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Publicado por Claudeir da Silva Martins

– que publicou 34 textos no ONE.

Claudeir da Silva Martins nasceu em 1987, na cidade de Cachoeira Paulista – SP.
Sou defensor do meio-ambiente e gosto de escrever contos de reflexão sobre a importância de proteger as matas e florestas.

Nota: Aqui é minha base de operação e meu espaço de experimentação literária, ou seja, aqui você pode encontrar histórias com começo, mas sem fim, com técnicas diferentes de narrativa. No mais, agradeço aos comentários desde já.

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May
12
2013

Os sete enigmas da esfinge – 1º Enigma – Parte 3

esfinge

Os sete enigmas da esfinge

 

O primeiro enigma

 

Parte 3

 

            Momentos de aflição, de angustia e de reflexão assolavam tanto Lindorf quanto Mina diante daquela situação… No entanto, Lindorf cansou-se do jogo da Esfinge e exclamou como resposta a oferta:

            – Jamais morrerei nesta pirâmide! Consultarei os poderes mágicos das Runas e invocarei a sabedoria das Nornes.

            Então ele lançou mão de nove das vinte e quatros Runas que estavam guardadas em seu saquitel de couro. E as jogou como se fossem dados sobre o chão. Em seguida fechou seus olhos, e com toda a força invocou:

            “Dos freixos de Yggdrasill conjuro e invoco as Guardiãs do Destino. Eu, Lindorf II, filho de Lindorf I, descendente dos deuses e filho das estrelas invoco os segredos de Urd, guardiã do passado, recorro à sabedoria de Verdandi, a vigia do presente e suplico pela vidência de Skuld, guardiã do futuro! Para que venham prestar auxilio diante deste grande mistério. E para mostrar a toda a raça dos filhos dos homens que os deuses de Asgard são os mais poderosos da terra. Assim conjuro e invoco o poder das Nornes! Pelo sangue que corre em minhas veias, pela força que rege minhas coxas e pelo corte do meu machado assim ordeno. Que assim seja!”

            Nem bem as palavras haviam terminado de sair dos lábios do anão, e… Um vento forte espiritual soprou nos quatro cantos daquela câmera. A Esfinge estremeceu diante de tal energia. “O quê poderia ter sido?”

 

            Atlântida, a rainha dos mares.

 

             Atlântida, o continente mais avançado de todos os dez continentes da Terra. Assim pensava a maioria dos atlantes no auge da ignorância. E para que isto fosse mantido, a Esfinge havia criado um sistema de evolução tecnológica. Com o intuito de criar um exército poderoso. E como este povo era adepto da ciência do bem e do mal, isso é… A progenitora de todas as ciências. Ela se aproveitou disso.

            “Nada melhor que dominar o inimigo pelo que ele mais aprecia.”

             Ao todo havia sete pirâmides naquele continente. Sendo seis delas para a geração de energia livre, localizadas em seis pontos cruciais. A sétima havia descido das estrelas e estava no centro do continente. Era de onde a Esfinge governava Atlântida com garras de ferro.

            Toda a tecnologia avançada deste continente veio junto com a “Mãe de todos os mistérios” que havia transmitido conhecimento na construção de cristais de energia. Tais cristais eram muito utilizados nos ramos de radiestesia, telepatia, radiônica, telecinese, levitação, iluminação e transmissão de energia sem fio. O fio era considerado uma tecnologia ultrapassada para os atlantes.

            Dizia-se ser o povo mais avançado, mas também o mais orgulhoso, prepotente, soberbo e orgulhoso de todos os povos dentre os dez continentes. Seguiam ao pé da letra as ciências de mistério, junto com a ideologia da Esfinge. “Na busca do conhecimento se tornaram como deuses”. Assim os ensinava que um dia evoluiriam para o estagio divino, e depois para Guardiões como ela era.

             E todos admiravam sua beleza. Para alguns ela era linda. Sua grandeza, extravagância, luminescência, transcendência e sua prepotência. A ponto de dizerem como fanáticos pelas ruas:

            “Quem em todos os continentes poderia se assemelhar a Esfinge? Que nos deu conhecimento e nos transferiu ciência de planos superiores? Graças a ela nos reerguemos das cinzas para herdar toda a Terra.”

            “Graças a ela nos reerguemos das cinzas para herdar toda a Terra.” Era comum ouvir esta frase sendo dita nas bocas dos anciões, dos jovens, das mulheres e até mesmo das crianças. Com tanto hipnotismo assim era inevitável. Não exatamente a hipnose em si, mas a forma como ela era transmitida direto da sétima Pirâmide, em forma de ondas que se propagavam tanto no terceiro olho quanto na pituitária e por todo o neocórtex.

