagem cada Obis possui a força de mais de cinqüenta pessoas a batalha se inicia os gigantes destroem tudo que se encontra em seu caminho com seus imensos tacapes. A floresta esta em chamas a tríade esta quase derrotada os três reis se desesperam vendo o fim próximo.
E quanto tudo parecia estar terminado um objeto estranho cruza os céus de Atrion e parece ter alguma ligação com os gigantescos Obis, pois os mesmos começaram a cair alguns tentam fugir mais todos começaram a se transformar em pedras.
A tríade percebendo a oportunidade gasta suas ultimas forças e agora sem os gigantes o exercito de Seikan já não era mais tão forte, a Tríade os atacam e os poucos Manaias que restam fogem, Seikan esta derroto.
Seikan foi banido para as terras mortas do extremo Sul do Planeta, um local aonde nenhum tipo de magia ou poder poderia ser utilizado e la permaneceu.
Com o passar do tempo, o que nunca poderia ter acontecido aconteceu. Ele foi sendo esquecido, transformando-se apenas em uma simples lenda uma historia para assustar crianças.
Nesses quatro séculos e meio Seikan permaneceu nas terras mortas inerte, acreditava-se que já havia morrido mais ele apenas esperava a hora certa para atacar.
Não se sabe como mais Seikan conseguiu recuperar os seus poderes ao longo desses quatrocentos anos e meio e se tornou muito mais forte do que antes e muito mais cruel.
Ele formou um novo exercito composto pôr Alabaks, uma raça de guerreiros vinda do submundo do planeta, um lugar onde tudo é dor com criaturas horríveis e cruéis onde o ódio pelos humanos era eterno.
As terras mortas se tornaram o seu reino, um grande castelo negro foi erguido e Seikan se alto proclamou Rei.
Para formar suas primeiras tropas de Alabaks, Seikan, contou com a ajuda de alguns magos, que também foram banidos para as terras mortas, pôr utilizarem os seus poderes para o mal, escravizando varias formas de vida, juntamente com muitas outras criaturas e monstros que viviam só para fazer o mal e sentiam prazer em matar.
Forjando a espada negra.
O retorno das batalhas pela liberdade de Atrion deu-se, mais precisamente no ano místico de 658, Seikan atacou o reino Sul do Planeta um dos poucos reinos dos homens que no passado ficara incumbido de manter guarda constante nos limites das terras mortas. Talvez o único que ainda mantinha essa guarda contra Seikan, enquanto os outros reinos já nem lembravam mais seu nome.
Ele atacou em uma noite muito escura uma forte neblina cobria todo reino toda população já dormia ou estava recolhida em suas casas era uma noite muito fria. No castelo somente as sentinelas estavam acordados montando guarda nas torres de vigília, talvez pôr ser o primeiro reino a ser atacado Seikan atacou com um contingente de 30 mil Alabaks sedentos para matar.
Eles começaram pelas casas mais distantes do castelo, sem demonstrar compaixão e com uma extrema crueldade invadiram as casas e mataram todos os camponeses homens, mulheres e crianças, uma noite maldita.
Pela manhã quando a neblina se dissipa as sentinelas do castelo ao olharem para baixo das torres de vigília tiveram uma grande surpresa milhares de Alabaks centenas de catapultas com imensas bolas encharcadas de piche, as sentinelas ao verem aquilo tocaram o alarme.
Seikan estava tão confiante de sua vitória que ordenou que seu imenso exército aguardasse que os humanos estruturassem seus exércitos e só depois os atacou com uma fúria já mais vista em Atrion, suas catapultas lançaram sem parar bolas de fogo, o reino ardeu em chamas por varias horas.
Seu Rei Edon Antipas de nada pudera fazer.
Seikan conquistou e exterminou todos os humanos que ali viviam. A sua vitória se deu em apenas um dia de batalha, dali seu exército partiu para conquistar todo o Planeta.
O modo como Seikan, e suas tropas de Alabaks chegaram tão rapidamente neste reino e passou despercebido pelas torres de vigília sempre foi um mistério, e o pouco que se sabe é meio vago.
O sangue e a carne podre em decomposição dos cavaleiros e guerreiros, crianças e mulheres de reino após reinos conquistados pôr Seikan o faziam se sentir cada vez mais forte, pouco se podia fazer os que lutavam eram vencidos e os que fugiam não conseguiam se esconder pôr muito tempo.
Mais um reino ainda lutava pela liberdade de Atrion e mesmo com duras perdas ainda conseguia resistir.
Este reino era o reino Leste, um dos poucos que ainda não havia caído, e que ainda estava bem estruturado seu Rei era Íris um dos maiores cavaleiros de Atrion um homem de extrema bondade e coragem, mas está resistência custava um alto preço, centenas e centenas de soldados e cavaleiros que eram mortos dia após dia.
No inicio da Guerra o reino Leste mandou quase que diariamente inúmeras tropas de seus melhores homens para ajudar nas batalhas em outros reinos e vilarejos dos oito cantos do Planeta, mas poucos conseguiram regresso.
No meio de tanta dor, morte e destruição havia um jovem rapaz, muito simples, com seus sonhos e desejos o seu nome era Weigon Estrander filho de Jafer Estrander um ferreiro armeiro do reino Leste. Weigon ajudava o seu Pai na fabricação de lanças e espadas para o exercito do Rei Íris, que lutava incansavelmente contra o domínio do cruel Rei da escuridão Seikan.
Weigon já não agüentava mais tanto horror e sofrimento e rezava pôr todas aquelas almas que haviam sido perdidas.
Sua única razão de não desistir se chamava Eda, uma linda mulher de cabelos loiros como se fossem finos e preciosos fios de ouro e olhos penetrantes da cor do céu. Ela uma guerreira do exercito real do reino Leste, quando eles se conheceram foi amor a primeira vista de ambas as partes.
Mas amar uma guerreira em tempos de guerra não era fácil para Weigon, esperar e desejar que ela retornasse viva e sem ferimentos das batalhas contra as tropas de Seikan, sempre haverá de ser uma grande tortura para ele.
E quando Eda retornava sã e salva para seus braços ele sentia um grande alivio em seu peito, e a abraçava e beijava querendo que aquele instante de paz fosse eterno.
A cada regresso Eda, contava como havia si dado às batalhas, o modo como seus companheiros eram aniquilados pelo exercito de Seikan, e narrava para ele os fatos.
- Eles eram cinco ou seis para cada um de nós, com aquelas espadas sanguinárias que nos cortavam como se fossemos panos.
- A cada passo que dávamos não importando para onde, éramos obrigados a caminhar sobre os corpos de nossos companheiros, nunca mais esquecerei aquele inferno há qual tenho que retornar dia após dia.
Eda diz para Weigon que muitos morreram ao seu redor e que pôr mais que você atingisse as tropas de Seikan eles não enfraqueciam.
Weigon se entristece pela dor de Eda e pela sua própria dor.
- Tenho medo Eda que tudo que a de belo em nosso planeta seja destruído, e é o que vai acontecer se ele vencer, todos os reinos pereceram!
Não permitiremos que isto aconteça Weigon, iremos vencer Seikan e suas tropas. Diz Eda.
- Será que venceremos Eda?
- Pois você mesma disse que centenas de vossos companheiros foram de rotados e mortos pelo exercito de Seikan, estes desgraçados que aparecem como um enxame.
Eda então pede para que Weigon se acalme e diz que não deixara que nada de mal aconteça com ele.
Weigon agradece e beija sua namorada como se fosse o ultimo beijo deles.
Neste mesmo momento ele se lembra que prometeu ao seu Pai que o ajudaria na fabricação de espadas e lanças para as batalhas.
Eda eu já estou atrasado!
- Atrasado para o que meu amor?
- Eu prometi ao meu Pai que o ajudaria hoje!
- Então vá Weigon e mande um abraço a vosso Pai pôr mim.
- Pois eu também tenho que ir até o Rei Íris, para receber as novas ordens.
- Vejo-te mais tarde meu amor.
Weigon então da um ultimo beijo em Eda e diz.
- Até logo meu amor te vejo em breve.
Ele sai correndo apressado pôr entre as casas do vilarejo do reino na escuridão de mais uma noite. Mas no caminho ao olhar para o céu algo lhe chama a atenção, olhando para o céu de inumeráveis estrelas ele percebe que uma delas não lhe é familiar.
Ele nota que a cada segundo ela fica maior e parece está vindo em direção ao planeta, mais precisamente para o reino leste.
Após alguns minutos ao penetrar na atmosfera ela se transformou em uma bola de fogo, caindo não muito longe de Weigon.
Na queda a bola de fogo formou uma cratera de uns vinte metros de largura. Foi um grande estrondo o barulho do impacto, tão alto que todas as tropas do castelo correram até o local, inclusive o Rei Íris.
Todos acharam que se tratava de um ataque surpresa de Seikan, mas logo viram que não se tratava disso, e sim, de um corpo celeste que havia entrado na atmosfera do planeta.
Era uma espécie de mineral que tinha sua cor negra.
Os soldados do Rei a levaram depois que a mesma esfriou, Weigon continuou o seu trajeto o mais rápido que pode para ajudar o seu Pai.
Ao chegar até o seu Pai Weigon o, pois a par de tudo o que havia acontecido. O seu Pai primeiramente o advertiu pôr está atrasado e não ter honrado com o horário combinado.
Weigon se desculpou e falou que se atrasou porque havia estado mais cedo com Eda.
- Pai Eda lhe mandou um abraço!
- Eda essa sim meu filho tem e cumpri com suas responsabilidades!
- Pai tem também mais uma coisa o objeto que caiu dos céus fora levado pêlos guardas reais para dentro do castelo.
- Como assim meu filho?
- Eles esperaram que aquilo esfriasse e depois o levaram!
Jafer achou tudo àquilo que seu filho havia lhe contado muito estranho, e os dois continuaram a trabalhar. O rei Íris chama os Anciões do reino Terfalos e Tetron, e pede que os dois avaliem e descubram a composição daquela pedra, os Anciões imediatamente pegam a pedra e levam para o laboratório real.
Passados dois dias os Anciões do reino, Terfalos e Tetron, homens que conheciam a alquimia mística a magia e o magnetismo da natureza, deram as suas avaliações sobre a pedra.
- Terfalos falou: – Trata-se de um metal inquebrável somente maleável em
Extremas temperaturas, meu Rei, uma capala negra pôr mais incrível que possa parecer.
O Rei Íris – Terfalos meu sábio Ancião todos nós sabemos que há
Capala negra e só uma lenda!
Tetron então interferi e diz para o seu Rei.
- Meu senhor o que Terfalos vos contou é verdade trata-se realmente de uma capala negra eu garanto.
- Mas sábios Anciões se isso é verdade pôr quê ela foi cair logo aqui em nosso reino?
- Meu senhor, eu não penso que foi por acaso, todos nós sabemos que nas antigas batalhas os gigantes Obis, só foram derrotados graças a um estranho fenômeno que aconteceu em um momento em que a guerra estava quase ganha pôr Seikan.
E nunca ninguém soube como os Obis viraram pedras nem mesmo Seikan. Responde o Ancião Tetron.
Rei Íris – Vocês me convenceram, mais quais são as suas intenções agora que temos a tal capala?
E Tetron e Terfalos empolgados falam para o Rei Íris as suas intenções.
Tetron – Meu senhor nós chegamos à conclusão que devemos transformar esse metal tão precioso em uma arma para que com ela possamos proteger o nosso reino.
O Rei Íris – Que assim seja Anciões vocês são os magos do nosso reino e nós dependemos de toda e qualquer ajuda que conseguirmos seja deste ou de outro mundo.
- Eu vós autorizo que façam a arma com o metal negro.
- Muito obrigado meu senhor vós não se arrependera iremos agora mesmo ao ferreiro armeiro, da vila central, eles são os melhores do reino no forjamento de espadas!
Ao chegarem ao ferreiro, Terfalos e Tetron mandam que alguém chame o ferreiro chefe, Jafer Estrander Pai de Weigon, enquanto esperam Terfalos segura a capala negra em suas mãos envolta de um manto de veludo de cor avermelhada com um cuidado que nunca haverá antes tomado pôr nenhuma outra coisa em sua vida. Também pudera em suas mãos estava à única chance de liberdade de todo um planeta.
Quando, Jafer chegou os Anciões lhe contaram tudo sobre o metal e o que o mesmo deveria fazer com ele. Os Anciões confiavam plenamente em Jafer pôr esse motivo o pôs o a par do acontecido.
Mas no meio da conversa, Weigon curioso em saber por que os dois Anciões haviam procurado pôr seu Pai, chega e depois de ouvir o que eles conversavam pergunta para os Anciões:
- O que isso ai tem de tão especial?
- Pois para mim é somente mais um metal qualquer!
Tetron então respondeu para o jovem curioso:
Meu jovem aprendiz de ferreiro, esse metal não é somente mais um metal qualquer como você pensa, este metal que carrego com tanto cuidado envolto neste manto aveludado é uma capala negra a coisa mais perfeita e poderosa que já existiu em todo o universo, como está escrito nas profecias do livro branco!
- Mas Ancião o que é uma capala?
- Esse é o grande mal da nossa era, com o passar dos séculos as antigas batalhas foram esquecidas, e os terríveis monstros que quase dizimaram tudo que havia em Atrion também.
- Anciãos queiram me desculpar, não entendo o que tem haver isso que estão me falando com o que perguntei?
Terfalos então respondeu a Weigon:
- Calma meu jovem isso que eu estou lhe falando tem tudo haver com o que me perguntou.
- Nas antigas batalhas havia uma tríade entre homens, Ainans e Gárgulas um exército de guerreiros cheios de diferenças, mas que se uniram para tentar acabar com a maldade que assolava Atrion pôr culpa de Seikan.
- E com essa união a Tríade conseguiu recuperar vários reinos que outrora haviam sido tomados pôr Seikan, o mesmo enfurecido lançou o seu maior ataque contra a Tríade enviando mais de vinte mil Obis, para o reino das florestas lar dos gárgulas.
- Meu jovem Weigon, nestas florestas, fora travado a maior batalha de todas para a Tríade.
- Matar um Obis, já era difícil, imagine vinte mil, a Tríades foi quase totalmente dizimada milhares de bravos guerreiros morreram nas mãos dos gigantes Obis.
- E já não havendo mais esperança, uma grande bola de fogo se fez visível nos céus de Atrion, como aquela que caiu em nosso reino há alguns dias atrás.
- Só que com uma grande diferença a bola de fogo não caiu em Atrion ela somente cruzou os céus. Passou bem próximo de nossa atmosfera e ao passar liberou milhares de partículas minúsculas, que ao penetrarem na atmosfera do planeta, foram atraídas com certo magnetismo pêlos corpos dos gigantes Obis.
- Com essa união os Obis, começaram a se transformar em pedra como se fosse estátuas ali esculpidas pôr alguém, os guerreiros já abatidos pela grande batalha que haviam travado ficaram impressionados com o que viram.
- Os antigos Anciões tinham quase certeza que foi um grande corpo celeste composto de capala que acabou com os gigantes, alguns estudos na época comprovavam que o nosso planeta já havia sido bombardeado por inúmeras vezes há milhões de anos atrás, por meteoros compostos por metais raros como a capala, mais essa é a primeira que encontramos que é negra, as outras são transparente como o cristal ou reluzem como o ouro.
Tetron interrompe o que Terfalos estava falando e comenta:
- Alguns desses Obis de pedra podem existir até hoje em nosso planeta, sabia meu jovem Weigon?
Terfalos confirma o que Tetron falou para Weigon e pergunta:
- Então meu jovem agora você pode compreender da importância desse metal negro?
Weigon meio sem jeito tenta se desculpar com os Anciões dizendo:
- Agora eu entendo o porquê da urgência de se fazer uma espada desse metal e peço desculpas pôr ter feito um julgamento precipitado Anciões!
Terfalos ainda explica para Weigon, o significado da palavra capala dizendo para ele, que capala é, a magia celeste a alquimia infinita e o magnetismo interior de tudo o que existe no universo ela representa o equilíbrio entre as coisas.
Após toda a explicação os Anciões perguntam para Jafer o Pai de Weigon:
- Meu velho amigo Jafer, você ira fazer o que estamos lhe pedindo ou não?
- Claro que sim Anciões eu e meu filho iremos começar de imediato o que nos pede, afinal foram ordens do Rei, e para mim, o que meu Rei mandar fazer eu farei!
Os Anciões pedem que Jafer e seu filho façam uma espada com a capala o mais rápido que puderem, e diz a eles que dela dependera a vida de todo o planeta.
Assim Pai e Filho largam tudo que estavam fazendo até aquele momento e começam a trabalhar no metal negro, forjando em fogo com temperaturas cinco vezes maior do que a utilizada em uma espada comum começa a surgir à espada que será a arma mais poderosa de todo o planeta.
E após um dia inteiro de trabalho ardo e cansativo Weigon e seu Pai finalmente terminam a espada, e só terão de esperar pôr mais algumas horas para que a mesma esfrie, pois nem há colocando na água diminui a sua temperatura.
Enquanto isso não acontece, no outro lado do planeta no reino da escuridão, as antigas terras mortas lar de Seikan o senhor das trevas eternas. Ele e seus bruxos preparam um grande ataque contra o Rei Íris.
Enok um dos cinco bruxos das trevas pergunta para Seikan:
- Meu senhor qual é o vosso verdadeiro propósito com esse grande ataque?
Seikan responde com sua voz que mais parece trovões em noites de tempestades:
- Seu verme você acha que eu perderia tanta energia à toa, o que eu quero é a cabeça desse Rei Íris, ele só adia o inevitável, tentando resistir ao meu domínio. Ele faz com que os poucos reinos que ainda não caíram aos meus pés tenham esperança.
- Eu só vou falar uma única vez é melhor que entenda as minhas ordens bruxo, e que nada saia errado. Pois se sair eu vou te jogar para os meus dragões, e garanto que eles irão adorar a vossa carne.
- Sim meu senhor é claro meu senhor, tudo será como o senhor ordenar. – Responde o bruxo Enok
O rei Seikan então diz qual é o plano dele:
- Eu quero que vós bruxos mandem um contingente de dez mil guerreiros Manaias, para as colinas que cercam o reino leste.
- Eles ficaram com tanto medo que nem desconfiaram dos sete homens que mandaremos disfarçados de rebeldes, supostamente estarão fugindo de nossas tropas. Nessa fuga ajudaram o exercito do rei Íris a destruir alguns de meus guerreiros, do jeito que aqueles humanos são tolos, com certeza acreditaram em tudo que meus homens disserem.
- E então quando confiarem neles o suficiente serão levados para dentro dos muros do castelo e para perto do rei Íris, e quando essa hora chegar, eles irão dar fim à vida deste rei que ousou me afrontar.
Enok após ter prestado bastante atenção em tudo que Seikan falava pergunta:
- Por que meu senhor matá-lo antes de conquistarmos o vosso reino?
- Porque seu bruxo imbecil, se eles perderem o Rei, perderam também a esperança de sobreviver e a vontade de lutar e resistir a mim, e ao meu domínio. Responde Seinak.
- Sim, meu senhor – entendi.
- É bom que todos vocês tenham me entendido, agora vão e preparem as minhas tropas, eu quero que os guerreiros Manaias estejam nas colinas do reino leste no anoitecer do quinto dia, e ao amanhecer do sexto dia atacaremos.
- Sem mais perguntas saiam todos daqui agora, menos você Enok, pois, eu quero que faça um feitiço para os sete homens que mandaremos para lá.
- Mas meu senhor como assim fazer um feitiço?
- Você bruxo sabe muito bem que não tenho nenhum ser humano em meus exércitos, e ninguém acreditaria que um Alabaks muito menos um Manaia se voltaria contra mim.
- Por esse motivo eu quero que você escolha entre os meus exércitos os melhores para essa missão.
- Sim, meu senhor. – irei agora mesmo escolher os melhores entre os melhores do vosso exercito.
- Responde o bruxo Enok.
Mas o que, o Rei do mal Seikan não contava, seria talvez por coincidência ou talvez os deuses conspirando a favor. A muitas léguas dali mais precisamente no vale dos dragões, algo que poderia mudar o destino de todo o planeta estava para acontecer.
Cinco grandes guerreiros do reino gelado do extremo de Atrion, guerreiros esses, conhecedores das escrituras sagradas que anunciava a chegada de uma força já mais sentida em todo o universo, planejavam passar pelas tropas de Seikan e pedir abrigo no reino leste. Acreditavam que aquela bola de fogo que cruzara o céu de Atrion era a força suprema que salvaria todo o planeta, e acabaria com o reino das trevas de Seikan.
O nome destes cinco grandes guerreiros era:
Aldelai, o mais sábio dos cinco, Glaucor e seu irmão Islipis, Tantro e a bela mais mortal Kiriane, eles juntos são mais fortes e ágeis do que um exército inteiro.
Enquanto isso no reino leste após o forjamento da espada negra, Weigon e seu Pai ficam impressionados com a beleza da espada, e já tendo decorrido o tempo estimado para que ela resfriasse e pudesse ser empunhada com segurança, Weigon a toma em suas mãos.
Sem pensar duas vezes ele a segura e percebe o grande poder que ela possui, e o quanto ela seduz e atrai a quem a toma nas mãos, ele sente uma grande força interior e fala sobre essa força para o seu Pai.
- Meu pai eu me sinto como se algo adormecido no meu interior tivesse despertado, após ter empunhado está espada, sinto minhas mãos tremulas, não entendo meu Pai o porquê estou assim.
Jafer imediatamente fala para Weigon:
- Meu filho largue imediatamente isso!
- Pois essa espada pertence ao nosso Rei, e logo os anciões viram buscá-la.
