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Jul
19
2013

Ovelhas sem rebanho num mundo sem cordeiros

Érica entrou no bar depois de uma porrada na porta. Todo mundo olhou na sua direção. “Voltei Jaime!” Ele estava de costas mexendo em umas garrafas. Viu tudo pelo espelho e não escondeu sua expressão de “que merda!”. Ela foi até o balcão e sacou uma nota de cem. “Me dá uma garrafa forte e desconta o troco da minha conta.” Ninguém nega dinheiro. O Jaime pegou a nota, uma garrafa de conhaque barato e devolveu uma moeda. “Ainda não paga tudo.” “Seu safado de merda. Não é a toá que esta espelunca vive vazia. Quero pelo menos dez e uma cerveja de volta”. As rugas dele começaram a crescer, mas ele pegou a garrafa e o dinheiro e entregou para ela.

Em geral as pessoas evitavam olhar para Érica. Não era exatamente amor o sentimento que ela despertava a primeira vista. Como as mesas pareciam alheias a sua presença ela se fez escutar. “Tem algum homem aqui disposto a um porre e uma foda?” Ninguém se candidatou. “Bando de frouxos!”. Nada mudou. Ela sentou num canto sozinha. Encheu um copo de cerveja e deu uma boa talagada na garrafa. Entre um e outro acendeu um cigarro. Um sujeito saiu do banheiro. “Ouvi alguém falar sobre um porre e uma foda”, disse enquanto ia na direção dela. Ele não era exatamente o tipo boa pinta. Não importava muito. “Fui eu garanhão. Esta disposto?” Ela levantou a garrafa, ele não exitou.

O cara chamou ela para o banheiro. “É cocaína?”, ela perguntou. “Não, fermento”, ele respondeu. “Então faz crescer?”, disse com um sorriso sacana. “Hoje você vai voar baby”, retrucou. Os dois começaram a se agarrar no banheiro. Um torto, e outra se retorcendo. Veio do nada um estrondo. POW! Era o Jaime, que a chutes e pontapés reclamava. “Meu bar não é puteiro porra!”. Pronto para briga o valentão saiu da cabine. A ripa na mão do Jaime e sua cara de maníaco pararam ele antes que qualquer coisa pudesse sair da sua boca. “Não vale a pena amor. Vamos para outro lugar”, disse Érica tentando se agarrar no rapaz, que tremia como uma máquina de lavar roupas velha.

Depois de andarem sem direção, e serem escolhambados numa praça perdida pela cidade, decidiram ir para a pensão onde ele vivia. “Tem mais bebida lá”, ele argumentou. “O que você quiser”, ela murmurou. Foram se aproximando de um sobrado velho. As luzes estavam acesas, o rádio exalava Ney Matogrosso. Uma meia duzia estava numa sala enchendo a cara e cheirando fermento como se não houvesse amanhã. Érica entrou na dança sem perceber. “Vira! Vira! Vira! Vira! Vira! Vira Homem! Vira! Vira! Vira! Vira! Lobisomem…” A noite ia se indo quando Érica notou que o cara não estava mais lá. Ninguém fez questão de responder suas perguntas. Era difícil entender o que ela falava.

Então ela saiu procurando por quartos. Enquanto passava pelo corredor começou a sentir algo estranho. Como se o vento soprasse em direções diferentes. O som tinha sumido. Debaixo de uma porta saia uma luz verde, intensa. Sem pensar muito, e com calma, ela girou a maçaneta. Quando pode olhar para dentro viu um baixinho, com três braços e um olho no meio da testa, levitando, sentado no ar. Três mini elefantes andavam em volta dele no chão, subindo e descendo suas trombinhas. Foi compelida a entrar. A porta se fechou atrás dela e os elefantinhos pararam de andar em círculos.

Eram mais de dez da manhã quando ela acordou no sofá da sala, vestindo uma camiseta que não era sua e coberta por uma manta. Seu corpo dizia para sua cabeça que a noite tinha sido agitada. Mesmo assim ela sentia aquela sensação de quem deu a trepada do século. Érica começou a ficar confusa, lembrar dos detalhes. Levantou e pegou uma calça que viu perdida num canto. Escutou um barulho vindo dos quartos. Passou a mão em uma garrafa de alguma coisa que estava pela metade na mesa e saiu sorrateiramente da casa.

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