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Oct
08
2012

O Príncipe e a Flor

Escritor: G.J. Pinheiro

o-principe-e-a-flor

Há muito, muito tempo, existiu um príncipe, dono de um império inimaginável. A sua cidade principal era vasta, com as mais bonitas casas, dotadas de uma nobreza excepcional.

Cada uma era feita de pedra da mais alta qualidade e do mais puro calcário. Por dentro, eram bonitas e grandes. Riquíssimas, eram decoradas com os melhores móveis, com os melhores tecidos e cada uma suportava oito pessoas por casa.

Era o melhor lugar para se viver de momento, pois para além da sua bonita e riquíssima cidade, em redor, tinham um vasto número de bonitas planícies, aglomeradas umas às outras e de perder a vista.

O palácio real era, talvez, a oitava maravilha do mundo. Gigantesco com paredes decoradas com pedras preciosas, a cada intervalo de dois metros, com centenas de janelas banhadas a oiro. Era do estilo classicista.

O príncipe, de tão poderoso que era e com apenas 19 anos, tinha tudo o que um homem da sua idade poderia desejar. Mas os seus vassalos andavam preocupados, pois apesar de ter tudo, o príncipe era infeliz.

Nada o satisfazia.

Até que um dia, um velho amigo do príncipe, mercador, estava de passagem pelo reino.

Sabendo da infelicidade do príncipe, marcou uma audiência com este.

O mercador com cerca de 52 anos, tinha já o cabelo meio grisalho. Era de feições duras, possuía sobrancelhas grossas (também um pouco grisalhas), olhos cor de mel, nariz, um tanto ou quanto largo, e lábios finos.

Vestido com uma túnica esverdeada, trazia um saco de tamanho médio, quando entrou na sala de estar do príncipe.

O príncipe assim que o viu, cumprimentou-o e convidou-o a sentar-se numa das muitas ricas poltronas que havia naquela sala.

Ao porem a conversa em dia o príncipe perguntou:

“Então velho amigo, o que te traz por cá?”

Ao que este responde:

“Vim com novos produtos, exclusivos. Como soube da tua falta de felicidade, passei por cá e trago-te uma coisa que sei que te vai animar.”

Dito isto, o mercador tirou da sua bolsa, a mais bela flor que o príncipe havia visto.

“Encontrei-a nos jardins da felicidade. Só pode ser nova. Nunca a tinha visto e ainda nem nome lhe dei.”

O príncipe ficou bastante surpreendido com tamanha beleza que a flor tinha e como agradecimento ao seu velho amigo e mercador, ordenou para que lhe fosse entregues dez mil moedas de oiro.

A partir desse dia, o príncipe, todos os dias e noites, cantarolava de felicidade, graças à bela flor. Querendo mesmo partilhar a sua felicidade com os seus, concordou em baixar 50% os impostos que o povo tinha de lhe pagar.

***

Passado um ano, a felicidade do príncipe era cada vez maior, mas as más noticias teriam de chegar.

O rei do império vizinho, chamado Skolan, veio falar com o príncipe.

Havia chegado a hora de o príncipe casar com a sua filha, como estava prometido, a fim de acabar com a guerra entre os impérios.

A filha do rei veio viver com o príncipe, para o palácio deste, uma semana antes do casamento. Esta era de uma beleza única. Com cabelos dourados um pouco encaracolados, olhos castanho claro, nariz adelgaçado e lábios carnudos, faziam um equilíbrio nunca antes visto, com a sua extraordinária silhueta, perfeita. Ela estava bastante apaixonada por ele.

Mas como era óbvio, ao príncipe a única coisa que lhe interessava era a sua bela flor.

Graças a isso, um ódio enorme pela flor maravilhosa, foi crescendo dentro da filha do rei e, vendo que com ela viva, o príncipe nunca iria olhar para ela, a filha do rei planeou matá-la.

Durante a noite, enquanto o príncipe dormia tranquilamente, a filha do rei, sorrateiramente entrou em seu quarto. Olhou em seu redor e viu numa pequena mesa ao lado da cama, a bela flor. Tão bela que era que, emitia uma pequena luz à sua volta, tornando-a mágica.

A filha do rei aproximou-se e sem dó nem piedade, deitou uma pequena quantidade de veneno por cima da flor.