- Mas pai, por que estou sentindo isso?
- Não sei filho, mas você poderá perguntar para os anciões quando eles vierem buscar a espada.
- É mesmo meu pai o senhor tem razão, se existe alguém que possa me responder o que aconteceu aqui comigo há poucos instantes, este alguém é um ancião.
- Meu filho eu também estou curioso para saber o porquê os anciões mandaram que fizéssemos essa espada com um circulo entre o cabo e a lâmina, como se fosse um encaixe, para este pedaço que ficou de fora.
Simultaneamente após o jovem Weigon ter empunhando a espada negra, em todo o imenso território do Planeta, todos os Obis que ainda não haviam sido destruídos pelo tempo começam despertar da prisão de pedra que eram seus corpos estagnados.
Seus corpos que ficaram inertes por centenas de anos agora com vida saem andando como que o tempo para eles não tivesse passado e que todo aquele tempo tivesse sido apenas alguns estantes. Seguindo o instinto de obediência que eles tinham pelo mestre deles Seikan, Todos ao despertar procuram ir ao seu encontro como que tivessem algo que os puxassem. Alguns Obis despertaram em lugares que com o tempo formou vilas, cidades com muitas pessoas e outros seres de Atrion, e isso foi um massacre para essas pessoas.
Muitos nem sabiam o que era aquilo pensavam que aqueles Obis antes estátua tinham sido esculpidas pelas culturas passadas, eles destruíram e mataram muitos nesses locais.
Já no castelo das águas enquanto pai e filho conversavam os anciões Terfalos e Tetron se dirigem ao encontro deles, eles caminhão com passos apressados.
Ao chegarem os anciões perguntam para Jafer e Weigon:
- Vocês já terminaram o que vosso rei ordenou?
- Sim anciões, ela acabou de ficar pronta. Eu e meu filho estávamos contemplando a beleza desta espada.
- Então nos entregue meu amigo, a espada, pois temos muita pressa e urgência. – Falou o ancião Terfalos. – ela deve ser levada imediatamente para o nosso rei Íris.
Jafer manda que seu filho Weigon entregue a espada para os Anciões. Ele o faz não antes de pedir algumas explicações para eles.
- Anciões, eu quero saber por que, ao segurar essa espada senti como se um grande poder adormecido em meu interior despertasse.
O semblante dos dois Anciões muda, e antes de responderem a pergunta de Weigon conversam entre eles com a voz baixa para que nem o Pai e o filho escutem.
- Terfalos, você acha que ele pode ser o escolhido da capala negra, assim como diz o grande livro.
- Pode ser possível Tetron, pois é a cabala quem escolhe o ser vivo que será o seu guardião, e ninguém pode mudar isso.
- Mas por que uma força que é maior do que tudo que já existiu escolheria um simples filho de um ferreiro? – perguntou o ancião Tetron.
Terfalos respondeu. – meu amigo Tetron eu estou um pouco confuso, acho que devemos consultar as escrituras sagradas e o grande livro branco.
Weigon ainda curioso e sem as respostas para as suas perguntas resmunga para os Anciões:
- Então Anciões vocês iram ou não responder a minha pergunta?
- Peço desculpas meu jovem, mas no momento não poderemos responder as suas perguntas com total certeza. – responde o ancião Terfalos, com a fala calma e serena comum de sua personalidade.
- Iremos pesquisar mais tarde te responderemos,
- mas deis de já posso lhe falar que, você é uma pessoa de coração puro, pois sem o outro pedaço da capala negra, ou seja, a pedra que vosso pai esculpiu e que se encaixa no centro da espada, ela só mostraria para qualquer ser que a possuir o lado mal desse ser.
- Ela é o equilíbrio entre o bem e o mal, e por esse motivo possui a força para ambos os lados.
- Não quero nem imaginar se ela cair nas mãos de Seikan seria o fim de tudo.
Após a tentativa de explicar ao jovem Weigon a pergunta feita por ele, os dois Anciões não poupam elogios ao ferreiro Jafer e seu filho pelo belíssimo modo como trabalharam com o metal da capala.
- Nossa meu amigo Jafer foi um belo trabalho a espada ficou linda, que maravilha.
- Mas nós temos que ir agora, levar a espada para o rei.
- Tudo bem anciões, não tomaremos mais o vosso tempo! – Falou Jafer pai de Weigon.
- E quaisquer problemas com a espada, por favor, Anciãos não deixem de nos comunicar.
Apressadamente como chegaram os dois Anciões partem rumo às dependências reais para mostrar a espada negra para o rei Íris.
Mais tarde Weigon comenta com o seu pai:
- Meu pai, agora eu tenho esperanças que com essa espada finalmente conseguiremos derrotar Seikan e acabar com a guerra.
- Filho nem me fale esse nome, pois me causa arrepios só de ouvir falar nele.
Meu pai eu só estou falando isso, porque talvez essa seja a nossa única chance de sobrevivência. – Se essa espada negra não destruir Seikan será o nosso fim.
- É meu filho você tem toda razão, pois, pelo pouco que entendo de guerras, temos uma semana o menos de resistência depois disso será o fim para todos.
- Meu pai se essa espada não conseguir parar a maldade de Seikan, todas as centenas e centenas de pessoas que lutaram tão bravamente contra a sua maldade, e deram suas vidas pela liberdade do planeta terão morrido em vão.
- Calma Weigon, meu filho eu sei que é difícil aceitar tudo isso, mas só podemos esperar e rezar para que os Anciões estejam certos quanto ao poder da espada.
Weigon então abraça o seu pai carinhosamente e por alguns instantes eles ficam nessa posição.
Após o termino desse abraço, Weigon comenta com seu Pai; – Pai quando tive a espada em minhas mãos, mesmo que por frações de segundos, – senti um imenso poder como ha pouco tinha lhe dito, – esse imenso poder quase me fez sentir o chão.
Os sete Alabaks
Os setes Alabaks, que foram escolhidos pessoalmente pelo bruxo Enok, se preparam para serem transformados em homens.
O bruxo Enok repassa as ordens dadas por Seikan aos sete guerreiros Alabaks. Ele explica:
- Vocês farão exatamente o que o nosso senhor ordenou no amanhecer do sexto dia vocês simularam uma fuga.
- E depois de destruírem alguns guerreiros nossos somente para dar mais realidade à fuga vocês fugiram em direção as trincheiras dos soldados do reino leste.
- Com toda certeza quando os virem aparentemente humanos deixaram que entrem no castelo.
Um dos sete guerreiros pergunta ao bruxo Enok:
- O que faremos ao conseguirmos entrar no castelo?
- Pois eles perguntaram de onde viemos!
Enok – Digam para eles que vocês são os únicos sobreviventes do ultimo reino ao norte já conquistado por Seikan.
- E que decidiram fugir para o castelo das águas, depois de ouvirem rumores que o reino leste era um dos poucos reinos de Atrion, que ainda resistia a Seikan.
- Sim bruxo esse plano é perfeito faremos exatamente o que nos mandou.
- Nossas tropas chegaram ao reino leste ao anoitecer do quinto dia e então daremos inicio ao plano de nosso senhor Seikan. Fala o Bruxo para o grupo.
- E logo o Rei Íris estará morto com sua própria espada encravada em seu coração.
O que eles não sabiam, é que os cinco guerreiros Ainans que eram profundos conhecedores não só dos poderes da capala, mas também mestres de todas as técnicas de luta e combate. Planejavam atravessar as frentes de batalha, e pedir abrigo ao Rei Íris.
Ainda estando no vale dos dragões, os cincos Ainans discutiam o modo como passariam pélas legiões de Seikan.
Aldelai, o mais sábio e a frente do grupo, pergunta aos outros Ainans:
Todos concordam que devemos tomar parte desta guerra, que já causou tantas mortes e destruição ao nosso planeta?
Islipis – Eu penso que, demoramos muito tempo par agir, deixando com que Seikan ficasse cada vez mais forte.
- Já é chegada à hora dos Ainans fazerem, uma nova aliança com os homens, para o bem de Atrion.
Glaucor irmão de Islipis comenta:
- Só tem um problema que todos vocês estão esquecendo, nós cinco sabemos da importância dessa aliança.
- Mas o bom senhor Rengave, só autorizara o envio de nossas legiões, se comprovarmos, que aquele objeto que caiu nos domínios do reino leste, e realmente a capala profetizada nas escrituras sagradas.
Tantro e Kiriane dão as suas opiniões aos outros:
Tantro – Devemos nos dirigir o mais rápido possível para o castelo das águas, e obter logo as provas que o bom senhor pede.
Kiriane – Eu estou de acordo com tudo que foi falado, mas acho que sendo ou não aquele objeto a capala, devemos ajudar aquele reino.
Os cinco guerreiros Ainans colocaram suas mãos umas sobre as outras, e juntos gritaram – Pela vida ou pela morte!
Sem demora eles ajuntam os seus pertences e saem correndo em direção ao reino leste deixando para traz a poeira do chão seco do vale dos dragões.
A viagem seria de cinco dias e meio, mais eles iram enfrentar muitos perigos antes que cheguem ao seu destino, pois o caminho que iriam seguir não era tão fácil.
Eles passaram por uma grande planície de vegetação muito baixa, eles sabiam que as tropas de Seikan estavam em quase todas as partes do planeta, como se fosse uma praga seus Manaias batedores varriam todos os cantos de Atrion, atrás de seres humanos ou qualquer forma de vida que pudesse ser destruída por eles.
Os cincos Ainans atravessaram quase toda a planície o silêncio era absoluto com calor terrível, parecia que o sol não iria descansar por vontade própria, Islips seguia um pouco mais a frente para que não fossem surpreendidos pelo inimigo. Eles caminham por entre uma falha na planície, Islips para próximo ao pequeno monte, os outros param em seguida e perguntam para ele o que havia acontecido.
Islips pede que seus amigos olhem ao norte por entre as árvores secas, e eles vêm alguns batedores de Seikan perseguindo três pessoas, enquanto mais ao norte outros Manaias estão esperando com 10 pessoas já capturadas e sendo mortas um a um pelas espadas dos Manais.
Islips quer autorização a Aldelai, para ajudar os humanos.
- O velho código nos obriga a ajudar qualquer forma de vida! Fala Islips.
- Eles serão todos mortos se não os ajudarmos.
- Esta bem Islips, iremos libertá-los. Autoriza Aldelai o chefe do grupo
- Você Islips libertara os três humanos que estão fugindo não permita que nenhum Manaia escape e avisem os outros de nossa presença.
- Nós quatro iremos libertar os outros humanos, vamos temos que agir rápido.
Glaucor então murmura. – finalmente um pouco de ação.
Islips parte para a emboscada, corre em direção aos guerreiros de Seikan, eles são pelo menos cinco ele espera até que saiam do campo de visão dos outros que estão mais ao norte.
E não demora muito, Islips ao ver que os Manaias estão longe o suficiente, impunha a sua espada e corre para cima deles.
- Vocês gostam de perseguir pessoas indefesas, porque não lutam comigo seus vermes?
Os cinco guerreiros de Seikan dão uma forte risada e partem para cima de Islips, eles começam lutar com ele Islips vai destruindo um a um com extrema habilidade, não permitindo que nenhum Manaia escape.
Depois de vencida a luta Islips, manda os humanos fugirem para as terras congeladas e fala para eles que lá estarão protegidos pêlos Ainans.
Em seguida corre para ajudar seus amigos que travam uma intensa batalha contra pelo menos 30 Manaias.
Tantro com o seu imenso machado mata alguns Manais, enquanto Glaucor luta com cinco ao mesmo tempo. Os Manaias partem para cima de Glaucor e atinge o seu braço ele vai ao chão e já sentindo a morte certa tenta se defender. Islips ao longe vendo o seu irmão caído tentando se defender impunha o seu arco e com precisão elimina um por um os Manais que tentam matar o seu irmão.
Finalmente o último guerreiro de Seikan e morto, Aldelai pedi aos humanos que foram libertados por eles que partam em direção as terras congeladas e digam ao chegar lá que foram mandadas por ele.
- Lá vocês serão protegidos por meu povo!
Em seguida os cincos companheiros retornam a jornada, e após algumas horas de caminhada chegam aos limites da planície.
Param enfrente a uma grande floresta muito densa, com árvores gigantescas, troncos tão largos quanto altos, árvores mais antiga que muitos povos de Atrion. Eles contemplam a grandiosidade da mesma Por alguns minutos.
Aldelai então diz: – Essa é a floresta das árvores gigantes de Atrion, um atalho conhecido por poucos do planeta para o reino leste. As lendas falam que esse local foi palco das primeiras guerras, que aconteceram há séculos atrás, entre homens e Obis.
Já estando bem dentro da mata, Islips murmura a seu irmão Glaucor:
- Você já tinha vindo aqui antes meu irmão?
- Nunca, quando éramos jovens, eu ficava com medo só de ouvir as lendas que os mais velhos contavam sobre este lugar.
- Eu nunca quis chegar se quer perto deste local.
- As batalhas mais sangrentas que já ocorreram contra os exércitos de Seikan ocorreram bem aqui nesta floresta, aqui é o descanso eterno de milhares de Ainans e Homens.
- Há rumores de que aqui também. De repente a conversa é interrompida há um breve silencio, entre o grupo, Glaucor subitamente fica imóvel ao lado de seu irmão, ele leva sua mão em direção a sua espada ficando em posição de defesa. Não entendendo a atitude de seu irmão Islips pergunta o que está acontecendo:
- Olhe, vejam o tamanho destas pegadas que eu encontrei, elas parecem ser recentes.
Kiriane pergunta aos outros, se eles não estavam sentindo um cheiro forte, que se igualava à carne putrificada.
Tantro pede silencio, que só é quebrado pelo som que vem do interior da floresta e que vai ficando cada vez mais alto e intenso.
No mesmo instante Islips, pergunta ao seu irmão:
- Diga o que mais há aqui você não terminou de falar?
- Os mais antigos de nosso povo diziam que aqui nesta floresta existem Obis, petrificados.
O que Óbis! – Mas não haviam sido todos destruídos?
- Os antigos falavam que alguns destes monstros nunca foram encontrados.
Aldelai, olhando para a copa das arvores grita:
Protejam-se, Óbis ou não está vindo em nossa direção.
Derrubando as grandes arvores, como se fossem gravetos, eis que surgem três grandes Obis, e imediatamente começam a atacar os cincos Ainans.
Uma intensa e mortal batalha começa a ser travada entre eles, Islips, imediatamente com o seu arco lança flechas em direção a um dos monstros, que continua a avançar para cima dele como se as flechas que estavam sendo cravadas em seu corpo não fossem nada.
Tantro, com o seu machado, decepa o braço de um dos monstros e grita:
- Vamos atacar um deles por vez.
Aldelai pede que, Kiriane e Islips acertem suas flechas nos olhos dos gigantescos Obis, imediatamente os dois cumprem a ordem e com precisão acertam os olhos dos monstros.
Os monstruosos Obis, ao serem atingidos em seus olhos, começam a dar golpes ao vento, com os seus imensos machados, chegando até a acertar uns aos outros.
Mas, mesmo com os olhos feridos, eles ainda são muito perigosos, e ainda levam perigo aos cinco Ainans, que já não sabem mais, o que fazer.
Já exaustos com a batalha, Aldelai e seus companheiros, não sabem mais o que fazer para destruir os gigantes.
Tantro olha para as copas das arvores e vê outro tipo de criaturas vindo em sua direção e grita:
- Mais criaturas protejam se todos.
De repente, uma destas criaturas com a pele de tom cinza e com asas enormes, pula de uma das arvores nas costas de um dos gigantes, e crava uma lança em seu pescoço, o derrubando.
Tantro, vendo que o grande Obis caíra ao chão com um único golpe deferido por aquela estranha criatura, não perde tempo e arranca a sua cabeça, e diz:
- Vamos agora, só faltam dois.
E antes mesmo que eles percebessem os outros gigantes já estavam no chão, sem vida. As estranhas criaturas que os ajudaram descem das arvores, e caminham em direção aos Ainans.
Os cincos Ainans impunham suas armas novamente, temendo serem atacados por essas estranhas criaturas, quando inesperadamente, Aldelai diz aos seus companheiros:
- Abaixem às armas, eles não são inimigos.
- São gárgulas, – antigos aliados dos Ainans e dos homens.
Os gárgulas possuíam estatura alta seus corpos eram musculosos, pele ligeiramente azulada, olhos negros como a noite, alguns com cabelos longos e escuros, imensas asas, e usavam vestimentas parecidas com as humanas, mais estes que eram batedores estavam vestidos com armaduras suas asas ficavam livres para serem abertas e usadas, armadura de cor prateada com um símbolo que representava o clã dos gargulas uma folha de Sequóia gigante.
Um gárgula aproxima de Aldelai, e pergunta:
- Quem são vocês?
O grupo de Ainans ainda muito cansado com a batalha travada a pouco responde começando por Aldelai: – Meu nome é Aldelai, filho de Alis e Cerene.
- Glaucor e Islips, filhos de Inad e Siliram. – Kiriane, filha de Ordenael e Kisara. – Eu sou Tantro, filho de Soran e Tetra.
O gárgula se apresenta e diz que se chama Otto, e que é chefe dos batedores e diz: – Meu povo vivi não muito longe de onde estamos, moramos nas copas das arvores gigantes, nos acompanhem, lá vocês estarão em segurança.
Islips, então pergunta. – Como assim em segurança?
O gárgula Otto responde. – Havia rastros de pelo menos mais dez Obis, nós os perdemos quando viemos em seu auxilio.
Islips então sem pensar duas vezes diz. – Acho melhor conversarmos no alto das arvores mesmo.
Assim, todos seguem em direção as grandes árvores milenares, e no caminho Aldelai, vai explicando ao gárgula Otto, todos os acontecimentos recentes de Atrion, e o motivo no qual tiveram de invadir a floresta das arvores gigantes.
A comitiva agradece aos Gárgulas pela ajuda.
Otto, responde a eles, – qualquer um que lute contra os Óbis merece ser ajudado.
-E fala, – esses Obis no passado mataram centenas de Gárgulas, nas antigas batalhas de Atrion.
Depois de caminharem pôr um bom tempo pôr entre a densa vegetação da floresta, eles chegam à cidade suspensa dos gárgulas. Um lugar lindo onde tudo que você olha parece mágico, árvores milenares comporta gigantescas cordas que mantêm toda a cidade no alto aos 35 metros do chão com imensas casas feitas de madeira rígida mais ao mesmo tempo leve, coberta com palhas de outras arvores.
Na chegada um dos gárgulas tem a mão uma espécie de chifre que leva em direção a boca e começa a assoprar com bastante força liberando ao vento um som agudo, essa era a trombeta dos gárgulas mais conhecida por chifre de Tambaros.
Do alto da cidade vem a resposta, escadas feitas de madeiras e cordas são lançadas em direção a eles. Os Ainans e Gárgulas começam a longa subida até a Cidade suspensa.
Ao chegarem finalmente na cidade os gárgulas conduzem o grupo até o mais antigo dos gárgulas uma espécie de Rei seu nome era Ruhtra Salguod.
Ele pede que Aldelai se aproxime e pergunta. Com sua voz calma e serena. – O que cinco Ainans estão fazendo na floresta dos gárgulas? – vocês não estão muito longe de seu reino?
- Aldelai responde. – Peço desculpas majestade pôr adentrar em vosso reino sem permissão, mais é que precisávamos ganhar tempo, e chegar o quanto antes no reino leste de Atrion.
O antigo gárgula agora curioso pergunta. – Tempo para que?
- Aldelai. – Nós acreditamos que um corpo celeste que adentrou nossa atmosfera recentemente e caio nas terras do reino leste possa ser a capala negra profetizada nas escrituras sagradas de Atrion. – a mesma que transformou os Obis em pedra a milhares de anos ao passar próxima de nossa atmosfera nas antigas batalhas.
Ruhtra com todo o esplendor de sua sabedoria adquirida com seus mais de 500 anos, tão velho quanto o próprio Seikan responde. – Suas suspeitas não só devem como estão corretas, – pois como vocês presenciaram os Obis que antes eram somente imensas estátuas de pedra agora caminhão entre nós.
- É o que mais me preocupa, é que existiam outros locais no Planeta onde ainda haviam Obis petrificados.
Um dos Ainans pergunta para o rei gárgula talvez percebendo a sua grande sabedoria; – O senhor sabe nos dizer como os Obis ficaram tão grandes e de onde eles vieram.
O gárgula responde. – a uma lenda muito antiga ela relata um reino no subsolo de Atrion, nesse reino os Obis eram criaturas de estatura mediana como nos, – raramente um deles vinha à superfície, pacíficos mais não muito inteligentes. – em seu reino havia alguns lugares cheios de capalas de todas as cores de irradiação intensa. – eles sabiam que aquelas supostas pedras os faziam mal e as evitavam. – Então surgiu Seikan ele os escravizou e os expôs as inúmeras capalas, Seikan fazia com que eles as reconhecem para ele, – por isso ele vive a tanto tempo por ser um profundo conhecedor da antiga magia negra vinda de outros mundos ele alterou o seu corpo e os dos Obis também. – eles foram crescendo cada vez mais junto com a ambição de seu mestre e as como os Obis ficaram tão grandes e fortes, – ficarem em contato prolongado com diversas capalas em seu reino subterrâneo mais nunca com uma capala negra por isso ela causa efeitos neles.
Aldelai então fala: – em nome de nossas velhas alianças peço que permita que cortemos caminho pelo vosso reino.
E o rei dos gárgulas responde: – Não só permitirei a vossa passagem pelo reino dos gárgulas como ordenarei que meus batedores os guiem com segurança até os limites da floresta gigante. – Agora descansem um pouco logo a noite caira.
