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Publicado por Eric Novello

– que publicou 4 textos no ONE.

Eric Novello estreou na literatura em 2004 e vem misturando temáticas fantásticas e realistas desde então. Multitarefas, é tradutor, editor, consultor e copidesque, tendo trabalhado com vários nomes da nova geração.

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Nov
08
2012

#ficadica 004 – Escrever todo dia é a fórmula do sucesso?

Muito tempo atrás, em uma galáxia distante, trabalhei em uma drogaria prestando assistência farmacêutica para pagar a escola de cinema. Ser farmacêutico de balcão é um trabalho cansativo e curioso, com duas facetas opostas. Há o lado burocrático e entediante de conferir receita, fazer registro no livro de controlados, ter horário certo para tudo e lidar com fiscalização. E há o desafio intelectual de entender o que está dentro daquelas caixinhas, tirar as dúvidas mais surreais dos clientes e ajudá-los de fato, acalmar os mais revoltados e treinar a sua equipe.

ficadica-eric-4

Para aliviar a pressão do lado burocrático, adotei a seguinte postura: de segunda a quinta eu seguia todas as regras da empresa, da cor do sapato à entonação do bom-dia. Sexta-feira, my game, my rules. Sexta era o dia de não levar desaforo para casa, de responder ao cliente, ao chefe e aos funcionários exatamente o que eu estava pensando. Sexta era o dia de juntar o cara de jaleco branco com o aluno da escola de cinema.

Graças a essa postura fora do padrão, fui convidado a montar um programa de treinamento para as lojas da rede naquele bairro. Seis meses depois, o programa foi adotado por toda a empresa, e funcionários de mais de 100 lojas passaram por ele.

Então, antes de qualquer coisa, a minha resposta ao tópico “Escrever todo dia é a fórmula do sucesso?” é não. E se você não entendeu o que farmácia tem a ver com isso, dê uma relida.

Sem entrarmos no mérito do que é sucesso para cada um, prefiro pensar na palavra “produção”.

Para gritar por aí que você é autor, basta ser maluco. Mas para publicar, é preciso um texto pronto e, vamos ser utópicos, bem escrito e revisado. Se o seu objetivo é escrever um conto de dez páginas por ano, você já tem a sua meta, basta estipular os seus horários. Daqui a dez anos você terá uma coletânea muito boa em mãos! Se o objetivo for um livro de 200 mil palavras por ano, a cada dois anos, três, será preciso dedicar um pouco mais de tempo a esta ignóbil atividade. Se você vai redistribuir esse tempo a partir do horário de trabalho ou do PS3, cabe a você decidir. Só não se esqueça de que passar o dia inteiro jogando não vai gerar um texto pronto no fim do mês. Ou do ano… da década. O objetivo é seu.

A outra palavra mais instintiva é “treino”.

É preciso treinar. Na escola de cinema cansei de ouvir “chega de estudar, vá escrever roteiros”. A escrita é um exercício constante. A prática tem desafios diferentes da teoria. Seja lá qual for a sua profissão, você sabe disso.

O que não podemos ignorar, e que talvez não seja tão instintivo, é o espaço vazio. O tempo morto. Uma história nasce muito antes de ser contada. De uma ideia no bar, de uma cena vista na esquina. De uma frase em um anime. Seja no silêncio ou em uma overdose de dubsetp, tudo isso faz parte do processo criativo. Com o tempo, cada um encontrará os seus gatilhos, e essa peculiaridade não pode ser massacrada pelo esquema industrial.

É importante bater nessa tecla porque alguns autores importaram o discurso dos manuais americanos de que um bom escritor é aquele que produz sem parar, maquinalmente. “Escreva todo dia, mesmo que por meia hora, mesmo que você jogue tudo fora no dia seguinte.”

Essa pegadinha nasceu, talvez, de uma deturpação do discurso da profissionalização. Um autor profissional, ou seja, aquele que vive do dinheiro ganho com a sua literatura, precisa de uma produção x para pagar as contas. Quanto mais alto na pirâmide, quanto mais ele vende, menos ele precisa produzir por ano. Para quem está na base, o jeito é escrever o máximo possível, acumular séries como se acumulam turnos de trabalho. Nessa base, incluo alguns nomes que leio e curto bastante, mas não tenho qualquer ambição de ser como eles.

Como eu disse recentemente em outro texto, o que está por trás dessa regra inventada é um mercado que vive da produção de lixo em massa, cheio de atravessadores sustentados pelo ciclo de coleta e reciclagem. Um mercado global que precisa alimentar seu público interno e também despejar seus produtos nos demais continentes. Os pinguins que o digam. Basta um passeio por qualquer livraria para entender o que estou dizendo.

