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Publicado por fr.clarice

– que publicou 1 textos no ONE.

Olá, me chamo Clarice Ferreira. Fiz Artes Visuais e atualmente curso Comunicação e Marketing. Trabalho como Coordenadora de Marketing para um grupo de lojas. Comecei a escrever com oito anos e não parei mais.

Já tive alguns blogs, mas confesso que estou em busca da pseudo perfeição.

Escrever ainda é um hobby para mim, contudo, para quem me conhece, é a minha maior marca.

Acredito que não recebi meu nome ao acaso, “Clarice” me cai muito bem. “É nome de escritora.” Como costumo escutar, e de uma que eu amo, a Lispéctor! Há uns anos atrás andei foi participando de alguns concursos literários, entretanto, considerando meu trabalho um tanto como experimental e diferenciado, preferi permanecer na “clandestinidade” da internet, com comentários mais sinceros e diretos, nada de pedir força aos amigos…. Estou publicando em alguns outros sites também. Vamos ver no que dá. CONVIDO-LHE A DAR A SUA OPINIÃO, SERÁ RECEBIDA COM MUITO PRAZER!

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Nov
15
2012

LOÇÃO PÓS BARBA

Acendeu o primeiro cigarro da manhã como se do desenrolar do dia e dos fatos não muito se importasse. Fumava como um ar cigano, abrindo as mãos enquanto soltava a fumaça pouco a pouco na direção do nada. Assistia o jornal da manhã enquanto isso, com os pés cruzados e sobrepostos em cima do pequeno puff de couro em frente a TV. Deu profundos e longos suspiros, apagou o cigarro em seu cinzeiro longilíneo prateado de metal observando as cinzas que lá se acumulava já há alguns dias. Tirou suas roupas deixando-as caídas pelo chão do banheiro, não se importou muito com o que alguém poderia dizer, não tinha ninguém ali mesmo para assisti-la ser um tanto quanto relapsa… Soltou seus cabelos presos por um elástico velho e carcomido e abriu o chuveiro pondo seus pés graciosos sob a água quente derramando-se ao chão do box. Tomou seu banho matinal como quem se preparava para um dia longo e reticente, difícil de se levar e deglutir, passando longos minutos de baixo daquela água viu um filme passar em sua mente, lembrando-a de tantos indesejadas memórias. Fechou o registro girando-o para a direita, novamente fleches ligeiros passaram em seus olhos… Secou-se e vestiu suas roupas íntimas, escolhendo uma das melhores, para alguma situação que por um acaso pudesse se insinuar durante o decorrer do dia. Deixou os cabelos pretos semi presos, meio mal arrumados, com um certo charme como era de costume. Olhou-se no espelho, apalpou sua face procurando se encontrar, abaixou os olhos a procura de sua melhor maquiagem. Passou seu batom, vermelho, perfeito para contrastar com a pele branca e os olhos azuis acinzentados. Tomou uma boa xícara de café amargo, sem açúcar., ajudando um pouco a retirar o excesso daquele batom um tanto quanto exagerado sem que precisasse recorrer a lencinhos de papel. Pronto, estava perfeita. Calçou os sapatos, vestiu sua meia calça preta. Saiu pela rua, foi viver.

 

Andou por ruas antigas e estreitas, ora apresentando-se receptivas e acolhedoras, ora revelando-se sombrias e inebriantes, entretanto divertia-se com a diversidade de pequenos antiquários escondidos e encravados entre as sombras dos prédios tombados pelo patrimônio histórico da cidade. Em suas fachadas de pedras antigas pouco se relavam, sendo apenas notados por aqueles bons conhecedores do centro antigo da cidade. Em seus interiores novos artistas se misturavam a réplicas de artistas antigos consagrados, dando um ar um tanto quanto estranho e grotesco proveniente daquela mistura esquisita da arte clássica a obras de arte conceitual. Avistou um velho pipoqueiro com sua carrocha encostada a frente de um prédio e por pouco não lhe comprou um saquinho de pipoca quando reparou numa bela confeitaria antiga que se pronunciava imponente por de trás do pipoqueiro tornando-os concorrentes, pode-se dizer desiguais. Entrando no estabelecimentos foi de pronto invadida por uma infinidades de sensações e aromas passeado pelos perfumes da jujuba, chocolate, cereja a machimellows, seus olhos vislumbravam perfeitas combinações de cores fundidos e doces e guloseimas convidativos ao consumo. Comprou seu pedaço de sonho, hesitou um pouco antes de mordê-lo, pensando em qual sonho aquele ali se referia, e depois abocanhou-o, deixando que seu doce de leite se misturasse a sua língua, acariciando seu paladar. Lambeu os dedos limpando o creme escorrido. Sentiu prazer. E pôs-se a caminhar meio a esmo, procurando por algo que nem mesmo ela sabia.

