A literatura brasileira pede passagem

Um dos assuntos em evidência durante a recente Feira do Livro de Frankfurt foi a preocupação de editores e autoridades governamentais com a necessidade de abrir espaço para a literatura brasileira no exterior. Maravilha! Mas agora, que está todo mundo de volta à realidade de nosso mercado editorial, que tal dedicar alguma atenção também à necessidade de abrir espaço para a literatura brasileira aqui mesmo, entre o Oiapoque e o Chuí? É um tema que certamente será discutido no Congresso Brasileiro de Escritores, promovido pela União Brasileira de Escritores (UBE), que será realizado em Ribeirão Preto de 12 a 15 de novembro.
Literatura brasileira vende pouco, muito pouco, não apenas mundo afora, como lamentam grandespublishers patrícios, mas aqui mesmo, onde o big business editorial torra centenas de milhares de dólares no pagamento de advance para adquirir os direitos de um best-seller estrangeiro; aqui mesmo, onde é impossível encontrar romances nacionais em listas de mais vendidos. É a lógica do mercado, diriam os fundamentalistas da relação custo-benefício, aqueles para quem a indústria editorial trabalha com um produto “como qualquer outro” e quem não entende isso é um desprezível “conteudista”. São esses adoradores do lucro a qualquer custo que decidem hoje o que o grande negócio do livro publica ou deixa de publicar. São eles que não prestam a menor atenção a quem faz literatura aqui, no Brasil, mas estão empenhadíssimos em vender literatura brasileira lá fora. Uma maneira patriótica de garantir um troco extra. [via Observatório de Imprensa]
Ótima outra matéria falando da expansão da nossa literatura. Vale apena ler e para isso é só clicar no link acima.
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Amigos, seria maravilho se tivéssemos um de nós “in loco” para acompanhar este Congresso. Precisamos de apoio como escritores e leitores, pois o mercado nacional é promissor e vende bem. O que acontece com a produção nacional é que ainda há um preconceito grande pelo livro 100% brazuca, além de não termos campanhas agressivas de marketing e apoio de capital estrangeiro.
Vale o apoio para publicarmos lá fora? Sim. Porém é válido relembrar que em um país de proporções continentais há mercado para vender livros de autores brasileiros e, certamente, fazer sucesso.
Ótima matéria, Bruno.
Verdade! Alguém lá para cobrir o evento seria fenomenal!
Quais serão os escritores deste Congresso Brasileiro de Escritores?
–
Vamos lá literatura de entretenimento!!
Estou pensando seriamente em ir. Isso se eu arranjar algum lugar pra ficar. (Hotel = no way!)
Temos que incentivar a literatura fantastica