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Oct
31
2011

Aeroporto

Escritor: Zuko Vyper

“Zac pediu:Eu quero que vc escreva uma estória bem engraçada em que Deb e Zac estão no aeroporto tentando embarcar (ou até mesmo podem viajar)!
Deixe-me tentar pôr uns detalhes:
-aerorporto em obras
-overbooking
-taxista ladrão
-trânsito pesado
-Deborah está viajando para uma luta de boxe no Japão
-Zac esquece os passaportes
-Deborah fica irritada”

Aeroporto

Sete da manhã e o aeroporto já estava lotado. “Eu avisei!” foi o que Débora pensou quando ela e Zac viram as enormes filas que já se formavam naquela véspera da Páscoa.
Zac empurrava o carrinho das malas vestido na sua tradicional camiseta do Glee com calças jeans. Débora o acompanhava logo atrás: olhar baixo e submisso, ela vinha com um vestido longo e florido que combinava com o largo chapéu branco. Os pedreiros que rebocavam a parede interna do Aeroporto pararam para ver a bela que passava quando subitamente…
- Quem ta escrevendo esta joça? EU? DE VESTIDO FLORIDO?
Débora então puxa num movimento só o decote de seu vestido, rasgando-o. Surge por baixo uma camisetinha e shorts verdes com três listras amarelas dos lados. Num reflexo ela começou a socar o ar com as pernas semi-arcadas como se acabasse de adentrar um ringue de boxe. Zac, imitando seu movimento, rasga a roupa de modo idêntico, revelando por baixo uma camiseta escrita Glee Project. Ninguém no aeroporto esboçou qualquer reação.
Depois de uma boa hora de espera na fila, finalmente o casal consegue sua vez para o check-in e despacho das malas maiores. No balcão, após a atendente da Patada Airlines pedir os documentos…
- Calma, tá em algum lugar por aqui. – Zac revirava a mochila procurando os passaportes.
- Você perdeu? De novo? Não é possível! – Débora não teria o menor pudor em armar um barraco em plena fila.
- Perdi não! Quando aquele taxista ladrão apontou o revólver pra gente hoje cedo eu entreguei tudo que eu tinha… inclusive a revista de palavras cruzadas nível fácil que eu tinha comprado pra usar na viagem. Acho que os passaportes foram junto… ah, mas aqui tem documentos!
Ele puxou duas carteiras de identidade meio amareladas. A plastificação já soltava nas bordas mas podia-se ver as fotos de ambos. Com 8 anos cada um. A atendente se esforçou para saber quem era quem, já que as fotos antigas não permitiam distinguir os dois irmãos gêmeos. Até os cabelos compridos eram iguais.
Minutos depois já se encaminhavam para a sala de espera do vôo. O trânsito pesado de malas e carrinhos de bagagem gerava atropelamentos dos dedinhos dos transeuntes cada vez que uma rodinha descuidada de mala passava sobre ele. A mala de Zac esmagou meu pé quando os vi passar. Xinguei mas não ouviram.
Na entrada do detector de metais estava um oficial uniformizado. Tinha uma cara de pastor alemão, mas com os olhos esbugalhados pra fora e uma língua enorme pendendo pro lado, totalmente ofegante. Parecia um consumidor freqüente de… café.
Enquanto Débora e Zac passavam pelo detector, o oficial deu uma olhada marota pelo raio xis na mala de mão deles. Seus olhos se arregalaram mais ainda, o que parecia impossível. Fez sinal para eles pararem.
- O-o-o-o-o que-que-que-que vo-vo-vocês esta-ta-ta-ta-ta-tão levand-d-d-d-d-do ne-ne-nessa moooooooo-mochi-chila?
Débora aprendeu que era feio rir da gagueira dos outros. Zac não conseguiu segurar um pfffff.
- Nada não. É só um sanduíche-iche-iche…
- Engraçadinho! Abre a mala agora!
Ninguém entendeu o desaparecimento súbito da dificuldade de falar do agente. A ordem foi tão incisiva que Zac murchou as orelhas e abriu. Dentro tirou um pedaço de mortadela defumada, queijo gorgonzola, duas baguetes de pão-de-alho, um vaso (?) de coentro, pimenta-de-cheiro e uma vasilha com bacalhau.
O oficial olhou tudo com perspicácia. Algo não cheirava bem nesta história mas não havia nada de ilegal. Por fim acabou liberando os dois.
Faltavam ainda alguns minutos, que Zac aproveitou pra ir no banheiro. Quando voltou, viu que a voz feminina do alto-falante já chamava para o vôo. Ao longe avistou Débora gesticulando e discutindo com uma funcionária do aeroporto…
- Nós vamos sim! – Débora gritava com o dedo na cara da funcionária.
- Não vão.
- Vamos sim! Eu tenho uma luta no Japão amanhã e preciso ir!
- Não vão mesmo!
- Que tá acontecendo aqui? – Zac chegou já apreensivo.
- Esta senhora não quer deixar a gente viajar!
- Mas por que? Os documentos e a bagagem não estão todos certos? – Zac na entendia nada.
- Pela última vez – a funcionária já estava perdendo a calma. – Entendam: não tem como vocês embarcarem aqui! Não tem nenhum barco pra vocês embarcarem! Aqui é um maldito aeroporto!


Categorias: Agenda,Contos |

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Publicado por Zuko Vyper

– que publicou 7 textos no ONE.

Membro do Furry Fandom Brasileiro, tem como alter-ego/fursona um lobo vermelho antropomórfico com habilidades de dominação do fogo.
Escritor de historias de fantasia, contos e poemas.

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