Entrou numa pequena loja de artigos esotéricos, toda colorida e enfeitada, lhe remeteu um pouco a sua infância, com estatuetas pequeninas de duende, gnomos, silfos e fadas por todos os lados, sobre as prateleiras, os caixas e pendurados aos montes por fios de contas ao teto, conferindo ao estabelecimento um ar um tanto quanto mágico quanto uma loja de artigos esotéricos deveria ter. Percebeu então que espalha-se pela loja um aroma inebriante de sândalo, como houvessem queimado ao mesmo tempo mais de 10 incensos da iguaria. Sentindo-se um tanto quanto sufocada, comprou logo um pote de pétalas perfumadas e retirou-se dali. Ao chegar na porta, cheirou-as exalando o cheiro das rosas. Guardou-as em sua bolsa e couro, respirou um pouco de ar puro e deu voltas pelo quarteirão, comprando mais alguns livros de culinária para completarem uma infinidade de pilhas e mais pilhas de livros do mesmo tema que tinha e colecionava em casa. Decidiu ir trabalhar. Não se demorou mais muito tempo. Virou a esquina, fez sinal, pegou o ônibus em direção a Zona Sul. Esquivou-se durante a viagem nos bancos traseiros da viação rabiscando anotações nos livros comprados. Ficou a imaginar delícias prontas em sua cozinha, a boca a salivar… Sentiu prazer.

Senti-a com às vezes atropelasse as horas tentando conter-se em si mesma, dando-lhe pequenos momentos de prazeres momentâneos aos quais se atrelava segurando seus pensamentos e sensações a inúmeros sentimentos que podia reter em pequenos recipientes de já guardados há muito, muito tempo… O cigarro se apresentava então como oportunidade de ter instantes reflexivos provenientes de alguém tão complexa que não conseguia compreender a si mesma. Era densa e assim se sentia, mergulhada em lagos de memórias e fatos convexos e não convexos, tentando alinhavar a si mesma em fumaças. Fumava então um tanto de tudo, as incertezas, aos amontados de adeus ditos levianamente, as portas fechadas, às vezes que pôs-se a ir embora sem razões pseudo aparentes. Guardava tudo em gavetas, para depois abrir, bem depois, entre um trago e outro qualquer… Tateava o chão antes de pisá-lo, e desde os últimos tempos e acontecimentos, vazia de certezas, fumar mostrava-se melhor do que as coisas que tinha dito, incoerentes sobretudo. Tantos tempos revelavam-se misturados, sem lhe interessarem tanto o quando deviam, engrenados a nado, alinhavados a fatos que tentava deixar um pouco mais leves nas suas fumaças…

Descendo do ônibus e caminhando um pouco mais, entrou num edifício grande e longilíneo, de paredes frias e impessoais. Apertou os botões do elevador metálico que a levariam até seu andar. O metal tinha um tanto quanto disso, essa propriedade capaz de dar-lhe a frieza apropriada para aquele ambiente de negócios e não de prazeres… E já alguns minutos atrasada apressou o passo, deixando que o salto do sapato estalasse sob o solo, emitindo proeminentes barulhos um tanto quanto mal educados. Entrou em sua sala em silêncio, não tinha vontade de falar com aquelas pessoas ali, não as via como suas amigas, era selva de pedra e como pedra seria, apesar de abarrotada, era melhor que nenhum sentimentos viesse à tona e por um acaso cometesse o erro de se expressar. Não cumprimentou ninguém, não parou para pegar café, não deu meios sorrisos, congelou suas expressões faciais.. Fechou as portas de sua sala. Sentou-se a sua mesa rígida e finalmente sentiu um tanto de paz. Ligou o som baixinho, deixando que o jazz contemporâneo tornasse aquele ambiente minimamente boêmio e enrolou longas horas do dia, simplesmente se deliciando com seus pensamentos perdidos no olhar…