Aldelai agradece, mais diz que quer continuar a jornada imediatamente.
O velho gárgula fala para Aldelai e seus amigos:
– Se vocês partirem agora nunca chegaram ao reino leste.
Aldelai não entendendo o porquê de não poderem continuar a viagem pela noite pergunta o que acontecera se decidirem partir?
O Rei Ruhtra Salguod, responde: – É muito perigoso andar pôr esta floresta a noite até mesmo para nós gárgulas, acham que fizemos esta cidade suspensa porque gostamos de viver nas alturas. – Acreditem nesta floresta habitam criaturas monstruosas, e muitas são noturnas em sua maioria carnívoras.
- A nossa cidade estando tão alta faz com que estejamos protegidos.
- Nenhum gárgula se arrisca a descer até o chão à noite, se vocês querem mesmo partir irão sozinhos.
Aldelai e seus amigos Ainans compreendem que o melhor para eles é esperar que a noite termine, e possam partir ao amanhecer.
O velho gárgula convida os cinco Ainans, para que conheçam a cidade suspensa, e fala que eles podem caminhar pôr onde quiserem. Eles saem e começam a andar pela cidade suspensa.
Eles são um povo muito hospitaleiro e abrem as portas de suas casas para os Ainans, que observam tudo com curiosidade, mas com muito respeito. Islips comenta com os outros Ainans:
- Esses gárgulas nos salvaram pôr duas vezes, primeiro com os Obis, e agora nos alertando dos perigos da noite nessa floresta, – não quero nem imaginar o que poderia acontecer conosco se tivéssemos prosseguido viagem na escuridão. Comenta Islips.
- Realmente amigo devemos muito aos gárgulas um dia retribuiremos a ajuda deles. Fala Aldelai.
Otto então chama os Ainans para verem a casa dos ovos, um lugar onde as futuras gerações de gárgulas são mantidas protegidas até que eclodam e saiam dos ovos.
Eles acompanham Otto até essa casa, lá chegando, são recebidos pôr gárgulas fêmeas, elas mostram todos os ovos para os Ainans. O lugar é muito limpo e organizado os ovos são colocados um ao lado do outro, suas cascas possuem um tom de azul e alguns um tom de verde lodo são muito grandes e resistentes. O gárgula Otto explica todos os procedimentos que são realizados nessa casa dos ovos e diz: – Esta casa abriga o que temos de mais valioso e sagrado na vida.
E ele vai explicando: – Após o ovo ser concebido são trazidos para este local aqui estão protegidos pôr todos nós, – somos uma espécie em extinção, tivemos nossos momentos de glória, mas hoje em dia só restou está cidade em toda Atrion, – essa cidade é o nosso reino.
Kiriane ao ver tantos ovos fica curiosa e pergunta a Otto quantos ovos há ali?
Otto responde, – nesta casa estão à ninhada de toda a cidade temos aqui 5.000 ovos, e daqui algumas luas se romperão liberando uma nova geração de gárgulas. Tantro, pergunta a Otto se ele também possui algum filho dentre os ovos que estão ali:
- Cada gárgula tem a sua companheira e seu respectivo ovo que também esta nesta casa, – mas nós gárgulas não temos distinção dos que nascem, e consideramos todos como filhos e os protegemos pôr igual sem distinção, – ensinamos aos novos tudo que sabemos, pois eles saem dos ovos praticamente adultos pôr este motivo que se leva 10 anos para que os ovos comecem a rachar.
- Mas agora devo levar vocês para o local onde serão alimentados e depois poderão descansar, pois a jornada de amanha será muito difícil.
Chegando ao local os cincos Ainans recebem alimentação e são acomodados para que durmam. Após algumas horas o silêncio na cidade era total e o único som que se podia ouvir era das folhas das gigantescas arvores ao vento da noite. Somente as sentinelas estavam acordadas e atentas a qualquer coisa que pudesse acontecer de repente um tremor é sentido em uma das árvores principais que sustentam toda a cidade. Imediatamente as sentinelas se dirigem para o local, o tremor é sutil mais os cinco Ainans também o sentem e acordam, percebem a movimentação das sentinelas e perguntam para um deles o que esta acontecendo e ele responde:
- São os Tambaros, que estão em uma das arvores principais são eles que estão fazendo estes tremores.
- Vamos até lá que eu os mostro para vocês.
Chegando lá eles olham para baixo tentando enxergar no breu da noite estas criaturas que conseguem balançar as gigantescas arvores. Os gárgulas explicam para os Ainans que os Tambaros, são um tipo de criatura muito antiga que a cada três a quatro luas grandes, ou seja, meses vem até as arvores da cidade e esfregam seus corpos nos grandes troncos das arvores para retirar parasitas que grudam em seu grosso couro.
Otto chega para saber o que esta acontecendo e é informado pôr uma das suas sentinelas.
Ele olha para baixo e diz para os Ainans:
- Está vendo aquele maior com um chifre quebrado, – é uma fêmea, – a matriarca do bando.
- O coro deles é muito resistente e o rabo possui enormes espetos que são mortais.
Aldelai pergunta: – Eles representam algum risco para a cidade?
- Não, mais se vocês estivessem lá em baixo atravessando a floresta à noite seriam presas fáceis, pois eles são carnívoros, – estando aqui não correm riscos, Responde Otto, – logo eles iram embora.
Islips agradece a Otto pôr não ter deixado que eles partissem a noite.
Foi até engraçado, todos ali presentes riram, Islips era um Ainan muito divertido não importasse o quanto a situação fosse perigosa.
Após os Tambaros irem embora todos voltam a dormir, o resto da noite foi tranqüila na cidade suspensa dos Gárgulas.
Ao amanhecer, nos primeiros raios de Sol, sem mais demora agora com a companhia do gárgula Otto e seus batedores os cinco Ainans partem em direção ao reino leste, atravessando a imensa floresta gigante.
Os batedores de Otto vão à frente, pois conheciam intimamente todas as partes daquela imensa floresta, o resto do grupo vinha atrás conversando e admirando a beleza e a imponência do local.
Islips alem de ser um Ainan engraçado era também muito curioso e ia perguntando varias coisas a Otto: – Otto desculpa a indiscrição mais depois que o seu Rei falou que tinha mais de quinhentos anos eu fiquei pensando. Otto olha para ele já esperando a pergunta que vem em seguida. – quantos anos você tem?
Aldelai se desculpa por seu amigo e a sua indiscrição e curiosidade, mais Otto era um gárgula de estrema sabedoria e calma, ele olha para Islips e responde: – meu amigo posso lhe chamar assim? Islips responde: – É claro que sim Otto, já lhe considero um grande amigo. – Não sou tão velho como o meu rei Ruhtra, – tenho apenas 150 anos ainda sou jovem para os padrões do meu clã.
O grupo olha para o gárgula para os padrões dos Ainans 150 anos já era um ancião que o deus da morte Venor havia deixado para traz.
Islips não se contendo fala: – Se 150 anos não é velho eu nem nasci para seus padrões de idade.
O grupo se descontrai mais uma vez com Islips Otto da um sorriso para ele e fala:
- Não se preocupe meu amigo tomarei conta de você enquanto estiver no ovo.
Agora todos riem de Islips que se cala perante a brincadeira feita por Otto.
Percebia ali que uma grande amizade entre o grupo de Ainans e o gárgula Otto já havia nascido.
Depois de umas 6 horas caminhando muito rápido eles chegam aos limites da floresta, eles agradecem ao gárgula Otto, pôr acompanhá-los pôr entre a floresta.
Mais antes mesmo que Otto pudesse se despedir, Islips que estava mais a frente volta correndo do alto de uma colina:
- Vocês não vão acreditar no que vi ali adiante.
Aldelai – Acreditar em que Islips?
- Centenas, não milhares de soldados de Seikan.
- Como tem a certeza que são soldados de Seikan?
- Eles carregam enormes bandeiras negras, com o antigo símbolo do império de Seikan os dois anéis entrelaçados, corram vamos todos até o alto da colina que verão com seus próprios olhos.
Todos saem apressadamente em direção a colina, no topo olham rumo ao leste e não acreditam no que vem.
Eles observam um numeroso exército de soldados vestindo armaduras negras e imensos escudos em punho.
Mais este exército era diferente dos que os Ainans conhecem que eram os Alabaks, estes soldados eram maiores e pareciam ser mais fortes, e estavam em grande numero já mais visto 10 mil soldados.
Otto com a sua visão um pouco mais aguçada do que a dos Ainans pôr ser um gárgula, diz conhecer a espécie dos soldados de Seikan:
- São os Manaias. – Não pode ser os Manaias, pois eles são uma raça extinta e o que vejo são milhares. Fala Aldelai.
Otto – pode ser que Seikan possua fêmeas de Manaias.
Tantro um pouco curioso com a conversa pergunta para Otto que raça era essa Manaias?
- Há muito tempo os Manaias lutaram ao lado de Seikan pelo domínio de Atrion, existem velhas historias sobre uma raça sanguinária de criaturas que matavam seus oponentes com as próprias mãos, – são seres de estrema força e não temem a morte, pois acreditam renascer sempre que morrem em batalhas.
- Se Seikan tiver realmente fêmeas de Manaias, cada uma pode conceber pôr dia a vida a dois deles, e eles já nascem para a guerra, possuem um crescimento acelerado e vivem no máximo três anos. Responde o gárgula Otto.
Um pouco atrás do imenso exercito de Manaias, eles avistam 20 grandes Obis.
Os cinco Ainans e o gárgula Otto, percebem que este grande exercito esta em direção ao reino do leste e que sua chegada não demorara muito.
Kiriane diz a todos: – Eles estão indo rumo ao reino leste para o castelo das águas, temos que chegar lá antes deles e avisar ao rei sobre o ataque.
O gárgula Otto decide ir junto com eles ao reino leste e pede que os outros gárgulas voltem para a cidade suspensa e avisem o acontecido ao rei Ruhtra Salguod. Eles partem rumo ao reino leste pôr um caminho mais curto porem muito mais perigoso, as encostas soltas da montanha de arenito, um local onde as pedras se soltam com um simples toque.
A montanha possui uma queda de mais de 2.500 metros de altura, mais é o único modo de chegar antes do imenso exercito de Seikan ao reino leste.
Enquanto isso no palácio das águas os Anciões Terfalos e Tetron mostram a espada negra ao rei Íris, que se surpreende com a beleza da espada:
- Anciões esta espada ficou magnífica digna de um rei, – ela enche meus olhos de esperança.
- É mesmo, meu senhor, ela é a nossa esperança de vitória, talvez seja a última. Fala um dos anciões.
Eles mostram ao rei a outra parte do metal negro no qual a espada foi feita, Iris a pega em sua mão e comenta para os Anciões:
- Essa parte ficou muito boa, também o ferreiro realizou um excelente trabalho com o metal.
Depois a devolve para os Anciões que imediatamente a levam para um local onde será guardado até o rei a apresentar a seus súditos.
O rei fica sozinho sentado em seu trono e decide empunhar a espada negra uma ultima vez:
O rei empunha a espada em suas mãos e sente o imenso poder que ela tem sua fisionomia muda seu olho fica distante o rosto sombrio, respiração ofegante sente o efeito da espada sobre seu corpo e mente, ele murmura algumas palavras:
- Ela é minha ela é só minha.
A espada negra mostra ao rei seu lado negro que era a ambição, embora fosse ótimo rei, justo, atencioso e bondoso com os seus, ele guardava em seu coração a ambição como deveria guardar quase todo rei, e a capala negra procurava em quem a obtivesse qualquer coisa que pudesse ser usado por ela para converter em poder.
Após alguns minutos ele volta ao seu estado normal imediatamente solta a espada que cai em seu trono e grita: – guardas, guardas. Eles entram na sala do trono e o rei Íris os manda que tragam os Anciões novamente.
- Majestade, iremos chamá-los imediatamente fala um dos guardas.
Os dois Anciões chegam correndo a sala do trono:
- Estamos aqui majestade, o que deseja?
- Eu quero que me expliquem o que aconteceu quando empunhei esta espada negra há pouco?
- Achamos meu senhor que ela demonstra o lado negro da pessoa que a tem em mãos, e somente com a outra metade do metal negro é que se pode controlar esse mal sem que ele o consuma completamente.
- E é só com as duas partes unidas que ela demonstrará o seu verdadeiro poder, pôr esse motivo que mandamos que o ferreiro a fizesse com este formato, – separando as duas partes, – desculpe-nos por não lhe contar isso antes majestade.
Terfalos então completa a explicação de Tetron dizendo que a parte menor, ou seja, a jóia negra é das duas partes a mais poderosa.
- Tire essa espada de perto de mim. Gritou o Rei, – a levem para um lugar seguro e a cubram com um pedaço de couro.
Os dois Anciões pegam a espada e a levam, após fazerem o que o rei ordenou os dois se dirigem para a biblioteca real, um lugar onde somente eles tinham a autorização para entrar.
Eles vasculham os antigos pergaminhos e escrituras há procura de alguma resposta sobre quem deveria empunhar a capala negra.
Nas montanhas de arenito, os cinco Ainans e o gárgula Otto estão quase pôr terminar a travessia lá do topo da montanha eles avistam as torres de observação do reino leste.
Mais ainda falta o trajeto mais arriscado e perigoso da montanha, as cavernas de estalactites um grande emaranhado de túneis, perigosos por possuírem imensas lanças formadas pelo gotejamento de calcário com o perigo de se desprender do teto da caverna sem previsão caindo em cima de quem estiver no seu interior. Não bastando todo este perigo as cavernas também eram a morada dos Magarefes, uma espécie de morcego gigante.
Tantro pergunta para Otto:
- Você tem certeza que sabe o caminho certo entre tantos túneis?
- Sim Tantro, não se preocupe eu conheço muito bem o caminho, pois quando meu povo se exilou na floresta gigante, tivemos de vir pôr este caminho.
- Muitos dos nossos foram mortos pêlos Magarefes, mas conseguimos atravessar. Vários homens já morreram nessas cavernas e poucos têm a coragem de chegar até aqui.
Kiriane pergunta para Otto:
- Como são esses Magarefes?
Ele responde: – Possuem uma estatura um pouco maior que a minha. – Mas você tem quase 2 metros. Falou Glaucor.
- Calma, ainda não terminou, possuem grandes asas mais não voam, – somente andam pelas paredes, e teto da caverna e são extremamente rápidos e letais.
O grupo vai caminhando com cautela tentando não causar nenhum movimento que pudesse ocasionar a queda de algumas estalactites, eles caminhão praticamente nas escuras pôr diversos túneis e galerias que pareciam não ter fim, Aldelai líder dos Ainans percebe algo diferente e pede silencio a todos:
- Alguma coisa se aproxima de nós se escondam.
- Não adianta se esconder, pois os Magarefes sentem o calor de suas vitimas, fala o gárgula Otto.
- Se preparem para o confronto. Ele completa.
Os Magarefes surgem com toda sua fúria e ataca o grupo com muita força são pelo menos dez, com suas garras mortais e sua sede pôr sangue e carne, verdadeiros demônios das sombras, começa a batalha. Os Magarefes lutam contra os cincos Ainans, mais não fazem nada contra o gárgula Otto, que começa a matar um pôr um destes demônios com sua espada lança pontiaguda e afiada como se eles fossem folhas secas de arvores.
Os Ainans vendo aquilo perguntam a Otto, o porquê os Magarefes não o atacam:
- Eles não me atacam porque posso controlar a temperatura do meu corpo, deste modo eles não sentem a minha presença. – esse foi um mecanismo de defesa que o meu povo teve de aprender, ao contrario meus antepassados teriam morrido todos nessas montanhas na grande jornada.
- Continuem se defendendo que eu mato todos eles.
Faltando somente um Magarefe para matar eis que ele foge, Otto grita para os Ainans:
- Temos que matá-lo antes que chegue ao seu ninho e avisem os outros de nossa presença.
Otto abre suas asas em uma forma de ataque e sai voando muito rápido em direção ao Magarefe, que corre pelo teto da caverna fugindo da morte, e grita: – deixem comigo eu vou matá-lo antes que seja tarde.
Ele sai em direção ao ser das trevas que some na escuridão da caverna, persegue o demônio que continua a correr pelo teto derrubando as pontas de calcário Otto vai desviando deles.
O Magarefe tenta avisar da presença de intrusos em seus domínios.
Ao virar uma bifurcação de uma caverna o demônio chega a um grande salão e começa a gritar emitindo um som ensurdecedor, o gárgula Otto, vem ao chão pôr não agüentar o som, ele olha para dentro do salão e avista dezenas de Magarefes que se aproximam do que esta emitindo o som. O Magarefe que estava a pouco sendo perseguido pelo gárgula aponta para Otto, os outros Magarefes partem pôr todos os lados do salão em direção ao gárgula, que não consegui controlar no momento sua temperatura corporal pôr esta bastante cansado e totalmente suado, com seu corpo emanando um calor absurdo.
Otto tenta escapar, os Magarefes se aproximam cada vez mais rápido, a cada segundo o gárgula se distanciava mais e mais de seus amigos em direção as profundezas da grande montanha misteriosa e escura.
Já cansado quase sem forças eles o alcançam.
Os cincos Ainans não podem esperar, e prosseguem pôr não terem mais tempo a perder, eles percorrem o restante do percurso sem serem incomodados por mais nenhum Magarefe, pois Otto os havia atraído para bem longe de seus amigos.
Eles continuam andando e após 2 horas chegam a um imenso túnel e avistam a luz do dia. Aldelai fala – provavelmente uma saída. Era realmente, eles saem bem próximos dos limites do reino leste.
Ao sair param pôr alguns instantes e ficam em silêncio em agradecimento ao gárgula Otto.
Tantro diz, – O gárgula e eu já estávamos ficando amigos.
- Tantro, Otto deu a sua vida pôr nós, devemos prosseguir e honrar o seu sacrifício. Fala Aldelai.
Islips – Ele pode ter conseguido retornar pôr entre as colunas de arenito, – devemos todos acreditar que ele tenha conseguido. Islips era sempre muito brincalhão mas ao falar de Otto dava para ver as lagrimas escorrerem de sua face, todos foram muito gratos ao gárgula, mas precisavam continuar.
Eles partem em direção ao reino leste e o castelo das águas, após algum tempo correndo se aproximam dos portões das muralhas do reino os guardas das torres de vigília com arco em punho perguntam lá de cima o que eles querem. Os Ainans pedem abrigo e falam que são inimigos de Seikan e que possuem uma informação valiosa para o rei Íris.
Os portões são abertos, imediatamente os cincos Ainans são capturados pôr soldados do rei Íris, e levados para dentro dos domínios do reino.
Eda a namorada de Weigon Estrander é a responsável pela muralha e as torres de vigília juntamente com os soldados conduz os cincos Ainans, até o castelo das águas.
Conforme vão andando pelas ruas ao redor do reino sendo conduzidos sempre na mira das lanças e aspadas dos soldados reais, os cinco amigos vão chamando a atenção dos habitantes, as pessoas olham para os Ainans sem saber quem e o que eles eram.
- Parecem com medo de nós? Comenta Islips.
Eles nunca viram Ainans, pois já faz muitos séculos que nosso povo lutou ao lado dos homens. Responde Aldelai.
Após andarem pôr ruas estreitas e verem pessoas com fisionomias sofridas e com muito medo da morte, eles chegam à frente dos portões do castelo das águas, uma imensa ponte de uns 50 metros de comprimento começa a ser abaixada lentamente para que eles entrem no castelo.
Eles são levados imediatamente até a presença do rei Íris, mais de 30 soldados fazem a escolta dos Ainans.
Ao chegarem à sala do trono o rei começa o interrogatório:
- Quem são vocês?
- O que faziam em nossas fronteiras, pôr acaso são espiões de Seikan?
Aldelai responde. – Não majestade não somos espiões de Seikan!
- Somos Ainans, majestade meu nome é Aldelai filho de Alis e Cerene, este é Tantro filho de Soran e Tetra, aquela ali é Kiriane filha de Ordenael e Kisara e os irmãos Gralcor e Islips filhos de Inad e Siliram pertencemos ao povo do reino das terras congeladas de Atrion.
- Eu sei de onde vêm os Ainans, o que quero saber é o que fazem em meu reino. Falou o rei. – já que ao fim das antigas batalhas os Ainans se isolaram completamente do resto do planeta?
- Sim majestade. – ficamos muito tempo isolados nas terras congeladas, mas o nosso bom senhor Rengave nós enviou para investigar o misterioso objeto que caiu em vosso reino.
- Nosso senhor Rengave, esta disposto a fazer uma nova aliança com os homens, se provarmos que o objeto e a Capala das antigas profecias.
- Como assim a Capala pergunta o rei Íris?
Mas antes que o Ainan Aldelai pudesse responder ao rei, os anciões Terfalos e Tetron que também estavam presentes no local cortam o interrogatório e falam:
- Sim é a capala, e ela é negra como a noite é a mais pura e forte de todas que já existiram.
Os Ainans, contentes com confirmação e agora com a certeza de suas suspeitas falaram para o rei:
- Seikan prepara um grande ataque ao vosso reino majestade!
O Rei Iris não acredita no que ouve e fala:
- Eles não seriam capazes de atacar o meu reino diretamente, pois somos o mais bem preparado de todos os reinos que restaram.
- Vimos a menos de dois dias de viagem um grande exercito diz Aldelai ao rei.
- São pelo menos 10 mil soldados!
O rei Íris, novamente não acredita, pois muitos dos soldados de Seikan haviam sido mortos por suas tropas e o numero era muito grande. Ele fala: – Seikan não tem mais tantos Alabaks a sim.
- Não são soldados Alabaks e sim Manaias. Responde Tantro. Ele explica;
- Eles são os piores guerreiros que existem nunca dormem nem descansam, nasceram para guerra.
