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Oct
31
2011
6

Preguiça

Escritor: Sombra Posthuman

Estou no meu quarto, deitado na cama. O relógio não para de fazer aquele barulho irritante: tic…tac…tic…tac… O tempo não para…Ele está sempre com pressa! Isso me dá uma agonia… Olho pela janela, o mundo está acabando. Bolas de fogo caem do céu, bestas carnívoras dilaceram as pessoas… Dentre as vítimas reconheço meu pai, minha mãe e minhas irmãs. E o relógio continua… tic… tac… tic… tac… Um terremoto. O chão se abre e a parede racha ao meio. O relógio cai na fresta aberta pelo chão. Ufa! Que bom! Livrei-me do relógio. Por pouco não cai também a TV. Isso não seria legal. Mas onde está o controle? Não me lembro de onde deixei… Ah,… não faz mal. Eu fico olhando para o teto, ele me dá uma paz… Meus braços e pernas caem no chão. Eu tenho preguiça de pegá-los. Quem precisa deles? Os ratos aparecem e começam a comê-los. Eles os estão usando melhor que eu. Silêncio… paz… O que mais eu poderia querer? No lugar dos meus membros, crescem raízes… E vão penetrando no colchão. Vão cravando fundo na cama. Eu estou plantado. Eis que corvos entram pela janela e começam a comer minhas vísceras. Saiam! Saiam daí! Eles bicam meus órgãos ferozmente. Malditos corvos! Eles bicam, e bicam… o que eu posso fazer? Mas felizmente, o colchão começa a se tornar lama e eu vou afundando. Os corvos vão embora. Que bom! Eu estou imerso em lama até o pescoço. O teto, paz, silêncio… Volta a angústia,… onde estão todos?… Parece que o mundo acabou e só sobrei eu. Se ao menos eu tivesse o controle da TV… Deus me abandonou. E deixou um rastro de luz. A porta está aberta,… mas está tão longe,… tão longe,… tão… longe… Meu cérebro começa a virar gelatina… Legal…

Publicado por Sombra Posthuman em: Agenda,Contos,Sombra Posthuman | Tags: , ,
Oct
31
2011
1

O Conquistador de Lumireis

Escritor: Gustavo Martins

Eu tento me mover, mas meu corpo não responde. Em volta de mim, uma poça de sangue – meu sangue – brilha sob o luar escarlate. Tento respirar e meu líquido vital flui pela minha garganta, avermelhando meus dentes e meus lábios caindo pelas minhas bochechas até o chão. O frio da noite cresce sobre mim. Meus joelhos e braços tremem doentiamente. As imagens que vejo já não são mais definidas e os sons agora não passam de ruídos distantes, confusos.
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Publicado por gustavomoonmartins em: Agenda,Contos,Gustavo Martins |
Oct
31
2011
0

Paralelismo Universal

Escritor: João Cunha

Lucrecia era alguém singular, não só por seu nome incomum, mas por sua natureza. Na flor de sua juventude, ela tinha vários pensamentos singulares típicos de uma pessoa singular, mas não criativos o bastante para que não houvessem sido pensados antes.  Um deles era que a Terra, ou talvez o próprio universo, seria imenso em excesso, o que dava tanto espaço para as pessoas se dispersarem, e isso a impedia de encontrar alguém com quem compartilhar seus pensamentos singulares. Havia pessoas ao seu redor, mas nenhum que pensasse na mesma freqüência que Lucrecia, e isso a entristecia. Em um de seus devaneios, concluiu que todos aqueles com pensamentos em sintonia com os dela provavelmente estavam viajando pelo mundo, enquanto ela se hospedara na carapaça de uma cidade que avançava a ritmo de lesma. Com esses devaneios, Lucrecia imaginava que sua vida toda seria dessa forma. Uma existência inteira cheia de idéias singulares, mas presa a uma vida banal.
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Publicado por João Cunha em: Agenda,Contos,João Cunha |
Oct
31
2011
0

Aeroporto

Escritor: Zuko Vyper

“Zac pediu:Eu quero que vc escreva uma estória bem engraçada em que Deb e Zac estão no aeroporto tentando embarcar (ou até mesmo podem viajar)!
Deixe-me tentar pôr uns detalhes:
-aerorporto em obras
-overbooking
-taxista ladrão
-trânsito pesado
-Deborah está viajando para uma luta de boxe no Japão
-Zac esquece os passaportes
-Deborah fica irritada”

Aeroporto

Sete da manhã e o aeroporto já estava lotado. “Eu avisei!” foi o que Débora pensou quando ela e Zac viram as enormes filas que já se formavam naquela véspera da Páscoa.
Zac empurrava o carrinho das malas vestido na sua tradicional camiseta do Glee com calças jeans. Débora o acompanhava logo atrás: olhar baixo e submisso, ela vinha com um vestido longo e florido que combinava com o largo chapéu branco. Os pedreiros que rebocavam a parede interna do Aeroporto pararam para ver a bela que passava quando subitamente…
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Publicado por Zuko Vyper em: Agenda,Contos,Zuko Vyper |
Oct
31
2011
3

Putz, o que eu faço?