Sem me alongar, tenha em mente que este discurso defende um lado só, o do mercado. Não há nada errado em ser um autor de mercado. Invista, vá em frente e boa sorte. Todo mundo precisa pagar as suas contas. Mas existem outros caminhos.

O que é mais saudável para a minha literatura, decido eu.

My game, my rules.

Se vale um conselho, faça o mesmo.

21 Comments»

  • Tem muita gente por aí que defende essa do “escreve todo dia”. Acredito que isso é positivo para quem está começando, pois… é necessário criar esta rotina para condicionar a mente e pegar ritmo de escrita.

    Mas gostei do My Game, My Rules. (to achando que o Eric escreveu esse texto para acabar com a concorrência no mercado literário… e todo dia ele escreve umas 5 mil palavras! :D)

    Acredito que seja fato.. se o cara escrever, só pq tem de escrever, nessa rotina maldita… ela vai colocar no papel muita coisa ruim, que pode se arrepender. E isso acaba gerando apenas mais trabalho, pois depois tudo é revisado, muita coisa é alterada ou jogada fora.

    Como trabalho com TI e seguimos metodologia de gerenciamento de projetos… nada como pensar muito antes de colocar a mão na massa. 🙂

  • Eric says:

    Um jeitão diferente de redizer tudo acima é que digitar um texto não é a única forma de se trabalhar uma história 🙂

  • Bibliomante says:

    Muita boa a forma como você colocou essa opinião.

    Voltei a escrever no finalzinho de 2011 e de lá para cá foi uma batalha épica encontrar meu ritmo, descobrir o que funcionava para mim e o que não funcionava. De fato eu cheguei a seguir – ou melhor, tentar seguir – a ideia de que você “deve” escrever todos os dias…

    Acabou que eu me vi parando por uns 3 meses – entre Julho e Setembro deste ano – após o que retornei disposto a mudar algumas coisas: acabou que hoje eu só escrevo no Fim de Semana e no meio de semana tento me manter em contato com a obra de outras formas – a leio, faço anotações quando surge uma ideia, e principalmente leio, leio, leio, mas leio muitos outros livros e faço outras coisas de que gosto.

    Eis que comparando os textos do segundo semestre com os do primeiro eu vejo a grande diferença entre eles – os primeiros eu escrevi – algumas boas partes – obrigado, os segundos eu escrevi essencialmente o que eu realmente gostei de escrever.

    Ainda estou treinando muito, mas menos encanado com as dicas mecanicistas.

    Só acho, assim como o Gunslinger falou, que para quem está começando mesmo – do zero – é bom para praticar e adquirir experiência. Mas quando se já tem certa familiaridade com a pena – e também outras responsabilidades além da escrita – é preciso seguir o velho conselho de que exagerar nunca é bom.

    • Gostei dessa sua pegada. Ter as horas de dedicação a escrita. E utilizar alguns dias para re-ver algumas cosias no texto, pensar na história… ou seja, trabalhar a obra de uma maneira diferente, sem precisar se debruçar no papel e jogar palavras. 🙂

  • Valentina Silva Ferreira says:

    Eu preciso escrever todos os dias. E quando digo escrever, não falo, necessariamente, em sentar diante do computador e traçar um parágrafo, um capítulo ou um conto. Muitas vezes, passo uma semana – mais não – longe disso. Mas ando sempre com um caderninho na bolsa e anoto tudo o que me vem à cabeça, o que vejo, o que oiço, o que experimento. Uma frase, um início, um meio, um fim, sei lá, alguma coisa. Alguns rabiscos utilizo, outros nem tanto. Os meus romances começaram todos assim. Faço isso e noto a diferença de uns três anos atrás, quando só escrevia naqueles momentos de nirvana, que aconteciam de mês a mês e andava desconectada da escrita. Achava que escrever era dentro de quatro paredes e só quando os deuses da inspiração baixavam em mim. Quando decidi que a coisa tinha que ser levada a sério e comecei a escrever todos os dias, isto é, a levar a escrita para fora de casa, a melhoria que se deu em mim foi gritante. Eu sei que preciso de treino e também sei que, se parar, fico com preguiça que se acumula com outra preguiça e, pronto, a situação fica descontrolada. My game, my rules (adorei!). Outra coisa que aprendi recentemente foi que o facto de escrever muito, não significa que tenha que tentar publicar tudo o que escrevo. Pode correr mal. O feitiço pode virar contra o feiticeiro. E isso quem me ensinou foi o Marcelo Amado que, graças ao destino lindo da internet, é meu editor. Por outro lado, conheço gente muito talentosa que só escreve uma vez por semana, que só pensa no texto uma vez por semana, que separa a escrita de tudo o resto e resulta com eles.
    Belo texto, Eric. Como sempre. Vemo-nos em São Paulo 😉

  • Patch. says:

    não seja como tantos escritores,
    não seja como tantos milhares de
    pessoas que se dizem escritores,
    não seja maçante e chato e
    pretensioso, não seja consumido pelo
    amor próprio.
    as bibliotecas do mundo têm
    bocejado a
    dormir
    sobre o seu tipo.
    não seja mais um.
    não escreva.
    a não ser que saia da
    sua alma como um foguete,
    a não ser que isso faça-o
    levar à loucura ou
    suicídio ou assassinato,
    não escreva.
    a menos que o Sol dentro de você
    queima seu âmago,
    não escreva.