            As ondas radiônicas eram transmitidas diretas do topo da pirâmide para todas as casas, prédios e templos de Atlântida. Ninguém podia escapar delas. Na mesma freqüência e ressonância das ondas cerebrais dos atlantes.

            E, por todas as casas do continente havia pequenas pirâmides de cobre em cima de seus tetos. Cujo único propósito era retransmitir para seus habitantes as ondas radiônicas que eram transmitidas através da Pirâmide da Esfinge. Graças a essa tecnologia, os atlantes estavam sendo induzidos e condicionados a adorarem a criatura como se ela fosse à portadora da luz, e redentora do universo. Caso contrário, ninguém em plena consciência serviria tal criatura.

            Tais ondas não apenas eram emitidas todos os dias da semana. “Semanas de dez dias.” Mas também como todas as noites. “Noites de dezoito horas.” Este bombardeio mental seguia dia, tarde e noite. Mas o abuso da ressonância acontecia quando os habitantes estavam dormindo. Durante o ciclo da noite a freqüência da pirâmide fazia com que todos os cérebros vibrassem no mesmo ritmo. Isso fazia os atlantes, tanto velhos quanto crianças, jovens e adultos sonharem com o futuro glorioso de um novo império. Era desta maneira que todos acordavam dispostos a lutar e trabalhar no outro dia para o futuro daquela pátria.

            Atlântida talvez fosse a mais poderosa de todas as ilhas. Exceto pelo fato de existir outros continentes e reinos avançados assim como ela. Tais continentes e reinos eram: “O continente das maquinas, o continente de Mu, o império Rama e a cidade de Betelgeuse”.

            Esta ultima era uma cidade grande, diferente das demais que havia ao derredor da Terra. Com um bilhão de habitantes estava localizada no centro do mundo. Reis a chamavam de: “A Invencível”. Pois todos que tentavam derrotá-la, acabavam massacrados diante de suas forças. Detentora de Tecnologia Celestial, esta era conduzida pelas leis da paz e da justiça, regidas por meio de seu jovem príncipe Melquisedeque.

            O continente das maquinas estava localizado no hemisfério norte ocidental, vizinho a Atlântida. Ali mesmo, nessa terra jaz repousava um super vulcão adormecido, que segundo dizem as más profecias: “Quando ele explodir, o inferno subirá a terra e Gogue será incendiado”. E tal continente, também era conhecido como: “Terra da Liberdade, Terra dos Sonhos e América.”

            América, continente filha de Atlântida, conquistou sua liberdade por grande luta, com muito sangue e muita bravura. Separou-se do continente mãe após uma guerra épica que ficou conhecida como: “Guerra Continental”. Isso se deu há um ciclo de século atrás. “Trezentos e sessenta anos.” Mas o fato foi que a América venceu Atlântida nesta guerra.

            Graças a seus generais e a sua crença em não crer em nenhuma divindade. E também porque sua população era formada por seres humanos. Assim este continente conquistou sua soberania. O monarca americano impôs um tratado de não proliferação de tecnologias avançadas, e escravizou os pobres atlantes até a chegada da Esfinge.

            Então o continente de Mu entrou em guerra contra a terra das maquinas, pela supremacia de toda a Terra. Mu jurou em decreto imperial a América de morte, “Morte pelo fogo”. Os mumianos, habitantes de Mu cantavam em seus templos de maneira solene e repetitiva, pois acreditavam no poder da repetição das palavras:

            “Para que não nos suceda a mesma desgraça que sucedeu a Atlântida. A América morrerá no fogo!” 3x

             Embora Mu fosse menos avançado do que a jovem América em termos de ciência convencional. Os mumianos desconheciam o uso da caixa de Pandora. Por outro lado, eram avançados em ciências ocultas e faziam uso disso para guerrear contra os americanos.

            O fato foi que Atlântida aproveitou-se desta guerra para fortalecer suas forças e rasgar o tratado de não proliferação de tecnologias. Qual país viveria só exportando matéria prima? E graças a Esfinge que veio junto com seus demônios para Terra. Atlântida se reergueu das cinzas e tornou-se uma superpotência em apenas uma década. “Década de trinta anos”. Mas tanto Mu quanto a América não haviam se preocupado com este fator, pois ambos os continentes estavam em guerra um contra o outro há um ciclo de ano. Sendo esta a consagrada “Segunda Grande Guerra Continental”.

