Don’t be pushy
O ato de escrever me permite sentir realmente vivo. Por outro lado, sabendo que já vendi 140 milhoes de exemplares no mundo inteiro (e tomando-se uma média de 3 leitores por exemplar, isso me faz chegar a meio bilhão de pessoas) , sempre me perguntei quem eram estas pessoas que entendiam tão bem aquilo que eu estava dizendo. Como países de culturas tão diferentes, como por exemplo Israel e Iran, podem se interessar por meus livros? Quando comecei a utilizar as comunidades sociais, sem qualquer assessoria ou planejamento, fui guiado por duas coisas: a curiosidade de saber quem me lia, e o desafio de escrever em uma plataforma tão diferente.
E minha participação nestas comunidades sociais continuou de maneira instintiva. Mas para minha surpresa, ao entrar recentemente no Facebook, notei que tinha mais seguidores do que Madonna. No momento em que escrevo estas linhas, a cantora que admiro e respeito está com 6 milhoes de “likes”, enquanto eu me aproximo dos 6,5 milhões. Como um escritor – relativamente desconhecido nos EUA – pode chegar a tanta gente?
Fiz uma pequena lista a respeito. [via The Wall Street Journal]
Relação do autor com as redes sociais, clique no link acima para ler o artigo escrito por Paulo Coelho por completo.
Posts Relacionados:
5 Comments»
RSS feed for comments on this post.








Espírito do Século. Novo RPG Pulp da RetroPunk já entrou em pré-venda!
Editora UNZA RPG estreia com suplemento GOBLINS em campanha para OLD DRAGON!
Alan Moore pede que leitores de Before Watchmen nunca mais leiam obras de Alan Moore
Papo na Estante 34 – Prêmios Literários
Papo na Estante 33 – Literatura de Entretenimento
Show, Don’t Tell ou Mostre, Não Diga.
Occupy Comics: Alan Moore e David Lloyd colaboram
Resenha do livro "O estranho mundo de Tim Burton"
Filhos do Éden - Herdeiros de Atlântida 


“Como um escritor – relativamente desconhecido nos EUA – pode chegar a tanta gente?”
Sei lá, Paulo! Diz você. =D
Engraçado, gostei mais deste artigo do que de alguns livros dele. Pra ser sincero, o único livro dele que eu realmente gostei foi o Onze Minutos. talvez por que eu não curta a abordagem mística dele.
A Laize, minha estimada noiva, também gostou de 11 minutos.
Opa, agora fiquei curioso com uma coisa: ele escreveu em português num site estrangeiro? Ou será que existe uma tradução pela acesso ser do Brasil?
Honestamente, com uma venda de tal proporção, é impossível que Paulo Coelho seja “relativamente desconhecido” em qualquer lugar do mundo, imaginem então nos EUA, um país com absoluto acesso à informação. Vou mais além: ele já está no mercado editorial mundial há longa data, o que lhe traz mais divulgação.
Achei boa esta observação dele: “O leitor já não é mais leitor, mas um companheiro de jornada. Portanto, ele quer a sua companhia, e não a de um membro de sua equipe. E consegue distinguir, quase imediatamente, quem está do outro lado da página – porque ao ler seus livros, ele passou a conhecer muito de sua alma.”. Excelente visão do leitor atual.
O primeiro parágrafo alí em cima é sensacional. Adoro saber o que passa na cabeça dos escritores. Saber o que eles pensam. Gostei da matéria.