    Tio Buk

  • Bruno says:

    É, vou ser o cara do contra desta vez.
    Acredito que escrever todo dia é como um treino constante e que não importa o nível de cultura, técnica ou planejamento que já se tenha adquirido nunca se deve parar. Lendo este texto fiquei com a impressão que se deve prestar atenção a tudo que se escreve e sempre ter algo de interessante a dizer e isso não é verdade. Nem todo texto deve trazer uma história original, pode ser uma besteira do dia a dia, uma receita de bolo, uma versão de música ou nomes ao acaso. O importante é escrever sobre tudo que lhe chama atenção. Aquele cara que acha que já tem o suficiente para escrever um bom texto tende a ficar preso no passado. Ainda agora leio textos com uma linguagem complicada e antiquada que até fariam sucesso no sec. 19, mas em tempos de filmes e jogos, em 3D, recheados de ação simplesmente não se encaixam, ninguem termina de ler. Novos recursos sempre aparecem. A internet esta ai e eu pessoalmente pouco entendo o que essa gurizada escreve, mas eles são nosso público e devemos estar sempre atualizados, achando uma maneira de conquista-los.

    • Carlos says:

      “Besteira do dia a dia” não. Chega, já tem besteiras do dia a dia a dar com pau. Basta abrir o catálogo da maioria das editoras, basta dar uma espiadela em grande parte das antologias que são publicadas mês a mês.
      A maioria não presta.
      Outra coisa a que tenho ojeriza é essa noção de que literatura que faz uso de palavras que não são coloquiais é literatura antiquada, demodé, pedante. Penso que a literatura não tem que se preocupar em concorrer com jogos ou filmes ou desenhos animados. Isso é besteira. Tanto quanto a preocupação de que se tenha que escrever “fácil”. Exemplos: Saramago, Antonio Lobo Antunes, que não são autores de literatura fantástica (bem, há de se entender a fantasia como algo verdadeiramente AMPLO). Existe uma coisa que eu tenho asco nessa noção de literatura de entretenimento que é a de que ela tem de ser acessível: os livros que mais me marcaram na vida são aqueles que tem uma linguagem mais trabalhada e não seja necessariamente um page turner. Não são os livros que têm que se adaptar aos leitores, mas os leitores aos livros, o que ocorre com a maturidade do homem. Compreenda que há muita coisa fantástica de qualidade para além das listagens de bestseller. Muita coisa mesmo. E, portanto, antes de lançar qualquer coisa no mercado editorial só porque você não tem mais nada pra fazer, é preciso estudar, treinar e prezar pela qualidade do texto, não só ficar à mercê da noção de concorrência com outros tipos de mídia.

  • gilkar carvalho says:

    Olá, interessante. Acho q se deve escrever sempre q a INSPIRAÇÃO vier à tona, como uma boa idéia a ser desenvolvida. PEelo menos eu ajo dessa forma, abraço. se puder, dê uma olhada em “risos na madrugada”, valeu

  • Eric says:

    Pratiquem muito! Tenho 2 livros e meio aqui prontinhos que escrevi apenas para isso, praticar, quando estava recomeçando. Mas não percam de vista que sentar em um banco na praça e ver a vida passar também é escrever. É ali que está a essência de tudo. E sem a essência, bem, já tem letra amontoada demais nas prateleiras.

    Abraços!

    • Ter percepção e sensibilidade aguçadas, forma um bom escritor. Disse tudo Eric. Sentar e parar para olhar as pessoas.. vivendo, também é escrever. 🙂

  • I. P. Araújo says:

    Um ótimo texto, de fato. Não é extremista, nem defendendo a produção pura ou a inspiração anti-produtividade absoluta. É realmente uma coisa difícil de se trabalhar, escrever. No fim, cada um tem seu próprio ritmo mesmo — a diferença está nos resultados de cada ritmo.
    Você pode acabar sendo uma Emily Brönte e só escrever um grandioso livro em toda sua vida… Ou produzir uma infinita quantidade de livros, como Pratchett (o que não prejudica na qualidade deles, na minha opinião pessoal).
    No meu caso, descobri que só consigo produzir se eu LER. Não o que eu estou escrevendo, mas outros livros, outras histórias. Sem a leitura, a inspiração para escrever cai drasticamente.
    My game, my rules. 😉