***

No dia seguinte, quando a filha do rei acordou, viu tudo de tom negro, o céu estava todo nublado, as paredes eram baças e negras.

Assim que saiu do quarto só ouvia choros. Estes provinham da família e súbditos do príncipe.

O príncipe tinha morrido juntamente com a flor. De desgosto e infelicidade ao que parece.

A filha do rei incrédula com a situação, sentiu o peito a queimar.

Tanto que o peito lhe ardia que não conseguiu evitar as primeiras lágrimas e consequentemente o choro.

Uma das suas aias ao vê-la naquele estado perguntou-lhe o que passava para ela estar a chorar e a gritar daquela maneira.

Com as suas últimas forças, a filha do rei, apenas apontou para o próprio peito, pois no instante seguinte, embateu no chão, já sem vida.

A aia aflita, rasgou as vestes superiores do corpo da filha do rei.

Horrorizada com a visão, desmaiou.

A filha do rei tinha marcado em seu peito e num tom esverdeado, ‘Joana’, nome que o príncipe tinha dado à flor.


Categorias: Contos | Tags: , ,

16 Comments»

  • Guilherme says:

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    cara muito bom!

  • G.J.Pinheiro says:

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    Obrigado =)

    Peço desculpa por demorar em publicar, mas agora estou mais concentrado no meu livro do que em contos.

  • Andrey Ximenez says:

    Thumb up 1 Thumb down 0

    Erros gramáticos e ortográficos.
    -
    Fora isso gostei da narrativa, mas achei, em geral, fraco.

  • Samila says:

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    Hum, descritivo demais no início, ao ponto de cansar.
    Acho que merecia um final mais trabalhado… mas gostei da história…

  • Thainá Gomes says:

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    Gostei da história

  • Asami says:

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    Acho que o fim foi abrupto demais, fora isso a estória ficou legal. :D

  • Lord Jessé says:

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    De certa forma, bom. Entretanto tem algo que não me agradou. e não sei dizer o que é, mas algo não agradou.

  • Alex Nunes says:

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    Gostei, achei bom, mas, como outros, senti que faltou algo à fábula.

    Não consigo definir o que…

  • Peregrina says:

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    Interessante,mas acho que falta alguma coisa para a história ser perfeita. Só não sei ao certo o que é,talvez se tivesse um final diferente,menos trágico…
    Ainda assim,é uma boa história. n_n
    Beijos de Chocolate.

  • maria clara says:

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    gostei demais das suas historias adorei

  • Thumb up 0 Thumb down 0

    Curti a história. Mas toma cuidado com as repetições, principalmente se não for usar nome para os personagens. Tem tanto “príncipe” nesta história que vai faltar princesa para casar eles! :)

  • Elton Felix says:

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    Pequenos erros, mas nada que incomode. O que fica impresso é a história que é muito boa. Parabéns pelo estilo de escrita.

  • Thumb up 1 Thumb down 0

    Gostei do conto, mas acho que pode melhorar. Faltou um pouco de magia no final. Talvez se você trabalhar mais essa questão de nomes… Como Gunslinger bem apontou, os personagens não têm nomes, com excessão da flor. Mas tem também o rei Skolan. Eu acho que a questão do nome da flor deveria ser mais explorada ao longo da história e o final deveria ser mais revelador. Com alguns ajustes, acho que daria um belo conto de fadas. =)

  • Thumb up 1 Thumb down 0

    Cara, a primeira vez que comentei esse texto foi em 2010.
    -
    Então
    -
    Gostei da história. O fato dos personagens não terem nome não chega a ser importante. Inclusive é uma marca dos contos pós-modernos ocidentais.
    -
    Mas de fato, há um certo excesso de repetições de palavras que poderiam ser substituídas por outras palavras, de campo semântico semelhante.
    -
    Mas no mais o texto está bom. Ele possui uma pegada bem atraente.
    -
    Como disse o @Sombra, acredito que a história possa ser melhor desenvolvida. A ênfase no nome da flor é um elemento interessante.
    -
    Alongando na devida proporção, com comedimento, realmente ficaria uma história classe A.
    -
    PS: Não gostei do uso de aspas para as falas. É um estilo europeu antigo. Não fecha com a conceituação do Brasil pois remete à citação, não há discurso direto livre.
    -
    ;)

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Publicado por G.J.Pinheiro

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