- Não pode ser diz o rei Íris, eles foram extintos a mais de três séculos.
Os Anciões comentam suas suspeita ao rei:
- Seikan deve possuir fêmeas de Manaias majestade, isso explicaria 10 mil guerreiros.
- Mas Anciões 10 mil Manaias nem se estivéssemos com todas as nossas legiões conseguiríamos derrotá-los.
Kiriane ainda da mais uma noticia ruim ao rei como se já não fosse bastante tudo que já tinha sido dito:
- Com esses Manaias majestade ainda a pelo menos 20 imensos Obis.
O rei Iris já atordoado com tantas informações olha para seus anciões e fala: – O que Atrion esta mesmo maluca os Obis não haviam sido todos destruídos há séculos atrás?
- Lutamos com três Obis há pouco tempo e só vencemos porque tivemos a ajuda dos gárgulas que moram nas florestas gigantes de Atrion diz Tantro ao rei.
- Acredite majestade eles estão de volta e deve existir muitos outros pôr ai.
O rei Íris pergunta aos Ainans quando este grande exército chegara a seu reino.
Aldelai responde: – No crepúsculo de dois dias não mais eles estarão em vossa porta majestade.
- O que? O rei senta em seu trono e fala agora com voz baixa e tremula. – temos tão pouco tempo para armar nossas defesas, e os vilarejos distantes do castelo os moradores não conseguiram chegar aqui a tempo.
- Anciões dêem a ordem para que soem as trombetas do castelo o mais alto possível, temos que conseguir avisar e tentar evacuar todo o reino.
- Imediatamente meu senhor.
- E vocês Ainans, vão embora tentem ir para mais longe possível do reino salvem suas vidas em quanto lhes restam tempo.
- Não pedirei que lutem a nossa guerra.
Aldelai e seus amigos respondem ao rei:
- Você é um bom homem e é um rei digno, vimos que se preocupa com seus súditos.
- Nós ficaremos e lutaremos a vosso lado se nos permitir majestade. O Rei precisava montar um plano de defesa o mais rápido possível e sabia que os Ainans eram eximes estrategistas, por isso não pensou duas vezes.
- Não irei recusar a vossa ajuda, estamos com baixo contingente e poucas legiões para lutarmos com tantos inimigos de uma única vez.
- Se ficarmos no castelo e concentrarmos toda nossa força nestes muros teremos mais chances de resistir, em uma batalha aberta não teríamos chance.
Jafer e seu filho Weigon Estrander, escutam o aviso de evacuar os vilarejos do reino. Eles pegam alguns pertences e seguem para o castelo.
A ponte principal do castelo é abaixada os Aldeões começam entrar aos milhares para se protegerem, embora todo o reino leste seja cercado e protegido pôr muralhas e torres de vigília, as mesmas podem ser penetradas, o local mais seguro talvez seja o interior do imenso castelo das águas com seus muros extremamente altos com um profundo fosso ao seu redor.
Os Anciões perguntam ao rei Íris:
- Meu Senhor onde irá abrigar com segurança tanta gente.
Anciões as catacumbas abaixo do castelo são imensas, boa parte dos meus súditos podem se proteger lá.
- Senhor usará a espada?
- Não sei Anciões se posso controlar o poder da espada, tenho medo de ser dominado pôr ela.
O Ainan Aldelai pergunta ao rei se poderia ver a cabala negra.
O rei imediatamente pediu a espada aos Anciões, que após algum tempo a trazem até o rei.
- Aqui esta, a capala meu rei.
- Nós a transformamos em uma lâmina e forjamos uma espada com ela diz o rei aos Ainans.
- Ela é a nossa ultima esperança, se não resistirmos ao ataque a usaremos.
Os cincos Ainans, agora têm a certeza da existência da capala, e só lamentam não poderem avisar o rei dos Ainans Rengav que as suspeitas eram verdadeiras e que a cabala esta no reino leste.
O ferreiro Jafer e seu filho o jovem Weigon, são chamados pêlos Anciões, pai e filho vão ao encontro dos dois, eles entram em uma grande sala onde os Anciões Tetron e Terfalos, estão lendo alguns manuscritos à sala parece um laboratório cheio de artefatos e bugigangas.
Jafer e seu filho são recepcionados pêlos Anciões que são bem diretos no que querem:
- Nós voz chamamos aqui para lhes dizer algo muito importante.
- Encontramos após muito procurar nas escrituras sagradas dos homens, o motivo pelo qual o seu filho o jovem Weigon ao segurar a espada negra sentiu um grande poder, e não o mal em seu coração não o corrompendo.
- E quais são os motivos Anciões?
- Calma Jafer, iremos lhe falar tudo.
- Vosso filho foi o escolhido pela capala, e agora ele é o único que pode usá-la sem perder o controle do imenso poder da capala negra.
- Mas como é possível meu filho ser o escolhido desta espada, ela não e do rei Íris?
- Quando o vosso filho empunhou a espada ele percebeu nele uma descendência dos antigos soldados que absorveram as partículas que caíram em nosso planeta há séculos atrás nas antigas batalhas de Atrion, lendários guerreiros que nos salvaram do mal de Seikan, e deixaram essa herança em seu sangue e no sangue de vosso filho.
- Eu, mas sou apenas um humilde aprendiz de ferreiro como posso ser eu este escolhido?
- Procurando nas antigas escrituras encontramos a origem de vosso nome meu jovem.
- O seu antepassado se chamava Amaru Estrander ele foi um grande guerreiro lutou ao lado dos lendários cavaleiros da Tríade nas guerras contra os gigantes Obis de Seikan foi um homem de extrema bravura e importância para aquela época sombria
- Sabemos disso, mas a cabala negra voz escolheu e não podemos fazer nada para mudar isso.
- Vamos agora mesmo voz apresentar ao rei e dar a noticia a ele.
Enquanto isso, uma mensagem vinda pôr uma águia mensageira chega ao castelo os guardas do rei o avisam que um grande contingente de soldados acabara de passar entre as torres de observação do reino, o rei imediatamente pedi que ficassem todos, a espera do ataque.
Todos ficam confusos, pois o grande exército de Seikan só chegaria ao reino leste no crepúsculo do dia seguinte.
Mais aproximadamente 200 metros do castelo e sem atacar nenhum aldeão que ainda tenta se abrigar correndo para o castelo das águas, se percebe que não são soldados de Seikan muito menos Manaias, o rei e seus soldados correm em direção aos portões do castelo para saber quem são aqueles guerreiros.
Ao se aproximarem uns 15 metros do portão principal do castelo, o grande contingente para. Aldelai então corre em direção ao portão e pede que o abaixe ele sai de dentro do castelo rumo a esta grande tropa e abraça um dos soldados que parece ser o comandante, ele esta vestindo uma armadura prateada possui um grande escudo em seu braço direito com um emblema a muito não visto pêlos homens, um triângulo com pontas brancas. Em sua mão esquerda uma espada lança que o entrega, pois somente os gárgulas as possuem. Do seu lado o general dos Ainans Cromos vestido para guerra, com sua capa vermelha e seu arco de capala verde, que faz com que suas flechas se tornem certeiras.
- Otto é você mesmo meu amigo? Você conseguiu escapar daquela caverna?
- Consegui sim mais depois te conto como foi.
O rei Íris pergunta a Aldelai:
- Quem são eles?
- São guerreiros Ainans como nós e gárgulas majestade, que chegaram a uma boa hora.
Otto então se apresenta ao rei Íris:
- Eu sou Otto comandante dos gárgulas, represento o povo das florestas gigantes, estamos aqui para firmar uma nova aliança com os homens.
- Eu sou Cromos filho de Adel e Nosreme, general das tropas Ainans, venho à voz majestade para firmarmos uma nova aliança, com os comprimentos do nosso bom senhor o rei Rengav.
- Que mandou voz dizer:
- Firmemos uma nova aliança entre Ainans, Gárgulas e homens, para assegurar a liberdade e acima de tudo a sobrevivência de todas as formas de vida de Atrion.
- E honremos as almas de nossos antepassados, que deram suas vidas pelas nossas, lutando lado a lado.
- Que assim seja eu como rei do leste de Atrion afirmo a aliança.
- Que renasça a nova Tríade, entre homens, gárgulas e Ainans.
Todos que presenciam o discurso do rei gritam comemorando essa nova aliança. As tropas de gárgulas e Ainans começam a marchar para dentro do castelo das águas e a multidão os aplaude conforme vão seguindo.
Os Anciões Terfalos e Tetron levam o ferreiro Jafer e seu filho Weigon até a presença do rei Íris:
- Majestade temos algo muito importante a voz dizer:
- Do que se trata Anciões pergunta o rei?
- Meu rei aqui esta o ferreiro Jafer e seu filho o jovem Weigon ambos são responsáveis pela confecção da espada negra.
- Após estudarmos muito as escrituras sagradas de Atrion na biblioteca real, constatamos que este jovem é o escolhido da espada negra.
- Como assim Anciões? Perguntou o rei enfurecido.
- Meu senhor ele também empunhou a espada e foi o único que a capala negra não conseguiu corromper, corpo e alma!
- Ele é o escolhido majestade qualquer outra pessoa só conseguira libertar o mal de dentro de si.
- Mas Anciões ele é só um jovem rapaz, como isso é possível?
- Meu senhor, ele carrega em seu sangue a herança dos antigos guerreiros que defenderam Atrion nas antigas batalhas e absolveram elementos da bola de fogo que cruzou os céus do planeta nos salvando dos gigantes Obis, de Seikan.
O rei então diz aos Anciões, que não precisara utilizar mais a espada negra, pois acabara de firmar uma nova Tríade com gárgulas e Ainans.
- Meu senhor esta batalha poderá ser ganha com essa Tríade mais não a guerra contra Seikan, que esta cada vez mais forte. Diz o Ancião Terfalos ao rei.
- Anciões, pensemos neste momento na batalha que esta pôr vir contra os Manaias, depois falaremos sobre esta espada negra e este jovem.
Chega o dia da grande batalha, nos últimos raios de sol do dia, o céu fica avermelhado, parecendo prever o mal que mancha o reino leste.
Os Manaias começam surgir no alto das colinas pôr todos os lados do reino, são milhares, o sol se vai e a escuridão da noite traz as trevas que se abate sobre o Planeta.
As primeiras frentes de defesa são as torres de vigília encravadas nas muralhas que cercam o reino, à frente dos soldados esta Eda a namorada de Weigon. O inicio da batalha se da os imensos Obis batem com seus machados nos portões tentam derrubar as torres de vigília onde os homens atiram centenas de flechas no imenso exercito de Manaias.
Os Obis após varias machadadas conseguem estourar os portões e o exercito de Seikan invade o reino do alto da muralha Eda e seus companheiros continuam sem cessar com suas flechas. Os gigantes Obis começam a derrubar as torres de vigília, Eda dá a ordem para que evacuem o lugar:
- Vamos não poderemos fazer mais nada daqui das torres.
- Fizemos o que foi possível dê à ordem para que reúnam os feridos e se dirijam aos túneis em direção ao castelo.
Os grandes Obis levam ao chão as torres e as grandes muralhas do castelo das águas o rei Íris e seus soldados assistem atônicos, a sua primeira frente de defesa ser rompida e vários sentinelas serem mortos com extrema crueldade.
Os Manaias ao chegarem próximo aos muros do castelo param como se aguardando uma ordem.
Os clarões das tochas dos Manaias rompem a escuridão da noite. Grandes fogueiras são feitas iluminando o castelo totalmente cercado, os Manais mantém certa distância do Castelo das águas. Dentro do castelo ninguém entende o porquê os Manaias não os atacaram ainda, e o medo de um confronto iminente se arrasta pela noite fria.
Os Setes Alabaks, agora com a forma humana iniciam a encenação, correndo em direção ao castelo das águas fugindo de milhares de Manaias, começam a pedir ajuda gritando o nome do rei Íris.
Os gárgulas excelentes arqueiros pôr possuírem a visão aguçada dez vezes mais do que a dos homens, recebem a ordem para atirar, eles começam e vão derrubando centenas de Manaias, ajudando assim os sete supostos homens que tentam escapar dos Manaias.
O rei Íris então pergunta:
- Quem será aqueles que lutam tão ferozmente contra tantos Manaias?
Otto já tendo visto quem era ao longe responde ao rei:
- São humanos senhores. – Devem ter vindo de algum reino distante.
- Escolheram uma péssima hora para nos visitar.
As tropas Manaias começam a chegar aos muros do castelo, os Ainans começam a atirar suas flechas também.
Os sete homens que estão correndo em direção ao castelo chegam ao fosso do castelo, e pedem ajuda. O rei manda que cordas sejam jogadas do alto da muralha para que os setes possam entrar no castelo, eles se agarram nas cordas e enquanto vão subindo os soldados do rei Íris atiram sem parar suas flechas nos Manaias que caem aos montes.
Finalmente os sete homens são resgatados
O exercito de Seikan começa a revidar com flechas, muitos gárgulas, homens e Ainans caem mortos dos muros atingidos.
E travado uma intensa batalha, os Manaias tentam invadir o castelo eles levantam gigantescas escadas e começam a subir nelas.
Os imensos Obis jogam grandes pedras nos muros do castelo que o fazem estremecer a cada impacto, eis então que um dos Anciões corre em direção ao rei, com a espada negra nas mãos.
Ele é observado pêlos sete falsos humanos que se interessam pela espada.
- Meu senhor pegue a espada e a use para nos salvar!
- Não Anciões, não irei usar esta espada, eu não posso controlar o seu poder.
Os sete vendo e ouvindo tudo aquilo decide modificar os planos, decidem matar o rei e levar a espada como presente a Seikan, só esperam o momento ideal para agirem.
Sem saber das intenções deles o rei Íris luta contra o exercito de Seikan que continuam a subir pelas enormes escadas conseguindo assim alguns adentrarem no castelo.
O rei é atingido pôr uma flecha que atravessa o seu braço esquerdo, ele se apóia em uma parede e com sua espada quebra a flecha sem demonstrar nenhuma dor, ele é imediatamente carregado pôr seus guardas para uma das salas reais, a hora perfeita para matá-lo.
Os setes falsos humanos vendo que aquela era a oportunidade que eles esperavam decidem agir.
Três deles seguem o rei enquanto os outros vão atrás da espada negra.
Aldelai não vendo o rei Íris pergunta para seus amigos enquanto luta com os Manaias:
- Aonde esta o rei?
- Ele foi ferido pôr uma flecha e o levaram para um lugar seguro responde Otto.
Aldelai olha para o outro lado e não vê os sete homens que acabara de ser salvos, e estranha o acontecido.
- Alguém viu os homens que salvamos há pouco?
- Eles seguiram a mesma direção que o rei, responde Otto.
- Kiriane e Islips vão até o rei e não o deixem sozinho nem por um instante, ordena Aldelai.
Os dois correm para tentar encontrar o rei, a situação da batalha fica cada vez mais critica, pois o exercito de Seikan é muito forte e estão em maior numero.
Aldelai da à ordem aos flecheiros:
- Matem os gigantes Obis, ou eles derrubaram os muros do castelo, não tenham piedade, pois eles não terão de vocês.
Os três falsos homens chegam até a sala onde o rei esta, ele esta sendo atendido pôr uma espécie de medico real, a flecha já havia sido arrancada de seu ombro, os três se aproximam.
Matam sem muito esforço os dois guardas que faziam a segurança do rei, e entram sala, eles falam para o rei que os olha com espanto:
- Agora é a sua vez de morrer.
- Por que vocês fazem isso o que lhes fiz para quererem me matar?
- São ordens do nosso senhor Seikan!
-Seikan, mas vocês são humanos, devemos nos unir contra ele.
- Tolo, não somos humanos, nem nunca fomos.
- Somos guerreiros Alabaks de Seikan.
- Mas como, podem parecer humanos?
- Isso foi graças a um feitiço que os magos de nosso mestre nos deram fazendo com que parecêssemos humanos.
O rei Íris tenta se defender impunha sua espada e parte para cima dos três Alabaks, mas ele está muito ferido, e fraco há pouco perdera muito sangue, ele é desarmado rapidamente, os três Alabaks decidem levar a cabeça do rei para Seikan, como prova da morte dele.
Um deles pega um machado que estava na sala os outros dois seguram o rei Íris firmemente inclinando sua cabeça para que seja decepado, ele levanta o machado se preparando para o golpe, o rei calado espera a morte.
Mas antes que ele possa deferir o golpe mortal, a porta é arrombada pôr Islips e Kiriane, que com seus arcos em mãos atiram suas flechas em direção ao pescoço do Alabak que esta preste a decepar a cabeça do rei Íris, ele cai morto antes de atingir o rei. Os outros dois Alabaks partem para cima de Islips e Kiriane, e começam a lutar, Kiriane arranca a cabeça de um e Islips após cortar a perna do outro que cai, deferi um golpe com a sua espada que atravessa o coração dele, os dois estão mortos, e o rei salvo.
Kiriane e Islips então perguntam para o rei:
- O que aconteceu majestade, por que estes três homens voz atacaram?
- Eles não são homens são Alabaks há mando de Seikan para me assassinar.
- Mas os vejo como homens majestade.
- Só por fora são parecidos com os homens, mas graças a um feitiço dos magos de Seikan, provavelmente este ataque foi somente para que estes falsos homens pudessem entrar no castelo.
Islips então pergunta para o rei:
- Onde estão os outros, eles eram sete ao todo e aqui só tem três?
- Vamos procurá-los antes que fujam.
- Kiriane fique aqui com o rei que eu irei procurar os outros Alabaks.
Islips sai correndo pêlos corredores do castelo, e todos os soldados que ele encontrava pelo caminho avisavam do acontecido e pedia para que falassem para os outros, um guarda do rei comunica a Islips:
- Foram na direção da sala do trono, após perguntarem onde ficavam os Anciões.
- E onde os Anciões ficam?
- Eles ficam na segunda sala à esquerda após o quinto corredor no final desta escada, próximo a sala do trono.
- Venha comigo me mostre onde é, pois os Anciões correm risco de vida.
Aldelai que continua lutando contra os Manaias, é avisado por um dos guardas do rei que os homens que haviam sido acolhidos a pouco no castelo tentarão matar o rei Íris, e que eles servem a Seikan.
- Quem lhe disse isto soldado pergunta Aldelai?
- O Ainan Islips, que junto com a outra Ainan Kiriane mataram três deles e agora esta atrás dos outros que restaram, parece que na verdade eles não são humanos e sim Alabaks, que utilizaram uma poção para nos enganar.
- O rei já esta em segurança Kiriane esta com ele.
Aldelai pede que Gralcor permaneça defendendo o castelo ele chama Tantro e saem correndo para ajudar Islips.
Islips juntamente com o soldado que o acompanha chega à sala dos Anciões, mais já é muito tarde, um dos Anciões esta no chão agonizando com um ferimento mortal em seu peito.
- O que aconteceu aqui?
- Quatro dos tais forasteiros invadiram nossa sala, eles procuravam a espada negra, eu tentei impedir, consegui matar um deles mais fui ferido não tenho muito tempo de vida.
- Não diga isso nós vamos lhe ajudar você ficara bem.
- Não tente me enganar eu sei que o ferimento foi muito profundo eu perdi muito sangue.
- Logo estarei morto, o que me conforta é que eles só levaram a espada, Terfalos fugiu com a outra parte antes que eles pudessem pegá-la, mais corra você precisa defendê-lo eles foram atrás dele e se eles pegarem a outra parte da capala será o nosso fim.
- Islips pede que o guarda real fique ali com o Ancião e sai correndo para tentar impedir que os Alabaks consigam roubar a outra parte da capala.
Terfalos com a jóia em uma das mãos e uma espada na outra para se defender segui correndo em direção ao local que esta o jovem Weigon, ao encontrá-lo o Ancião entrega a jóia negra na mão de Weigon e diz:
- Meu jovem guarde esta jóia e a proteja a todo custo.
- Por que Ancião o que esta acontecendo?
- Existem alguns Alabaks disfarçados de homens que estão dentro do castelo eles já estão com a espada negra e estão atrás da outra parte, não podem de jeito nenhum conseguir unir as duas partes da capala negra.
Terfalos então pede que Weigon fuja imediatamente com a jóia, o seu Pai e o Ancião tentam atrasar os invasores.
- Vai filho corra!
O jovem sai correndo o mais rápido que pode. Assustado e com muito medo, assim que ele vira o corredor, surgem os Alabaks e começam a lutar com o Ancião e Jafer o pai de Weigon, querem de toda forma a jóia negra mais não sabem que a mesma não esta mais com o Ancião.
Um do Alabaks que esta com a espada negra a usa contra o Ancião e o pai de Weigon, ele fica extremamente forte com a espada em mãos, de nada os dois podem fazer, o Ancião é jogado longe com um ataque da espada e Jafer é golpeado pela espada e recebe um ataque que o mata na hora, a espada é banhada por sangue pela primeira vez.
Weigon já longe dali senti um grande aperto em seu peito, e percebe que algo de estranho acontece com a jóia negra, ela muda de cor ficando vermelha por alguns instantes e depois retorna a cor negra original.
Seikan a milhares de quilômetros do local onde acontece a batalha mais precisamente nas terras mortas de Atrion sente a presença de um grande poder que passa muito rapidamente, ele fica intrigado pós já havia o sentido há muito tempo atrás tenta imaginar o que poderia esta liberando aquele grande poder.
Dentro do castelo das águas os três Alabaks vasculham as vestis do Ancião a procura da jóia negra, mas não a encontram e decidem dar fim a vida dele. Islips consegui chegar a tempo e defende o Ancião que esta desacordado, Aldelai e Tantro aparecem, o Alabak que esta com a espada negra foge deixando para trás os outros dois lutando contra os três Ainans.