            Neste evento épico em escala global, no comando máximo das tropas da lendária Atlântida. Um grande general guerreiro, filho de Lugalbanda. Deposto do seu trono pelo próprio povo das lendárias terras da Suméria. Veio prestar serviço como general mercenário em nome da Esfinge. Seu nome: “Gilgamesh”.

            Gilgamesh estava apreciando o desenvolvimento de uma tecnologia superiora as demais. Dizem que apenas os filhos das estrelas, os sacerdotes de Betelgeuse e alguns sábios hindus possuíam tal conhecimento. Até quê… “A Mãe de todos os mistérios” chegou das estrelas transmitindo conhecimento aos sacerdotes cientistas de Atlântida.

            – Então esses são os famosos veículos voadores que os antigos Guardiões usavam para viajar pelas estrelas. – Comentou Gilgamesh, contemplando o desenho esquematizado de um Vimana. Com uma dessas podia-se mover pelos lados, tanto nas diagonais quanto nas verticais e girar trezentos e sessenta graus para qualquer direção em pleno vôo.  

Rukma Vimanavimanas

            – Não sei se você compreendeu o que eu lhe havia dito anteriormente, mas… Na verdade esses desenhos que me foram transmitidos pelo sagrado conhecimento da Esfinge, nada mais eram do que tecnologia antiga mal compreendida. – Explicou o sacerdote cientista, junto com outros onze que trabalhavam no desenvolvimento de alguns protótipos para empregarem no exército aéreo atlante. Formidável maquina de guerra que estava em andamento. O objetivo deles era destruir a América para depois afundar Mu nas profundezas dos mares.

            – Olhando para estes desenhos avançados nem dá para acreditar que povos da antiguidade possuíam tamanha tecnologia. – Gilgamesh estava espantado: – Se em minhas mãos tivesse uma dessas. Certamente teria destruído o exército que me depôs em Uruk.

            – Jamais subestime o conhecimento dos antigos. – Aconselhou o sacerdote cientista.

            – Certo! Mas como esses Asvins são feitos? E como são movidos? – Perguntou Gilgamesh, chamando aquele Vimana de Asvin, porque era assim que os atlantes chamavam esses veículos voadores.

            Outro sacerdote cientista, um híbrido que era meio humano meio réptil, líder daquele grupo de sacerdotes. Começou a explicar com seus olhos draconianos abertos…

            “Para se construir Asvins devesse utilizar dezoito elementos de nossa tabela Elemental. Sendo estes: Tungstênio, Ferro, Cobre, Alumínio, Ouro, Nióbio, Carbono, Titânio, Estanho, Saturnío, Arianium, Dragônium, Radion, Silício, Argento, Bário, Mercúrio e Cobreunium. Tais elementos devem ser capazes de absorver a luz e o calor. Assim como transmitir luz em certas ocasiões. Mas não podem de forma alguma ter remendos em suas partes.”  

            Gilgamesh não queria entender o que o sacerdote cientista híbrido dizia. Apenas queria testar logo o protótipo para começar a reprodução em massa. A fim de construir a formidável maquina de guerra voadora atlante, que colocaria a América de joelhos.  

            – Vamos logo com isso! Quero saber como se pilota uma dessas, e como se faz o ataque. – Esbravejou Gilgamesh, ansioso para entrar no Asvin.

            Os sacerdotes cientistas saíram do templo onde estavam e conduziram o general até um campo de testes. Lá se encontrava não apenas um, mas vários protótipos a serem testados. Porém, o que mais chamou a atenção de Gilgamesh foi um Asvin que tinha cento e quarenta metros de comprimento, com o formato de charuto.

             – Este Asvin é movido a mercúrio, mas também pode ser…

            – Já sei que são movidos a mercúrio. Quero entrar logo nele e voar. Será que não entende que sou pressionado todos os dias pela maldita Esfinge! – Esbravejou novamente.

            Então Gilgamesh entrou naquela nave, juntamente com os sacerdotes atlantes. Todos eram altos de olhos azuis, exceto o hibrido de pele asquerosa de olhos draconianos. Este um foi obra de criação da engenharia genética dos nefílins, filhos dos deuses com as mulheres dos homens. Estes criaram todo tipo de aberração que existe na terra, tais como: Sátiros, Sereias, Minotauros, Esfinges, Nagas, Caboclos, Anões, Duendes, Atlantes, Faunos, Sugadores, Bestas… Em fim, criaram tudo que não presta! Com o propósito de exterminarem a humanidade.

