Miniconto: Lobo Solitário
Escritor: Diego Alves Vergilio
![]()
Estou envolto de grama e árvores, pisando em terra úmida ao invés de asfalto, iluminado pela luz da lua cheia em cima de mim ao invés de luzes elétricas em postes de concreto.
Ah! A luz da lua, sua luz gelada e reconfortante, a única coisa que parece confortar meu coração que agora pulsa absurdamente acelerado.
Não posso mais viver entre aqueles que eu cresci, não posso mais viver entre os homens comuns das cidades, pois agora eu lhes desejo arrancar o coração e tomar de seu sangue.
Meu abraço não mais é caloroso, é peludo e literalmente capaz de esmagar. Minhas mãos não podem mais acariciar, agora ela possui enormes unhas afiadas feitas para destroçar.
Minha boca não pode mais ser beijada, agora minha face ostenta um focinho repleto de dentes assassinos. E não posso viver com aqueles como eu, pois os odeio por terem me tornado o que sou agora.
O que não entendo é o motivo de eu não voltar a ser normal, como eles conseguem como os vi fazendo. Então o que me resta é vagar sozinho com esta aparência monstruosa, o que me resta é deixar com que a fome me tome por completo e eu me perca de minha sanidade, o que me resta é simplesmente ser um lobisomem.
20 Comments»
RSS feed for comments on this post.























Sobre livros e suas adaptações cinematograficas
#ficadica 004 – Escrever todo dia é a fórmula do sucesso?
A Máquina Diferencial
Resenha do livro "O estranho mundo de Tim Burton"

Muito bacana a ideia de investir no lado emocional do lobisomem, ficou muito bom!
Parabens!
obrigado vinicios, fico muito contente com seu comentário… acho que é uma caracteristica minha, além da ação e da descrição gosto mesmo e de mecher com a parte emocional da personagem =)
Tipo, eu compreendo qual é a ideia do miniconto, mas nesse REALMENTE faltou algo… Acho que você explorou/focou algo que não era necessário, deixando de lado algo que poderia realmente identificá-lo como um monstro com sentimentos.
Sei lá, ficou ‘doce demais’ para um lobisomem. Senti falta de agressividade genuína, mesmo em um coração que sente.
e o final ficou totalmente desnecessário. Todos já sabiam se tratar de um lobisomem.
Eu adorei a ideia, mas acho que você poderia executá-la melhor, com mais intensidade.
Tente chocar, impressionar.
valeu pela dica =) está anotada…
Gostei muito,adoro lobisomens.
Mais achei que vc explorou demais o lado emocional,por que esses seres são muito violentos e senti falta disso.
Nada que um pouco mais de prática não resolva.
É bacana porque mostra o outro lado da coisa. Abrçs!
Diego, a idéia é boa e precisa ser melhor trabalhada. O lado emocional de alguém que não consegue reverter a licantropia é algo que pode render uma excelente história, porém em um mini-conto me pareceu que realmente há uma lacuna, além de um excesso de descrição para um conto curto. Mas há potencial em sua escrita, bastando um pouco mais de treino e atenção aos erros ortográficos.
Assim…
-
Mini-conto, micro-conto ou conto pequeno não é apenas um texto pequeno, Diego.
-
Acredito que o problema não seja somente o sentimentalismo exacerbado do caro lupino. Veja bem, esse seu texto não tem pé nem cabeça. Não tem um objetivo, não tem uma força de impacto, não tem nada. Nem mesmo o personagem! Sem lógica ele odeia os seres humanos ao mesmo tempo que odeia os lupinos por ser como eles. Isso torna o que já pequeno confuso.
-
Se falarmos em técnica de escrita eu lhe daria um 6.0. Você já sabe o jeito mas ainda precisa exercitar mais a prática literária. Não gaste ideias boas com pequenos trechos. Se vc trabalhar essa aqui direitinho da uma boa história.
Feito?
Excelentes dicas, Andrey. Nada melhor do que ser avaliado por alguém que sabe o que diz.
Obrigado a todos pelas dicas, inteligente aquele que aceita seus defeitos para corrigi-los =)
adorei foi a melho coisa que eu ja vi en toda minha eu so matheus
Esta bom, assim como o pessoal disse vc tem a técnica para escrever bem basta , apenas, treinar um pouco. Espero poder ver vc, assim como muitos aqui, se tornar um grande escritor.
nossa eu gostei do jeito que vc abordou os sentimentos do Lobisomem
Lobisomem! Não conheço muito lobisomens, mas eles continuam tendo pensamentos mesmo transformados? Eu sempre imaginei eles tipo o Hulk… bom se bem que o Hulk não perde totalmente a consciência do Dr. Banner.
Depende Guns, depende da abordagem que se dá ao tema, alguns são como o hulk, tem uma fúria incontrolável, outros são como no Storytelling, tem controle de suas emoções e pensamentos durante a transformação, mas são sucetiveis ao frenesi que ai se tornam o Hulk e por ai vai.
-
Agora quanto ao conto, você sabe escrever. Leve muito a sério as dicas do Andrey, o cara é fera e entende muito tanto da prática quanto da teoria. Pelo menos eu levo muito a sério as dicas dele he he eh.
Bah, dei até joinha depois dessa propaganda gratuita!
-
Bom saber que um cara que é melhor que eu na escrita respeita minha opinião!
huahuahau tu tem a tecnica rapaz, e toda a teoria, eu tenho só um pouquinho de tecnica e mais um pouquinho de sorte he he he
Verdade. Tem esse frenesi. Berserker mode!
Ficaria melhor Frenzy, que Berserker mode.
Muito bom essa visão que você deu para o lobisomem, seria realmente muito frustante não poder voltar ao normal.