Logo os dois Alabaks são mortos, e o que esta com a espada corre para o alto da muralha do castelo e escapa por uma das escadas dos Manaias que já o aguardavam, imediatamente os Manaias intensificam o ataque, dois Obis jogam ao mesmo tempo enormes pedras, que ao atingirem o alvo à muralha do castelo abre um enorme buraco, os Manaias lançam cordas para o alto do castelo e por elas ultrapassam o fosso e passam por dentro do buraco.
Os gárgulas derrubam vários com suas flechas certeiras, mais são muitos e eles começam a entrar no castelo, uma enorme ponte sustentada por carroças e empurrada em direção ao buraco, e agora centenas de Manaias entram ao mesmo tempo no castelo, é travado uma grande batalha, milhares estão ao chão mortos e muitos outros agonizando, do alto da muralha do castelo os arqueiros lançam flechas com fogo na ponte que começa a queimar impedindo assim a passagem de mais Manaias.
O Alabak que esta com a espada negra continua fugindo para longe da batalha agora com uma grande escolta de no mínimo sessenta Manaias, ele parte para as terras mortas pensando que o rei Íris estava morto e que a sua missão estava concluída.
A guerra continua no castelo, Aldelai e seus amigos Ainans voltam para os muros, o gárgula Otto percebe ao longe que alguns Manais estão fugindo ao Sul e comenta com Aldelai:
- Alguns Manaias estão fugindo ao sul.
- São apenas Manaias Otto?
- Não, Aldelai me parece que um homem esta com eles, ele esta com algo embrulhado com uma manta em seus braços.
- É a capala negra Otto ele estão a levando para Seikan, se ele a tiver estaremos perdidos.
- Não poderemos fazer nada Aldelai?
- Estamos quase derrotados Otto!
O rei Íris retorna para frente da batalha, dando um novo incentivo aos soldados já exaustos. Nas catacumbas a noticia do retorno do rei faz com que os aldeões que ali se abrigam fugindo da batalha comecem a pensar:
- Nós estamos aqui protegidos, mas até quando?
- Se o nosso rei perder a batalha todos nós seremos mortos pêlos Manaias de Seikan.
- Prefiro morrer lutando com honra a implorando por minha vida, e vocês, lutaram por suas vidas ou ficaram aqui esperando a morte?
Imediatamente todos os homens ali naquele local partem para a luta, deixando apenas as mulheres e crianças.
O rei ao ver aquela multidão de simples aldeões empunhando espadas e arco em suas mãos fala para eles:
- Voltem e se protejam deixei que lutaremos por vocês.
Um dos aldeões diz para o rei:
- Majestade o senhor nos defende com sua vida, é chegada à hora de pagarmos por nos proteger.
- Lutaremos ao vosso lado meu rei.
Assim todos tentam resistir ao grande ataque dos Manaias, o gárgula Otto grita para o rei:
- Majestade, Ainans no alto da colina ao norte.
- Ainans. – tomara que não sejam poucos.
- Majestade pelo que vejo é quase uns dois mil, e um deles esta vestindo uma armadura dourada.
Aldelai então diz ao rei:
- E o bom senhor Rengav pessoalmente, que lidera os guerreiros Ainans!
Rengav do alto da colina pede uma saraivada de flechas, em direção aos guerreiros de Seikan, após a saraivada os mesmos se agrupam em formação de combate e partem para a batalha.
O rei Íris sente que aquele é o momento decisivo e que é chegada à hora da vitória, ele começa a lutar como se não estivesse ferido, os Ainans liderados por Rengav continuam saraivando os guerreiros de Seikan que morrem aos milhares.
Os gigantes Obis param de jogar pedras em direção ao castelo e começam a partir em direção aos Ainans que continuam atirando suas flechas sem parar. Rengav pede que seus arqueiros concentrem suas flechas nos Obis, os gigantes são atingidos por centenas de flechas todas ao mesmo tempo, e caem um por um mortos.
Weigon escondido em um dos cômodos do castelo com a parte da capala negra que restou em suas mãos pensa em sua namorada Eda, ela esta protegendo do alto das muralhas do castelo a ponte principal.
Weigon ao firmar seu pensamento em sua amada estando segurando a jóia negra sente algo estranho e se vê ao lado de Eda que esta protegendo a ponte, ele não entende o que estava acontecendo mais é o poder da capala negra que fez com que ele se sentisse próximo a batalha e de sua amada.
- Estou aqui, mas ninguém me vê? O que será que esta acontecendo?
Ele olha para as próprias mãos e ao ver a pedra negra a solta, imediatamente ele retorna ao seu corpo e se vê escondido em um dos cômodos do castelo, ele não entende o que acabara de acontecer, mas guarda a jóia negra em um dos seus bolsos, temendo que aconteça de novo.
Pelo menos ele sabe que Eda esta bem, a batalha continua no reino leste, as tropas de Manaias começam a enfraquecer, muitos fogem e são perseguidos e mortos, o rei Íris ordena que abaixem as pontes, e sai com suas tropas de camponeses e cavaleiros.
O imenso exercito de Seikan agora é reduzido a poucos que ainda resistem, o rei Íris ordena que não parem de lutar até não restar mais nenhum Manaias em seu reino, alguns conseguem fugir, a vitória é comemorada:
- Vencemos, vencemos!
- Graças à nova Tríade, entre homens, Manais e Gárgulas.
Rengav se aproxima do rei Íris o mesmo agradece a Rengav e a todos os Ainans e gárgulas pela ajuda.
- A nossa vitória só foi concebida graças ao empenho de todos.
- A vitória é de todos.
Terfalos começa a procurar Weigon preocupado com o jovem, e o acha escondido atrás de algumas caixas na cozinha do castelo, ele o chama, Weigon corre em direção ao Ancião e lhe pergunta:
- Onde esta o meu pai ele não esta com o senhor Ancião?
- Cadê ele me diz onde esta o meu pai?
O Ancião permanece em silencio e abraça Weigon o jovem sente que seu pai não esta mais entre os vivos, Terfalos pergunta a Weigon:
- Você esta bem meu jovem, não esta ferido?
- E Chorando responde: – sim Ancião eu estou bem, toma a jóia que me pediste para guardar.
- Fique com ela meu jovem pelo menos por enquanto.
Terfalos fala para Weigon que a batalha já terminou e que eles venceram os Manais de Seikan, ele leva o jovem até a presença do rei Íris.
A nova tríade começa a contar as baixas e também a reagrupar as tropas, eles sabem que Seikan não atacou com todo seu poder, pois o que ele queria era apenas distrair o exército do reino leste para infiltrar os setes Alabaks disfarçados de homens, que tinham a ordem de matar o rei Íris.
A batalha pelo castelo das águas havia acabado, mas a guerra pela liberdade de Atrion apenas começara.
O bom senhor Rengav diz a todos:
= Devemos prever agora qual será a próxima ação de Seikan, pois ao entrarmos nesta batalha mostramos a ele que podemos vencer esta guerra.
- Ele agora tentara destruir a tríade, atacara a cidade suspensa o reino dos gárgulas e em seguida rumara suas tropas para as terras congeladas o nosso reino.
O rei Íris então pede que um dos seus soldados chame os Anciões Terfalos e Tetron, Aldelai da á noticia ao rei que fica abalado ao saber que Tetron foi morto tentando defender a espada negra.
O Ancião Terfalos é chamado e se dirige para perto do rei, ao seu lado o jovem Weigon ainda muito abalado com a morte de seu pai, o rei pergunta para o jovem o que havia acontecido, mais Weigon não responde permanecendo quieto. O Ancião pede desculpas ao rei e pede que ele perdoe o jovem, pois acabara de perder o seu pai.
- Meu senhor o Ancião Tetron esta morto, por muito pouco também não morri, o pai deste jovem o ferreiro Jafer também morreu tentando proteger a capala negra por isso ele esta abalado.
O rei Íris diz a Weigon, que senti muito por seu pai, e que a morte dele não será em vão.
Terfalos comunica ao rei que um dos Alabaks disfarçados de homens conseguiu fugir carregando a espada negra, o rei fica muito preocupado e não sabe o que fará se Seikan tomar posse da espada.
- Temos que recuperar a espada, mas também temos de proteger os outros reinos que serão os próximos a ser atacado por Seikan, o que faremos?
Aldelai diz ao rei:
- A menos de duas horas o Alabak que entrou no castelo fugiu carregando consigo a espada negra foi Otto quem percebeu a fuga.
- Ele estava sozinho? Perguntou o rei.
- Não majestade ele estava com uma grande escolta.
- Se a aliança permitir, eu e meus companheiros os seguiremos e recuperaremos a espada negra.
Rengav diz a Aldelai que é muito perigoso, Aldelai argumenta que se Seikan obtiver a espada negra, a tríade não conseguirá derrotá-lo, ele obtém com este argumento a autorização para tentar recuperar a espada negra.
O Ancião Terfalos pede a permissão ao seu rei para que possa acompanhar os cincos Ainans nesta jornada ele quer levar o jovem Weigon, o Rei Íris não aceita que Weigon vá, temendo pôr sua vida. Weigon se manifesta e diz já não possuir mais nada a perde, e fala que ira junto com Terfalos.
O Ancião Terfalos argumenta com o rei:
- Meu rei como voz disse esse jovem é o escolhido da capala negra e que só ele poderá impunha-la.
- Vocês me trazem a espada e o jovem a impunha aqui em segurança não precisa que ele vá com vocês.
- Mas meu senhor, quanto mais à espada se distancia da sua outra parte, a jóia negra que esta com este jovem ela ficara mais e mais forte, eu vi o poder que ela tem e agora que ela sentiu o sangue em sua lamina ela ira querer cada vez mais.
- Como a espada, a jóia negra só permitira que Weigon a tenha, por mais de um instante sem que corrompa o seu coração, se não levarmos a jóia e o jovem Weigon não conseguiremos recuperar a espada negra.
O rei então autoriza, é formada uma comitiva composta por Aldelai, Islips, Kiriane, Tantro, Gralcor, o gárgula Otto, o Ancião Terfalos e o jovem Weigon, um pouco antes da partida do grupo o rei Íris pedi que seu melhor guerreiro os acompanhasse e assegurasse a volta de Weigon.
Coincidência ou quem sabe destino, o melhor guerreiro do rei é Eda a namorada de Weigon, quando ele a vê fica muito feliz e a abraça.
- Meu amor, achei que havia te perdido, eu vi o que aconteceu com as torres de vigília.
- Nós saímos antes que os Obis destruíssem tudo, fugimos pêlos túneis que dão no interior do castelo pelas catacumbas.
O grupo agora formado por nove pessoas parte rumo à maior jornada de suas vidas.
Os sessenta Manaias e o guerreiro Alabak que esta com a espada negra tomaram o caminho mais longo para o sul, esse caminho é tão perigoso que poucos se arriscarão a seguir por lá, talvez ao tomarem esse caminho pensassem que ninguém o faria.
O Ancião Terfalos fala para Aldelai e os outros que:
- Por esse caminho que os Manais tomaram, eles levarão dez dias para chegar às terras mortas de Seikan, nós teremos no máximo oito dias para alcançá-los e recuperar a espada negra.
Depois disso não poderemos regressar mais ao nosso reino.
A comitiva reúne mantimentos para a grande jornada o rei Íris da a eles os melhores cavalos de todo o reino, o Ancião leva uma espada e um livro de capa embranquecida, eles partem rumo ao sul, toda a esperança de Atrion se faz neles.
Na sala do rei Íris um conselho da nova Tríade começa a ser realizado, eles decidem a melhor forma de defender o próximo alvo de Seikan sem enfraquecer a guarda do reino leste, o rei Íris, Rengav o senhor dos Ainans, seu general Cromos e o gárgula Ortesac, um dos comandantes gárgulas que esta no lugar de Otto discute suas estratégias.
Íris – Temos que convocar os outros reinos dos homens que ainda restam e tentar agrupar o maior contingente que pudermos.
Rengav – Mais temos pouco tempo, pois a cada dia que esperarmos mais e mais Manaias nascerão prontos para a guerra e para servir Seikan.
Ortesac da então uma idéia ao conselho:
- Temos que encontrar o local onde as fêmeas estão, e destrói-las antes que elas concedam a luz a mais Manaias.
- Mas elas podem estar em qualquer lugar – Diz o rei Íris.
= As fêmeas consomem muita água quando estão gerando – Diz o gárgula Ortesac.
- Íris – Mais água é o que não falta em Atrion, não teremos como vasculhar todo o Planeta.
Não precisamos procurar diz Rengav – Pois as Manaias fêmeas só bebem a água do pôr do Sol.
Íris – Essa água do pôr do Sol é somente uma lenda.
Ortesac – Com todo respeito majestade, mas não é lenda ela existe realmente, ela é muito rara e sua nascente e todo seu curso passam por somente um lugar em Atrion.
- Onde fica este local perguntou o rei Íris:
- Fica logo após a cadeia de montanhas, o caminho por onde Aldelai e os outros partiram em busca da espada negra.
- Mas eles não sabem disso – Diz o rei Íris.
Rengav então fala que talvez esse seja um dos motivos pelo qual o grupo de Manaias que fugiram com a espada negra tenha tomado este rumo, mesmo demorando dez dias para chegarem ao reino de Seikan.
Imediatamente o rei Íris manda que um dos seus guardas envie uma águia mensageira com o aviso sobre as fêmeas Manaias, para o Ancião Terfalos e seus companheiros.
O conselho da Tríade toma uma decisão e decide partir rumo as florestas gigantes para defender a cidade suspensa dos gárgulas, o rei Íris convoca todos os homens que tenham força suficiente para empunhar uma espada, e um grande contingente é formado e começa a seguir viagem rumo ao reino dos gárgulas, a viagem devera durar cinco dias e meio, Ainans, Gárgulas e homens partem.
Rumando para o sul o jovem Weigon e seus novos amigos começam a procurar um local para pousar, ou seja, passarem a noite que já se aproxima, eles encontram um lugar estratégico a beira de um lago, e decidem montar acampamento ali mesmo.
Aldelai pede que procurem lenha para fazerem uma fogueira eles fazem uma varredura no perímetro do local, depois de constatado que esta tudo bem eles montam pequenas barracas individuais, e acendem a fogueira.
A noite vem e envolta da fogueira Weigon e seus novos amigos conversam sobre a capala negra, Eda pedi que Weigon mostrasse a jóia negra para ela, ele olha para o Ancião Terfalos e pedi autorização para ele que autoriza. Eda fica maravilhada com a beleza e o poder que a jóia emana mesmo não estando em suas mãos, o Ancião comenta com os outros:
- Esse poder, que vocês estão sentindo, só é possível porque este jovem esta com ela em suas mãos.
- Caso contrario ela só nos mostraria o que temos de pior guardado dentro de cada um de nós como raiva, ódio, rancor, inveja, ganância e maldade, não posso nem imaginar o que a espada negra estará fazendo neste momento com aqueles Manais e aquele Alabak que a levaram, pois eles são puro ódio e ela vai aumentar cada vez mais este ódio que eles já possuem por natureza.
Muito longe dali a espada negra já começa a demonstrar o seu poder aos seus ladrões, o guerreiro Alabak há segura o tempo todo, os Manaias que o acompanham começam a agir estranhamente e a discutir entre si e a brigar.
Alguns despertam certo desejo pela espada negra, e pedem que o Alabak os deixe segura-la, o mesmo não permite, e eles ficam irritados com ele, o guerreiro Alabak estando sob o domínio do grande poder de Seikan, não apresenta nenhuma mudança de comportamento ao segurar a capala negra.
Mais ele de nada poderia fazer se os Manaias que fazem a sua escolta quisessem tomá-la dele, por enquanto eles só estavam sofrendo os primeiros efeitos do poder da espada negra.
No local onde Weigon e seus amigos passam a noite todos já estão dormindo menos ele e Terfalos. Eles conversão aquecidos pela fogueira:
- Weigon a espada esta ficando cada vez mais poderosa quanto mais se distancia da pedra.
- Eu estou sentindo Ancião no meu interior que a capala negra esta ficando incontrolável, a espada já esta liberando o mal que há dentro daqueles Manaias que fugiram com ela.
O Ancião Terfalos pega o seu livro branco e começa a ler, Weigon pergunta com curiosidade que livro é aquele, Terfalos responde:
- Este livro que tenho em mãos e o livro branco dos magos ele foi dado aos homens quando se formou a primeira Tríade, e sempre foi fonte de auxilio para o nosso reino sendo utilizado no passar dos séculos, e nas grandes guerras.
- Mais Ancião quem o deu aos homens?
- Isso eu não poderei lhe responder meu jovem, pois quando o rei Elleinad Siliram ancestral do nosso rei Íris tornou publico este livro, nunca revelou de onde ele veio, nem quem o deu para ele.
- Este livro já esta conosco no reino leste há muitos séculos, e como já lhe disse ele é fonte de auxilio nas horas difíceis, eu estou com ele em mão mais é ele quem mostra o que devemos ler às vezes as paginas ficam em branco só aparecendo às letras quando o livro assim desejar.
- O que dizem pelo reino é que este livro foi dado ao rei Elleinad por uma Pegeia uma espécie de ninfa que habita as nascentes dos rios conhecidas como damas dos lagos, ou encantadas um ser Elemental.
- Mas Ancião a dama do lago é só uma lenda.
- Não meu jovem Weigon não ela existe mesmo, e seus domínios são as águas negras de Atrion.
- Ancião se o que me diz e realmente verdade nós estamos no território dela.
- Como assim Weigon?
- Olha a cor da água do lago onde montamos nosso acampamento, ela é negra.
Imediatamente Terfalos olha em direção as águas do lago e fica, como que paralisado Weigon pergunta para ele o que esta acontecendo mais ele permanece olhando firmemente para as águas do lago e não o responde, parece que ele esta enfeitiçado.
Novamente Weigon pergunta ao Ancião Terfalos o que esta acontecendo?
Desta vez o Ancião responde:
- Ela vem vindo!
- Ela vem vindo!
Weigon não entende o que Terfalos fala e fica cada vez mais assustado, ele corre para as barracas dos outros que dormem tranqüilamente e começa, chamá-los, todos saem de suas barracas e perguntam para o jovem o que estava acontecendo.
O Ancião continua a repetir – Ela esta vindo – Ela esta vindo. Aldelai sem entender pergunta a Weigon o que eles conversavam que o fez ficar assim, Weigon diz que estavam falando sobre o livro branco e a dama do lago negro, de repente ele ficou assim.
Otto fala para os outros:
- Estamos nos domínios dela, como não percebemos isso antes.
- Larguem as armas, pois de nada adiantara.
Bem no centro do lago uma luz tão clara quanto à lua começa a subir vindo do fundo do lago escuro, essa luz é tão grandiosa que ofusca a visão de todos. A lagoa inteira fica iluminada e suas águas escuras começam a ficar transparentes.
Os Animais próximos ao lago de hábitos noturnos fogem daquela intensa claridade emanada da lagoa, eis que ela surge parece flutuar sobre as águas, e vem em direção a eles. Ela e linda seus cabelos negros como águas de seu rio, seus olhos verdes hipnotizavam quem ousasse encará-los, sua pele tão clara quanto o leite, ela vem vestindo um longo manto branco, que, mas parece ser feito da própria água do lago que agora esta cristalina, junto com a luz que é liberada do seu corpo perdendo aquele tom negro.
Ela se aproxima e para a uns três metros da margem, já não há mais medo no coração de Weigon e de seus companheiros, a presença da dama do lago lhes passa uma sensação de paz interior, ela começa a falar, calma e serena:
- Terfalos – percebo que tem em mãos o livro branco que dei ao rei Elleinad há muito tempo atrás.
- Sim eu o trouxe para nos auxiliar nessa grande jornada.
- Fez bem Ancião, pois este livro contem respostas para muitas perguntas que surgirão ao longo desta jornada e por muitas vezes ele os ajudara a enfrentar os perigos que estão por vim.
- Eu já sei que a velha aliança foi restaurada e que a nova Tríade se formou Seikan com seu imenso poder e maldade não deixara por menos, e os atacara com toda sua fúria, ele tentara quebrar essa aliança.
- O que a senhora quer de nós dama do lago?
- Eu queria ver pessoalmente essa comitiva e conhecer o jovem escolhido pela capala negra, ele já é noticia para todos os reinos das Ninfas em toda Atrion.
- Mas primeiro voz digo, que os Manaias que perseguem passaram por meus domínios hoje ainda, nada pude fazer nada para deter eles, estavam sob a proteção do poder de Seikan, mais vozes podem.
Aldelai sem entender pergunta a dama do lago o que ela quer dizer com isso, ela olha para ele e pede que se aproxime da margem do lago – Toque com a ponta de seus dedos as águas de meu lago.
Aldelai ajoelha sem pergunta o porquê e com os dedos da mão esquerda toca as águas do lago, no local onde ele toca as águas, algo estranho acontece do fundo do lago emerge uma linda espada. Sua lamina prateada parece refletir o brilho que vem do lago e na ponta de seu cabo uma espécie de jóia lapidada de tom azul intenso.
Sem entender o Ainan pergunta a dama do lago – o que significa isso?
Ela responde: – Essa espada dada por mim à voz será a minha contribuição nessa nova Tríade, utilize-a com sabedoria. Aldelai pergunta para dama do lago; – Por que eu? Ela responde que por ele ser um líder nato lhe dará a espada para ajudá-lo na sua jornada pela liberdade de Atrion.
- Quando chegar à hora saberá em seu coração o porquê ela foi dada a voz.