Respondeu alguns e-mails. Alternava a tela de seu computador entre uma aba e outra da internet passeando por temas fúteis e irrelevantes. Sites de assuntos relacionados a celebridades, novas formas e maneiras de reinventar seu guarda roupa, esmaltes da moda, cortes de cabelo, coloração… Tudo menos trabalho, naquele momento, apesar de ter muito orgulho a respeito do que era e fazia, seu emprego era tudo o que menos a importava. Já tinha chegado aonde queria, e mais um ou menos um dia de ócio não lhe tirariam sua posição, e se tirassem, facilmente arrumaria uma boa colocação em algum outro lugar qualquer de paredes frias e pessoas indesejáveis. Não, não era isso, muitas coisas se passavam em sua cabeça e ela estava hermeticamente fechada para o mundo dos negócios. Tinha dificuldades graves de metabolizar aquela avalanche de perguntas, sentimentos e lembranças, então simplesmente se distraía, deixando que o tempo passasse e as horas corressem, sem muito comprometimento… Já era quase final do dia quando recebeu um e-mail surpresa, era aquele homem de meia idade e modos duvidosos que a queria encontrar. Impreterivelmente hoje. Em dias normais, talvez dissesse não, já haviam se enrolado entre uma semana e outra passada, enrolada ao caos que se precipitara sob sua vida. Era um caso simples e comum do meio de tantas oscilações do humor. Sabia que ele não era boa companhia e que ás vezes seus gostos sexuais a ofendiam, mas naquele momento, era disso que ela precisava, se agredir um pouco, e disse que sim, que iria encontrá-lo, dizendo ao seu ego que hoje teria um pouco de castigo. A verdade é que não tinha a menor ideia do porque aceitara ir vê-lo. Ele não era seu tipo, não tinha nada de agradável, e resmungava as horas enquanto movimentava-se sobre ela até gozar. Mas ela sentia-se tão inerte diante dos sentimentos, que achou que talvez aquilo pudesse lhe provocar qualquer tipo se sensação e reação o que já seria um progresso e tanto. Ele queria encontrá-la aquele dia, sem meias palavras. Para já, para ontem. Acendeu mais um cigarro, foi para a janela, ficou a contemplar o ir e vir de pessoas no calçadão lá em baixo, perdida em tantos pensamentos… Que momento novo era aquele em que se encontrava estagnada não conseguindo de lá sair de jeito nenhum? Sentia-se como presa no tempo e no espaço, sentia-se como meio morta, um corpo sem alma suprindo apenas as necessidades mais vitais por uma mero costume, se não na cama mesmo ficaria. Jogou suas cinzas da janela. Riu daquele povo passando lá em baixo. Se fosse em outros tempos (os áureos) provavelmente eles a deixariam inspirada conjecturando sobre as inúmeras histórias que cada um carregava consigo, ali, bem ali, naquele ir e vir de um amontoado de gente. Mas agora não, não via mais graça neles, e aquelas pessoas, eram somente pessoas, chatas, entediantes e pouco interessantes como aquele homem que aceitara se encontrar. Dentre os pequenos momentos de prazer que ás vezes sentia, um deles foi passar aquele longo dia de trabalho a enrolar as horas sem absolutamente nada fazer entre tantas pilhas e pilhas de trabalho.

Já eram cinco horas da tarde quando pegou as escadas. Quis descer sozinha, sem ter ninguém para dividir seu espaço, ninguém para ter que desejar um bom final de dia, ninguém para lhe perguntar nada . Saiu clandestinamente pelos fundos sentindo-se feliz que conseguir fazê-lo se topar com aquelas figuras indesejáveis. Ao sair do prédio e virar a primeira esquina deu de encontro com um antigo amor. Já fazia muito tempo e aquele homem já gordo e careca não passava de um resto de uma lembrança de alguém que fez a alegria de algumas noites pertencentes a um passado distante. Ele a olhava assombrado porque enquanto as pessoas em sua maior parte são castigadas pelo passar dos anos, ela, Maria Elisa, só se revelava melhor, exibindo uma exuberância proeminente mesmo em dias nublados e chuvosos. Ela lhe sorriu sonsamente de lado, percebendo seu espanto e divertindo-se com isso. Acelerou os passos deixando aquelas lembranças para trás e pegou o metro.