Escritor: André Alves

- Me dá uma água. – pediu o guerreiro, sentando-se ao balcão. Pousou as duas mãos na madeira velha e esperou o dono do bar pousar um copo que havia acabado de enxugar a sua frente.

Eu, como sempre, estou lá, bem pertinho do guerreiro, bem pertinho do balcão e do barman também. Ninguém me vê claro e eu não quero aparecer. Essa não é minha história, e eu ainda tô com uma dorzinha desgraçada de cabeça que nem tylenol dá conta. Mas vamos às descrições…
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Publicado por Andre Alves em: Agenda,André Alves,Contos |
Oct
31
2011
1

A Carta

Escritor: Fabricio Briola

Já faz algum tempo que eu não te escrevo… Ficaram velhas todas as notícias e por sinal há muito tempo não ocorrem fatos que me alegrem ou que me façam sorrir que ainda sejam dignos de dividir com você. As flores que antes eram coloridas e me satisfaziam com seu doce aroma hoje já não possuem cor e seu cheiro já não me encanta… Minha vida não é mais do jeito que você a deixou e talvez não mais seja! Do amor que um dia dividimos restam apenas lembranças o que talvez sejam os únicos motivos de me manter viva e quando vir à tona o esquecimento, conseqüentemente eu não mais exista…
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Publicado por FabricioBriola em: Agenda,Contos,Fabricio Briola | Tags:
Oct
31
2011
7
Conto em Série

Em Busca da verdade – Parte 2

Escritor: Debora Campos

Sebastian sabia que não deveria ter entrado no castelo,foi idiotice de sua parte,se os vampiros descobricem quem ele era estaria morto,mas apesar de tudo isso precisava vê-la uma ultima vez.Aquela moça que acabara de salvar seu pescoço era esplêndida,já havia visto ela, estava escuro e por isso não virá direito como era bonita,mas agora a observando tão de perto e na claridade,podia ver como sua pele era macia,seu cabelo brilhante e sedoso,mas o que mais chamou sua atenção foi a dor que estava em seus olhos,podia perceber que ela sofria muito.No fundo Sebastian sabia que nada disso importava pra ele,tinha um trabalho a cumprir e iria cumpri-lo não importava por cima de quem tivesse que passar ou quem tivesse que matar,afinal de contas estava sendo muito bem pago pelo serviço.
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Publicado por Debora Campos em: Agenda,Contos,Debora Campos,Em Busca da Verdade |
Oct
31
2011
4
Conto em Série

Em Busca da Verdade – Parte 1

Escritor: Debora Campos

Ela não aguentava mais sonhar com a morte dos pais,todo dia o mesmo pesadelo,ela achava que iria acabar enlouquecendo.

O barulho vindo do quarto dos pais lhe chamou a atenção,curiosa foi ver o que estava acontecendo. A porta do quarto se encontrava aberta,entrando lá ela percebeu que a janela tambem encontrava-se aberta e isso era muito estranho,ja estavam em epóca de lua cheia,era quando os lobos ou lobisomens mas atacavam,por esse motivo existia a regra de trancar tudo em dia de lua cheia,todos sabiam o quanto era perigoso dormir com as janelas abertas e seus pais como reis que eram não deveriam desobedecer nenhuma regra,ela foi até a janela para ver o que havia acontecido,ouviu alguns gemidos e barulho de carne sendo cortada,virou-se e então viu os corpos de seus pais sendo dilacerados por um lobo,assim que o lobo sentiu sua presença fugiu pela mesma janela por onde entrou.
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Publicado por Debora Campos em: Agenda,Contos,Debora Campos,Em Busca da Verdade |
Oct
31
2011
3

Resposta “Fria”

Escritor: Anderson Alares

O ano é dois mil trezentos e bolinha, a terra vive um inferno, o aquecimento global foi bem pior do que imaginavam os inocentes humanos do século XXI, os polos derreteram a mais de cento e cinquenta anos e a terra vive hoje num pandemônio controlado por três grandes forças/conglomerados: A semi-república dos Ar-condicionados, O império dos refrigeradores e a Federação dependente dos Protetores solares.
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Publicado por Anderson Alares em: Agenda,Anderson Alares,Contos |
Oct
31
2011
1

Freud Ignora

Escritor: Anderson Alares

17 de Maio

Começaram há dois dias, no primeiro dia apenas me acalmei “Foi apenas um pesadelo, nada de incomum”  pensei. Mas no outro dia acordei do mesmo jeito, minha mãe me perguntou se tinha algo que estava me perturbando, algum trauma ou coisa do tipo, ela é psicanalista ( do tipo freudiana) por isso sempre acredita que qualquer coisa que eu faça de diferente foi um trauma que ela me causou na infância. Bem, hoje eu espero não acordar do mesmo jeito, senão provavelmente meus vizinhos irão achar que sou louca e minha mãe pensará que me traumatizou profundamente para o resto da vida.
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Publicado por Anderson Alares em: Agenda,Anderson Alares,Contos |

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