Aldelai retira a espada do lago e a empunha em suas mãos, agradecendo a dama do lago por confiar tamanha responsabilidade a ele, Weigon vendo tudo aquilo comenta bem baixo para sua companheira Eda:
- Ela é linda não e Eda?
Eda responde que sim mais antes que pudesse terminar a frase, a dama do lago o agradece pelo elogio feito a ela, Weigon se assusta, pois ela começa a se aproximar dele.
- Weigon eu já sei o que aconteceu com o vosso pai sinto muito que as coisas tenham tomado esse rumo.
- Eu quero que saiba que a morte dele não foi em vão, e que ele será lembrado por mim para sempre, ele morreu para te proteger e para proteger a capala negra.
Weigon pergunta para a dama do lago como ela sabia do ocorrido com seu pai e como ela sabe o nome dele?
- Meu jovem eu sei de tudo que acontece em Atrion, o nome de todo ser vivo que nasce e morre só a um lugar onde meu poder não pode alcançar.
Weigon pergunta a ela: – que lugar é esse. Ela responde: – as terras mortas o reino de Seikan.
- O que mais me preocupa é que, a cada reino conquistado por Seikan, as terras mortas avançam destruindo e trazendo a escuridão a lugares que antes eram belos e cheios de vida, se a nova Tríade não conseguir detê-lo em breve não sobrara nada.
- Por esse motivo temos que lutar com toda nossa força e coragem, e vocês terão a maior missão de todas, principalmente voz Weigon Estrander.
- Recupere a espada mística, pois se ela cair nas garras de Seikan poderá significar o fim de tudo.
- Alguns de vocês poderão fazer uma jornada só de ida, e na hora certa terão de escolher o que fazer, com o tempo que lhes é dado. – vocês também terão outros que se juntaram nesta jornada.
A dama do lago pede que prossigam a viagem o quanto antes.
- Vão terão a minha proteção por essa noite, e nenhum ser noturno chegara próximo de vocês.
A dama do lago retorna as profundezas de suas águas negras, mas antes que sumisse por completa sua voz atravessa o vento por uma ultima vez e diz – Vocês terão pela manha um aviso que vira dos céus.
Imediatamente eles arrumam suas coisas e levantam acampamento, partindo apressadamente na escuridão da noite.
Nas terras mortas o rei da escuridão Seikan da à ordem aos seus generais Manaias, para que enviem suas tropas para as florestas gigantes, e que não poupem nenhum gárgula ou humano que encontrarem pelo caminho.
O bruxo Enok pede a seu mestre Seikan que envie desta vez o dobro de Obis que mandou contra o reino leste.
- Meu senhor envie os Obis para a floresta gigante, com certeza o rei Íris ira tentar ajudar os gárgulas, pois eles estão com uma aliança.
Seikan irritado responde ao bruxo:
- Esta bem bruxo. – mande quantos Obis quiser, eu quero o extermínio total desta nova aliança, só deixe cinzas naquela floresta.
O bruxo Enok diz a seu mestre Seikan que partira imediatamente rumo à floresta gigante reino dos gárgulas.
As tropas Manaias que serão enviadas para batalha atingem um numero extraordinário de 20 mil guerreiros, esse número poderia ser maior se Seikan mandasse junto com os Manaias os seus gigantescos exércitos de Alabaks, que permanecem nas terras mortas aguardando ordens de seu rei.
O dia surge em Atrion, Weigon e seus amigos continuam no rastro da espada negra, Islips se abaixa e pega um punhado de terra em suas mãos.
- Os Manaias passaram por aqui a menos de um dia e meio não estamos longe. – espere algo se aproxima de nós. – fala Islips.
O Ancião pergunta a Islips o que pode ser?
- Parece um pássaro, e esta vindo em nossa direção Ancião.
Terfalos reconhece o pássaro e diz aos outros que é um falcão real e que ele somente é utilizado quando se tem uma mensagem muito urgente.
A ave começa a se aproximar do grupo, o Ancião ergue seu braço direito e a ave pousa em seu braço, ele retira o recado enrolado na pata do animal, e começa a ler em voz alta:
- Terfalos aqui quem voz fala é o vosso rei Íris, estou mandando este recado para que saibas que o perigo esta próximo de vocês.
- O caminho que tomastes seguindo o rumo dos Manaias que roubaram a espada negra, ira levá-los até as terras mortas mais antes, terão que passar pelas lagoas do por do Sol, local este onde as fêmeas de Manaias se reproduzem.
- Por este motivo voz envio este recado para que ajam com extrema cautela, e tentem recuperar a espada negra antes que eles cheguem neste local.
- A Tríade partiu rumo à floresta gigante, tentaremos defender o reino dos gárgulas, e que os antigos espíritos protejam todos nós.
- Weigon – A dama do lago negro quis nos avisar deste recado.
Eda – Tem razão Weigon, pois ela disse – Vocês receberão um aviso que vira dos céus.
O Ancião decide utilizar o mesmo pássaro para que leve ao rei Íris o andamento da missão:
- Vou avisar que estamos a menos de dois dias do nosso objetivo e que por enquanto estamos todos muito bem.
Após escrever a mensagem ele coloca no mesmo recipiente na pata da ave onde estava a mensagem do rei, e envia o pássaro ao seu destino. Mais a um dia e meio daquele local o guerreiro Alabak de Seikan que está com a espada negra começa a ficar cada vez mais preocupado com o que possa acontecer com ele e a espada que é um presente para seu mestre.
Os Manaias que fazem a sua escolta estão cada vez mais violentos e brigões constantemente entre eles por estarem sofrendo o efeito de estarem próximos a espada negra, e alguns já planejam tomar a espada do Alabak.
- Quando chegarmos a nossos domínios, pela manhã tomaremos a espada daquele verme e se ele resistir não sobrevivera.
O Alabak já temendo pela traição dos Manaias decide que ao anoitecer partira sozinho em direção ao reino de seu mestre Seikan, antes que os Manaias o tomem a espada.
Um dos Manaias se aproxima do Alabak e o fala:
- Já estamos próximos dos domínios de nosso povo, e logo estaremos em casa.
O Alabak sé sente aliviado por ainda estar com a espada em suas mãos, pois ele temia que fosse naquela hora que eles a tomariam dele.
Não muito longe dali Weigon e seus amigos continuam a grande jornada, enquanto anda Weigon conversa com Eda, e começa a sentir um mal estar, Terfalos corre em seu socorro, mas Weigon cai ao chão antes que alguém possa segurá-lo, e ele começa a se debater e tremer.
Todos os seus companheiros se assustam e temem por ele, sorte que o ataque de Weigon só dura apenas alguns minutos, logo ele vai recobrando a consciência aos poucos.
Após o jovem recobrar sua consciência o Ancião lhe pergunta:
- O que você viu meu jovem?
- Como assim Ancião?
- Era a espada que estava lhe chamando, não era Weigon?
- Sim era, mas foi meio confuso, eu não entendi direito o que eu vi.
- Conte-me o que você viu e tentarei te ajudar.
- Havia muita água e parecia que o Sol saia de dentro desta mesma água, e eu estava na margem de um rio com muito sangue em minhas mãos.
- O que você viu foi às nascentes de águas do por do Sol a capala lhe mostrou algo que ainda esta por vir, os Manaias tomaram esse caminho, porque suas fêmeas só sobrevivem neste local por causa desta água.
- Ancião pelo que senti os Manaias estão muito próximo desse local que eu vi.
Terfalos e os outros decidem então apressar o passo e caminhar mesmo após o cair da noite sem parar para descansar.
- Enquanto os Manaias pararem ao cair da noite, nós prosseguiremos, e ao amanhecer estaremos bem próximos a eles, e de maneira alguma podemos deixar que eles cheguem ao seu objetivo.
A escuridão da noite novamente toma conta de tudo e seu véu e intenso, deixando tudo em trevas, o Alabak que tem em seu poder a espada negra juntamente com os guerreiros Manaias param para se abrigarem da noite, alguns cortam madeira para a fogueira que iluminara o acampamento e espantar os seres noturnos.
Weigon e seus amigos continuam a caminhada eles fazem algumas tochas e com elas vão se guiando pelo caminho, e rasgando o manto negro da noite, eles também sabem que o clarão que emana de suas tochas não é o suficiente para protegê-los dos animais e monstros da noite que estão por toda parte da mata.
Aldelai percebe que algo grande se aproxima deles e pergunta para o Ancião se ele não pode fazer algum encanto que os proteja, Terfalos responde – Eu só poderei utilizar o livro branco em casos de perigo extremo no qual nossas vidas dependam do encanto.
Todo o grupo fica atento com suas armas em mãos, arcos e espadas são apontados em direção ao som que parece passos e que se aproxima cada vez mais do grupo, de repente duas grandes arvores são arrancadas do chão como se fossem gravetos, e arremessadas na direção deles por uma imensa criatura.
É um Tarogui, uma espécie de primata ele possui três grandes olhos e seis metros de altura com grandes garras, ele quer fazer de Weigon e seus amigos o seu jantar.
Islips nada brincalhão pergunta ao Ancião:
- Isso me parece uma emergência e para você Terfalos não parece não?
- Tudo bem diz o Ancião – Tentem distraí-lo que eu vou procurar um encanto em meu livro.
Islips diz ao Ancião – não tenha pressa, Ancião, pois o monstro somente nos quer para jantar.
O gárgula Otto e Kiriane começa a atirar varias flechas na criatura, mais a pele do grande Tarogui é extremamente grossa, e as flechas somente penetram superficialmente sem grandes efeitos, o monstro fica cada vez mais irritado, deve ser pelo motivo de que suas refeições nunca deram tanto trabalho a ele antes, como eles estão dando.
Terfalos continua foliando o livro branco desesperadamente a procura de um feitiço que seja eficaz contra a criatura, de tão entretido com a procura do feitiço não percebe que ele esta vindo em sua direção. O jovem Weigon grita para que Terfalos fuja mais já é tarde os dois ficam, frente a frente, com o grande Tarogui. A criatura lança suas garras mortais para cima do Ancião. Ele sente que é chegada a sua hora de morrer e fecha os olhos sentindo que já não há mais nada a fazer, mais antes que as garras da criatura dilacerassem o corpo do Ancião, Tantro com seu imenso machado deferi um único golpe com toda a sua força em direção ao braço da criatura, o arrancando.
O grande ser solta um grito de dor ensurdecedor e com o outro braço golpeia Tantro que é lançado contra uma enorme arvore Aldelai corre para ajudar seu amigo.
O pior ainda esta por vir o grito do imenso Tarogui, não era somente de dor, ele estava também chamando outros da sua espécie.
Aldelai chega até Tantro e o ampara ele recobra a consciência – Está tudo bem com você meu amigo?
- Está sim, só dói quando eu falo.
- Então você vai sobreviver, pois você não fala muito mesmo.
Surgem, mas três criaturas imensas tão grandes quanto o primeiro Tarogui, eles vem arrebentando e pondo a baixo imensas arvores, se lutar com um já era difícil imagine com quatro.
Eles se preparam para o pior, mesmo sem desistir da batalha os monstros são muito mais fortes que o grupo que já exausto, eles começam a correr floresta dentro tentando escapar dos quatro Taroguis, mais eles são muito mais rápidos e sedentos de sangue. Um dos monstros alcança Kiriane e a derruba, seus amigos correm para ajudá-la mais nada podem fazer e são lançados longe pelos golpes do imenso Tarogui.
Kiriane vê a morte em sua frente, mais algo parece distrair o monstro ele começa a dar passos para trás parecendo tentar tirar algo de suas costas, Kiriane olha e percebe que são flechas o monstro desaba no chão ele esta morto, o grupo fica espantado, pois tentou de todo modo derrubar os Taroguis com suas flechas e não conseguiram quem havia feito aquilo.
Mas os outros três Taroguis continuam atacando Weigon e seus amigos, que continuam lutando por suas vidas. Outro Tarogui cai morto por flechas, agora o grupo pode ver de onde estão vindo as flechas, são três criaturas com aparência humana.
Três Ninfos do clã de Meliades, um tipo especial de Ninfas o único clã que concebem machos, eles possuem corpos esbeltos, cabelos loiros e longos e uma armadura já mais vista antes, e estes três ninfos são irmãos trigêmeos uma coisa tão rara nos ninfos que acontece a cada 1000 anos.
Os três ninfos se aproximam do grupo e começam á ajudá-los enquanto o ancião procura o encanto para tirá-los daquela enrascada.
Terfalos, então acha o encanto que tanto procurava:
- Achei o encanto que ira nós salvar.
- O que está esperando grita Islips – Nos tire logo daqui.
- Está bem eu só preciso recitar algumas palavras.
- Araica, Medestuma, Buruqui, Alariva.
- Araica, Medestuma, Buruqui, Alariva.
- Araica, Medestuma, Buruqui, Alariva.
De repente um grande clarão sai das paginas do livro e vai se desfazendo aos poucos, todos perguntam o que havia acontecido teria surtido efeito o encanto.
Eda pergunta ao Ancião – O que você fez, pois os monstros ainda estão aqui?
Ele respondeu – Eu sei que os Taroguis permanecem aqui na nossa frente.
- Mais então o encanto não surtiu efeito, diz Eda.
- Surtiu sim, vejam os monstros não estão nos atacando.
Todos perguntam para Terfalos o que fez a criaturas pararem de atacá-los, e ele responde que o encanto que ele procurava era para que ficassem invisíveis, e foi o que aconteceu, eles não estão nos enxergando por este motivo não nos atacam mais.
Os grandes Taroguis sem entender o que havia acontecido vão embora, o Ancião diz para todos que com esse encanto poderão prosseguir viagem por toda a noite é não serão mais incomodados por nenhuma criatura por estarem invisíveis perante elas. Mais antes de prosseguirem viagem o grupo se apresenta e conversa com os ninfos que tanto os ajudou.
- Quem são vocês, pergunta Aldelai aos ninfos?
Os três ninfos se apresentam; – eu sou Legno, e esses são meus irmãos Pegéio e Aloniades. Somos mais conhecidos como trigêmeos das sombras, pois somos cegos por natureza.
O ancião Terfalos já tinha ouvido falar dos trigêmeos e comenta.
- Vocês são os lendários trigêmeos do clã das ninfas Meliades o único entre os muitos clãs das ninfas que existem em nosso planeta.
- Existe uma lenda, ela é contada pelos mais antigos anciões que fala sobre três ninfos trigêmeos que foram concebidos por uma ninfa que lutou nas antigas batalhas, dizem que mesmo grávida ela não parou de lutar contra Seikan.
- Ela era a melhor arqueira que já havia existido entre as ninfas, e podia acertar um alvo a qualquer distancia, e era linda como uma deusa, os seus filhos nasceram cegos como todas as ninfas para aprimorar seus outros sentidos, como o olfato e a audição.
- Mais quando chegaram aos 15 anos por serem machos não desenvolveram a visão, mas isto não os atrapalhou em nada e se tornaram tão bons com o arco se não melhores que sua mãe.
- Seikan perseguiu pessoalmente nossa mãe e a matou, mais não antes dela nos dar a luz e até hoje ele nos persegue.
- A estória da espada negra, e o jovem que pode impunha-la sem corromper sua alma já ultrapassaram os limites do reino leste e todos os clãs de ninfas de Atrion já sabem sobre ele, viemos para ajudá-los nessa batalha e para recuperarmos a capala negra pelo bem de todos.
- Meu nome é Weigon e agradeço a ajuda que nos deu a pouco e também por se unirem a nós nessa jornada.
Após as apresentações e agradecimentos todos partem apressados nas trevas da noite, eles caminham por toda a madrugada e presenciam um novo dia surgir, eles estão exaustos dava para ver em seus rostos mais estavam confiantes que em breve encontrariam os Manaias e o Alabak que estavam com a espada negra.
O encanto que o Ancião havia invocado acaba e agora o grupo está exposto novamente aos perigos da grande jornada, Islips caminha um pouco mais à frente do grupo com extrema cautela, pois não sabem o que os esperam pelo caminho.
Após caminharem por algumas horas eles se deparam com uma cena extremamente violenta, eles finalmente alcançam os Manaias e o guerreiro Alabak que esta com a espada negra, mas o que eles vêm é uma verdadeira cena de horror.
Eles vêm do alto da colina onde estava os Manaias travarem uma luta contra uma espécie de criatura bizarra, que parece ser tão cruel se não mais do que os próprios Manaias:
- Estas criaturas assustadoras que vocês vêem são os Biagos, diz Terfalos – São seres mais antigos que o próprio Seikan.
- Não deixe que a aparência deles voz assuste meu jovem Weigon, pois pelo que diz as lendas eles só atacam aqueles que tentarem atravessar o portal de Kebeck.
- Portal de Kebeck, mais o que é isso? – diz Weigon ao Ancião.
- Portal de Kebeck, Weigon e uma espécie de caminho mais curto para determinados locais do Planeta.
- Existe um portal parecido com este em meu reino. – Diz o gárgula Otto, só que é como se fosse somente uma cortina de água, nunca ninguém do meu povo conseguiu atravessá-lo.
Terfalos explica o que acontece com o portal do reino dos gárgulas:
- Terfalos fala: – Otto o portal de Kebeck que existe em vosso reino é somente a saída, assim como vários outros espalhados por toda Atrion, segundo as lendas somente existem três entradas, uma provavelmente é essa, as outras ninguém nunca soube as suas localizações.
A batalha continua o grupo decide esperar para ver quem a vencerá, pois tentar recuperar a espada negra neste momento seria muito arriscado, já que os Biagos eram seres extremamente fortes e ágeis.
Ao todo eram cinco Biagos contra mais ou menos sessenta Manaias que tentavam de todo modo atravessar o portal, eles lutavam em grandes grupos ao mesmo tempo, e a cada ataque muitos caiam mortos ao chão atingidos pelos Biagos, do lado dos Biagos também já havia dois mortos e o restante tentava defender o portal de Kebeck a todo custo.
Muito longe dali as tropas do grande exercito formado pela nova Tríade continua sua jornada até o reino dos gárgulas, e por onde andam vão constatando a grande destruição deixada pelo exercito de Seikan, eles encontram pelo caminho alguns Alabaks que são vencidos sem muitos esforços.
- Vamos não deixem nenhum desses miseráveis fugirem. – Diz o rei Íris aos seus soldados.
Próximo ao portal de Kebeck a batalha continua, a caravana de Weigon assiste a tudo e começa a perceber que os Manaias iram vencer a batalha contra os Biagos, o ultimo vai ao chão. A escolta do Alabak que antes eram quase sessenta, agora não passa de dez, e alguns muito feridos, começam a atravessar o portal o Alabak que esta com a espada negra atravessa na frente.
Weigon e seus companheiros dessem apressadamente a colina em direção ao portal para tentar impedir que eles cheguem ao outro lado, eles caminham sobre os mortos e entram no portal. Estando dentro do portal de Kebeck, eles percebem que não vai ser tão fácil acompanhar os Manaias, pois para onde olhavam viam diversas saídas eram milhares e somente uma entrada.
- Mas são tantos caminhos por qual destes eles foram?
- Não sei Weigon, diz o Ancião. – Eles podem ter seguido para qualquer um dentre milhares.
Eles não sabem o que fazer agora, Islips tenta seguir o rastro dos Manaias mais percebe que se não for por sorte ele demorara muito tempo para encontrar a saída correta. Os Manaias saem e se deparam com lagos de águas do pôr do Sol, local onde se encontram as fêmeas deles, que estão incansavelmente dando a luz a novos Manaias.
O Alabak nunca havia estado neste local e sente muito medo de que a qualquer momento eles possam tomar a espada negra das mãos dele, ali havia muitos Manaias, e todos o olhavam estranhamente, pois já haviam começado a sentir o efeito do poder da espada.
O Manaia que liderava o grupo ao qual o Alabak estava manda que ele aguarde próximo a uma grande pedra, o mesmo temendo-o faz o que ele pede, e fica sentado embaixo de uma arvore esperando para poder prosseguir até o reino de seu mestre Seikan.
Ainda dentro do portal Weigon e seus amigos começam a acreditar que será quase que impossível recuperar a espada, já contando com a grande quantidade de Manaias que deveriam estar no outro lado do portal correto.
- O que faremos, deve haver milhares de Manaias no outro lado do portal como recuperaremos a espada. – Diz o jovem Weigon.
- Não se desespere meu jovem iremos conseguir acredite. – Diz Aldelai, Islips ira achar o rastro deles e nós os encontraremos.
De repente Weigon passa mal e sente uma ligeira tontura, a qual o faz ter uma nova visão:
- Eu vi o outro lado do portal, eu sei qual eles atravessaram, e aponta para uma das saídas.
Islips corre até o portal e confirma que o rastro dos Manaias termina ali.
- Vamos temos que atravessá-lo. – Diz o Ancião ao grupo.
Enquanto isso no outro lado do portal os Manaias recebem uma ordem direta de Seikan para partirem imediatamente para as florestas gigantes, reino dos gárgulas e destruir tudo que encontrarem pelo caminho. Os Manaias obedecem à ordem e começam a se deslocar em direção as grandes montanhas de gelo. Neste local eles tinham outro portal de Kebeck, que estava localizado a mais de vinte quilômetros de onde eles estavam, ficam somente no local as fêmeas que continuam dando a luz aos Manaias, e alguns machos que fazem a proteção delas.
Weigon e seus amigos esperam o Ancião Terfalos que consulta o livro branco para saber o que fazer, eles não sabiam que os Manaias já haviam partido rumo ao portal de Kebeck.
- Esperem vou procurar no livro branco o que deveremos fazer para recuperar a espada negra.
- Esperaremos o quanto for necessário Ancião. – Diz Aldelai.