            O sacerdote ligou o motor Taquiônico. E naquele momento, toda a superfície do Asvin feito de Saturnío. Metal criado pelos deuses. Cuja dureza se assemelhava a do Titânio, leve como o alumínio e resistente como o Tungstênio. Incandesceu-se como uma lâmpada.  E, o Asvin explodiu voando em altíssima velocidade em linha vertical, rumo ao céu. Isto se deu em um abrir e piscar de olhos de tão rápido que foi.  

            Gilgamesh apenas contemplou com grande espanto tamanha tecnologia. Ele já havia visto muitas maravilhas mundo a fora. Já esteve em Jericó, Tiro, Ninive, Ebla. Na sua fúria segurou leões, matou o gigante Humbaba, e destruiu o touro celestial, dentre outras tantas façanhas. Afinal, o que seria impossível para um semi-deus feito de dois terços de um deus e um terço de homem?Mas em toda sua glória como semi-deus jamais havia visto algo tão extraordinário como um Asvin.

 

            De volta a Pirâmide da Esfinge…

 

            Diante da invocação de Lindorf que foi empregada a tempo. Algo estranho ocorreu na câmera. Pois ao invés das três Nornes aparecerem para auxiliá-lo na solução do enigma, apenas uma se materializou direto do astral para o mundo físico. Era Skuld, guardiã do futuro. Ela trazia em sua mão direita um pergaminho.

            Lindorf estranhou aquilo por uma razão muito simples. Sempre que eram invocadas por meio de suas Runas, elas vinham juntas, mesmo sendo Urd guardiã do passado, Skuld do futuro e Verdandi do presente.

            – Onde estão as outras? – Perguntou o anão.

            – Urd esta ocupada guardando o portal treze. Para impedir um Temporal muito poderoso do passado de atravessar para o plano de Midgard no presente.

            – E enquanto a Verdandi?

            – Esta protegendo o portal onze, para que um Temporal do presente não vá para o futuro. – Explicou Skuld, prosseguindo: – Felizmente estou livre, mas logo terei de voltar para guardar o portal doze. Senão, algum Temporal do futuro poderia atravessá-lo para o presente.

            Assim como os Elementais, serafins, anjos, salamandras e outros espíritos criados nos primórdios dos tempos pelo divino sêmen que engravidou as estrelas. Os Temporais eram espíritos poderosos, mais até do que os Elementais. De acordo com o livro da Progênia, tais criaturas podiam se locomover no espaço-tempo, tanto pela direita quanto pela esquerda. De frente para trás ou de trás para frente. Para eles o tempo era tridimensional. Até mesmo os deuses e alguns guardiões os temiam pela capacidade que tinham em interferir na ordem em outros planos, ou mudar a linha temporal do passado, presente e futuro, através do que estes chamavam de instrumentos, aparelhos ou cavalos, tais como: Humanos, Arianos, Atlantes, Elfos, Sátiros, Medusas ou qualquer outra criatura de mente fraca ou vazia, fácil de manipular.

            – Só não estou entendendo os motivos de a Esfinge estar parada na posição de quatro sem fazer nada para te impedir. – Estranhou Mina, com ares de desconfiança.

            – Porque estou tendo ajuda de um Temporal benigno neste momento. Ele esta desviando o curso da linha espaço-tempo que se chama presente, onde a Esfinge se encontra. E por isso ela esta neutralizada. Mas este efeito só durará um ciclo de minuto. – Skuld olhava seu horóscopo, o qual ficava no pulso esquerdo.

            – Então por que raios de Thor vocês não matam logo essa Esfinge?! – Esbravejou Lindorf, segurando firme o cabo do machado.

            – Até poderíamos tentar matá-la, mas isso só seria possível se tivéssemos poder e armas para isso. – Lamentou Skuld, de cabisbaixa: – Infelizmente nosso pai. A Consciência Cósmica concedeu-nos forças para guardar as linhas do tempo. Contudo não podemos interferir no curso das linhas temporais.

            – Cada um colherá o que plantou no passado! Até mesmo os deuses temem as leis da Consciência Cósmica. – Mina refletiu e disse isso naquele momento: – Todavia tu que és Guardiã pode anular a barreira psíquica para matarmos a Esfinge.

            – Seria muito fácil anular esta barreira senão houvesse um selo de proteção que a mantém vibrando. – Explicou Skuld. A barreira da Esfinge estava ali, mas era invisível aos olhos no plano físico.