Durante sua viagem segurou-se nas barras de metal da condução enquanto pensava algumas insanidades meio torpes, meio sensuais, ali, bem ali no meio de todos. Ás vezes também se refugiava do sexo, assim como no cigarro, aliais, são duas ótimas diversões para quem se está no final do poço, podem deixar algumas ressacas morais, mas como ela era uma mulher moderna e contemporânea não passava muito por aquelas males pós sexo casual. Olhou um homem a sua frente, sentiu-se excitada. Já estava quase na hora… Mordeu os lábios pensando que hoje tentaria tornar os momentos próximos os mais prazerosos possíveis, mesmo que para isso precisasse fantasiar histórias em sua mente. “Qual era o mal nisso? Uma mão lava a outra.” E como não saber que aquele homem desagradável também estaria fazendo o mesmo. Não tinha ilusões, as coisas eram como eram. Sapos não viravam príncipes encantados e ponto final. Hoje a noite apenas tentaria divertir-se minimamente. Apenas um orgasmo e já teria valido a pena despencar-se para o outro lado da cidade ruma a mais uma aventura sexual sem muito sentido.

Desceu do metro e entrou na rua das boêmias. Prostitutas tentavam vender seu ganha pão ali, ainda no entardecer com a luz do dia. Deu sorrisos para as flores, as chamava assim. Não tinha absolutamente nada contra elas, pelo contrário, em sua cabeça acreditava que elas estavam em pontos diferentes de uma mesma linha. Ambas viam o sexo como sendo casual, entretanto elas o comercializavam, enquanto ela os dava, a quem bem pretendia, sendo assim, mas livre. Já fizera amor, tentou não lembrar-se disso. Aquela doía, e para matá-la quase pronunciou-se sobre ponto de camélias oferecidas, oferecendo-se também para o abate. Precisava a todo custo matar aquela dor que a corroía e não saía dali de dentro de jeito nenhum. Ah como se odiava! Não era assim, não permitiria que aqueles sentimentos a perturbassem tanto. Mas fato é, que querendo ou não, eles já a perturbavam. Jogou beijos aos rapazes. Ficou só nisso mesmo. Já tinha destino certo, era ali, logo ali, no próximo quarteirão aonde ele a aguardava em seu apartamento pouco iluminado.

A noite caiu, ela parou um pouco para ficar olhando a lua, namorou-a com borboletas dançando pelo seu ventre, mistificando-se a um quê de amores e sensualidades sortidos aos ares noturnos, insinuando-se, sorvendo, volvendo, desejos e sensações e continuou sua caminhada despindo-se daquelas preocupações tão, tão chatas de rotinas inúteis e monótonas, tão, tão entediantes. Saiu então, a procura de novos ventos libertários, primos daquela liberdade que tanto apreciava. Entrelaçada as clandestinidades que praticaria hoje, ladeou a lua, relembrando-se sua influência um tanto quanto perniciosa. Meio sonhadora, quase doce e na verdade, libidinosa, liberou sensibilidades a flor da pele e amores aos olhos… Deu seus uivos pelas esquinas. As garras já estavam afiadas e pintadas de vermelho. Entrou no prédio antigo, subiu as escadas. Apertou a campainha. Apoiou-se de lado e esperou que ele a atendesse. Um frio congelou seu estômago. Manteve-se quieta.