Enquanto eles aguardam que o Ancião possa descobrir como eles iram atravessar o portal sem que os Manaias os ataquem, no lado de fora do portal quase todos os Manaias já partiram e somente um grupo pequeno permanece no local fazendo a segurança de suas fêmeas, o Alabak e outro grupo de trinta Manaias saem rumo às terras mortas de Seikan.
Achei a resposta diz o Ancião ao grupo, que aguardam ansiosos, pela solução do problema.
- O livro diz. – Atravessem o portal e nenhum mal os atingira.
- Somente isso Ancião? – Pergunta Islips.
- Sim o livro nos manda que atravessemos o portal sem excitar.
Eles então partem em direção ao portal que os levara até o território das fêmeas dos Manaias, o grupo está tenso e teme que o pior possa acontecer, mais mesmo assim atravessam um a um o portal.
Ao saírem no outro lado do portal eles se deparam com uma grande planície com nascentes para todos os lados, eles buscam abrigo atrás de algumas pedras, e percebem que o grande exército de Manaias se desloca rumo às terras mortas.
O grupo começa a bolar um plano de ataque para destruir as fêmeas que continuam dando a luz nas margens das nascentes de águas do por do Sol, Weigon e seus amigos continuam observando o exercito que vai ficando cada vez mais longe.
Uma das fêmeas que havia acabado de dar a luz caminha em direção a Weigon e seus amigos eles escondem para não serem vistos, ela caminha sem saber que é observada, o jovem Weigon ao olhar para a fêmea dos Manaias, percebe que ela e uma criatura muito feia com a feição de um demônio, um tipo de dar medo em qualquer cavaleiro.
- Vamos atacá-la. – Diz Islips, ao grupo.
- Espere-a chegar mais perto e então a surpreenderemos. – Diz Aldelai.
Mais na hora que eles atacariam à fêmea Manaia, o Ancião Terfalos pede que parem o ataque.
- Parem o ataque não precisaremos derrubar sangue para acabar com as fêmeas dos Manaias.
- Como faremos isso Ancião? Fala Aldelai.
- Nós só precisaremos mudar a composição das águas do por do Sol, pois se as fêmeas não tiverem esta água para beber elas si tornarão ésteres, e nunca mais poderão gerar nenhum Manaia.
- Como faremos ha alteração nessas águas Ancião? – Diz Aldelai.
- O livro branco nos dará o encanto correto para que possamos conseguir a alteração da composição das águas do por do Sol.
Então o Ancião Terfalos abre o livro branco e começa a sussurrar algumas palavras, o grupo fica a espera do encanto que os ajudara a acabar de vez com o nascimento dos Manaias, após alguns minutos o Ancião comunica a todos que já encontrou o encanto que os ajudara.
Ele pega um graveto de um carvalho muito antigo já morto próximo a ele, e diz que precisa chegar à margem de uma das nascentes para que o encanto possa surtir efeito.
O Ancião pede que apenas uma pessoa do grupo o acompanhe até a margem, e que os outros fiquem alerta para protegê-los com suas flechas, a há principio Aldelai não concorda com o Ancião, mais após ouvir os seus argumentos volta atrás.
- Se formos todos nós, eles poderão nos ver e não conseguirei realizar o encanto a tempo, essas fêmeas são tão fortes e ágeis quanto os machos Manaias, não podemos de forma alguma perder a vantagem da surpresa.
- Esta certo Ancião. – Fala Aldelai. – Iremos fazer do seu jeito, eu irei com você e os outros farão nossa proteção com seus arcos.
O Ancião e Aldelai caminhão em direção a uma nascente aos 100 metros de onde eles estão os outros aguardam escondidos entre arbustos e pedras, com seus arcos e flechas apontados em direção aos Manaias mais próximos dos dois.
Eles se aproximam da nascente e o Ancião começa a pronunciar algumas frases do encanto:
- Akumuta Retornai, Saruka, Abebere, Infertium.
- Akumuta Retornai, Saruka, Abebere, Infertium.
- Akumuta Retornai, Saruka, Abebere, Infertium.
Após terminar de pronunciar as frases que estavam escritas no livro branco, o Ancião encosta o graveto nas águas da nascente que começam a perder a cor de por do Sol motivo por qual elas possuem este nome, e vão ficando transparentes como água comum de beber.
As fêmeas que estão à beira das águas rio abaixo começam a perceber a alteração nas águas e ficam desesperadas, pois sem as águas do por do Sol, não poderão conceber a luz para mais nenhum Manaia, uma delas olha em direção a nascente e percebe a presença de intrusos. Ela grita e as outras mesmo grávidas e os Manaias machos que faziam a segurança delas partem em direção a Aldelai e o Ancião.
Os dois começam a correr enquanto os seus amigos que estavam escondidos começam a atingir os Manaias com suas flechas certeiras, mais eles ainda assim são muitos, e o confronto é iniciado.
O grupo enfrenta os Manaias e com extrema bravura consegui destruir todos que os atacam, sobrando apenas alguns que fogem e a missão é um sucesso, pois a fonte de soldados de Seikan havia secado, mais a espada ainda não havia sido recuperada.
O grupo se sente mais unido do que nunca, Weigon abraça sua companheira Eda, e lamenta que não tenham recuperado a espada negra, Aldelai olha para seus amigos Ainans e em silencio crava sua espada no chão as margens das nascentes que agora só possuem águas cristalinas e transparentes como qualquer outra nascente de Atrion.
Os trigêmeos das sombras se aproximam do grupo e falam::
Vamos continuar, pois a espada não esta muito longe podemos recuperá-la ainda. O grupo cansado reuniu forças e parti. Neles ha ultima esperança de Atrion, e de todo povo livre do Planeta.
O PORTAL DE KEBEK
Os Manaias atravessam o imenso portal e começam a sair já em terras dos gárgulas, sem saber o que esta para acontecer a Tríade se desloca rapidamente mais ainda estão muito distantes das florestas gigantes.
Já os Manaias de Seikan, ao sair pelo portal de Kebek, se encontram muito próximos da cidade dos gárgulas.
O portal estava muito bem escondido em meio a uma vegetação densa, e intocada, parecia que nunca havia sido utilizado antes.
Dois batedores gárgulas percebem a movimentação em seus domínios.
- Batedor 1 – Vamos chegar, mas próximo para ver o que esta acontecendo!
- Batedor 2 responde: – Vamos sim, mas temos que ter muita cautela.
Os dois batedores plainam de arvore em arvore e vão se aproximando, chegando bem perto eles percebem que os invasores são Manaias e que estão em um grande contingente.
- Batedor 1 – Eles são manaias e estão em um grande numero temos que alertar nosso rei Ruhtra.
- Batedor 2 – Volte imediatamente e alerte a cidade ficarei aqui e tentarei destruir alguns.
Mais antes mesmo que o gárgula consiga se distanciar, é visto por alguns rastreadores manaias que o abatem com suas flechas. O mesmo cai ao chão ainda com vida, seu amigo nada pode fazer e fica ao longe em uma arvore observando a triste sena.
Os manaias se aproximam do gárgula que esta ao chão agonizando vários aparecem e começam a chutá-lo, xingar e rir da situação um deles parecendo um comandante pela postura se aproxima do gárgula.
Ele se abaixa e diz para o gárgula;
- Calma calma isso não vai demorar vamos matar todos os vermes da sua espécie e logo todos vocês estarão juntos.
Ele desembainha a sua espada e com um único golpe apunhala o gárgula com o seu ferrão de aço, com um golpe certeiro mostrando compaixão o mata rapidamente.
- O outro gárgula batedor ao ver seu amigo ser morte fica com muito ódio, mas sabe que se tentar fazer algo naquele momento seria morto como o seu.
Ele espera que o grande exército comece a se movimentar e voa agora por cima das arvores pelo local ser bastante fechado pela vegetação ele não é percebido pelos manaias.
Rapidamente o gárgula batedor chega na cidade suspensa e corre para casa do rei
- Meu senhor Ruhtra, avistei um grande exército manaia, muito próximo daqui.
- O Rei Ruhtra. – Como assim manaias?
- Nós os perceberíamos em nossa floresta por onde eles entraram?
- acredite em mim meu senhor, um dos nossos irmãos foi morto por eles.
- O batedor gárgula, responde;
- Meu senhor eu os vi atravessando por um imenso portal por entre a vegetação parecia uma caverna que surgiu do nada.
- Eles estão em um numero muito grande e possuem catapultas imensas.
Ruhtra pede que chamem os gárgulas mais velhos da cidade e convoca uma reunião imediata.
Eles chegam rápido, e o rei começa a reunião:
- Meus irmãos a pouco recebi a noticia de um dos nossos que um grande exército de manaias se aproxima de nossa cidade.
- Eles já mataram um irmão e logo estarão aqui.
Um dos gárgulas mais velho pergunta ao rei Ruhtra:
- O que faremos agora, sabíamos que isso aconteceria ao tomarmos partido nessa guerra.
O rei responde – Mas se não tomássemos seriamos atacado mesmo assim.
- Só adiaríamos o inevitável.
Temos agora e que tentar montar uma estratégia de guerra e nos proteger o quanto pudermos a Tríade logo estará aqui.
O gárgula batedor que aguardava do lado de fora da sala de reuniões esta muito preocupado com a nova ninhada que ainda não nasceu. E comenta com uma sentinela; – Se as defesas forem rompidas teremos que tirar os ovos daqui.
Ele entra correndo e invade a sala de reuniões onde só os mais velhos poderiam estar se aproxima de seu rei e ajoelha e diz:
- Meu senhor me perdoe a invasão e o desrespeito a tradição, mas temos que antes de tudo pensar em nosso futuro. – Temos que retirar da cidade os nossos ovos, eles são a nossa única esperança de continuidade de nossa espécie.
- Se nossas defesas caírem não teremos tempo de retirá-los daqui.
O rei Ruhtra ouve tudo bem atento e responde ao sentinela:
- Meus irmãos são sabias as palavras desse sentinela. – A nossa preocupação com a invasão nos segou para as verdadeiras prioridades de nossa existência.
- A proteção a qualquer custo de nossa ninhada, o nosso futuro só existirá se eles nascerem e crescerem.
Todos os gárgulas antigos concordam com as palavras de seu rei, ele ordena imediatamente que o sentinela junte alguns gárgulas e leve os ovos para um lugar seguro longe do raio da batalha.
A sentinela sai correndo e com mais alguns gárgulas começam a retirada dos ovos da cidade.
Ainda na reunião dos gárgulas com o rei Ruhtra um dos gárgulas comenta:
- Mandamos nossos melhores soldados para o reino leste e agora somos poucos, não sei se conseguiremos resistir por muito tempo.
- Os exércitos de Manaias de Seikan são conhecidos por sua crueldade e vasta experiência em combates, pois eles já nascem para essa função.
- O Rei Ruhtra responde: – Eu sei disto meu sábio irmão, mas temos que tentar resistir o Maximo que pudermos.
Assim a reunião termina e os gárgulas partem para estruturar as suas defesas para a batalha, eles possuíam uma defesa natural a cidade estar construída nas alturas presa as imensas arvores de ébano, mas o que eles não sabiam era que em um outro portal do reino de Seikan vários Obis gigantes começavam a atravessar o portal de Kebek rumo a batalha da cidade suspensa.
Um a um eles vão atravessando o portal que antes já havia transpassado os Manaias, o grande exército de Seikan chegaria à cidade suspensa ao cair da noite.
O Alabak que estava com a espada negra esta, junto a esse imenso exército, assustado e temendo a todos sofrendo o efeito da espada que já a muito segura contra o peito como algo extremamente valioso ele pergunta a um dos manaias que o acompanha:
- Quando vocês me deixaram ir? – Tenho que entregar essa espada ao mestre Seikan!
Um dos Manaias parecendo ser comandante do exercito se aproxima do Alabak e diz:
- Cale a boca seu verme não venha querer mandar em meus soldados,
- Logo um Duarem vira trazer um dos generais de Seikan e você poderá ir embora com o demônio alado.
- Ate la fique quieto ou eu mesmo darei um jeito em você!
O Alabak abaixa a cabeça e pensa:
- Logo eu sairei daqui voando naquele dragão demônio e ninguém pegara a minha espada ninguém.
A espada negra já estava exercendo um grande poder no Alabak, que sem saber seria controlado por ela.
Por saber o grande poder que a capala negra poderia exercer em quem a tivesse os Anciões Terfalos e Tetron a fizeram daquele modo com uma parte separada, a mesma parte que se encontrava em poder do jovem Weigon Estrander e sua comitiva. Somente com as duas partes juntas a espada demonstrava o seu verdadeiro poder e poderia ser utilizada tanto para o bem como para o mal dependendo de quem a possuísse, mas somente a espada nas mãos de Seikan já seria a derrota da Tríade, pois unindo o poder da espada com o poder e a maldade do rei da escuridão ele ficaria imbatível.
Longe dali Weigon e seus amigos procuram um modo de continuar a busca pela espada, Eles seguem em direção ao grande portal a beira das montanhas de gelo, na esperança de atravessar e sem serem vistos alcançar o Alabak que estava com a espada.
O ancião Terfalos comenta em quanto o grupo corre apressado:
- Se conseguimos alcançar o Alabak como recuperaremos a espada?
- Ele partiu com o grande exército de Manaias.
Aldelai sem perder o fôlego, pois todos estavam correndo fala:
- Primeiro nos atemos a alcançá-los, depois pensamos em como recuperar a espada negra.
Enquanto Aldelai falava, Weigon sente mal e cai ao chão se debatendo, o grupo para Eda a sua namorada o segura o Ancião diz. – E a pedra ele deve esta vendo alguma coisa.
Todos ficam preocupados com o estado do jovem, ele sai de seu corpo como se estivesse desdobrado, e vê o grupo tentando socorrê-lo, olha para Eda e a vê preocupada, Weigon senti um grande poder que o puxa como que uma força trator uma tração que ele não consegui escapar logo ele começa a voejar e rapidamente chega a te o portal aos pés das montanhas de gelo. Ao atravessar o portal, ele percebe que é o poder da espada que o atrai, ele se aproxima do Alabak que esta com a capala negra o Alabak senti algo diferente, mas não o percebe.
Weigon por esta em um estado de desdobramento sob o efeito da pedra negra consegui ouvir os pensamentos do Alabak já perturbado com o poder da espada.
- Ela é minha, não deixarei ninguém a tocar.
- Vou fugir quando o demônio alado Duarem chegar e ninguém a tomara de mim.
- Eles estarão ocupados acabando com a cidade suspensa dos gárgulas, ai eu fujo quando o Duarem chegar.
Weigon escuta os pensamentos do Alabak e quando chega bem próximo da espada quase tocando a com seu espírito senti um forte puxão que o atrai de volta para o corpo em frações de segundo.
Ele retorna e vê que esta nos braços de Eda, e rodeado de seus amigos.
Terfalos pergunta para Weigon o que ele viu.
- Eu vi vocês envolta do meu corpo, mas foi tão estranho eu estava fora dele, ai senti como que algo me puxasse, eu fui como que voando parecia sonho passei pelas montanhas geladas e atravessei o portal sai nas na floresta das arvores gigantes território do povo seu Otto.
- Vi um o imenso exercito de Seikan vários Óbis, eles irão atacar a cidade suspensa, mas o mais importante e que eu vi eu vi.
- Aquele Alabak que esta com a espada negra, ele parecia transtornado eu pude ouvir suas idéias e penetrar em sua mente, ele planeja fugir em um Duarem de Seikan, que logo chegara ao campo de batalha.
O ancião Terfalos fala para todos:
- Temos que nos apressar se quisermos recuperar a capala negra, se o Alabak, conseguir pegar aquele Duarem estaremos perdidos.
Otto diz: – Meu reino será atacado, eles não estão estruturados, e muitos soldados gárgulas estão na Tríade.
- Será um massacre a Tríade não chegara a tempo.
- Temos que partir agora mesmo e tentar ajudar como pudermos.
A Tríade esta a case um dia de viagem do reino dos Gárgulas, a passos largos e ligeiro mas nunca chegarão a cidade suspensa a tempo de protegê-los.
O rei Iris recebe uma mensagem vinda por um mocho uma ave de rapina direta do reino dos gárgulas.
Conteúdo da mensagem: – O grande exército de Seikan já esta em nosso reino, eles estão em numero muito superior a qualquer exército que passamos ter visto, ao cair desta noite chegaram a nossa cidade.
- Tentaremos resistir o quando pudermos, assinado Ruhtra Salguod Rei dos Gárgulas.
O rei Iris e o conselho da Tríade ao ler esta mensagem pedem que seu exército se aprese e forma um grupo de uns 200 soldados e parte a frente a cavalo.
- Soldados da Tríade seja Gárgula Ainans ou homens vocês irão juntamente comigo na frente de nosso exército, pois o reino de nossos amigos gárgulas esta preste a ser atacado, partiremos leves e velozes sem armaduras ou suprimento somente levem suas espadas e arcos temos que chegar la antes do anoitecer.
O rei sobe no melhor cavalo e o mais veloz de todos, um imenso cavalo negro da espécie Duntra muito forte e ágil como todos de sua espécie os outros duzentos soldados entre gárgulas Ainans e homens partem com o rei.
Weigon e seus amigos estão a menos de meio hora do portal que os levara para as terras dos gárgulas, Eles correm muito e ao chegarem na frente do portal param e vão entrando um a um ao entrarem percebem que este portal e diferente do ultimo portal de Kebek, pois eles já saem direto na floresta gigante, diferente do outro portal que havia varias saídas este fazia uma conexão direta com o reino dos gárgulas.
Ao sair no outro lado eles tiveram uma imensa sorte, o exército de Seikan já não estava mais la já haviam se deslocado para a cidade suspensa.
Otto fala: – Como nunca percebemos este portal, o inimigo possuía um caminho direto para nosso reino e poderia nos invadir quando quisesse.
O ancião o conforta e diz;
- Meu amigo estes portais de Kebek são muito antigos deve haver vários em toda Atrion, Seikan os construiu para este propósito surpreender os seus inimigos.
Islips chama a atenção do grupo:
- Vejam aqui no chão um gárgula foi morto pelos manaias.
Otto sai correndo e vê seu irmão caído ao chão sem vida, algo muito triste de se ver aquele imenso gárgula com traços robustos e feição seria agora triste e chorando a morte de um irmão gárgula, ele estava assim, pois os gárgulas não possuem distinção de família para eles todos os membros do clã são familiares, talvez por todos serem tratados por igual pelos mais velhos ao nascerem.
O grupo fica calado em respeito a dor de Otto, que chora agora com seu irmão no colo, ele o levara para ser enterrado junto ao caule de uma arvore que os gárgulas acreditavam ser mística e por isso enterravam os seus aos pés dessa arvore para que a alma de seus irmão encontrasse o reino de seus ancestrais.
- Vocês podem ir, eu os alcanço depois falou Otto.
O grupo se despede de Otto e sai no rastro do exército de manaias.
A noite se aproxima o Sol irradia os seus últimos raios que vão sumindo rapidamente, mais uma vez o céu e pintado de vermelho com o manto da noite chegando o grande exército de Seikan chega à cidade suspensa as tochas dos manaias iluminam a floresta no alto da cidade tudo escuro nenhuma luz para que suas posições não fossem descobertas dificultando assim o ataque dos manaias.
Seikan que esta no seu castelo junto com o bruxo Enok sente que uma grande força muito maior que a dele estava o chamando.
- Bruxo diz Seikan, – Chame meu Duarem irei pessoalmente comandar o ataque ao reino dos gárgulas, sinto que algo muito grande esta por acontecer e não é a extinção da espécie gárgula – tem um grande poder me chamando e eu o quero.
O Duarem de Seikan pousa na torre principal onde Seikan estava sentado em seu trono, ele se levanta e sai pela porta o Duarem se curva na presença de seu mestre o Rei da escuridão monta o imenso demônio alado e sai voando em direção a cidade suspensa dos gárgulas.
A noite cai completamente com ela começa o ataque dos Manaias, com suas catapultas imensas o general dos manaias ordena o ataque, bolas de fogo são lançadas em direção a cidade suspensa, a noite outrora escura se ilumina completamente na floresta.
Da cidade os gárgulas lançam suas flechas, que são certeiras, mais os manaias estão em grande quantidade e não surte um grande efeito.
Já as grandes bolas de fogo lançadas pelas catapultas dos manaias destroem tanto com o impacto como pelo fogo, algumas arvores começam a cair, com eles as cordas que seguram a cidade no ar.
Os Óbis chegam e começam a bater com seus imensos machados, a cidade começa balançar os gárgulas ficam preocupados vários Manaias sobem pelo tronco das arvores e chagam na cidade, os gárgulas tentam barrá-los, mais são muitos eles atacam todos pela frente, a luta e desleal pois para cada gárgula são vinte manaia.
No meio da batalha desigual, alguns manaias, olham para dentro da floresta escura pela noite que cai e no meio da neblina, alguns gritos são ouvidos.
- O que é isso? – fala um dos manaias.
Antes que ele obtivesse a resposta e lançado longe por uma bola cheia de pontas, são os Tambaros, os grandes animais de hábito noturno a matriarca do bando vem à frente ela da um imenso grito, os outros vem atrás batendo em tudo que esta pela frente os Tambaros são muito fortes e as espadas e flechas dos manaias não penetram em seu coro grosso.
O Rei Iris e seus 200 soldados chegam ao capo de batalha, e de cima dos cavalos já vão matando vários manaias, o rei pede um circulo de proteção envolta dele os gárgulas soltam um imenso compartimento que parece um elevador o rei Iris e seus soldados entram nesses compartimentos, as baixas não são muitas, pois a maioria dos manaias estão distraídos tentando derrubar os Tambaros, que vai matando vários manaias.