            – E como não tenho poder para mudar as linhas do tempo. O máximo que posso fazer é auxiliá-los com um conselho, que esta no meu pergaminho. – Prosseguiu Skuld, mostrando o pergaminho para Mina. No entanto, Skuld não poderia abrir este pergaminho, apenas Mina ou Lindorf.

             – Compreendo, é neste pergaminho que esta o conselho para se resolver o enigma. Contudo, para termos a resposta precisamos quebrar o selo desta barreira. – Mina colocara suas mãos finas e brancas como a seda sobre a barreira, sentindo sua essência.

            – Pelas barbas de Odin! Era só o que me faltava. Como se já não bastasse ter que resolver o maldito enigma, ainda temos que quebrar o selo da barreira. – Lindorf estava nervoso, a ponto de arrancar os cabelos.

            – Entenda Lindorf, e compreenda o quão necessário é quebrar este selo. O conselho esta no outro lado, no pergaminho de Skuld. Ela não pode anular a barreira, mesmo sendo uma Guardiã, pois este é um problema que nós temos que resolver. – Mina estava tentando descobrir algo sobre a barreira quando disse isso. Mas era tão difícil de decifrar aquilo que Skuld precisou ajudá-los com outro de seus conselhos:

            “Este tipo de barreira pode ser desfeita apenas descobrindo quantos graus tem um ciclo de minuto no horóscopo de Midgard. Esta é a chave para desfazê-la.”

            – Não estou a fim de quebrar a cabeça, deixarei isto com Mina. Ela tem mais paciência do que eu para este tipo de coisa. – Lindorf passou a responsabilidade para sua companheira de batalha. A única que podia desfazer a barreira era ela, pois conhecia melhor a física do mundo da superfície. Lindorf era mais versátil na física da Terra Oca.

            – Fácil! Em nosso mundo o dia dura um ciclo de trinta e seis horas, sendo dezoito horas o dia e dezoito horas à noite. Cada hora tem um ciclo de sessenta minutos e cada ciclo de minuto tem um ciclo de noventa segundos. – Explicou Mina, anulando a barreira da Esfinge no mesmo instante.

            – Tempo mais estranho esse de Midgard, hein! – Estranhou Lindorf, coçando a cabeça.

            Skuld entregou o pergaminho para Mina que em seguida o abriu, lendo o conselho. Então, Lindorf ergueu o machado para o alto e disse:

            – Ninguém precisa resolver este enigma. Vou aproveitar a chance que tenho para arrancar a cabeça dessa criatura fora. – A Esfinge estava parada no tempo por causa da armadilha que o Temporal havia criado.   

            – Fiquem dentro da área da barreira que foi desfeita, e não saiam de maneira alguma.  Haja o que houver. – Aconselhou Skuld.

            – Não estou entendendo. Se ficarmos parados aqui, depois que a Esfinge escapar da armadilha, irá nos destruir. – Replicou Lindorf, decidido a continuar.   

            – Tudo que entrar na área da armadilha, seja lá o que for, ficará preso no tempo. – Explicou Skuld, fazendo o anão desistir dessa ingenuidade.

            Assim que Mina terminou de ler o pergaminho, este se dissolveu em fumaça ectoplasmática branca, de cheiro amorfo. Então Skuld disse:

            – Espero que tenha memorizado este conselho, pois esta é a única chance que terá para desvendar o enigma.

            Após ter dito isso, Skuld vestiu sua toca e desapareceu da câmera de cristal. Entretanto, o espírito Temporal persistia segurando a Esfinge. Estava usando todo seu poder mágico para mantê-la presa. Contudo… Num piscar de olhos de Lindorf, a Esfinge escapou da armadilha, rasgando o Temporal com suas garras de ferro. Em um único golpe.

            Irritada, a Esfinge disse:

            “Como pude ter caído num truque desses?! De qualquer forma, não deixarei que isso aconteça comigo novamente. Pois a mesma estratégia jamais funcionará duas vezes em seguida.”

            – Descobri qual é a resposta para este enigma. – Declarou Mina, chamando a atenção da Esfinge.

            – Nem mesmo os deuses resolveram este enigma, quanto mais uma mera mortal como tu? Saiba que terás uma única chance para resolver meu enigma. Se você acertar, permitirei que escape com vida da minha pirâmide, mas se errar, o destino de ambos será na terra dos mortos. – Declarou a Esfinge, enquanto aguardava a resposta.

 

            Próxima parte: Na terra das máquinas.

 

 

Vocabulário

 

América: Em “Os sete enigmas da Esfinge” a América é um dos continentes mais avançados do mundo. Os americanos dominavam com eficiência outros tipos de VMV, menores do que a dos atlantes, ramanianos e mumianos. Mas eram muito perigosas. Elas carregavam uma tecnologia épica terrível, conhecida como: O Raio de Ferro.