  • Gostei do texto. Assim que li o título, lembrei de uma entrevista antiga (acho que dos anos 80) do Stephen King, afirmando que escrevia todos os dias, exceto no dia do aniversário, da Independência e do Natal. Isso acabou se tornando uma espécie de “credo” para uma geração de escritores – até ele confessar anos depois que estava um pouco “alterado” (leia-se: cheio de cocaína ou alguma substância similar)e que exagerou na história 🙂

  • Priscilla Rubia says:

    Eu não consigo escrever todos os dias, a não ser se estou escrevendo um conto. Fora disso, eu escrevo quando me vem uma ideia na cabeça. As vezes nem é uma ideia pronta, são pedaços que jogo em um caderno e ás vezes os utilizo, as vezes não.

  • remotaku says:

    My game, my rules. Escrever todo dia funciona bem pra mim.

  • MilenoJanker says:

    Ótimo Texto,
    Obrigado pelas dicas e por me abrir olhos diante destes detalhes sordidos!
    Att,
    Milêno Janker, o Bruto.

  • Péricles Linhares says:

    A escrita diária é importante, claro que vai da pessoa saber quanto vale o tempo gasto em escrever. li no “ON Writing” de Stephen king, que ele escreve oito horas por dia, só parando no natal e no dia da independência.
    acho que quando uma pessoa se sente entediada a escrever, ela deve se perguntar o por que de estar fazendo isso.
    Acredito que a disciplina é a chave.

  • Eric says:

    8 horas por dia.
    Um turno de trabalho.
    Trabalho mais do que ele, se for pensar. Eu e muita gente. Pago as contas com tradução e copidesque, ajudo o mercado com as participações em editoras, organizo coletâneas e ainda escrevo, quando não estou caindo de sono.

    Meu texto critica dois pontos, principalmente. Não podemos pegar o que faz um autor profissional de um mercado totalmente diferente do nosso e usar como regra. Primeiro de tudo, ele é um ponto fora da curva. Produz muito. Livros grandes, às vezes mais de um por ano. Segundo, literatura não é só o ato de escrever. Sentar no computador é uma parte do processo, apenas.

    E vamos encaixar um terceiro ponto, no improviso. Como faria um Heinrich Böll, um Martin Amis, um Paul Auster, um Hal Duncan da vida?

    Mas, como eu disse, my game, my rules.
    O que funcionar para você, invista com tudo.

  • Recentemente li a Arte de Escrever de Schopenhauer e tirei alguns ensinamentos que, penso, têm a ver com o assunto. O autor afirma que enquanto a leitura promove a absorção dos pensamentos e idéias de outra pessoa, a escrita, por sua vez, representa os pensamentos do escritor expostos no mundo.

    Até aí, tudo certo, né? Ocorre que, para escrever, o leitor precisa pensar, e só é possível “pensar” nos momentos de ócio, de lazer. Não se pensa enquanto se lê, nem enquanto se desenvolve alguma outra atividade laboriosa. O “pensar” a que schopenhauer se refere diz respeito às idéias criativas, originais, que efetivamente poderão mudar o mundo.

    Quem lê demais e escreve, apenas replica aquilo que leu. Quem, ao contrário, lê de menos e escreve de mais, têm a tendência a ser prolixo, enrolar, já que, a princípio, não colecionou histórias suficientes.

    Portanto, como tudo na vida, há que haver um equilíbrio entre a leitura, o pensamento (a construção do conhecimento) e a escrita.

    Vejam que a atividade criativa reside no pensamento, na digestão da leitura, na “viagem” que empreendemos em nosso interior nos momentos de ócio. A leitura e a escritura são atividade meramente mecânicas, de absorção ou de exposição de conhecimento, respectivamente.

    Enfim, é isso. Eu tento seguir essa filosofia. Não sou “devorador” de livros, muito menos escritor compulsivo. Mas tenho um bloquinho ao meu lado para anotar todos os pensamentos que eventualmente me ocorram, a fim de subsidiar minhas obras (quem vê pensa que tenho algo publicado kkkk).

    Valeu!

  • Lucas Valadares says:

    Eu até gostaria de escrever todo dia, mas não consigo. Gosto de escrever quando eu acho que vou escrever uma coisa boa. Não gosto de escrever pra jogar tudo fora depois. Por isso as vezes fico preso por uma, duas semanas em uma cena de dois paragrafos por não saber como aborda-la. Mas depois de um tempo pensando, sempre consigo escrever algo. My game, my rules. Muito bom.
    Abraço

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