Antes que seja tarde demais
Escritor: Lucas Silva

As pessoas diziam que este amor era passageiro, que não era nada além de algo entre jovens, algo que não demoraria a acabar. Afinal de contas, tínhamos apenas 20 anos. Mas eu nunca acreditei nas pessoas – até porque, elas são tão idiotas, mesquinhas e hipócritas. E eu realmente não tinha motivos para acreditar que nosso relacionamento acabaria algum dia. Eu a amei de verdade, e arrisco a dizer que a amo até hoje. Isto é, se eu não estivesse morto.
Eu nunca imaginei que um dia eu e ela nos uniríamos – somos o casal mais estranho da cidade. Mas e quem disse que o amor se importa com isso? Pois é, o maldito não se importou ao fazer com que ficássemos apaixonados. E ficamos juntos por 5 anos. Exatos. Até que, em um ataque de insanidade, ela disse que não me amava mais, que estivera enganada por todo esse tempo. Sim, ataque de insanidade! Como alguém é capaz de deixar de amar?
E, numa atitude covarde de não querer enfrentar mais a vida, fugi. Mudei de país, mudei de nome, mudei de profissão. Mas a essência do meu ser não mudara. Eu ainda a amava, eu ainda sentia falta do seu cheiro, do seu beijo, do seu abraço. Sentia falta das nossas conversas, de nossos textos e músicas produzidos juntos. Setia falta de viver.
Eu morri. E permaneci morto por exatos 34 anos e 10 meses de minha vida. Mas decidi que não posso mais sofrer por outrem que sequer se importou comigo algum dia. Foram 34 penosos anos. E ela sempre dizia que tudo mudaria um dia, que eu deveria continuar a viver. E, hoje, eu concordo com ela. Chegou a minha hora de mudar.
É uma pena que, logo agora, me sinto tão cansado, inútil. Justamente no momento em que comecei a fazer planos, em que iria recomeçar. Minha visão começa a perder o foco, tento respirar mais lentamente. E vejo, lá de longe, um vulto coberto por brilhantes roupas brancas. Os vivos apelidaram-a de morte. Eu prefiro enxergá-la como o final de um ciclo, como a esperança de, enfim, descansar. Sabe, não é tão ruim assim. Morro sabendo que, após todos estes anos, encontrei a paz, morro com um sorriso singelo no rosto. Eu, finalmente, morri.
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Fraco. O diálogo, o argumento final. Não sei… acho que poderia ter aprofundado um pouco mais. Para mim o conflito não foi bem desenvolvido.
Concordo contigo Andrey. O texto inicialmente parece que vai mostrar algo mais, porém encerra bruscamente sem dar o esperado, precisa ser melhor trabalhado.
Gostei da idéia do conto. Pode realmente ser mais desenvolvido para ficar ainda mais interessante.
O tema não é ruim. O que realmente faltou foi um melhor desenvolvimento da história. Aprimorar a narrativa irá lhe trazer maior coesão e um maior interesse por parte do leitor. Continue no seu caminho como autor… este é o primeiro passo para se tornar melhor.
podia ter falado mais,faltou alguma coisa pra ficar mais legal.
Obrigado pelas críticas!
O fato que não entendi é que, a principio ele estava mal, e se requixando de tudo, e no final “Morro sabendo que, após todos estes anos, encontrei a paz”.
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Não entendi isso.
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Deveria estar aguniado por não conseguir o que queria.
A morte, para ele, foi um alívio. No final do texto, por exemplo, ele fala que chegou a hora de mudar, de recomeçar. E, justamente nessa hora, ele falece.
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Realmente, foi mal explorado.
Este é o caminho dos que procuram aprender. Com a prática, eliminamos alguns erros e vícios e progredimos em escala geométrica.
Continue neste bom caminho.
P.S.: já analisou meus dois trabalhos? Gostaria de sua opinião sincera.
Abraços.
Obrigado, Franz.
Analisarei-os e darei minha opinião.
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Abraços.
Velhinho, o feedback desse pessoal é 10. Está me ajudando muito.
Eu também concordo com os comentários do pessoal aí de cima.
Acho genial essa metáfora que você usou para a morte espiritual.
Acho que precisa de refazer o texto com uma linguagem mais cuidada e aprimorada, porque dá-me a sensação que você teve uma ideia e a despejou simplesmente, talvez para não se esquecer dela.
Acho que não precisa de desenvolver muito mais, só precisa de mais “verniz”.
O amor de uma vida literalmente! Gotei, apesar de ser fa de carteiteirinha dos melosos finais felizes! Parabéns!
Por um acaso seria o amor com a vida, que ele deixa para traz e depois quando quer voltar a viver é tarde demais?
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Bom… não sei se entendi o que o autor queria dizer, mas como bem sei.. quando o leitor tira uma conclusão da obra, não importa muito o que o autor queria dizer.. hehe.
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Eu curti.
Ah que lindo =D
Eu acho que a morte para ele, pode ser um recomeço para uma nova vida.
Terminei de assistir Titanic e agora deparo-me com esse conto, para a personagem do filme, a Rose, o amor de sua vida morreu e para o protagonista do conto, talvez só consiguiu sentir a paz com a morte, pois, por meio dela conseguiu se livrar desse amor doentio. Amar dói.