No começo da nação este povo cultuava diversos deuses, dentre eles a deusa América. Mas no decorrer dos séculos os americanos foram evoluindo os conceitos e a crença nas divindades foi sendo minada aos poucos, até quê… A nação passou a não cultuar e acreditar em mais nenhuma divindade, somente na evolução.

            “Um dia a deusa América caminhou sobre os mares, chegando a um continente que ficava no outro lado de Atlântida. Com seu conhecimento ensinou os nativos a como construírem casas e ferramentas de ferro. Os nativos se libertaram do atraso, e para homenagear a deusa do conhecimento, liberdade e dos sonhos. Eles colocaram o nome do continente de: América.”

Trechos do poema épico americano, quando este povo ainda cultuava a deusa América.

Asgard: O reino dos deuses. Os Æsir na mitologia nórdica. Em “Os sete enigmas da Esfinge” este reino fica abaixo da superficie da Terra. Também conhecido como Terra Oca.

Asvin: São os vimanas. Chamados pelos atlantes de Asvins. Os Asvins serão conhecidos como a terrível MVGA “Maquina de Guerra Voadora Atlante” para subjugar exércitos inimigos.

Consciência Cósmica: Em “Os sete enigmas da Esfinge” nada mais é que o Ser Supremo Primordial que nasceu do interior de uma singularidade nos primórdios do universo. Também conhecido como Grande Pai.

Continente de Mu: Localizado no Oceano Pacifico entre Austrália e América. Em “Os sete enigmas da Esfinge” este super-continente é pai de Atlântida. Foi de Mu que saíram diversos povos que colonizaram vários continentes no mundo.

Elementais: Em “Os sete enigmas da Esfinge” são espíritos que habitam a natureza. E por trás de cada elemento da tabela Elemental existe uma dessas criaturas. São capazes de se materializarem tanto no físico quanto no astral e estão divididos em sete subordens.

Esfinge: Um demônio exclusivo de destruição e má sorte segundo a mitologia grega. Retratada como uma criatura mística e ancestral de acordo com a mitologia egípcia. Em “Os sete enigmas da Esfinge” ela foi a primeira que nasceu dos Guardiões. Seu nome é um mistério. Mas devido ao orgulho, cobiça e ambição em ser soberana, tentou tomar o Trono do Poder da Consciência Cósmica, a fim de estabelecer uma Nova Ordem Universal. “Novo Ordo Universalem”.

Sua Conspiração falhou e como punição por tamanha loucura, o Grande Pai a transformou em Esfinge; condenando-a a carregar a Grande Mãe sobre seu dorso por toda eternidade. 

Gilgamesh: Deus-herói na mitologia sumeriana que matou o gigante Humbaba. Guardião das Montanhas de Cedro. Foi quem matou o Touro Celestial que a deusa Ishtar enviou para puni-lo por não ter cedido as suas investidas amorosas. Em “Os sete enigmas da Esfinge” este semi-deus é traído por seu melhor amigo, Enkidu. Gilgamesh foi deposto e expulso da Suméria por meio de uma conspiração para estabelecer Enkidu como o novo rei de Uruk.   

Midgard: Reino dos mortais, ou seja, dos humanos. Em “Os sete enigmas da Esfinge” este reino fica na superfície da terra.

Mumianos: Habitantes do continente de Mu.

Nornes: Deusas do destino que tecem o destino dos homens em seus teares. Urd, guardiã do passado, Verdandi, guardiã do presente e Skuld, guardiã do futuro. Um clã de deusas da mitologia nórdica cuja função é controlar a sorte, o azar e a providência. As três têm poder sobre o destino. 

Em “Os sete enigmas da Esfinge” elas são Guardiãs e filhas da Consciência Cósmica com a Grande Mãe. Foram umas das poucas Guardiãs a não aderirem na conspiração da Esfinge.

Runas: Antigo alfabeto usado por povos da Europa do Norte. Com vinte e quatro símbolos gravados em pedras, cristais ou seixos. Cada letra gravada em uma pedra tem um significado mágico. Elas eram usadas pelos povos nórdicos antigos como forma de fazer previsões, falar com os deuses e autoconhecimento.

Skuld: Guardiã do futuro e irmã de Verdandi e Urd. Em “Os sete enigmas da Esfinge”, foi a ultima a nascer da Grande Mãe. Contudo, dentre as trigêmeas que nasceram no mesmo dia. De todas as três, esta era a preferida da Grande Mãe. E por isso recebeu a responsabilidade de guardar o futuro.