Os grandes Óbis são chamados e vem para a luta com os Tambaros, um Óbis acerta um único golpe com seu machado no pescoço da matriarca dos Tambaros, que cai agonizando, os outros são mortos pelos Óbis que após matarem todas as criaturas, voltam para o ataque maciço.
O rei Iris já na cidade suspensa com seus soldados vai matando todos os manaias que já haviam penetrado na cidade.
Ele se aproxima de alguns gárgulas e fala:
- Viemos na frente, assim que recebemos o seu aviso juntei um grupo e viajamos rápido mais a Tríade mesmo só chegara ao amanhecer.
- O rei Ruhtra – Não sei se conseguiremos resistir até o amanhecer.
- Iris responde – Morreremos lutando!
Enquanto isso Weigon e seus amigos chegam próximos a batalha, eles se escondem atrás de algumas pedras para não serem vistos, o Alabak que estava com a espada, se encontra não muito longe dali, Weigon pode sentir a espada negra por estar com a pedra negra em seu pescoço.
Weigon diz – Eu posso sentir a espada negra – ela esta próxima, seu poder me atrai.
O ancião Terfalos fala para o jovem;
- Nos guie até ela, eu invocarei novamente o encanto da invisibilidade.
- Assim passaremos despercebidos pelo exército de Seikan.
O Ancião abre o livro branco e começa a recitar as palavras:
- Araica, Medestuma, Buruqui, Alariva.
- Araica, Medestuma, Buruqui, Alariva.
- Araica, Medestuma, Buruqui, Alariva.
Ao final das palavras pronunciadas pelo Ancião o grupo todo se torna invisível aos olhos dos manaias. Eles partem por entre o exército não se aproximando muito do calor da batalha que acontece ao longe.
De onde eles estão da para ver a cidade suspensa e o imenso ataque do exército de Seikan, eles prosseguem em silêncio total, pois só estavam invisíveis aos olhos de outros, mas suas vozes ainda poderiam ser ouvidas.
Já na cidade suspensa o rei Iris e os gárgulas tentam resistir o ataque dos manaias, a luta e muito violenta o rei Iris com sua espada vai atacando os manaias que invadem a cidade uma cena digna de um bravo guerreiro, pois mesmo os manaias sendo muito maiores que o rei que não era um pessoa baixa a diferença nem se fazia notar, ele os enfrentava de igual, cortava a perna de um virava para o outro e decepava lhe um braço.
Não se fazia notar o cansaço e os seus bravos soldados lutavam inspirados em seu Rei.
Próximo ao Alabak que esta com a espada negra, um grupo de Manais os mesmos que outrora haviam feito a sua escolta e planejavam tomar lhe a espada, ainda guardavam esse desejo, um deles fala para o grupo:
- Vamos aproveitar que os outros estão entretidos com a batalha, para tomarmos a espada daquele Alabak miserável.
Os outros do grupo concordam e eles partem atrás do Alabak. Seikan já próximo do local sente cada vez mais forte o poder da capala negra, encima de seu Duarem nas alturas em meio às nuvens escuras da noite ele vai absorvendo um poder como que um vampiro de energia, energia essa que é emanada da espada e que é tão sutil que somente ele a percebe.
Weigon se aproxima do Alabak mais ao mesmo tempo o grupo de Manaias que querem tomar lhe a espada também.
Ao Manaias chegam antes um deles pega no braço do Alabak e diz;
- Me entregue esta espada seu verme!
O Alabak responde – Não, não eu não a entregarei ela é minha, só minha. – Respondeu a criatura já perturbada e consumida pela capala negra.
O manaia enfurecido levanta o Alabak e o joga longe, ele cai batendo as costas em uma grande pedra, o mesmo agora caído mudo sua fisionomia parecendo possuído por um demônio. Ele levanta e vai para cima do manaia com a espada negra, defere um golpe com a espada o manaia tenta corta o golpe com a sua imensa espada, mas em vão, a capala corta a espada do manaia como papel, acerta o mesmo que se divide no meio, seu tronco cai para um lado e o resto para o outro.
Os outros Manaias que presenciaram a cena correm assustados perante o poder da espada, o Alabak após matar seu inimigo fica deferindo golpes ao vento para todos os lados, como que em transe.
Seikan do alto sente mais forte ainda o poder da espada ativada pelo Alabak e se apressa seu Duarem da um mergulho e sai das nuvens em queda livre.
Weigon chega cada vez mais perto do Alabak ele senti a presença de Weigon e continua a deferir golpes para todo lado, em um momento que a criatura perturbada se vira por não saber onde seu inimigo se encontrava, Weigon o agarra por trás, os dois brigam, Seikan da um vou rasante e seu Duarem agarra o Alabak com suas patas e sai em disparada na escuridão da noite.
- Vocês viram aquilo. Fala Islips.
- Era imenso comenta Aldelai.
Aldelai e seu grupo gritam por Weigon que fora levado junto ao Alabak pelas garras do demônio alado de Seikan.
Weigon consegui tomar a espada do Alabak, mas como sair das garras do Duarem e naquela altura, ele senti muito medo.
Do chão o Ancião e seus amigos não sabem o que fazer, Eda grita para o grupo: – Olhem parece um gárgula atrás do mostro.
Era Otto, que saia de traz de uma nuvem, ele voa muito rápido tentando alcançar o monstro alado, ele se aproxima com sua espada em uma das mãos, se Seikan o ver não terá nenhuma chance. Ele voa por baixo do Duarem nessa hora o encantamento do Ancião se desfaz talvez pela força da espada que praticamente esta unida com a sua outra parte que esta no pescoço de Weigon.
Otto então vê o jovem e defere um golpe na pata do Duarem, decepando sua pata, Weigon cai junto com o Alabak em queda livre, rasgando o manto da noite o mostro se contorce de dor por ter perdido uma de suas patas, Seikan olha para baixo e vê os dois caindo.
Ele ordena que o Duarem dessa, o mesmo o faz rapidamente, a dor de perder uma pata era insuportável seu sangue preto jorrava, mas o medo de seu mestre era maior do que qualquer dor, o Duarem podia ver nitidamente Otto e Weigon, pois ele possuía uma visão de caçador noturno.
Otto desse muito mais rápido do que o Duarem e separa o jovem Weigon do Alabak, ele cai desgovernado enquanto Otto e Weigon plainam em outra direção. Nas mãos do jovem finalmente a espada negra ele a segura com muita força, mas o perigo ainda não passou agora Seikan em seu Duarem persegui os dois,
Otto se apressa para descer mais tenta desviar da batalha, o Duarem o persegui por entre as montanhas, ele atira suas imensas bolas de fogo que sai de suas entranhas. Os amigos de Weigon só conseguem ver os clarões e vão acompanhando a perseguição à medida que o Duarem ilumina a noite. Otto vai tentando desviar, tudo vai incendiando a sua volta, o Duarem o persegue como um predador faminto do chão os amigos de Weigon assistem a tudo sem poder fazer nada para ajudar.
Otto vê uma caverna incrustada ao pé de uma grande montanha e desse, ele solta Weigon e pede que ele se esconda.
- Corra Weigon se esconda. – vai para o fundo da caverna eu vou tentar distraí-los.
Weigon corre e se esconde Otto sai da caverna e corre para o meio da vegetação, mas antes espera que Seikan o veja, ele corre o mostro alado agora desse e começa a persegui-lo por terra ele vai entrando pela mata derrubando tudo pela frente Seikan desse do Duarem e toma outro rumo, talvez tenha sentido o poder da Capala negra e percebido que ela não estava com o gárgula.
Enquanto isso na cidade suspensa os gárgulas continuam se defendendo contra os manaias, O rei Iris luta bravamente, mais as grandes bolas de fogo não param de ser atiradas contra a cidade.
Iris – Temos de destruir aquelas catapultas, eles estão tentando derrubar as arvores de sustentação da cidade.
O rei dos gárgulas concorda e manda que atirem flechas com fogo nas catapultas, mais elas estavam muito longe do alcance dos arqueiros.
Alguns gárgulas saem da cidade e vão plainando e pulando pelas arvores até uma distância que fosse possível atingir com suas flechas as catapultas.
Eles se aproximam e de um lugar ideal acendem as flechas e atiram nas catapultas feitas de madeira, as mesmas pegam fogo, os manaias correm para tentar apagar o fogo, mas é em vão as imensas catapultas começam a ruir e vão caindo em chamas.
Não longe dali Weigon senti o perigo se aproximar, Seikan se aproxima da entrada da caverna, ele vem como que hipnotizado e sedento por possuir o poder da capala, abre seus braços como que absolvendo algo que emana da espada, com um ar de contentamento e felicidade, algo nunca ocorrido antes com o mestre da escuridão.
Seikan entra na caverna, Weigon permanece escondido, a escuridão e a sua camuflagem, mas Seikan abre uma das mãos e de sua palma uma luz azulada começa a iluminar o local antes em trevas.
Ele ri com um ar de deboche.
Weigon não sabe o que fazer, ele sem querer toca uma pedra que cai ao chão fazendo um barulho muito baixo, mais o suficiente para que Seikan descobrisse onde ele se escondia.
- Eu sei que você esta ai garoto. – Disse Seikan.
- Posso sentir seu medo. – Saia agora.
Weigon sente que Seikan ira encontrá-lo, desesperado ele retira de seu peito o colar com pedra negra e encaixa no centro das espada ela agora esta completa, quando ele faz isso Seikan imediatamente através do poder que a espada liberava o encontra.
Seikan vem em sua direção o jovem levanta e com a espada empunhada aguarda o ataque.
Seikan fica fascinado com a espada que mesmo negra começa emitir uma luz intenção, que cobre a luz azul de Seikan.
Weigon senti um grande poder e se coração se enche coragem, coragem essa que ele já mais tinha sentido.
Ele aponta a espada em direção de Seikan o mestre da escuridão, da uma gargalhada e fala:
- Você acha que pode lutar comigo criança?
- Já destruí reinos inteiros com essas mãos, você e simplesmente uma poeira insignificante para mim.
Seikan vai chegando cada vez mais perto de Weigon enquanto vai falando essas coisas para o jovem.
Ele é imenso e perto de um jovem como Weigon parece ainda maior, com sua espada ele encosta na capala e ao fazer isso, Weigon reage dando um golpe que quebra a espada de Seikan como se fosse um vidro bem fino. Seikan pela primeira vez se assusta, pois a sua espada era milenar e era de um material indestrutível até então.
Weigon da outro golpe Seikan se esquiva e leva o golpe superficialmente em seu peito, sua armadura rasga, ela também era indestrutível, o golpe o feri e se pode vê o sangue negro escorrer pela armadura.
Após a lamina da capala negra ter entrado em contato com a carne de Seikan ele senti o poder da espada e lembra o que uma capala já havia feito com ele e seus Obis a séculos atrás.
Ele vai saindo em direção a entrada da caverna Weigon continua indo em sua direção na entrada da caverna agora fugindo, o grande Duarem abre sua boca e num gesto de defesa de seu mestre lança uma rajada de fogo em Weigon, as chamas o cobrem por inteiro Seikan sobe no Demônio e olha com ar de contentamento que logo se desfaz, pois quando o monstro para de cuspir fogo o que ele vê e o jovem ali firme empunhando a espada e resmunga:
- Ela o protegeu. Falando da espada negra.
Seu Duarem bate as imensas asas e foge com seu mestre, Otto chega em seguida, e se depara com Weigon e o brilho da capala negra.
- Weigon esta tudo bem? – pergunta Otto.
- Agora esta meu amigo – responde o jovem.
Otto então diz a Weigon: Vamos temos que ajudar o meu povo o reino suspenso esta quase caindo. E assim os dois saem apressados por entre a floresta parcialmente destruída.
No céu Seikan manda que seu Duarem voe para o campo de batalha, ele quer comandar pessoalmente a batalha, antes seu demônio alado da um ensurdecedor grito e em poucos minutos o seu esta tomado de Duarens são mais de trinta.
Na cidade suspensa, os guerreiros ouvem os gritos dos Duarem chegando, os monstros descem para a batalha como uma águia rapineira e vão abatendo um a um os soldados da tríade que protegiam a cidade.
O Duarem de Seikan pega com sua boca o Rei Ruhtra, e o esmaga com seus dentes aviados o soltando no ar após o matá-lo.
Os gárgulas ao verem a cena se desesperam, o Rei Iris nada pode fazer, e continua lutando.
Weigon corre com Otto e encontram seus amigos o ancião Terfalos o abraça, com um carinho de Pai, pois eles haviam se tornados grandes amigos, em seguida Eda o abraça e da um grande beijo nele e diz;
- Você me deixou preocupada pensei que nunca, mas ia te ver de novo.
- E Seikan como conseguiram escapar dele?
- Weigon responde: – Eu coloquei a pedra no centro da espada ele ficou completa e mostrou todo seu poder.
- Nem Seikan pode com ela. Respondeu Weigon.
Aldelair pede para Weigon mostrar a espada, o mesmo o faz e todos se maravilham com seu poder eles sentem em suas almas a força da capala negra.
Terfalos o Ancião fala:
- Esse poder maravilhoso incontrolável e bom que mexe com nossos sentimentos é o poder da espada, mas ele só é assim porque Weigon a empunha, com o seu coração puro e bom, se fosse qualquer outro este poder seria destruidor e consumiria quem a tivesse mais antes destruiria a todos e qualquer coisa que ele quisesse antes.
Eda comenta; – Nem quero imaginar o que aconteceria se Seikan a tivesse conseguido.
De onde estão eles conseguem ver as grandes chamas expelidas pela boca dos Duarens, e percebem que são vários, eles se apressam e correm para a batalha.
O caminho mais rápido e também o mais arriscado e suicida, entrar no meio da batalha e cortar o caminho, atravessando as imensas hordas de manaias.
Eles entram na batalha Weigon vai a frente empunhando a espada negra, os manaias olham para o grupo mais não fazem nada parecem hipnotizados, maravilhados com a luz de cor forte que sai da espada, do alto da cidade o Rei Iris e os seus percebem o que esta acontecendo, um de seus soldados pergunta:
- O que deve ser aquela luz meu senhor?
O rei Iris responde. – Acho que são eles, a sociedade da espada, eles conseguirão recuperá-la, graças a Odai
O jovem atravessa sem dificuldade, Otto diz conhecer uma subida secreta para a cidade suspensa, todos o acompanham após a passagem do grupo os manaias voltam a lutar.
Mas antes que Weigon e seus amigos pudessem subir até a cidade suspensa Seikan pessoalmente da a ordem para seus Duarens derrubarem a cidade os monstros alados se posicionam nas treze cordas que sustentam a cidade e esvaziam seus pulmões lançando imensas bolas de fogo nas estruturas que seguram as cordas elas começam a ceder. Uma a uma vão sendo rompidas e caem ao chão, as arvores que as sustentavam caem e são consumidas pelas chamas, em poucos minutos a cidade vai caindo Weigon e seus amigos assistem a tudo. Otto desesperado sai voando tentando ajudar quem sabe algum amigo que vai caindo em chamas junto com a cidade, Seikan da uma imensa gargalhada sentindo prazer em ver a destruição dos que ousaram ajudar os humanos contra ele.
O Rei Iris e carregado por gárgulas junto com alguns de seus soldados que ainda estão vivos.
O Sol começa a surgir ao longe com seus primeiros raios também traz a luz da destruição o sangue escorre e é queimado junto com a floresta e a cidade suspensa, os poucos que restaram são mortos com estrema crueldade pelos manaias, Seikan pousa com seu Duarem e pessoalmente vai matando os gárgulas e os soldados da Tríade que ainda restam, ele quer o Rei Iris o procura entre os soldados.
Neste mesmo momento a tríade aponta em uma área devastada, o grande exército de Ainans, Gárgulas e humanos surge. Prontos para batalha, pena que já não podem fazer mais nada pela cidade dos gárgulas, mas ainda podem lutar pelos sobreviventes.
Os manaias de Seikan invertem suas posições e aguardam o ataque a cavalaria da Tríade vem a frente, Seikan ordena que seus Manaias protejam as posições conquistadas.
A cavalaria arrasa e esmaga a primeira frente de defesa dos Manaias dando espaço para a infantaria que vem em seguida.
Seikan esta tão confiante que nem da muita importância para a batalha travada pelos seus, seu interesse no momento e achar o rei Iris, e ele o encontra na batalha, o Rei Iris o enfrenta e da um golpe com sua espada Seikan segura o golpe com uma das mãos, e joga Iris longe com um chute.
Seikan Se aproxima de Iris ainda atordoado e levanta sua espada se preparando para deferir um golpe mortal contra ele.
E ele o faz, mas antes que sua lamina encostasse no Rei, o jovem Weigon corta o golpe com a capala negra ela quebra a espada de Seikan que da um pulo para traz.
Ele olha para o jovem e diz:
- Vou te matar seu verme junto com este rei caído!
Terfalos se aproxima do rei e o ajuda a levantar Aldelair e os outros lutam contra os manaias, Seikan vai para cima de Weigon de suas mãos saem raios que atingem o corpo do rapais a espada negra não repeli como havia feito antes e Weigon cai. Ele vai se levantando meio atordoado, Seikan se aproxima e com uma das mãos chama sua espada que se reconstitui juntando as partes quebradas a pouco Eda entra na frente e leva um golpe no lugar de Weigon, mas antes de ser atingida no braço ela acerta uma das pernas de Seikan que cai.
O jovem vendo sua amada atingida e sangrando acerta um único golpe no pescoço de Seikan arrancando assim a sua cabeça seu corpo cai e junto com sua armadura vai se transformando em pó neste mesmo momento nas terras mortas seu castelo que era sustentado por seu poder rui. Ele cai, levando junto os Alabaks que o protegiam e os bruxos negros de Seikan uma espécie de roda muinho se faz, e vai engolindo tudo à medida que vai crescendo se transforma em um furacão e sai devastando toda terra morta de Seikan, até sumir no ar sem deixar vestígios do mal que ali vivia e levando todos os condenados aliados do mestre da escuridão.
O exército de manaias ao ver seu rei perder a batalha começam a tentar fugir temendo a espada, mais a Tríade já havia cercado todo o campo de batalha, os manaias nunca haviam se entregado antes e preferiam lutar até a morte e assim se fez.
Weigon se aproxima de Eda, Tantro e Islips estão com ela e falam que não foi um golpe muito grave e que ela vai ficar bem, a batalha aos poucos vai sendo vencida e após algum tempo a vitoria e alcançada pela Tríade.
O Rei Iris já recuperado e depois de agradecer Weigon por telo salvo a vida grita;
- Vitoria, vitoria da Tríade!
Toda a Tríade comemora a vitoria homens, gárgulas e Ainans se abraçam como irmãos todos de uma única raça.
Em meio a comemoração Otto olha para sua cidade em ruínas e lamenta, tantas mortes, os outros gárgulas também ficam em silencio, Otto diz:
- Nosso Rei esta morto, nossa ninhada toda perdida e nossos lares não existem mais.
Um dos gárgulas sobreviventes da cidade se aproxima de Otto e diz:
- Senhor nossa ninhada esta segura às retiramos da cidade antes da batalha, e escondemos em um lugar seguro.
Otto sorri novamente, pois como dito antes para os gárgulas os seus descendentes eram o bem mais precioso de seu clã.
Os gárgulas começam a se reunir em volta de Otto e um doas generais fala:
- Gárgula Otto, nosso bondoso Rei Ruhtra foi morto por Seikan.
- Antes de irmos para a batalha no reino leste, ele já havia dado a ordem de que se alguma coisa acontecesse com ele você deveria ser nomeado o novo Rei dos gárgulas.
No mesmo momento todos os gárgulas se curvam demonstrando respeito pelo novo rei, mais não foram somente os gárgulas que se curvaram e sim toda a Tríade contemplando a decisão do rei morto .
Otto aceita o desejo de seu grande rei e diz:
- Reergueremos nossa cidade, reconstruímos nossas casas, celebraremos a vinda dos nossos e viveremos em Paz novamente.
Ao termino de seu curto discurso todos gritam:
- Vida longa ao Rei – Vida longa ao Rei.
O tempo foi passando no reino das florestas gigantes, as plantas começam a florir, da batalha travada ferozmente, pouco se nota a própria floresta se incumbiu de tampar as marcas daquele dia.
A cidade suspensa esta quase pronta, os povos da Tríade trabalham juntos para reconstruí-la a tempo.
Logo acontecera o renascimento da centelha, uma cerimônia de nascimento dos novos gárgulas, reencarne dos já mortos.
Todos se apreçam para cerimônia.
Após duas semanas a cidade já totalmente reconstruída, recebe os seus convidados, o rei Iris esta presente juntamente com seu Ancião Terfalos, Weigon e agora sua esposa Eda acompanham como convidados especiais. O grupo de Ainans que lutou bravamente ao lado de Weigon também está na cerimônia, Aldelai, Gralcor e seu irmão Islipis, Tantro e a bela Kiriane, agora com vestimentas brancas e grandes capas apreciam a cerimônia, os trigêmeos das sombras também estão presentes contemplando o momento especial
Otto o novo rei dos gárgulas chega, todos se curvam, ele se aproxima do grupo de amigos que fizeram parte da sociedade da espada e lutaram ao seu lado, ele cumprimenta um a um seus amigos, um gárgula avisa ao seu rei que os novos já estão quebrando a casca dos ovos todos vão para a grande casa onde estão os ovos. Otto pega um em suas mãos outros gárgulas fazem o mesmo e cada um dos seus convidados também. A sena é linda os ovos vão rachando e quebrando e de dentro deles surgem os novos gárgulas que darão continuidade ao clã, Weigon fica maravilhado ao ver aqueles novos seres tão frágeis, e indefesos, mas carregando em sua carne o sangue de bravos guerreiros que deram suas vidas por uma Atrion livre, e em Paz.
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