Estava com um rosto bonito, como se lembrava da última vez (já há algumas semanas atrás). Sim, ele era bonito, o problema não estava em sua beleza, mas na forma como ele via a vida, e nas coisas que gostava de fazer com ela entre aquelas quatro paredes. Ele com certamente não era um homem comum e gostava de ser agradado de formas que ela não gostava. Ele sentia prazer em partes escusas do seu corpo, e em ejetar líquidos não comuns ao sexo em cima dela. Ela havia permitido aquelas sandices não sabia muito bem porque e desde aquele dia, ele a atormentava querendo repeti-las, de novo e de novo, mais e mais uma vez. Com certeza não era toda mulher que toparia uma coisa dessas. Mas Elisa tinha mania que cabeça aberta, mania de rebeldia, de ser diferente, de agradar, de ser o máximo e se esquecia que no final de tudo era uma tonta romântica que havia se apaixonado por homem que não há queria mais. Como nega-se a admitir sua dor para se mesma, se metara ali, naquele cenário sexual, tão, tão estranho… Ele sorriu gesticulando para ela entrar. Sentiu logo de longe o cheiro da sua forte colônia de barba, gostava, mas não gostava dela. Sentia nojo de o beijar na boca e pensou que se talvez fosse logo abrindo as pernas pudesse evitar aquilo. Mas ele a segurou pelo braço, puxou-a para dentro do apartamento e colocou logo seus lábios sobre os dela. Sentiu um enjoo percorrer seu estômago, mas aguentou firme. Jogou-se em seu sofá. Abriu as pernas, colocou sua calcinha de lado, olhou para ele. Não deixou que a tocasse. Acariciou-se. Conseguiu relaxar um pouco. Sentiu prazer. Ele também. Acariciaram-se simultaneamente, um olhando para o outro, mas ainda separados, depois juntos. E ele beijou seu pescoço elevando-a à lua. Ele entrou nela e ela ria em silêncio, num riso meio triste porque apesar de gostar do que sentia não amava o que estava sentindo.

Enquanto ele entrava nela, ela lembrou do outro. Fez de conta de ele o era. Fechou os olhos enquanto tudo acontecia. Imaginou cenas antigas e de repente… De repente o presente mostrou-se até mesmo agradável. Era de novo aquela paixão que que entrava nela, a tocando-a com mãos tão suaves e cheias de amor. Fixou a imagem de Fernando na memória, viril sem ser vulgar, com toques certeiros e inebriantes, sabendo exatamente como fazer de seu corpo uma fonte infinda de prazeres. E até beijou-o agradavelmente, aquecendo seu coração como há tanto tempo não fazia. E tudo ia bem e melhor quando de novo aquele cheiro de loção pós barba adentrou suas narinas fazendo com que ela voltasse a ele. Se concentrou mais um pouco, abriu os olhos e fixou um ponto no teto. Até podia dizer que sentia um pouco de prazer naquilo que acontecia. Seu corpo respondia involuntariamente aos toques não certeiros e ainda assim provocantes. Retornando a memória, lembrou das estrelas avistadas no teto do apartamento fechado, aquele teto não tinha estrelas, mesmo assim, continuou com o que acontecia. Soltou alguns gemidos, ele não percebia, então voltou para o seu amado. Segurou suas costas como antes o fazia, abraçando-o para senti-lo melhor. Mas o outro não tinha as mesmas habilidades e só a tocava em alguns pontos certos. Tudo ia relativamente bem, quando ele a solicitou onde não devia. Gostava de ser lambido em todas as partes de seu corpo e até aonde ela sentia nojo. Mesmo assim o fez. “Já estava ali, fazer o que.” Fez de conta que era uma máquina e tentou manter em mente que aquilo logo passaria, que podia lavar sua boca logo ao final, que aquilo não registrado no seu tempo. Mas ele a solicitava mais e mais e ela sentiu novo. Ele fez com que ela ficasse com ele, mesmo que violentada emocionalmente. É claro que ele, como um tolo que era, não percebia… Quando terminou aquele ato ascoroso ele novamente entrou nela, e dessa vez foi um pouco melhor. Ela Arranhou-o e o sentiu fundo, derrubando um copo posto numa cama ao lado do sofá . Abriu a boca, engoliu o anil e as coisas que não queria também. Ele era inconveniente e não sabia hora de parar. Ela arranhava suas vísceras e entranhas enquanto deixava que ele a comandasse. Fez cara de estranha, jogou a cabeça para trás deliciando-se com algum prazer. Lambeu os lábios. Relaxou a musculatura. Deixou que ele terminasse. Virou o pulso e olhou as horas. Colocou sua roupa e foi embora alegando ter seus compromissos.

CLARICE FERREIRA

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1 Comment»

  • MilenoJanker says:

    Olá,
    Confesso que tentei ler o texto que me parece bom, mas a estrutura me cansou e não terminei.
    Achei que os paragrafos foram longos de mais e muitos cheios. Não tive paciencia.
    Não digo que há algum ruim na historia, pois não a li. Apenos a alerto para tomar cuidado com a forma que organiza seu texto. Talvez depois quando eu estiver mais paciencia volto a ele.
    Por vafor encare como uma critica construtiva e nãoa lgo ruim.
    Att,
    Milêno Janker, o Bruto.

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