Temporais: Em Os sete enigmas da Esfinge” os Temporais são espíritos poderosos, mais até do que os Elementais. De acordo com o livro da Progênia, tais criaturas podem se locomover no espaço-tempo, tanto pela direita quanto pela esquerda, de frente para trás ou de trás para frente.

Urd: Das três irmãs deusas do Destino, Urd é a mais velha. Guardiã do passado. Em “Os sete enigmas da Esfinge”, Urd foi à primeira das irmãs a nascer da Grande Mãe, esposa do Grande Pai, que é a Consciência Cósmica. Por ser a primeira, ironicamente recebeu a responsabilidade de guardar o passado.

Verdandi: Guardiã do presente e uma das deusas do Destino. Em “Os sete enigmas da Esfinge”, ela foi a segundo a nascer da Grande Mãe. A Consciência Cósmica deu-lhe a responsabilidade de guardar o tempo que se chama presente.  

Vimanas: De acordo com a mitologia hindu, os vimanas são naves mitológicas voadoras. Usados na arte da guerra. Os vedas, textos hindus antigos narram vários tipos de vimanas com formatos diferentes. Eram capazes de voarem não apenas na atmosfera terrestre como também nas profundezas do oceano e no espaço sideral.  Em “Os sete enigmas da Esfinge” Atlântida usará o VMV (Veiculo Mitológico Voador) MFV (Mythological Flying Vehicle) para conquistar os dez continentes.

Yggdrasill: Árvore que constituía o eixo de todo o mundo. Considerada o centro do universo. Seu nome significa: “Cavalo de Odin”.

 

Em outras continuações haverá outros vocabulários.

9 Comments»

  • Claudeir da Silva Martins says:

    Pronto! Consegui finalizar a parte 3, a solução do enigma vai vir na próxima parte.

    • paty says:

      ola, gostei de ler os enigmas da esfinge, e gostaria de ler o resto, como faço?

    • nicolas telo says:

      eae claudeir. Caraca ! Eu tava navegando aki procurando assuntos referentes a mitologias e achei a sua história. Fiquei lendo essa história com muito bom gosto ( e olha que nao sou de ler muita coisa não), mais achei essa hist´´oria muito legal cara. Eu fiquei procurando a parte 4 da história, mais pelo visto voce desistiu néh !? kkkk Me passa isso pela mente porque eu estou lendo em pleno 2015 e voce começou a escrever em 2013 haha. Se voce puder voltar à terminar essa história eu ficarei agradecido, porque ta ficando uma história muito maneira cara !
      PS : Eu devo dizer HISTÓRIA ou ESTÓRIA ? Até hoje nao sei kkkkkkk mals ae !

  • J.Nóbrega says:

    Olá amigo,
    .
    Li esssa parte com bastante interesse, e gostei.
    .
    Mas, deixo a velha dica, cuidado para não deixar a leitura cansativa. Não estou dizendo que esteja, mas há uma gama de informações em um texto pequeno, e isso leva o leitor a ter que parar para digerir tudo o que foi falado o que pode ficar chato.
    .
    É um problema que enfrento nas minhas Letras Históricas constantemente, pois a muito que se falar, mas é preciso encontra o momento certo.
    .
    A dica que dou é, primeiramente crie um foco: A luta contra a esfinge, o enigma, a personalidade dos personagens, tenha um foco principal, a partir dele você desenvolver a história, adiciona as informações, mas tomando o cuidado de elas não abafem o foco. Tente isso que vai ficar ótimo.
    .
    Estou ansioso para saber o resultado desse enigma! Abraço!

    • Claudeir da Silva Martins says:

      Que bom te ver por aqui! E fico feliz que tenha gostado.

      Sobra à velha dica, está correto, tomarei mais cuidado com isso, ou pelo menos, me esforçarei. Porque às vezes eu escrevo com muita rapidez e esqueço de algumas coisas, mas no mais, a resposta do enigma virá na próxima parte.

      Realmente, preciso melhorar muitas coisas. Sou bom em outras matérias, mas no quesito de português, hehehe… Estou estudando. E sobre o foco, okay! Farei isso, um foco narrativo melhor, se for esse o foco no caso. Muito obrigado por ter comentado.

  • Lido! Agora comento.

    Gostei! Claudeir, sua criatividade é invejável! Sua mente deve operar numa velocidade frenética. As ideias são todas super-originais. =)

    Agora seguem apontamentos mais específicos:
    1) Há trechos que me pareceram mal estruturados. Algumas frases ficaram soltas, sem verbo (não que toda sentença precise ter um verbo, mas creio que nos casos acima não cabia suprimi-lo). É como se vc tivesse cortado uma ou outra frase bruscamente, deixando-a não concluída por usar ponto final em vez de vírgula. Por exemplo em “Com o intuito de criar um exército poderoso”: vc poderia unir esse pedaço à frase anterior, com ou sem vírgula, para ficar: “… a Esfinge havia criado um sistema de evolução tecnológica, com o intuito de criar um exército poderoso”. Mas, enfim, não foi nada que tenha prejudicado a compreensão do texto. Só acho que vale uma revisãozinha na pontuação e fraseamento. 😉

    2) Genial a ideia de colocar a Esfinge como deusa dos atlantes. É coerente que um povo tão devotado à busca pelo conhecimento idolatre justamente a guardião dos mistérios. O mistério é o que impele a curiosidade, que é o que motiva a busca pelo conhecimento. (Ok, geral estava hipnotizado, mas ainda assim gostei da correlação mistério-conhecimento que vc fez.) 😉

    3) Confesso que não entendi o motivo do flashback sobre Atlântida, a guerra e os Asvins. Imagino que ele tenha por meta dar um vislumbre do passado histórico ao leitor, mas achei que ficou meio deslocado… :/ Talvez pudesse inseri-lo em outra ocasião, não sei.

    4) Reitero o que o J.Nóbrega falou: cuidado para não cansar o leitor com informação em excesso. Reconheço que quando estamos criando uma história, um mundo, um universo ou que for, corremos o risco de perder o foco e começar a pensar em cada detalhe. Isso não é necessariamente ruim. Os detalhes em tese deixam a trama mais consistente. O problema é que vc tem de conseguir demonstrar ao leitor que os detalhes acrescentados têm valor, que são importantes de algum modo. Lembre que não basta transmitir informação. O leitor só fica cativado de verdade quando, além de informar e instruir, o texto o faz sentir também. Daí passo ao próximo ponto.

    5) Em certos momentos, vc “contou” demais e “mostrou” de menos. Eu enquanto leitor acompanhei perfeitamente todo o relato, apreendi tudo que me foi contado. Mas não vi as cenas acontecerem diante de meus olhos, não tive a impressão de participar delas, não imergi na história. E aqui eu paro de falar e recomendo dois artigos a respeito. Um do Rainier Morilla, publicado aqui no ONE mesmo: http://www.onerdescritor.com.br/2012/01/show-dont-tell-ou-mostre-nao-diga/. E outro do “Ficção em tópicos”: “http://ficcao.emtopicos.com/2012/11/contar-mostrar-historias/”.

    Bem, essas são minhas sugestões. Não as leve tão a sério. As ideias por detrás do enredo estão fantásticas, mas creio que podem ser melhor trabalhadas. =D
    Abraços!
    (Sigo para o “Homem da mala preta”.)

    • Claudeir da Silva Martins says:

      Caraca! Que super comentário! Impressionante essa sua forma de organização da gramática e seu ponto de vista, olha, bem colocado! Oo

      1 – Quando não peco numa coisa, geralmente peco em outra, hehehe… Quando não é na virgula é no ponto final. É, irei fazer um revisão e escrever a próxima parte com mais calma e análise ainda.

      2 – Interessante sua análise sobre o mistério e o conhecimento. Incontestável! É, sei que ficou meio pequeno esse comentário, mas não tenho muito o que dizer. Legal, você fala os pontos forte e pontos fracos, irei me esforçar para melhorar esses pontos fracos. A fim de ter um linguagem mais culta.

      3 – Farei uma revisão para a história toda, desde o começo até o fim. Muito bom.

      4 – Sim, é verdade! Comecei essa história na empolgação e não me dei conta de que iria envolver tantas mitologias e tantas coisas. Oo, Isso, de fato, cansa. Talvez porque eu só veja o meu lado como leitor. Mas é fundamental que eu melhore toda essa história. As dicas estão guardadas. Afinal de contas, é a primeira vez que escrevo uma história sobre mitologias.

      5 – Preciso trabalhar nas cenas e fazer o leitor entrar na história. Bom, tem muito a melhorar. Verdade, irei trabalhar melhor e irei ler os artigos do Rainer Morira. Muito obrigado pela critica construtiva. Valeu ai! Sua critica e do Nóbrega são muito valiosas.

  • Lucas says:

    Quando vc vai terminar ???

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